Considerando seu papel de distribuidor do Linux por meio do Android, o Google foi observado com atenção enquanto se defendia do processo movido pela Bedrock Computer Technologies devido a uma patente relacionada a uma implementação de listas encadeadas.
Mas ao contrário dos casos mais usuais, em que vemos empresas sendo processadas por patentes de software na condição de desenvolvedoras ou distribuidoras de código, neste caso o processo é devido ao uso do Linux nos servidores do Google.
Segundo a Bedrock afirmou ao judiciário, esta implementação de listas faz parte do kernel Linux usado nos servidores do Google (mais especificamente, das rotinas que mantêm as tabelas de roteamento). A mesma Bedrock também processou outras empresas, como PayPal, Match.com e Amazon pelo mesmo motivo – algumas delas ainda estão se defendendo judicialmente, outras preferiram um acordo com a Bedrock.
Dadas as mais de 40 ações judiciais relacionadas a patentes do Android que estão em andamento, o desempenho do Google quanto a esta ação (que não tem relação direta com este produto) foi acompanhado pelas partes interessadas, e o fato de a empresa acabar sendo condenada após não ter conseguido provar suas diversas linhas de defesa (incluindo que a patente era inválida devido à trivialidade ou não-originalidade da implementação da Bedrock, e que a rotina em questão no kernel Linux não correspondia ao algoritmo patenteado) certamente não foi visto como um bom sinal, embora ainda haja possibilidade de apelar a uma instância superior.
Em paralelo, entretanto, a Red Hat percebeu a agitação de parte de seus clientes preocupados com a ação, e deu início à sua própria ação judicial contra a Bedrock, cujo resultado ainda deve demorar mas, caso seja positivo, levará à afirmação judicial de que a patente em questão é inválida. (via bbc.co.uk)