E saiu o N9, o prometido celular com MeeGo que seria lançado ainda neste ano, antes de a Microsoft consumar definitivamente, por meio da inserção do Windows Phone 7 nos futuros aparelhos, seu casamento com a Nokia.

Além de simbolizar o fim de uma era em que a empresa de Espoo adotava primariamente tecnologias associadas ao código aberto, o N9 é bonito, traz uma bela câmera, parece ter boa configuração de hardware, e – apesar do esforço pelo marketing da Nokia para esconder o nome do sistema operacional – demonstrará o que o MeeGo teria como potencial no mercado de celulares. E talvez inspire a Intel e seus novos parceiros nas outras plataformas para onde estão apontando o sistema.

Trecho do Gizmodo:

a Nokia anuncia oficialmente o N9: com tela AMOLED curvada de 3,9 polegadas, construção monobloco e câmera de 8 megapixels com lente Carl Zeiss, ele tem zero  botões na frente – basta deslizar os dedos sobre a tela para fazer o que você quiser. Ele roda MeeGo, não Windows Phone 7, mas a Nokia acredita que isso não tem muita importância.

Viu o vídeo acima? Ele não cita uma só vez que o N9 roda MeeGo. No release à imprensa acontece a mesma coisa. O vídeo só mostra do que o aparelho é capaz: navegação GPS passo-a-passo, fotos com a câmera de 8MP com lente Carl Zeiss e dual flash, com foco automático e vídeos em HD e transferência de arquivos através de NFC.

O MeeGo conta com navegador com engine Webkit 2 e suporte a HTML5, além de multitarefa e a interface baseada em “swipes” – assim você alterna entre o feed de eventos, apps abertos e lista de apps disponíveis. Você destrava o aparelho com dois toques na tela e um “swipe” – nada de apertar botões ou alavancas. Vale notar que a tela do N9 tem proporção widescreen (16:9), é de Gorilla Glass (resistente a arranhões), e o aparelho não tem teclado físico.

Como dissemos, a Nokia vê o N9 como um experimento. Pelas palavras de Marko Ahtisaari, diretor de design da Nokia, eles (…) (via gizmodo.com.br)