Os celulares de banca de camelô, estilo “MP12″, normalmente são modelos sem certificação da ANATEL, o que os tornaria irregulares mesmo que não fossem falsificados nem contrabandeados – razão pela qual o MPF está preparando uma ação civil para obrigar as operadoras a bloqueá-los.
Mas ainda não se sabe como as operadoras poderiam fazer isso, já que o número de identificação IMEI, único para cada aparelho, também vem sendo falsificado.
As operadoras ganham mesmo é com o uso de sua rede, e não com a venda dos aparelhos, então não imagino que a cooperação delas (além do que for inevitável) vá ser muito mais do que nominal. Mas isso é algo que só veremos se essa ação civil prosperar, algo que – se acontecer – ainda pode demorar bastante.
Trecho do Gizmodo:
Os xing-lings ganharam bastante mercado nos últimos anos. É, os aparelhos têm durabilidade menor, podem causar riscos à saúde (por não terem sido testados) e não têm garantia, né? Mas, além de serem mais baratos que as alternativas oficiais, muitos deles comportam dois chips – o que é bom para clientes pré-pago que querem aproveitar promoções de duas operadoras, por exemplo.
E os vendedores parecem lucrar bastante com o negócio: segundo a Folha, um lojista de celulares xing-ling faturam R$80.000 em média, e o lucro dá cerca de 60% desse valor. Quem sai perdendo são as fabricantes dentro da lei: ano passado, as perdas estimadas com a venda de aparelhos xing-ling foram de R$1 bilhão, ou 20% da venda de aparelhos originais. (via gizmodo.com.br)