Trechão do Gizmodo, a partir de link enviado por Guilherm Moser (moserguilhermeΘgmail·com):
O processo entre Google e Skyhook teve novo capítulo na última semana, quando a corte negou o pedido de julgamento sumário do Google. Assim, um processo de 750 páginas foi revelado e dissecado na espetacular matéria de Nilay Patel no This Is My Next. A Skyhook, empresa de serviços de localização, fechou acordos com Motorola e Samsung para ter seu serviço nos Androids da empresa, substituindo a API do Google de localização. O pessoal de Mountain View ficou sabendo da história pela imprensa e não gostou nem um pouco do que ficou sabendo. E a história revela a pesada mão da empresa em seu sistema operacional considerado aberto.
(…) E o que tudo isso significa? Com a palavra, Nilay Patel:
“No mínimo, fica muito claro que o Google é o ator principal quando o assunto é o desenvolvimento de aparelhos com Android, a ponto de o próprio Andy Rubin aprovar e negar pedidos das fabricantes. Também fica claro que o Google dá um enorme valor à coleta de dados de localização. (…) Um dos chefes do Google disse sumariamente que o ‘Skyhook não tem o direito de acabar com o direito contratual que o Google tem de coletar dados de localização de aparelhos da Motorola’. Não poderia ser mais direto do que isso. E o Google não hesita em usar sua força para tirar o que quer das fabricantes.”
Outra questão fica clara em todo o processo: a Open Handset Alliance, que em tese é uma união entre operadoras, fabricantes e Google para discutir e colaborar com o Android, não manda em nada. Ela não é citada uma mísera vez nas 750 páginas do processo. Parece claro que a cobrança por parte de usuários e imprensa — por atualizações, menor fragmentação e correção de falhas — deve ser maior em cima do Google, e não pelas fabricantes, que aceitam as escolhas do Google de mãos atadas (mas que ainda têm muito o que explica quando o assunto são as malditas skins). Se ele tem tanto poder, ele mesmo tem de responder pela busca de uma experiência mais coesa no Android, desde seu princípio. (…)” [referência: gizmodo.com.br]