Trecho da minha coluna de ontem no TechTudo a respeito do recente episódio no Android Market:

Imagine baixar uma app da loja on-line oficial do fabricante do sistema do seu celular, e descobrir que ela veio com um rootkit e que a única solução completa pode ser “zerar” todo o celular e reinstalar o seu sistema operacional?

Uma situação assim aconteceu a milhares de usuários nesta semana, e abre espaço para uma discussão sobre os limites do que anos de experiência nos ensinaram sobre downloads seguros.

Quem garante?

Já escrevi em várias oportunidades, e este texto é mais uma oportunidade de repisar o alerta, de que a próxima fronteira da segurança digital a ser desbravada pelos usuários não é em seus próprios equipamentos, e sim nas fontes (aparentemente confiáveis) de aplicativos para instalação.

Afinal de contas, nem mesmo um repositório de programas tão restrito e controlado como a App Store da Apple está imune a aplicativos com funcionalidades disfarçadas – e no caso de modelos de distribuição de apps mais abertos, como o Android Market, a situação se complica muito mais, pois as barreiras de entrada são extremamente baixas.

Evitando algum mal-entendido, já antecipo a explicação: não estou defendendo o modelo restrito – acho que até mesmo a App Store da Apple vai precisar de uma estratégia que permita identificar comportamentos indevidos dos programas enviados para a aprovação da Apple.

Mas no caso das lojas abertas (como a do Android) e dos repositórios públicos (como os mantidos pela comunidade em complemento ao das distribuições de Linux), a situação é (…) (via techtudo.com.br)