O BlackBerry PlayBook é o tablet que a RIM vem tentando fazer decolar, embora os resultados em termos de vendas até o momento tenham estado bem longe das previsões. Rodando o sistema operacional QNX, um dos motivos pelos quais ele atraiu interesse geek foi a promessa de que seria capaz de rodar aplicativos criados para Android, por meio de um conversor de código oferecido aos desenvolvedores e de um ambiente especial de execução: o Android Player.
Só que agora que o tal suporte está próximo de vir à luz, surgiu a situação que lembra a velha piada sem graça do caipira que diz que a vida na fazenda dele é uma fartura: farta arroz, farta feijão, farta dinheiro, farta tudo.
No caso do PlayBook seria exagero dizer que farta tudo, mas vão mesmo faltar vários recursos presentes em boa parte das apps mais populares para Android, reduzindo assim a capacidade de este recurso combater outra “fartura” que preocupava a RIM: a de aplicativos populares rodando em sua plataforma.

Entre os recursos do Android que não podem estar presentes nas apps transportadas para o PlayBook estão: compras dentro do aplicativo, vocalização, SIP e SIP VoIP, qualquer coisa feita com o Native Development Kit, App Widgets, apps com mais de uma atividade associada ao Launcher, Live Wallpapers e mais.
Claro que ainda sobram recursos suficientes para rodar as mais variadas categorias de aplicativos, e que desenvolvedores especialmente motivados poderão produzir versões castradas de suas apps populares para reduzi-las aos recursos suportados pelo Android Player do PlayBook, mas aquele interesse geek pelo que parecia ser uma solução elegante aparentemente não encontrará mais motivos para se sustentar – a menos que algo mais mude. (via thinq.co.uk – “RIM releases list of Android-on-PlayBook no-nos | thinq_”)