Há 50 anos grandes sucessos do jazz estavam chegando ao mercado, e estava prestes a começar o “ciclo do rock” nas gravadoras europeias (o primeiro álbum dos Rolling Stones na Decca foi em 1964, por exemplo).

E assim a instituição do domínio público como realidade prática do ciclo de vida das obras artísticas recebe mais um (longo) prego em seu caixão.

Via idgnow.uol.com.br:

O Conselho de Assuntos Gerais da União Europeia pretende estender o tempo de proteção autoral das músicas de 50 para 70 anos. Apesar da resistência de 41 parlamentares, que tentaram bloquear o plano na semana passada, ele foi aprovado na segunda-feira (12/09).

Apelidada de “A Lei de Cliff” – já que garantiria ao artista Cliff Richard mais 20 anos de renda sobre suas criações – ela obriga as gravadoras, como parte do acordo, a manterem os álbuns e canções comercialmente acessíveis, ou, caso contrário, liberá-los para que os intérpretes os comercializem por conta própria. Os Estados membros teriam até dois anos para incorporar a nova norma.