O comentário sobre não ser um cavalo de troia infiltrado na Nokia veio como resposta a insinuações maldosas surgidas quando foi divulgado que Stephen Elop (que até recentemente era funcionário da MS, e conduziu o pacto da sexta-feira 11 da MS com a Nokia, que ele agora administra) possui ações da Microsoft, mas não da Nokia. Mas ele explicou direitinho e, francamente, por que ele compraria ações da Nokia se pudesse, sabendo qual o rumo que daria à empresa?

Já a versão oficial de não ter permitido que a combalida companhia finlandesa optasse pelo Android, que está em crescimento acelerado, mas sim pelo Windows Mobile que contava com sua natural simpatia, é digna de uma estátua pela defesa dos interesses dos consumidores: foi para que o mercado não ficasse reduzido a um duopólio iOS-Android (desconsiderando, por exemplo, a existência da RIM e da HP).

Trechos da cobertura da imprensa:

O presidente-executivo da Nokia, Stephen Elop, desconsiderou insinuações no domingo (13) de que sua lealdade ainda esteja com seu ex-empregador, a Microsoft. Ele detém ações da Microsoft, mas não possui papéis da Nokia.

“Eu não sou um cavalo de Troia”, disse Stephen Elop, durante o Mobile World Congress, em Barcelona. A decisão da Nokia em se aliar à Microsoft partiu de todo o conselho de diretores da companhia, afirmou. (…) (via g1.globo.com)

Agora sobre o descarte do Android:

(…) Uma questão básica é por que a Nokia optou pelo Windows Mobile em vez do Android. O sistema do Google já é, segundo algumas pesquisas, o número um no mercado de smartphones e continua ganhando participação. Seria uma escolha óbvia.

Segundo Elop, se a Nokia tivesse adotado o Android, o ecossistema da telefonia móvel tenderia a virar um duopólio. Haveria a Apple, com o iPhone, num lado, e a Nokia, com o Android, no outro. “Mas nós queríamos criar uma terceira opção, um desafiante”, disse ele. (…) (via info.abril.com.br)