Dinossauros muitas vezes se recusam a ir embora, mas não parece ser o caso: a OSI já tinha algum dinamismo em sua composição, e as mudanças já implementadas recentemente permitem escapar da clássica armadilha de organizações voluntárias cujos fundadores e líderes iniciais não aceitam discutir a hora certa de permitir a oxigenação e a chegada de uma nova geração e novas visões: já está definido que os mandatos ou termos na diretoria serão limitados, e boa parte da geração corrente de integrantes sairão em 2010 e 2011 em decorrência disso.

É um contraste bem-vindo com o de tantas outras organizações cuja direção se mantém composta pelos fundadores por décadas sem nenhuma oportunidade de bem-vinda renovação (até ser tarde demais, às vezes), mas a novidade não se restringe a isso: Simon Phipps foi encarregado de produzir uma nova visão para a OSI, considerando a nova realidade de renovação dos membros e ampliando o escopo de atuação.

A OSI pretende continuar analisando licenças, como faz há tempo, mas atuar também em outras áreas, como dados abertos, abertura na computação em nuvem, e percepção do código aberto (e das 4 liberdades) pelo consumidor. Além disso, está presente a questão das interações necessárias com grandes corporações, governos e ONGs. (via h-online.com)