No rastro da série de notícias negativas e baseadas em rumores ou interpretações duvidosas a partir de informações insuficientes, resisti a publicar algo sobre o press release que a Mandriva publicou no último dia 7, porque minha impressão sobre ele foi a mesma que deu título à matéria de ontem do Linux Journal a respeito, e que aproveitei para compor o título também deste post do BR-Linux: o que se informa é bem menos do que se desejaria saber.

De qualquer forma, fica registrado um link para o texto oficial e a sugestão de que o texto seja interpretado com atenção, pensando não apenas no que está dito, mas também no que está ausente.

O Linux Journal resumiu em uma frase: a Mandriva vai sobreviver, de algum jeito, e por algum tempo, ao menos. O modelo de comercialização vai mudar, alguns investidores já surgiram, outros estão sendo procurados, o foco é cortar custos e aumentar receitas, e os detalhes só surgirão numa próxima reunião da diretoria.

Ainda segundo o Linux Journal, o estilo do texto não é característico das comunicações da empresa, não responde a uma série de questões sobre desenvolvimento e comunidade, e levanta a dúvida sobre se as notícias são boas ou más.

Já os hermanos do Vivalinux com Ar foram bem além (descontando a deselegância do primeiro parágrafo): com base em rumores que vem do Leste Europeu (por uma série de links apresentados), afirmam que o investimento da Mandriva veio de capital russo, que um assessor do presidente da Rússia participou das negociações, e que possivelmente isso teria relação com uma antiga intenção de fortalecer um sistema operacional russo. A conferir.