O novo post do ex-funcionário da Red Hat que na semana passada entornou o caldo sobre as contribuições da Canonical ao GNOME começa assim: “É fácil deixar a boca disparar quando se está tomado pela ira, e pode ser difícil se desculpar por isto. Mas quando você finalmente conclui, inequivocamente, que você fez a coisa errada, então pedir desculpas é a coisa certa a fazer, não importando o quanto seja difícil.”
O post mais comentado da semana passada foi o que fechou a série: aquele que falava sobre a farofa jogada no ventilador sobre as colaborações da Canonical ao GNOME, a partir de um censo das contribuições e de um post repleto de adjetivos publicado por um desenvolvedor que se identifica como ex-funcionário da Red Hat, comparando os números de contribuições da sua ex-empresa com os da mantenedora do Ubuntu.

O final de semana foi passando e os diálogos foram se estabelecendo – a começar pelo post de Mark Shuttleworth lembrando sobre os perigos do tribalismo e sugerindo ao público open source que evitasse as discussões internas caracterizadas como “nós contra eles”.
Greg, o ex-funcionário da Red Hat que deu início à discussão, respondeu em um post adicional com frases inteiras em negrito e dizendo que o que ele fez não era tribalismo, e renovando e reforçando alguns dos pontos originalmente afirmados.
A discussão se aprofundou nos comentários deste último post (recomendo a leitura aos interessados, pois trata inclusive sobre os aspectos objetivos: contribuições da Canonical não contabilizadas ou não aceitas pelo GNOME), e acabou gerando um novo post do Greg, em novo tom: um pedido de desculpas, reconhecendo que seu post inicial foi fora dos limites, desrespeitoso, simplista, e que ele agora o lamenta – e analisando questões do passado que o levaram a acumular todo o amargor derramado na semana passada após ver os dados do censo do GNOME.
Mark Shuttleworth voltou a responder em um novo post, convidando Greg para um aperto de mãos metafórico, e lembrando a todos que muitas vezes nos perdemos em discussões com quem tem muito mais em comum do que diferenças conosco – além de comentar sobre a situação do passado relembrada por Greg em seu pedido de desculpas.
Concordo plenamente sobre o dano que a mentalidade tribal e as guerrinhas internas podem causar, e fico feliz que neste caso a divergência tenha terminado com um aperto de mãos simbólico.