Overclock até em celulares, onde iremos parar?
E nem sempre foi assim. Quando eu era um jovem padawan, um colega da Escola Técnica foi estagiar com COBOL em uma empresa da região que tinha computadores muito mais rápidos que os XTs da escola (os quais alcançavam espantosos 8MHz quando pressionávamos o botão Turbo), e me pediu para construir um TSR (que era como na “era DOS” se chamavam os programas que rodavam em background) para desacelerar o PC dele, porque a velocidade extrema (uns 32 MHz, imagino) atrapalhava o joguinho que ele queria jogar no horário do almoço.
Bons tempos… ;-) Mas hoje quem tem certeza de que o overclock não irá danificar seu equipamento (ou está disposto a correr o risco) tem todo meu apoio para perseguir cada ciclo de desempenho que o fabricante não se sentiu à vontade para oferecer.
(…) Membros do fórum AllDroid conseguiram fazer o processador do Motorola DROID, um ARM Cortex A8 de 550 MHz, rodar “estável” a 800 MHz. Na verdade é possível ir mais além, e chegar a 1.1 ou 1.3 GHz, o que tornaria o DROID o smartphone Android mais rápido do mercado, superando o Google Nexus One que roda a 1 GHz. Infelizmente, nestas frequências extremas o aparelho não é estável.
Para reproduzir o feito é necessário desbloquear o aparelho e instalar um novo firmware já modificado para a frequência desejada: 800 MHz, 900 MHz ou 1.1 GHz. Não é preciso dizer que o processo é delicado, invalida a garantia do aparelho e, se feito da forma errada, pode transformar seu querido smartphone em um caríssimo peso de papel. (…) (via tecnologia.ig.com.br)