Marcos Dalvez enviou o link da longa matéria “Nokia N900 vale como brinquedo ‘nerd’, mas falha como telefone” que o G1 publicou na manhã de hoje.

A análise volta a mencionar o fato já abordado em outros veículos de o lançamento no Brasil ocorrer 1 ano depois, e em português europeu. Mas separei 2 trechos que tratam de outros aspectos:

Há quatro anos, a Nokia reinava soberana no mercado de telefonia celular, tanto em vendas quanto em tecnologia. Mas aí, em 2007, surgiu o iPhone, da Apple. Logo depois vieram os aparelhos com Android, sistema operacional do Google. E a Nokia começou a perder brilho. E dinheiro. A liderança continua – a companhia finlandesa ainda tem 34% do mercado mundial e o sistema operacional Symbian, também da Nokia, está em 44% dos smartphones vendidos – mas já é hora de tentar reagir.

A aposta mais recente da Nokia é o N900, lançado em setembro de 2009 e que chega ao Brasil em agosto por R$ 2 mil. O G1 analisou o N900 e constatou que o aparelho é um excelente computador portátil para geeks, mas peca na usabilidade e, principalmente, nos recursos de telefonia. Não há, por exemplo, suporte de fábrica a mensagens multimídia, também conhecidas como fototorpedos ou MMS.

(…) Baseado no Linux, o Maemo é um sistema digno de um computador desktop. O Android, que é usado em vários celulares concorrentes, como o Motorola Milestone, tem modificações que o tornam diferente “demais” e, por isso, os programas precisam ser retrabalhados antes de funcionarem no celular. No Maemo, não. No N900 é possível instalar toda a distribuição Debian ARM – o Linux desenvolvido para o tipo de processador usado em celulares. Isso significa ter acesso a programas como o OpenOffice e GIMP. Apesar de lentos, eles funcionam como em um PC comum.

Por outro lado, também significa ter um sistema que não foi pensado para um telefone celular. E isso fica bem claro com uso do N900: as funções de telefonia não são nada intuitivas e recursos básicos estão faltando. O pior é que o N900 foi o primeiro e também deve ser o último celular com Maemo a ter funções de celular. (…) (via g1.globo.com)