Na semana passada, quando anunciei que teria uma coluna semanal sobre código aberto no novo portal de tecnologia da Globo.com – o TechTudo, recebi várias sugestões sobre tentar mostrar para o público de lá (que é bem diferente do público daqui quanto à experiência com código aberto) o que fica escondido pelos estereótipos muitas vezes associados ao termo.
Entre uma coluna e outra falando sobre funcionalidades e recursos existentes em código aberto e que possam interessar imediatamente ao público de lá, portanto, vou dar um jeito de ir encaixando este tipo de pauta, e é o caso da coluna desta semana, que procura tratar de um estereótipo (o amadorismo) que nasce de uma realidade positiva (as origens e a presença contínua de desenvolvedores que não atuam profissionalmente).

Pessoalmente, sou amador com muito orgulho, e há muito percebi (nos softwares alheios, pois não sou desenvolvedor) que não necessariamente um trabalho de amador é amadorístico.
E foi sobre isso que tratei na coluna dessa semana, incluindo números e exemplos. Separei pra vocês o trecho inicial, e o link ao final.
O mito de que os programas de código aberto são desenvolvidos por entusiastas, barbudos e com camisetas de bandas, no computador da casa dos pais é pitoresco e certamente tem bases reais – afinal, estes personagens existem mesmo – mas há bastante tempo não corresponde mais à realidade de boa parte dos softwares mais conhecidos.
Nada contra a importantíssima contribuição dos amadores, entre os quais orgulhosamente me incluo. Mas além de falsa, esta imagem comumente associada ao código aberto pode gerar indevidamente a ideia de amadorismo ou ausência de profissionalismo – duas condições cujos requisitos nem sempre se encontram no serviço de amadores competentes, mas cuja associação é, infelizmente, direta. (via techtudo.com.br)