Entre as diversas coberturas previsíveis sobre o recente lançamento do Chrome OS (“desbancará o sistema X”, “não matará o dispositivo Y em 2011″, etc.), o Guardian encontrou uma alternativa: perguntar ao histórico Richard Stallman (fundador da FSF e responsável, entre outros feitos, por ampliar as funcionalidades de um compilador de Pastel transformando-o no que veio a ser o popular GCC) a sua opinião sobre este sistema baseado na “computação em nuvem”.

A resposta permitiu ao jornalista um longo artigo, incluindo as declarações de praxe desta fonte quando esta é a pauta, tais como:

Completando, veio ainda o necessário édito stallmaniano de que, em sua essência, o Chrome OS é o sistema operacional GNU/Linux.

Mas a matéria trouxe algo que eu ainda não havia visto em manifestações do Bom Doutor à imprensa: uma advertência para que os leitores não usem o software que vem sendo oferecido para aqueles que desejam se juntar aos ataques contra as organizações que prejudicaram o Wikileaks, pois o código da ferramenta é proprietário. (via guardian.co.uk)

Mais uma vez o Bom Doutor toca, no seu estilo peculiar, em um tema importante. Pessoalmente, também não acho que soluções em nuvem sejam o ideal para quem deseja ter maior presunção de privacidade ou mesmo de controle sobre o uso dos seus dados ou comunicações, mas penso o mesmo sobre qualquer outro tipo de delegação ou contratação de serviços que afetem estes dados – o que varia é o grau.

Na minha opinião, a variação de grau entre essas 2 situações e a alternativa de armazenar, processar e comunicar estes dados em meios próprios, sem expô-los a terceiros, é a chave do equilíbrio entre controle, privacidade e a viabilidade das soluções desejadas.