Como consumidor, acredito que a batalha entre os diversos sistemas operacionais para smartphones será travada muito mais na disponibilidade de aplicativos interessantes do que puramente na superioridade de configuração de hardware; e este artigo da BusinessWeek explica algumas razões pelas quais a Nokia, apesar de continuar tendo a maior fatia deste mercado (como seus defensores não se cansam de corretamente apontar), não está conseguindo atrair e manter maior número de desenvolvedores.

As razões apontadas e descritas são 3, que vou expor resumidamente e opinar:

1) Impulso negativo: apesar de continuar sendo a detentora da maior fatia do mercado de smartphones, um desenvolvedor procurando uma plataforma para investir também analisa quão rápido ela está ganhando ou perdendo mercado – como se trata geralmente de empreendimentos com recursos bem limitados, ganhar algo em mercados que estão encolhendo geralmente dá mais trabalho e tem mais risco. A fatia do Symbian vem encolhendo bem (junto com a do Windows Mobile e Linux “genérico”) há pelo menos 3 anos, enquanto as do Blackberry, IPhone e Android crescem.

2) Excesso de variedade: ter escolha é ótimo e os consumidores adoram. Mas os desenvolvedores, nem tanto, especialmente se a variedade de novos modelos trouxer novas teclas, novas resoluções de tela e mudanças estruturais variadas que exijam uma nova versão que comporte o novo aparelho. A fragmentação também pode incomodar os desenvolvedores para o Android, mas ao menos ele está em expansão. Por outro lado, suportar aplicativos Symbian que rodem aproveitando bem os recursos de 7 aparelhos da linha N e 8 aparelhos da linha E pode dar um certo trabalho, como eu percebi (como usuário) quando migrei de um N95 para um E71 – nem todos os aplicativos continuaram disponíveis, e entre os que continuaram, nem todos funcionavam bem – mudam botões de hardware, muda a tela, e tudo muda.

3) Usabilidade pobre na loja de aplicativos: a Ovi Store vem melhorando, mas continua num patamar inferior quando comparada às concorrentes mais próximas (Android Market e a App Store). E usabilidade inferior para o cliente significa menos atratividade para o desenvolvedor, numa relação bem direta.

Quem sabe a Qt e o MeeGo mudarão isso? Vamos torcer, pois o hardware da Nokia é mesmo superior, na minha opinião – só que isso não basta.

One would think that laying claim to the largest share of the world’s smartphone market would attract the most high-quality mobile software developers, but that doesn’t seem to be the case for Nokia (NOK). The Finnish phone giant’s market share stands at 44.3 percent, research firm Gartner’s (IT) latest data show, yet according to a recent Bloomberg piece, programmers appear intent on building apps for smaller, competing platforms. The challenge Nokia has faced and will continue to face can be boiled down to three things: (via businessweek.com)