Via Convergência Digital:

O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) aceitou a realização de dez tipos diferentes de testes que colocarão à prova a segurança do sistema eletrônico de votação. Ao todo, a lista publicada no Diário da Justiça mostra que 32 pessoas foram aceitas – segundo o TSE, porque alguns dos testes exigem trabalho em grupo.

“Isso nos traz uma expectativa de resultado muito produtivo para o aperfeiçoamento do processo automatizado eleitoral”, comemorou o secretário de Tecnologia da Informação do TSE, Giuseppe Janino.

Os testes pretendem quebrar o sigilo do voto ou alterar os votos digitados – por meio de interações com o software, com o hardware da urna eletrônica ou ainda por meio dos procedimentos eleitorais. Os inscritos são profissionais de diversas áreas – ciência da computação, engenharia eletrônica, análise de sistemas e até profissionais em auditoria.

A diversidade de abordagens e estratégias pode ser medida pelo prazo solicitado pelos investigadores, que varia de apenas uma hora até quatro dias de trabalho. Os planos se propõem a atacar tanto os softwares quanto o hardware e os demais procedimentos.

Os planos de testes apresentados pelos candidatos propuseram formas diferentes de tentar desviar os votos ou quebrar o sigilo do voto. “Um dos planos propôs que a investigação por ondas eletromagnéticas pode identificar as teclas apertadas pelo eleitor e quebrar o sigilo do voto”, afirmou o secretário de Tecnologia da Informação do TSE, Giuseppe Janino.

Ainda segundo Giuseppe, “os planos de testes apresentaram tentativas de inserção de softwares maliciosos, quebra de segurança das mídias utilizadas e tentativas de quebra do sigilo do voto. Tais tentativas colocarão à prova os diversos mecanismos de segurança da votação eletrônica”.

Outro plano propõe a inserção de um software malicioso no cartão de memória flash da urna. O objetivo é tentar alterar o funcionamento do software de inicialização do equipamento, com o objetivo de promover desvios nos votos digitados. Depois de operar, o próprio software se “autodestruiria”, para não deixar vestígios. (…) (via convergenciadigital.com.br)

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