Em vez da coação, o estudo intitulado “The Long Tail of P2P” (“A Cauda Longa do P2P”, em português) mostra que os defensores do direito autoral deveriam ver a troca de arquivos P2P como uma nova forma de transmissão de mídia, tornando esse mercado legítimo, com a prática do licenciamento.
“Se os vendedores colocam à venda, talvez nunca seja comprado. Mas se quem troca arquivos passa a oferecer algum, pelo menos uma pessoa provavelmente vai pegá-lo”, ressaltam os autores no estudo, Will Page, da sociedade de artes dramáticas PRS For Music, e Eric Garland, da companhia de pesquisa P2P Big Champagne.
(…) Pesquisas apontam que muitos fãs de música não se opõem em pagar por um serviço do gênero. No ano passado, a Universidade de Hertfordshire, na Inglaterra, encontrou mais de 80% de interessados em pagar voluntariamente por serviços que ofereciam troca de arquivos de música, e uma enquete realizada na Suécia – país do PirateBay – mostrou que mais de 86% aceitariam pagar uma mensalidade de cerca de 12 libras, algo em torno de R$ 38.
Mesmo assim, o primeiro serviço de P2P voluntário do mundo, programado para ser oferecido pelo canal a cabo britânico Virgin ainda no segundo semestre, acaba de ser suspenso devido à inquietação causada no mercado fonográfico. (via g1.globo.com)
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