Há cerca de um mês soubemos que a Microsoft processou a fabricante de GPS TomTom devido a um conjunto de 8 patentes de software, sendo 3 relacionadas à implementação de Linux adotada pela TomTom, e 5 relacionadas a softwares proprietários. Houve bastante repercussão, e a empresa chegou até mesmo a buscar esclarecer que o foco da sua ação é a TomTom, e não o Linux.
Mas a TomTom não se contentou em apenas se defender, e fez o que usualmente se espera de quem tem seu próprio portfolio de patentes e é processado por patentes alheias: localizou algumas patentes suas que a Microsoft pode estar infringindo, e contra-atacou, processando a Microsoft pelo uso de patentes suas no Microsoft Maps e Trips.
A possibilidade do contra-ataque é a razão mais comum para evitar que empresas de software processem umas às outras por violação de patentes, e o motivo para que muitas delas (inclusive as relacionadas à defesa dos interesses do código aberto, como a Open Invention Network) se interessem em reunir seus próprios arsenais. Infelizmente isto oferece pouca garantia quando o processo é movido por uma empresa cujo negócio não inclui o desenvolvimento de software, entretanto – mas desta vez não é o caso.
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