No final da semana passada, ao comentar as declarações de Linus Torvalds sobre o lançamento de código-fonte de drivers da Microsoft para inclusão no Linux, publiquei uma atualização ao final da notícia informando que a Microsoft oficialmente negou a informação divulgada no dia anterior (e confirmada por Greg Kroah-Hartman, da Novell) de que a razão da liberação pela MS estava relacionada a uma violação prévia da GPL no mesmo código, que o lançamento do conjunto inteiro sob a GPLv2 corrigiria.
Segundo Sam Ranji, da Microsoft, a liberação deste código específico já estava sendo planejada há meses, e alguma notícia de violação não teve qualquer influência no assunto. Claro que dificilmente teremos alguma fonte mais autoritativa para comentar sobre as motivações dos atos da empresa, portanto ficou registrado o posicionamento na atualização, e seguimos em frente.
Mas ao longo da segunda-feira chegou por aqui a notícia de que houve mais uma rodada da mesma notícia, embora sem acrescentar novas interpretações, na minha opinião.
Ocorre que o Software Freedom Law Center se pronunciou, confirmando achar plausível a versão de que a Microsoft vinha planejando esta liberação há um bom tempo, mas também reafirmando que houve, sim, a violação – e lembrando que, estando quite com a GPL ou não, a intenção do driver é melhorar as condições da plataforma de virtualização da Microsoft quando comparada a alternativas livres como o KVM ou o Xen, como já foi bastante debatido nos últimos dias. Ao mesmo tempo, a solução amigável encontrada foi considerada bem-vinda e uma demonstração de que os mecanismos existentes tendem a funcionar bem.
Depois disso, Kroah-Hartman também voltou a se manifestar, via porta-voz, e confirmou mais uma vez o seu envolvimento no convencimento e tutoria da Microsoft que conduziram à liberação do driver, e reafirmou que a razão de ter feito isso era mesmo relacionada à existência da violação da licença, e que depois da sua intervenção, a MS de fato se mexeu para liberar o código.
Sam Ranji, da Microsoft, também voltou a se manifestar, confirmando que Kroah-Hartman auxiliou com o processo de forma valiosa, e reafirmando que isso não teve influência sobre a decisão de abrir o código.
Saiba mais (sdtimes.com).