Trechão da matéria da Info:

(…) Bem, Paulo Coelho anda surpreendendo de novo. Não é, propriamente, uma guinada de 180 graus, como a que o transformou de alma gêmea do torturado e genial Raul Seixas no mais bemsucedido escritor brazuca de todos os tempos, com mais de 100 milhões de exemplares de livros vendidos. Não, nada que precisasse de uma peregrinação a Santiago de Compostela. Quem acompanha a trajetória recente dele já está sabendo que Paulo Coelho simpatiza com a ideia do compartilhamento dos bens culturais — algo que começou com software, muitos anos atrás, e agora pipoca por todo lado.

Já este ano, quando os garotos do site sueco de torrents The Pirate Bay estavam contra a parede em Estocolmo, num julgamento animado pelas indústrias da música e do cinema americanos, Paulo Coelho se ofereceu para dar um pulo na cidade e falar a favor deles. Não recebeu resposta ao seu oferecimento, aparentemente, então não foi. Mas a solidariedade ficou no ar. Ou pelo menos é essa a versão do Torrent Freak, o site holandês que é a principal autoridade sobre torrents do mundo.

Agora Paulo Coelho vai mais à frente e põe seu bolso onde estão suas ideias. Liberou para download gratuito, em seu site, os livros que escreveu e não estão amarrados com contratos editoriais. Por dois anos, diz ele, não precisa vender esses direitos autorais para editoras. Não é uma atitude inédita, longe disso. Mas muita gente fala de open source e, na hora do vamos ver, quando as verdinhas entram em questão, não quer saber de abrir mão de copyright.

Bem, no caso de Paulo Coelho há substância. Quem entra em seu site em português vai encontrar, disponíveis para download, livros como Guerreiro da Luz, A Espada, A Contemplação. Em seu blog, sua oferta cobre até o iPhone. Os formatos que ele suporta para a baixação são variados — vão do Kindle, da Amazon, ao Reader, da Sony, passando pelo universal PDF. O pacote de downloads é acompanhado de uma sugestão: a de que as pessoas baixem e imprimam os livros, fazendo doações para bibliotecas, hospitais e prisões. (…) (via info.abril.com.br)

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