“A revista National Geographic de Janeiro publica uma reportagem extremamente interessante e perturbadora sobre o destino do “lixo tecnológico” .

Além de ser um assunto importante mas ainda muito pouco tratado hoje, a questão se destaca ainda mais em função das conseqüências da adoção da última versão do sistema operacional proprietário que domina o mercado. A geração de demanda através do sucateamento precoce e artificial do hardware é vista (ops!) como “crescimento” por parte da indústria de software proprietário, exemplificando a clássica “Falácia da Janela Quebrada”, enquanto os custos ambientais resultantes disso são pagos pela sociedade inteira. Felizmente, muita gente já está se tornando consciente destes fatos. E o Software Livre, adaptado às necessidades do usuário e não apenas às estratégias comerciais do desenvolvedor, tem um papel importante em oferecer uma alternativa a este quadro.

Trecho: “Neste mesmo instante, programadores movidos a cafeína estão desenvolvendo os programas que irão sobrecarregar e tornar lentos os nossos atuais computadores turbinados daqui a alguns anos. Para o novo sistema operacional Vista, da Microsoft, os requisitos mínimos em termos de memória e recursos gráficos já estão condenando à lata de lixo as máquinas um pouco mais antigas que, apenas um ano atrás, davam conta do recado muito bem. De acordo com o órgão de proteção ambiental dos Estados Unidos, a Environment Protection Agency (EPA), estima-se que nada menos de 30 milhões a 40 milhões de computadores estarão prontos a ser descartados em cada um dos próximos anos.””

Enviado por Helio Neto (hneto3Θgmail·com) – referência (nationalgeographic.abril.com.br).