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	<title>BR-Linux.org</title>
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	<description>Desde 1996 levando o Linux a sério</description>
	<lastBuildDate>Fri, 05 Jun 2026 18:40:52 -0300</lastBuildDate>
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		<item>
		<title><![CDATA[Cloudflare confirma: a Internet já tem mais tráfego de bots do que de pessoas]]></title>
		<link>https://br-linux.org/2026/01/cloudflare-confirma-a-internet-ja-tem-mais-trafego-de-bots-do-que-de-pessoas.html</link>
		<pubDate>Fri, 05 Jun 2026 10:02:58 -0300</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[Augusto Campos]]></dc:creator>
		<description><![CDATA[Vejam que momento mágico eu escolhi para recolocar no ar o BR-Linux: cada vez mais, precisaremos de conteúdo escrito por pessoas que desejam ser lidas por pessoas!]]></description>
		<content:encoded><![CDATA[<h2 class="mylead">Vejam que momento mágico eu escolhi para recolocar no ar o BR-Linux: cada vez mais, precisaremos de conteúdo escrito por pessoas que desejam ser lidas por pessoas!</h2>
<p>Os acessos vindos de bots (automatizados) já são 57,5%, de acordo com os dados mais recentes da Cloudflare, um dos maiores funis dos conteúdos da web moderna. É a primeira vez na história em que isso acontece, e antecipou até mesmo a previsão pessimista do CEO da empresa, que previa para o ano que vem essa ultrapassagem.</p>
<p><figure><br />
	<img alt="uma fila de robôs em frente a um datacenter" src="https://static.efetividade.net/img/AI-takeover-1456x630-jpg-webp-800-76488.jpg"><br />
</figure></p>
<p>E não são aqueles bots ~tradicionais (rastreadores de sites, indexadores de pesquisa, bots de DDoS, etc.): a Cloudflare sublinha que está mapeando agentes que navegam na web fingindo serem pessoas, em nome de pessoas, e que _isso_ já está em grande escala, em tarefas como comparar preços, pesquisar voos, pedir refeições ou lidar com interações de SACs e atendimento a clientes em geral.</p>
<p>Em termos de tempo on-line, entretanto, os humanos continuam ~ganhando.</p>
<p>Referência: <a href="https://www.tomshardware.com/tech-industry/artificial-intelligence/bots-have-now-passed-human-traffic-online-cloudflare-boss-laments-says-agentic-traffic-wasnt-expected-to-eclipse-real-people-until-next-year">‘Bots have now passed human traffic online,’ Cloudflare boss laments — says agentic traffic wasn’t expected to eclipse real people until next year</a></p>
<p><!-- #remaxe blog: brlinux --></p>
<p style="margin-top:1.5em; border-top:1px solid #d0d0d0;padding-top:0.3em;"><i>O artigo "<a href="https://br-linux.org/2026/01/cloudflare-confirma-a-internet-ja-tem-mais-trafego-de-bots-do-que-de-pessoas.html">Cloudflare confirma: a Internet já tem mais tráfego de bots do que de pessoas</a>" foi originalmente publicado no site <a href="https://br-linux.org/">BR-Linux.org</a>, de <a href="https://augustocampos.net/">Augusto Campos</a>.</i></p>]]></content:encoded>					
		</item>
		<item>
		<title><![CDATA[Criador do rsync responde (mal) à controvérsia sobre as regressões causadas pelo seu uso de vibe coding]]></title>
		<link>https://br-linux.org/2026/01/criador-do-rsync-responde-mal-a-controversia-sobre-as-regressoes-causadas-pelo-seu-uso-de-vibe-coding.html</link>
		<pubDate>Fri, 05 Jun 2026 10:01:36 -0300</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[Augusto Campos]]></dc:creator>
		<description><![CDATA[Quero começar dizendo algo que precede: tenho imenso respeito pelo legado de Andrew Tridgell, o desenvolvedor em questão.]]></description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Quero começar dizendo algo que precede: tenho imenso respeito pelo legado de Andrew Tridgell, o desenvolvedor em questão. Sua principal criação – o <a href="https://www.samba.org">Samba</a> (1992-) – foi um dos grandes impulsionadores da vitória do código aberto nos conflitos da interoperabilidade com redes proprietárias, na virada do século. Não satisfeito, ele também co-inventou o rsync (1996-), que há décadas é um fundamento da sincronização de arquivos entre servidores, e um elemento central em muitas estratégias de backup.</p>
<p>Isso não impede minha rejeição (na verdade, aumenta o tamanho da decepção, embora eu não negue que ele tenha o direito de se posicionar como bem entender) à <a href="https://medium.com/@tridge60/rsync-and-outrage-d9849599e5a0">resposta que ele publicou</a> sobre a recente controvérsia causada pelas regressões no código do rsync, iniciadas quando ele resolveu aplicar <em>vibe coding</em> ao seu desenvolvimento, como vimos neste post anterior aqui no BR-Linux: “<a href="https://br-linux.org/2026/01/novas-versoes-do-rsync-trazem-bugs-criticos-surpreendentes-e-foram-feitas-com-ia.html">Novas versões do rsync trazem bugs críticos surpreendentes e foram feitas com IA</a>”.</p>
<p><q>A resposta dele me desaponta por vários motivos, mas o principal é se esforçar para desqualificar coletivamente quem criticou a situação.</q></p>
<p>A resposta dele me desaponta por vários motivos, mas o principal é ele concentrar boa parte dela em uma visão que desqualifica coletivamente (com expressões como “uma enxurrada de lama dos assim chamados especialistas da internet”) quem criticou a situação atual do código – que objetivamente não é boa, ainda mais se comparada ao histórico do próprio projeto.</p>
<p>A resposta dele também me preocupa, porque ele confirma que preferiu uma estratégia em que a IA não apenas escreve o código novo para o rsync, mas escreve os testes que validam esse código novo. O resultado nós vimos nas atualizações recentes (e não surpreende, dado o método), Mas Tridge defende longamente essa escolha, e rejeita (literalmente) os PhDs que apontam os riscos dessa estratégia, como se estivéssemos falando de um risco teórico, e não da sua materialização na forma de regressões em um sistema previamente estável.</p>
<p>A resposta de Tridge também me causa rejeição porque ele – que acusou os outros de jogarem lama – aproveitou para jogar lama no <a href="https://github.com/kristapsdz/openrsync">openrsync</a> (que eu uso há anos, e agora vou usar em mais máquinas) como alternativa a quem deseja migrar do seu projeto, com o argumento de que não passa em boa parte da sua nova suíte de testes (aquela que ele acabou de pedir para a IA criar…). </p>
<p>Esse argumento dele é duplamente ruim: primeiro, porque desconsidera que o openrsync atualiza segurança e compatibilidade, mas intencionalmente congelou sua base nos recursos e interfaces do rsync de uma versão estável de um bom tempo atrás (é com o rsync 3.1.3, de 2018), portanto naturalmente não passaria em testes desenhados para atestar compatibilidade com versões posteriores.  E segundo, porque no mesmo post, Tridge sugere aos descontentes que instalem versões anteriores do próprio rsync (mesmo sabendo que elas possuem falhas de segurança, que foi o que o motivou a usar vibe coding no projeto, conduzindo à situação atual).</p>
<p>Em suma, uma má resposta, que não resolve nenhum problema, por mais que o autor tenha direito de se sentir injustiçado ou desvalorizado pela enxurrada de críticas.</p>
<p>Mas há algo que me dói um pouco mais, e aí é a favor do Tridge, e não contrário ao seu posicionamento: ele abre o texto dizendo que está aposentado, e prefere ir velejar do que ficar cuidando de softwares. Ao longo do texto, ele retorna a essa ideia. É evidente o quanto ele está em busca de uma alternativa que permita viabilizar isso (e pensou ter encontrado na IA).</p>
<p>Eu concordo com ele quanto ao desejo: ele tem direito, e merece poder desfrutar da aposentadoria. Sabemos que ele já tentou passar o rsync para outro mantenedor, mas não deu certo, e o projeto voltou a ele. </p>
<p>Tomara que uma próxima tentativa dê mais certo, Tridge possa se aposentar efetivamente, e deixe o projeto em boas mãos.</p>
<p><!-- #remaxe blog: brlinux --></p>
<p style="margin-top:1.5em; border-top:1px solid #d0d0d0;padding-top:0.3em;"><i>O artigo "<a href="https://br-linux.org/2026/01/criador-do-rsync-responde-mal-a-controversia-sobre-as-regressoes-causadas-pelo-seu-uso-de-vibe-coding.html">Criador do rsync responde (mal) à controvérsia sobre as regressões causadas pelo seu uso de vibe coding</a>" foi originalmente publicado no site <a href="https://br-linux.org/">BR-Linux.org</a>, de <a href="https://augustocampos.net/">Augusto Campos</a>.</i></p>]]></content:encoded>					
		</item>
		<item>
		<title><![CDATA[Feliz aniversário, Phoronix – 22 anos de qualidade na cobertura do cenário open source]]></title>
		<link>https://br-linux.org/2026/01/feliz-aniversario-phoronix-22-anos-de-qualidade-na-cobertura-do-cenario-open-source.html</link>
		<pubDate>Fri, 05 Jun 2026 09:58:55 -0300</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[Augusto Campos]]></dc:creator>
		<description><![CDATA[O BR-Linux, que completa 30 anos em novembro deste ano, deseja feliz aniversário ao Phoronix, que é o aniversariante do dia.]]></description>
		<content:encoded><![CDATA[<br />
<h2 class="mylead">O BR-Linux, que completa 30 anos em novembro deste ano, deseja feliz aniversário ao Phoronix, que é o aniversariante do dia. Parabéns!</h2>
<p>Hoje completam-se 22 anos desde o dia em que Michael Larabel criou o <a href="https://www.phoronix.com">Phoronix</a>, inicialmente voltado a reviews de hardware rodando Linux, e hoje um dos principais recursos internacionais de notícias e comentário especializado sobre a cena open source. </p>
<p><figure><br />
	<img alt="logotipo do Phoronix" src="https://static.efetividade.net/img/CleanShot-2026-06-05-09-55-435252-png-737-57619.jpg"><br />
</figure></p>
<p>Parabéns ao Michael pela resiliência, pela qualidade do resultado, e por continuar resistindo a se juntar a um cenário cada vez mais caracterizado por veículos que copiam conteúdo alheio ou se limitam a transcrever releases recebidos das assessorias de imprensa das marcas, ou mesmo a vender seu espaço para publicar propaganda fingindo ser conteúdo editorial.</p>
<p>Referência: <a href="https://www.phoronix.com/news/Phoronix-Turns-22">phoronix.com</a></p>
<p><!-- #remaxe blog: brlinux --></p>
<p style="margin-top:1.5em; border-top:1px solid #d0d0d0;padding-top:0.3em;"><i>O artigo "<a href="https://br-linux.org/2026/01/feliz-aniversario-phoronix-22-anos-de-qualidade-na-cobertura-do-cenario-open-source.html">Feliz aniversário, Phoronix – 22 anos de qualidade na cobertura do cenário open source</a>" foi originalmente publicado no site <a href="https://br-linux.org/">BR-Linux.org</a>, de <a href="https://augustocampos.net/">Augusto Campos</a>.</i></p>]]></content:encoded>					
		</item>
		<item>
		<title><![CDATA[Microsoft adere e anuncia a chegada oficial do Coreutils ao Windows, com cat, cp, ls, tee e mais]]></title>
		<link>https://br-linux.org/2026/01/microsoft-adere-e-anuncia-a-chegada-oficial-do-coreutils-ao-windows-com-cat-cp-ls-tee-e-mais.html</link>
		<pubDate>Wed, 03 Jun 2026 08:44:44 -0300</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[Augusto Campos]]></dc:creator>
		<description><![CDATA[Em um evento voltado a desenvolvedores, a Microsoft anunciou o Coreutils for Windows, descrito como parte de uma estratégia para tornar o Windows uma plataforma amigável a esse público (ao aproximá-lo cada vez mais da linha de comando]]></description>
		<content:encoded><![CDATA[<h2 class="mylead">Em um evento voltado a desenvolvedores, a Microsoft anunciou o Coreutils for Windows, descrito como parte de uma estratégia para tornar o Windows uma plataforma amigável a esse público (ao aproximá-lo cada vez mais da linha de comando das distribuições de Linux, mas essa parte ela não disse em voz alta).</h2>
<p>A turma do Retrópolis certamente vai identificar um padrão 👇🏻 ao saber que a Microsoft anunciou ontem o lançamento do componente &#39;<a href="https://github.com/microsoft/coreutils">Coreutils for Windows</a>&#39;, levando ao sistema deles uma implementação nativa, e oficialmente mantida, de uma série de comandos e utilitários herdados do Unix dos anos 1970 e 1980, e que a partir de 1990 evoluíram como parte do <a href="https://www.gnu.org/software/coreutils/">GNU Coreutils</a> (que só ganhou esse nome a partir de 2002, porque antes era dividido entre textutils, shellutils, fileutils e mais alguns pacotes isolados).</p>
<p>A implementação da Microsoft usa a mesma estratégia do <a href="https://busybox.net">BusyBox</a>: um único executável, e inúmeros links apontando para ele, com nomes distintos como cat, cp, mv, ls, base64, pwd, tee e muitos mais. E o pacotão da Microsoft usa <a href="https://github.com/uutils/coreutils">a reimplementação das coreutils em Rust</a> (aquela mesma que a Canonical incluiu cedo demais como default no Ubuntu), e também incluiu alguns softwares extras, relacionados aos comandos find e grep.</p>
<p>Alguns dos comandos, que dependem de funcionalidades do POSIX que não são nativas no Windows, não foram incluídos na versão atual – assim, não estão disponíveis itens como chmod, chown, chroot, nohup, tty, kill e timeout. Quanto aos que foram incluídos, a Microsoft já avisa para não esperar compatibilidade plena e imediata, porque até a forma como os 2 sistemas identificam o final de cada linha de texto é diferente, e certamente haverá outras diferenças mais profundas a serem identificadas para corrigir ou conviver.</p>
<p><figure><br />
	<img alt="Foto de um disquete e de uma página de manual em japonês" src="https://static.efetividade.net/img/MSX-DOS-TOOLS-888201-75194.png"><br />
	<figcaption>Disquete e lista de comandos do MSX-DOS Tools, de 1987, que supria a mesma demanda em outra plataforma da Microsoft</figcaption><br />
</figure></p>
<p>E o padrão retrô que eu mencionei acima é este: os comandos mais essenciais do Unix sempre acabam dando um jeito de chegar às plataformas da Microsoft, cuja linha de comando suporta os recursos necessários de redirecionamentos e pipes, mas não vem com a mesma riqueza de filtros para explorá-los. </p>
<p>Eu já fui usuário dessa ideia ainda no século XX, com o pacote <a href="https://archive.org/details/MSXDOSTOOLS/mode/2up">MSX-DOS Tools</a> (lançado em 1987 pela Ascii Corp., parceira da Microsoft no Japão), que incluía no MSX-DOS da Microsoft vários comandos do Unix como grep, head, tail, tr, uniq, wc, sort e patch.</p>
<p>Referência: <a href="https://infosec.exchange/@BleepingComputer/116682966716653155">infosec.exchange</a></p>
<p><!-- #remaxe blog: brlinux --></p>
<p style="margin-top:1.5em; border-top:1px solid #d0d0d0;padding-top:0.3em;"><i>O artigo "<a href="https://br-linux.org/2026/01/microsoft-adere-e-anuncia-a-chegada-oficial-do-coreutils-ao-windows-com-cat-cp-ls-tee-e-mais.html">Microsoft adere e anuncia a chegada oficial do Coreutils ao Windows, com cat, cp, ls, tee e mais</a>" foi originalmente publicado no site <a href="https://br-linux.org/">BR-Linux.org</a>, de <a href="https://augustocampos.net/">Augusto Campos</a>.</i></p>]]></content:encoded>					
		</item>
		<item>
		<title><![CDATA[Transmission 4.1.2: nova versão do popular cliente BitTorrent corrige bugs]]></title>
		<link>https://br-linux.org/2026/01/transmission-412-nova-versao-do-popular-cliente-bittorrent-corrige-bugs.html</link>
		<pubDate>Wed, 03 Jun 2026 08:39:21 -0300</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[Augusto Campos]]></dc:creator>
		<description><![CDATA[A versão 4.1.2 do Transmission chegou trazendo mais de 20 correções de bugs.]]></description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>
A <a href="https://github.com/transmission/transmission/releases/tag/4.1.2">versão 4.1.2</a> do <a href="https://transmissionbt.com">Transmission</a> chegou trazendo mais de 20 correções de bugs. </p>
<p>Quase não há novas funcionalidades nessa versão, o que não significa que você não deva instalá-la, já que alguns dos bugs corrigidos tem implicações diretas em segurança do sistema, e em estabilidade das transferências de arquivo – incluindo um bug quase sádico, que às vezes deixava um download estacionado permanentemente em 99%, sem jamais indicar sua conclusão.</p>
<p>Referência: <a href="https://techhub.social/@LinuxToday/116685118810199262">techhub.social</a></p>
<p><!-- #remaxe blog: brlinux --></p>
<p style="margin-top:1.5em; border-top:1px solid #d0d0d0;padding-top:0.3em;"><i>O artigo "<a href="https://br-linux.org/2026/01/transmission-412-nova-versao-do-popular-cliente-bittorrent-corrige-bugs.html">Transmission 4.1.2: nova versão do popular cliente BitTorrent corrige bugs</a>" foi originalmente publicado no site <a href="https://br-linux.org/">BR-Linux.org</a>, de <a href="https://augustocampos.net/">Augusto Campos</a>.</i></p>]]></content:encoded>					
		</item>
		<item>
		<title><![CDATA[Ex-astronauta da Canonical afirma: Ubuntu é o sistema operacional para a era dos agentes de IA]]></title>
		<link>https://br-linux.org/2026/01/ex-astronauta-da-canonical-afirma-ubuntu-e-o-sistema-operacional-para-a-era-dos-agentes-de-ia.html</link>
		<pubDate>Wed, 03 Jun 2026 08:33:54 -0300</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[Augusto Campos]]></dc:creator>
		<description><![CDATA[No momento, o foco da firma do ex-astronauta é a turma que acredita na IA como motor do futuro do desenvolvimento de software, e ontem ele deixou isso claro ao palestrar em um evento em que seu assessor para assuntos de tecnologia aproveitou]]></description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>No momento, o foco da firma do ex-astronauta é a turma que acredita na IA como motor do futuro do desenvolvimento de software, e ontem ele deixou isso claro <a href="https://www.zdnet.com/article/ubuntu-26-04-is-os-for-ai-agentic-era-says-canonical-mark-shuttleworth-why/">ao palestrar em um evento</a> em que seu assessor para assuntos de tecnologia aproveitou para afirmar que eles rejeitam a postura de quem se mantém afastado da IA por princípios morais.</p>
<p>Sabemos que o Ubuntu não deseja ser, nem nunca desejou, uma continuidade daquela visão do que seria uma distribuição Linux ortodoxa (melhor representada por projetos como o Slackware); a esta altura já não surpreende que esteja a cada 4 anos mudando quem é o seu público-alvo (já foi mobile, já foi a turma da convergência de telas), nem que abandone na chuva o público-alvo anterior a cada troca de foco – que é a parte que me <a href="https://arram.senta-la.cloud/@autobrain/116342604782056052">levou a abandoná-lo há 16 anos</a> (hoje minha distribuição do dia a dia é o Debian, nunca fui triste), após uma regressão grave na qualidade do instalador, que me custou dados e muito stress, na época em que eles resolveram se concentrar em ter seu próprio ambiente gráfico.</p>
<p><figure><br />
	<img alt="Foto de um executivo em palco de apresentação" src="https://static.efetividade.net/img/canonicals-mark-shuttleworth-recasts-ubuntu-as-the-linux-for-agentic-ai.jpg-41196.webp"><br />
	<figcaption>O ex-astronauta da Canonical</figcaption><br />
</figure></p>
<p>E a palestra do CEO da Canonical e ex-astronauta Mark Shuttleworth deixou clara, mais uma vez, essa desconexão com o legado, pois ele falou com todas as letras: para esse mundo novo que ele enxerga como o futuro para o Ubuntu, não há alternativa exceto “os usuários irem além do apt e rpm, para snaps assinados, atualizados automaticamente e orientados por políticas” – formato e modelo de distribuição de pacotes que a empresa dele prefere há tempos, e agora justifica com a palavra mágica “IA”.</p>
<p>Outro ponto em que o ex-astronauta apresenta a mesma desconexão em relação ao modelo ortodoxo de Linux é a insistência em containers. Para ele, containers são a solução desde a base, com "tudo rodando em caixas de ferramentas isoladas em camadas", o que seria uma solução ideal para a sua visão em que seu público-alvo “deseja rodar milhares de agentes”, e assim cada instância do Claude e do Copilot terá completo isolamento.</p>
<p>Essa solução containerizada é complementada pelo &#39;Workshop&#39;, um modelo que permite ao administrador hierarquizar os tokens, senhas e acessos, passando a cada agente apenas o conjunto que ele precisa ter, e reduzindo assim a atual onda de ataques em que agentes roubam conjuntos inteiros de credenciais de máquinas de desenvolvimento ou acessíveis por elas.</p>
<p>Esse público-alvo a que ele está se dirigindo existe? Certamente, e parte dele deve até mesmo estar lendo o BR-Linux neste momento, enquanto acredita no acerto das medidas da Canonical – e pode até estar certo, quanto ao sucesso mercadológico do contexto tecnológico que a empresa adotou, pois nada está definido no momento. </p>
<p>A certeza que eu tenho, entretanto, é que eu não sou parte desse público-alvo, e isso não mudaria, caso eu fosse fã de IA no desenvolvimento de software. No nível sistema operacional, eu prefiro interfaces e conhecimentos estáveis ao longo de muitos anos, e não uma sucessão de tentativas periódicas de me levar a adotar um novo ambiente, um novo padrão de empacotamento, um novo conjunto de coreutils etc., enquanto vejo os recursos e requisitos que eu valorizava sendo largados pelo caminho.</p>
<p>Referência: <a href="https://tech.lgbt/@konomikitten/116685184144508259">tech.lgbt</a></p>
<p><!-- #remaxe blog: brlinux --></p>
<p style="margin-top:1.5em; border-top:1px solid #d0d0d0;padding-top:0.3em;"><i>O artigo "<a href="https://br-linux.org/2026/01/ex-astronauta-da-canonical-afirma-ubuntu-e-o-sistema-operacional-para-a-era-dos-agentes-de-ia.html">Ex-astronauta da Canonical afirma: Ubuntu é o sistema operacional para a era dos agentes de IA</a>" foi originalmente publicado no site <a href="https://br-linux.org/">BR-Linux.org</a>, de <a href="https://augustocampos.net/">Augusto Campos</a>.</i></p>]]></content:encoded>					
		</item>
		<item>
		<title><![CDATA[El Poblador: Jogue Catan no seu terminal]]></title>
		<link>https://br-linux.org/2026/01/el-poblador-jogue-catan-no-seu-terminal.html</link>
		<pubDate>Tue, 02 Jun 2026 08:58:50 -0300</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[Augusto Campos]]></dc:creator>
		<description><![CDATA[O OMGUbuntu destaca o jogo El Poblador, uma implementação open source do jogo de tabuleiro Settlers of Catan, feita em Go, que funciona no terminal e permite partidas entre até 4 jogadores.]]></description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>
O OMGUbuntu <a href="https://www.omgubuntu.co.uk/2026/06/settlers-of-catan-terminal-game">destaca</a> o jogo <a href="https://sr.ht/~vicho/el_poblador/">El Poblador</a>, uma implementação open source do jogo de tabuleiro Settlers of Catan, feita em Go, que funciona no terminal e permite partidas entre até 4 jogadores.</p>
<p><figure><br />
	<img alt="Print de um terminal rodando o jogo El Poblador" src="https://static.efetividade.net/img/screenshot-1-webp-751-73283.jpg"><br />
	<figcaption>Jogo El Poblador rodando em um terminal</figcaption><br />
</figure></p>
<p>Por enquanto funciona apenas em modo local (ou seja, várias pessoas se alternando em frente a um mesmo terminal), mas a expansão para partidas entre jogadores remotos já esta planejada. E achei bem bonitinha a interface TUI já implementada!</p>
<p>O desenvolvedor não buscou permissão para usar a marca registrada, então nada de chamarmos de Settlers of Catan – o nome é <a href="https://sr.ht/~vicho/el_poblador/">El Poblador</a>! Quanto ao código, entretanto, está tudo bem definido: é open source e free software, com a <a href="https://eupl.eu/1.2/pt/">licença EUPL 1.2</a>, da União Europeia – mesma licença do Pi Hole, entre outros projetos.</p>
<p>Referência: <a href="https://techhub.social/@LinuxToday/116677714837587067">techhub.social</a>.</p>
<p><!-- #remaxe blog: brlinux --></p>
<p style="margin-top:1.5em; border-top:1px solid #d0d0d0;padding-top:0.3em;"><i>O artigo "<a href="https://br-linux.org/2026/01/el-poblador-jogue-catan-no-seu-terminal.html">El Poblador: Jogue Catan no seu terminal</a>" foi originalmente publicado no site <a href="https://br-linux.org/">BR-Linux.org</a>, de <a href="https://augustocampos.net/">Augusto Campos</a>.</i></p>]]></content:encoded>					
		</item>
		<item>
		<title><![CDATA[Malware de roubo de credenciais é encontrado em 32 pacotes npm da IBM Red Hat]]></title>
		<link>https://br-linux.org/2026/01/malware-de-roubo-de-credenciais-e-encontrado-em-32-pacotes-npm-da-ibm-red-hat.html</link>
		<pubDate>Mon, 01 Jun 2026 18:55:32 -0300</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[Augusto Campos]]></dc:creator>
		<description><![CDATA[Mais de 30 pacotes npm disponibilizados no namespace ‘@redhat-cloud-services’, da Red Hat, foram comprometidos em um ataque que distribuiu uma nova variante do malware de roubo de credenciais Shai-Hulud, apelidado de “Miasma”.]]></description>
		<content:encoded><![CDATA[<h2 class="mylead">Mais de 30 pacotes npm disponibilizados no namespace ‘@redhat-cloud-services’, da Red Hat, foram comprometidos em um ataque que distribuiu uma nova variante do malware de roubo de credenciais Shai-Hulud, apelidado de “Miasma”.</h2>
<p>“A Red Hat está ciente dos relatórios de segurança sobre certos pacotes npm em nosso ecossistema de ferramentas de desenvolvimento. Iniciamos imediatamente uma investigação e removemos os pacotes do registro npm”, diz o comunicado que a empresa está distribuindo à imprensa.</p>
<p>A Red Hat também diz que os pacotes estão limitados ao uso no desenvolvimento interno, e que "não identificou nenhum impacto a sistemas de clientes ou parceiros, ou a ambientes de produção internos", e se negou a responder sobre como foi que os pacotes foram infectados.</p>
<p>Já as empresas de segurança Aikido e OX Security, que identificaram e reportaram a situação, dizem que os pacotes em questão (96 versões de um total de 32 pacotes) recebem cerca de 117 mil downloads semanais, e que o malware inserido nos pacotes foi projetado para roubar credenciais de desenvolvedores, segredos de nuvem, chaves SSH, tokens CI/CD e outras informações confidenciais.</p>
<p>Está mesmo sendo um ano distópico para o cenário da tecnologia da informação em geral, e da segurança digital (e da privacidade) em particular: essa mesma família de malwares já foi encontrada também em pacotes mantidos por organizações como Bitwarden, SAP, Mistral, TanStack, OpenAI e o próprio GitHub.</p>
<p>Neste momento, a orientação a quem instalou algum das versões afetadas é rotacionar imediatamente todas as credenciais, segredos e tokens utilizados pelo código no dispositivo infectado.</p>
<p>Via BleepingComputer: <a href="https://www.bleepingcomputer.com/news/security/red-hat-npm-packages-compromised-to-steal-developer-credentials/">Red Hat npm packages compromised to steal developer credentials</a>.</p>
<p><!-- #remaxe blog: brlinux --></p>
<p style="margin-top:1.5em; border-top:1px solid #d0d0d0;padding-top:0.3em;"><i>O artigo "<a href="https://br-linux.org/2026/01/malware-de-roubo-de-credenciais-e-encontrado-em-32-pacotes-npm-da-ibm-red-hat.html">Malware de roubo de credenciais é encontrado em 32 pacotes npm da IBM Red Hat</a>" foi originalmente publicado no site <a href="https://br-linux.org/">BR-Linux.org</a>, de <a href="https://augustocampos.net/">Augusto Campos</a>.</i></p>]]></content:encoded>					
		</item>
		<item>
		<title><![CDATA[Rust Coreutils lança versão 0.9 e não tem culpa da pressa dos distribuidores destemidos demais]]></title>
		<link>https://br-linux.org/2026/01/rust-coreutils-lanca-versao-09-e-nao-tem-culpa-da-pressa-dos-distribuidores-destemidos-demais.html</link>
		<pubDate>Mon, 01 Jun 2026 08:51:53 -0300</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[Augusto Campos]]></dc:creator>
		<description><![CDATA[O projeto Rust Coreutils anunciou sua nova versão 0.9, que passa a usar como referência para testes de compatibilidade o GNU Coreutils 9.11 (até então era o 9.10).]]></description>
		<content:encoded><![CDATA[<h2 class="mylead">O projeto <a href="https://uutils.github.io/coreutils/">Rust Coreutils</a> anunciou sua nova versão 0.9, que passa a usar como referência para testes de compatibilidade o GNU Coreutils 9.11 (até então era o 9.10).</h2>
<p>Rust Coreutils, você sabe, é uma implementação em Rust de uma série utilitários fundamentais da linha de comando, fornecidos pelo pacote GNU Coreutils, como cp, mv, rm, ls, cat, head, tail, wc e chmod. </p>
<p>Esse tipo de componente é um caso de uso ideal para uma reescrita que aproveite as vantagens de segurança e desempenho que o Rust traz, e o projeto busca oferecer substitutos compatíveis para essas ferramentas. </p>
<p>Mas compatibilidade é mesmo o conceito-chave aqui: o ecossistema tem décadas de acervo de scripts e bibliotecas fazendo uso das interfaces e formatos (documentados ou não) adotados pelas ferramentas originais, e qualquer mudança nas entradas ou nas saídas gera efeitos inesperados, imprevisíveis, e surpreendentes, de um jeito ruim.</p>
<p><figure><br />
	<img alt="Um gráfico mostrando a evolução positiva dos resultados de teste de compatibilidade ao longo das versões" src="https://static.efetividade.net/img/gnu-results-823944-png-800-60546.jpg"><br />
	<figcaption>Note a evolução positiva dos resultados de teste de compatibilidade ao longo das versões (e o pequeno salto das falhas, após aumentar a base de compatibilidade para a versão GNU Coreutils 9.11)</figcaption><br />
</figure></p>
<p>Os desenvolvedores estão cientes e atentos para isso, o que talvez não seja o caso de alguns distribuidores, <a href="https://www.phoronix.com/news/Ubuntu-25.10-Coreutils-Makeself">como os do projeto Ubuntu, que decidiram colocar desde o ano passado esse código em versões de produção</a>, decisão que rejeito (mas não coloco na conta dos desenvolvedores, e sim dos distribuidores) – concordo 100% com a medida, mas não com a oportunidade, já que sacrifica a estabilidade e compatibilidade de hoje em prol de vantagens que serão colhidas apenas pelos usuários no final do ciclo de suporte da atual versão LTS.</p>
<p>Quanto à nova versão, o <a href="https://github.com/uutils/coreutils/releases/tag/0.9.0">Changelog</a> indica que além de melhorias de arquitetura de segurança, tivemos melhorias de desempenho (em comandos como cat, wc, head, tail, yes, cp, tee e unexpand), de compatibilidade (ls, numfmt, date, tr, cksum, factor, head, stat e sort) e suporte a modelos cross-platform.</p>
<p><!-- #remaxe blog: brlinux --></p>
<p style="margin-top:1.5em; border-top:1px solid #d0d0d0;padding-top:0.3em;"><i>O artigo "<a href="https://br-linux.org/2026/01/rust-coreutils-lanca-versao-09-e-nao-tem-culpa-da-pressa-dos-distribuidores-destemidos-demais.html">Rust Coreutils lança versão 0.9 e não tem culpa da pressa dos distribuidores destemidos demais</a>" foi originalmente publicado no site <a href="https://br-linux.org/">BR-Linux.org</a>, de <a href="https://augustocampos.net/">Augusto Campos</a>.</i></p>]]></content:encoded>					
		</item>
		<item>
		<title><![CDATA[Assista: Nosso Open Source Summit, encontro aberto sobre FLOSS]]></title>
		<link>https://br-linux.org/2026/01/assista-ao-vivo-hoje-sabado-nosso-open-source-summit-encontro-aberto-sobre-floss.html</link>
		<pubDate>Sat, 30 May 2026 11:05:32 -0300</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[Augusto Campos]]></dc:creator>
		<description><![CDATA[Vem da fundamental Dra. @melissawm@pynews.com.]]></description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Vem da fundamental Dra. <a href="https://pynews.com.br/@melissawm/116663589972216957">@melissawm@pynews.com.br</a> o aviso de que está no ar o vídeo completo da <a href="https://www.youtube.com/live/2GLyGSolizQ">transmissão ao vivo</a> da primeira edição do <a href="https://github.com/cumbucadev/NOSS/blob/main/2026/README.md">Nosso Open Source Summit</a>: um encontro aberto sobre FLOSS (Free/Libre and Open Source Software) no Brasil, reunindo pessoas que constroem, mantêm e querem entrar no ecossistema de tecnologias abertas para compartilhar experiências, fortalecer projetos e criar comunidade.</p>
<p><center><iframe width="560" height="315" src="https://www.youtube.com/embed/2GLyGSolizQ?si=OmpChZ0x87Zcyn66" title="YouTube video player" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen></iframe></center></p>
<p>&nbsp;<br />
Consulte também a <a href="https://github.com/cumbucadev/NOSS/blob/main/2026/grade_completa.md">programação completa</a> deste evento, que aconteceu no sábado. </p>
<p>Parabéns aos organizadores e a todo mundo da <a href="https://cumbuca.dev">Cumbuca Dev</a>. Que venham outras edições!</p>
<hr>
<em>Atualização em 31.5.2026:</em> No pós-evento, mudei as referências a "assistir ao vivo" para "assistir a gravação".<br />
<!-- #remaxe blog: brlinux --></p>
<p style="margin-top:1.5em; border-top:1px solid #d0d0d0;padding-top:0.3em;"><i>O artigo "<a href="https://br-linux.org/2026/01/assista-ao-vivo-hoje-sabado-nosso-open-source-summit-encontro-aberto-sobre-floss.html">Assista: Nosso Open Source Summit, encontro aberto sobre FLOSS</a>" foi originalmente publicado no site <a href="https://br-linux.org/">BR-Linux.org</a>, de <a href="https://augustocampos.net/">Augusto Campos</a>.</i></p>]]></content:encoded>					
		</item>
		<item>
		<title><![CDATA[Novas versões do rsync trazem bugs críticos surpreendentes e foram feitas com IA]]></title>
		<link>https://br-linux.org/2026/01/novas-versoes-do-rsync-trazem-bugs-criticos-surpreendentes-e-foram-feitas-com-ia.html</link>
		<pubDate>Sat, 30 May 2026 11:05:19 -0300</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[Augusto Campos]]></dc:creator>
		<description><![CDATA[Um cenário de pesadelo começou a se desenrolar na noite de quinta, quando @JeremiahFieldhaven@mastodon.gamedev.place compartilhou seu relato sobre uma regressão grave de funcionalidade no rsync 3.4.]]></description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Um cenário de pesadelo começou a se desenrolar na noite de quinta, quando @JeremiahFieldhaven@mastodon.gamedev.place compartilhou seu relato sobre <a href="https://mastodon.gamedev.place/@JeremiahFieldhaven/116654345332213390#.">uma regressão grave de funcionalidade no rsync 3.4.3</a>, e sobre o que ele descobriu ao ir inspecionar o código-fonte: as alterações dessa e de outras versões recentes não estão mais assinadas mais só pelo mantenedor (o Tridge, que conhecemos desde o século 20), mas por uma dupla: Tridge and Claude. </p>
<p><figure><br />
	<img style="border: 1px solid #d0d0d0;" alt="Fragmento de uma listagem de commits do rsync" src="https://static.efetividade.net/img/600440273-746fa587-ba4a-47ca-9c34-fddf4c4832cd-147339-42633.png"><br />
	<figcaption>Fragmento de listagem de commits mostrando a co-autoria da IA Claude</figcaption><br />
</figure></p>
<p>Ou seja: a IA entrou em cena em um utilitário que fundamenta os backups de muitos de nós, e entrou com aquele workflow típico: ao arrumar um bug, gera outros dois em partes do código que nem estavam relacionadas, e a gente começa a ver um padrão de patches feitos por IA, que estão lá para consertar bugs introduzidos por patches anteriores, também feitos por IA. A thread do link acima (assim como <a href="https://github.com/void-linux/void-packages/issues/60825">outros</a> <a href="https://github.com/RsyncProject/rsync/issues/915#issuecomment-4582798867">locais</a> também) esmiuça isso um pouco mais detalhadamente, relatando outras regressões encontradas em versões recentes, numa inspeção inicial do código.</p>
<p>Como case de adoção de IA, é interessante para estudo, talvez vire caso antológico até, já que é um desenvolvedor experiente e renomado, e um software altamente popular. Escolha dele, claro. Do ponto de vista de quem recebe e usa um software previamente estabilizado, entretanto, provavelmente atende mal e leva a procurar alternativas.</p>
<p>A situação ainda está se desenvolvendo, possivelmente haverá respostas dos envolvidos, e mais detalhes, contrapontos ou explicações surgirão. Convém acompanhar. Mas vale lembrar: existe o fork <a href="https://github.com/kristapsdz/openrsync">openrsync</a>, integrante da árvore de projetos do OpenBSD (sendo, portanto, irmão do openssh). Eu uso há anos.<br />
<!-- #remaxe blog: brlinux --></p>
<p style="margin-top:1.5em; border-top:1px solid #d0d0d0;padding-top:0.3em;"><i>O artigo "<a href="https://br-linux.org/2026/01/novas-versoes-do-rsync-trazem-bugs-criticos-surpreendentes-e-foram-feitas-com-ia.html">Novas versões do rsync trazem bugs críticos surpreendentes e foram feitas com IA</a>" foi originalmente publicado no site <a href="https://br-linux.org/">BR-Linux.org</a>, de <a href="https://augustocampos.net/">Augusto Campos</a>.</i></p>]]></content:encoded>					
		</item>
		<item>
		<title><![CDATA[CIFSwitch: vulnerabilidade dá acesso indevido de root em diversas distribuições]]></title>
		<link>https://br-linux.org/2026/01/cifswitch-vulnerabilidade-da-acesso-indevido-de-root-em-diversas-distribuicoes.html</link>
		<pubDate>Sat, 30 May 2026 11:05:06 -0300</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[Augusto Campos]]></dc:creator>
		<description><![CDATA[Mais um final de semana, mais uma vulnerabilidade que dá acesso indevido de root em distribuições Linux variadas: desta vez é o CIFSwitch, que permite que um usuário local sem privilégios obtenha acesso root por meio da interação entre]]></description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Mais um final de semana, mais uma vulnerabilidade que dá acesso indevido de root em distribuições Linux variadas: desta vez é o <a href="https://www.openwall.com/lists/oss-security/2026/05/28/2">CIFSwitch</a>, que permite que um usuário local sem privilégios obtenha acesso root por meio da interação entre o cliente CIFS do kernel Linux e o utilitário cifs-utils. CIFS, você sabe, é o nome popular moderno (a partir de 1996) do tradicional SMB, protocolo de compartilhamento bastante conhecido de quem faz integração entre redes Linux e Windows.</p>
<p>Dependendo da configuração de recursos como AppArmor ou SELinux, o bug pode ser mitigado, mesmo quando presente. E ele está presente na configuração default de uma série de versões de distribuições como Linux Mint Cinnamon, CentOS Stream 9, Rocky Linux 9, Kali Linux headless, AlmaLinux 9.7, SLES 15. </p>
<p>Em várias outras distribuições, o bug não é instalado por default, mas estará presente se o usuário tiver instalado o cifs-utils. Nesse grupo, temos: Ubuntu 18.04/20.04/22.04 Desktop/Server, Ubuntu 24.04 Desktop minimal/full e Server, Debian 11/12/13 netinst standard e GNOME/KDE/standard/XFCE, CentOS Stream 9 Cinnamon/KDE/MATE/XFCE, Rocky Linux 9 KDE/Workstation-Lite, openSUSE Leap 15.6 GNOME/KDE, openSUSE Tumbleweed GNOME/KDE, Rocky Linux 8 GenericCloud, Oracle Linux 8/9 KVM, Amazon Linux 2023 KVM.</p>
<p>O link acima inclui, ao final, os passos para mitigação imediata (desativar o módulo do kernel ou desinstalar o pacote cifs-utils deve bastar para afastar o risco imediato).<br />
<!-- #remaxe blog: brlinux --></p>
<p style="margin-top:1.5em; border-top:1px solid #d0d0d0;padding-top:0.3em;"><i>O artigo "<a href="https://br-linux.org/2026/01/cifswitch-vulnerabilidade-da-acesso-indevido-de-root-em-diversas-distribuicoes.html">CIFSwitch: vulnerabilidade dá acesso indevido de root em diversas distribuições</a>" foi originalmente publicado no site <a href="https://br-linux.org/">BR-Linux.org</a>, de <a href="https://augustocampos.net/">Augusto Campos</a>.</i></p>]]></content:encoded>					
		</item>
		<item>
		<title><![CDATA[20 anos hoje: o dia em que a comunidade do BR-Linux defendeu, na Revista Veja, o software livre]]></title>
		<link>https://br-linux.org/2026/01/20-anos-hoje-o-dia-em-que-a-comunidade-do-br-linux-defendeu-na-revista-veja-o-software-livre.html</link>
		<pubDate>Thu, 28 May 2026 17:25:48 -0300</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[Augusto Campos]]></dc:creator>
		<description><![CDATA[Há exatos 20 anos, #NaData de hoje, mas em 2006, os leitores do BR-Linux se fizeram ouvir, e a revista Veja publicou nossa &#39;Crítica elegante e informativa&#39; em um quadro na edição impressa, com direito a foto da capa do site.]]></description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Há exatos 20 anos, #NaData de hoje, mas em 2006, os leitores do BR-Linux se fizeram ouvir, e a revista Veja publicou nossa &#39;Crítica elegante e informativa&#39; em um quadro na edição impressa, com direito a foto da capa do site.</p>
<p>Era a resposta, redigida inicialmente por mim e encaminhada à revista por vocês, às acusações infundadas contra o software livre, que a revista havia publicado na quinzena anterior, em uma matéria que era sobre questões partidárias e de gestão pública, não tecnológica.</p>
<p><figure><br />
	<img alt="VEJA recebe muita correspondência com pedidos de correção e complementação de reportagens. Algumas vezes, são apenas queixas. Em outras, acrescentam-se argumentos e informações. Foi o caso de muitas cartas suscitadas pela reportagem &#39;O grátis saiu mais caro&#39;, em que VEJA criticou a opção do governo pela insistência no uso do software livre nos serviços digitais que presta ao cidadão. A reportagem provocou reações de usuários desses programas de computador baseados em códigos que podem ser modificados à vontade e não têm proteção de patentes. Reproduzimos aqui uma carta, que circulou como uma corrente pela internet, por sua crítica elegante e informativa às posições de VEJA: &#39;O software livre é um modelo de desenvolvimento colaborativo em franco crescimento em todo o mundo, sendo inclusive responsável pela maior parte da infra-estrutura da WWW (o popular servidor livre Apache e o interpretador livre PHP são enco ntrados até mesmo na infra-estrutura do website de VEJA), e vem sendo encontrado em escala cada vez maior nos computadores dos usuários domésticos, com aplicativos de popularidade ascendente, como o OpenOffice e o navegador Firefox. Não posso responder pela política de software do governo federal (...), mas gostaria de registrar meu descontentamento pela maneira como os dois assuntos foram misturados, o que acabou refletindo de forma extremamente negativa sobre um movimento mundial que é, por natureza, independente de ideologias externas ou de correntes partidárias&#39;" src="https://static.efetividade.net/img/f2140ea223097ef3-914321-png-744-61292.jpg"><br />
	<figcaption>A nota da Veja elogiando e transcrevendo a resposta encaminhada pela comunidade do BR-Linux</figcaption><br />
</figure></p>
<p>Antes disso, eu aguardei resposta oficial, sugeri à galera que dizia representar o movimento software livre junto ao governo federal para que tomassem alguma providência, pedi ao ministério correspondente que houvesse resposta oficial, e não veio. </p>
<p>Aí promovi a nossa reação, com apoio de vocês. Os editores da revista acataram e ainda elogiaram. Mandamos bem!</p>
<p>Sobre as questões originalmente levantadas pela revista, também encaminhei nossas perguntas a respeito, ao Ministério competente. <a href="https://br-linux.org/linux/governo_vai_responder_s_perguntas_do_br-linux">O ministério confirmou recebimento e disse que nos responderiam</a>, mas estamos no aguardo até hoje.<br />
<!-- #remaxe blog: brlinux --></p>
<p style="margin-top:1.5em; border-top:1px solid #d0d0d0;padding-top:0.3em;"><i>O artigo "<a href="https://br-linux.org/2026/01/20-anos-hoje-o-dia-em-que-a-comunidade-do-br-linux-defendeu-na-revista-veja-o-software-livre.html">20 anos hoje: o dia em que a comunidade do BR-Linux defendeu, na Revista Veja, o software livre</a>" foi originalmente publicado no site <a href="https://br-linux.org/">BR-Linux.org</a>, de <a href="https://augustocampos.net/">Augusto Campos</a>.</i></p>]]></content:encoded>					
		</item>
		<item>
		<title><![CDATA[Poço da distopia: IBM e Red Hat prometem alocar US&#36; 5 bilhões e 20.000 profissionais à segurança particular do código aberto]]></title>
		<link>https://br-linux.org/2026/01/poco-da-distopia-ibm-e-red-hat-prometem-alocar-us-5-bilhoes-e-20000-profissionais-a-seguranca-particular-do-codigo-aberto.html</link>
		<pubDate>Thu, 28 May 2026 09:41:43 -0300</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[Augusto Campos]]></dc:creator>
		<description><![CDATA[Projeto Poço de Iluminação promete oferecer auditoria e correções de segurança personalizadas para o código open source usado pelos clientes corporativos da IBM/Red Hat.]]></description>
		<content:encoded><![CDATA[<h2 class="mylead">Projeto Poço de Iluminação promete oferecer auditoria e correções de segurança personalizadas para o código open source usado pelos clientes corporativos da IBM/Red Hat.</h2>
<p>Segundo o artigo publicado, veja só, <a href="https://www.wsj.com/tech/ai/ibm-red-hat-pledge-5-billion-for-ai-driven-open-source-security-initiative-4f1e03a4?st=8fwrTE&reflink=desktopwebshare_permalink">pelo Wall Street Journal</a>, o poço da Red Hat: </p>
<blockquote><p>
"servirá como uma camada de coordenação de segurança, utilizando capacidades avançadas de IA para identificar, testar e corrigir vulnerabilidades de segurança em grandes volumes de código-fonte aberto. Os recursos estarão disponíveis por meio de assinaturas comerciais, permitindo que as empresas reportem bugs em estruturas de código aberto e recebam patches validados e prontos para produção que podem ser integrados diretamente em suas cadeias de fornecimento de software"
</p></blockquote>
<p>Esse poço tem a IA nas duas pontas: a da demanda – porque oferece os serviços justamente a organizações que usam o código aberto na infraestrutura de suas iniciativas em IA –, e o do contexto, porque capitaliza a ideia de que “novos modelos de IA tornam mais fácil que os adversários encontrem e explorem vulnerabilidades de software”.</p>
<p><figure><br />
	<img alt="Foto de um poço de iluminação de prédio, visto de baixo." src="https://static.efetividade.net/img/02-lightwell-2-jpg-800-72805.jpg"><br />
	<figcaption>Um poço de iluminação, visto a partir do fundo do poço.</figcaption><br />
</figure></p>
<p>Segundo o artigo do WSJ, a IBM/Red Hat informou que já começou a cavar o poço, com um grupo de clientes que inclui: Bank of America, Citi, Goldman Sachs, Morgan Stanley, Visa e Wells Fargo.<br />
<!-- #remaxe blog: brlinux --></p>
<p style="margin-top:1.5em; border-top:1px solid #d0d0d0;padding-top:0.3em;"><i>O artigo "<a href="https://br-linux.org/2026/01/poco-da-distopia-ibm-e-red-hat-prometem-alocar-us-5-bilhoes-e-20000-profissionais-a-seguranca-particular-do-codigo-aberto.html">Poço da distopia: IBM e Red Hat prometem alocar US&#36; 5 bilhões e 20.000 profissionais à segurança particular do código aberto</a>" foi originalmente publicado no site <a href="https://br-linux.org/">BR-Linux.org</a>, de <a href="https://augustocampos.net/">Augusto Campos</a>.</i></p>]]></content:encoded>					
		</item>
		<item>
		<title><![CDATA[Dias de um futuro esquecido: finger, gopher e o gemini (não aquele, o outro!)]]></title>
		<link>https://br-linux.org/2026/01/dias-de-um-futuro-esquecido-finger-gopher-e-o-gemini-nao-aquele-o-outro.html</link>
		<pubDate>Thu, 28 May 2026 09:22:07 -0300</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[Augusto Campos]]></dc:creator>
		<description><![CDATA[Um oportuno artigo de @brennan@social.]]></description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Um oportuno <a href="https://brennan.day/gemini-gophers-and-fingers-oh-my-alternative-internets-beyond-https/">artigo</a> de <a href="https://social.lol/@brennan#.">@brennan@social.lol</a> recostura a linha entre os protocolos finger:// (1971), gopher:// (1991) e gemini:// (2019), e os alinha em um mesmo nicho, muito interessante: o da chamada <em>small web</em>, onde não há cookies, nem pixels de rastreamento, nem recursos de terceiros, nem espionagem analítica.</p>
<p><figure><br />
	<img alt="Ilustração da constelação de Gêmeos com banner do Gemini" src="https://static.efetividade.net/img/gemini-jpg-800-95864.jpg"><br />
	<figcaption>Ilustração da constelação de Gêmeos com banner do Gemini, via @brennan@social.lol</figcaption><br />
</figure></p>
<p>Eu sou muito simpático ao tema, e tive a oportunidade de ter serviços finger e gopher ativos antes da popularização da web – em meados da década de 1990, administrei 2 servidores gopher antes de administrar o primeiro servidor web da minha carreira. Boa parte dessa forma de ver o mundo acabou se cristalizando nos princípios que definiram o <a href="https://augustocampos.net/axe/blog/">Axe</a>, CMS que eu criei para hospedar o BR-Linux e meus outros sites, sem ser voltado a essa web meio distópica que temos hoje em dia.</p>
<p>O artigo do Brennan faz um bom trabalho ao explicar o gemini (que não é o serviço de geração de conteúdo enlatado do Google, neste caso, e sim um protocolo moderno para suprir a mesma lacuna preenchida pelo Gopher, cuja evolução praticamente parou assim que a web baseada no http decolou.</p>
<p>Se você não sabe do que estamos falando, <a href="https://portal.mozz.us/">este portal permite acessar todos esses protocolos</a> no seu navegador, e tem links para alguns sites de exemplo.</p>
<p>Saiba mais: <a href="https://brennan.day/gemini-gophers-and-fingers-oh-my-alternative-internets-beyond-https/">Gemini, Gophers, and Fingers. Oh My! Alternative Internets Beyond HTTPS</a>.</p>
<p><!-- #remaxe blog: brlinux --></p>
<p style="margin-top:1.5em; border-top:1px solid #d0d0d0;padding-top:0.3em;"><i>O artigo "<a href="https://br-linux.org/2026/01/dias-de-um-futuro-esquecido-finger-gopher-e-o-gemini-nao-aquele-o-outro.html">Dias de um futuro esquecido: finger, gopher e o gemini (não aquele, o outro!)</a>" foi originalmente publicado no site <a href="https://br-linux.org/">BR-Linux.org</a>, de <a href="https://augustocampos.net/">Augusto Campos</a>.</i></p>]]></content:encoded>					
		</item>
	</channel>
</rss>
