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Atualizado: Contribua com a pesquisa do Governo Federal sobre Software Livre

Notícia publicada por brain em abril 30, 2004 12:14 PM | TrackBack
 

Recebi da Secretaria de Política de Informática do Ministério da Ciência e Tecnologia um convite para participar na semana que vem de um painel promovido pelo MCT e pela SOFTEX sobre o potencial do Software Livre no Brasil e os impactos de sua adoção. Segundo o convite, o evento reunirá os maiores especialistas em software livre do País e serão realizadas consultas estruturadas que permitirão construir um painel nacional acerca deste tema.

Como estou recebendo o convite para desempenhar o papel de um dos representantes da comunidade brasileira de software livre, gostaria de poder levar ao painel, além da minha opinião pessoal sobre os temas abordados, um apanhado geral das opiniões de vocês sobre o assunto. Assim, gostaria de receber nos comentários desta notícia as idéias de vocês para os seguintes temas:

- importância atual e potencial do Software Livre nos diferentes domínios de aplicação e produção de software
- oportunidades em Software Livre para o Brasil
- elementos críticos para a expansão da produção e do uso de Software Livre no Brasil
- prioridades de atuação (governamental ou não) em Software Livre

Proponham, debatam, sugiram: esta é uma oportunidade única de levar suas idéias a quem efetivamente cria as políticas de informática do governo federal.

Atualizado: Este é um bom momento para todas as pessoas que defendem algum posicionamento que o governo deveria tomar para defender ou propagar o software livre. Exponham sua idéia agora, pois estamos sendo consultados para ajudar a formar a política nacional neste sentido.


Comentários dos leitores
(Termos de Uso)

» Sergey Lima (200.252.140.xxx) em 29/04 16:04

O Brasil, enquanto país atualmente classificado com "emergente" tem muito a ganhar com o software livre. As oportunidades para geração de emprego e renda na área de desenvolvimento de novos softwares, ou na criação de pólos de criação de softwares gerariam muitos empregos e permitiriam a diminuição drástica dos níveis de exclusão digital entre a parcela economicamente ativa de nossa população. Além disso, como a economia gerada pelos milhões que deixariam de ser gastos com licenças de software proprietário pagos pelo governo para uso nos desktops e servidores de todas as empresas e órgãos públicos sobraria mais dinheiro no caixa para que fosse aplicado em outras áreas prioritárias como saúde e educação ou a informatização de todas as escolas e hospitais públicos do país. Devemos lembrar que o preço de cada licença individual do pacote de escritório atualmente líder no mercado somado ao valor da licença do sistema operacional mais vendido atualmente seriam suficientes para a compra de um computador novo. Se fizermos as contas, seriam milhões de computadores novos a mais, que poderiam ser adquiridos. Esses computadores poderiam ter muitos usos possíveis, mas principalmente deveriam ser utilizados no setor de educação onde possibilitariam um ambiente de aprendizado muito mais rico e interessante. O resto já sabemos, população com educação melhor, menos desemprego, menos violência, economia mais forte país melhor, menos fome.

Sergey Lima

Aeroportuário, estudante, pai e quando sobra tempo entusiasta do software livre.


» Joerlei P. Lima (200.103.96.xxx) em 29/04 16:36

Certamente que o software livre tem um papel muito importante para o desenvolvimento tecnológico brasileiro, não apenas da indústria de softwares, mas para todas as áreas, uma vez que facilita o desenvolvimento de ferramentas para isso. Basta ver o exemplo do supercomputador da Petrobrás. A grande importância daquele supercomputador reside na tecnologia, que é nossa e não apenas no que foi economizado.
Além das questões financeiras, sim, podemos gerar toda uma indústria em cima disso.
Vejamos o caso dos desktops e servidores por exemplo: há uma demanda gigantesca e reprimida, principalmente pela falta de uma opção viável para o "Zé" e para o "João".
O desenvolvimento de um sistema que tenha a mesma simplicidade e facilidade de uso de um BeOS ou QNX, por exemplo, para não citar o Mac OS X, nos daria um posicionamento mundial único. E temos gente capacitada para essa tarefa. O que precisamos é de investimentos pesados na área.


» Joerlei P. Lima (200.103.96.xxx) em 29/04 16:48

Complementando, junto a isso, pode-se criar uma indústria de softwares e hardware que atenda a toda a América Latina. Esse é um mercado virgem, com uma demanda potencial de bilhões de dólares.


» Fábio (roger_malk (200.210.219.xxx) em 29/04 17:20

Não há industria que se sustente sem "clientes" para usar seus produtos. É preciso continuar investindo e pesado em campanha de esclarecimento sobre SL. A grande dificuldade de explosão do SL em desktop, é sustentada pela máxima de que SL é coisa pra nerd, díficil de operar, incompatível com muitas placas, e que não tem um responsável pelo desenvolvimento, portando não se tem garantia de continuidade nem de qualidade. 'Zé' e 'João' nunca vão querer utilizar SL, se não lhes for mostrado verdades e mentiras. A adoção do SL por parte do governo federal, o interesse dos desenvolvedores e a qualificação da mão de obra, é proporcioal ao número de usuários, e não o inverso. Concordo plenamente com Segey e Joerlei, mais acho que devemos iniciar criando uma comunidade conhecedora, esclarecida e apta a definir por contra própria as vantagens do SL.


» Joerlei P. Lima (200.103.96.xxx) em 29/04 18:15

E não há cliente que use um produto que ele ache difícil se houver uma opção mais barata e fácil. Em nosso país um Windows XP custa de 5 a 800 reais e sabemos que o brasileiro não se importa com questões legais.
Para que tenhamos um indústria sustentável temos que criar (ou ajudar na criação) de padrões semelhantes aos existentes em sistemas proprietários, como Windows, QNX, BeOS e MacOS X. Acho que o melhor modelo para isso é o MacOS X. Instalação de programas e manutenção/configuração de um sistema com MacOS X é brincadeira de criança.
Agora vejamos o que ocorre com o linux:
o Não há um conjunto padronizado de APIs.
o Instalação de programas é um parto. Não há uma forma simples e padronizada de se instalar programas no linux (Mac OS X de novo é exemplo de como as coisas deveriam ser).
o Manutenção do sistema é complexa.
o Difícil desenvolvimento de aplicações, causada pelo fato de não haver um conjunto de APIs padronizado, como o MacOS X tem (Cocoa, originado do OpenStep).
o Plug and Play inexistente. Nesse sentido há alguns projetos como o UTOPIA e HAL que prometem resolver isso.
o Desktop extremamente lento. E não adianta tapar o Sol com a peneira, isso é fato. Uso linux exclusivamente no meu dia-a-dia desde 99 e não vi nada mudar.
o Falta um ambiente desktop padronizado. Basta ver como é insconsistente um desktop linux, com aplicações KDE/Gnome/GTK/QT com aparência e comportamento diferentes. Isso é = inconsistência.
o Incompatibilidades e mais incompatibilidades a cada nova versão lançada, dando a impressão de que o sistema é imaturo. Uma aplicação que foi feita para uma distribuição/versão não funciona em outra (e nem mesmo na mesma distribuição, em versão diferente).

Quando essas e outras questões forem resolvidas, e só o serão se houver investimento pesado em cima, aí, sim, pode-se criar toda uma indústria que se sustente em cima de software livre. Acredito que o software livre deve ser a plataforma onde se constroem outras aplicações. Nem tudo deve ser software livre, senão não há geração de riquezas também. O sistema operacional deve ser um software livre, mas aplicações específicas podem ser tanto software livre quanto comercial, dependendo das razões e de quem o criou.


» rafa (200.221.124.xxx) em 29/04 18:54

caro augusto,

alguns pontos me preocupam sobre software livre no governo:

- evitar o fogo de palha: tá todo mundo falando, se envolvendo, mas se não tivermos resultados PRÁTICOS, CONCRETOS e, principalmente, ECONÔMICOS, vira tudo uma grande festa confusa, desencontrada e pura demagogia.

- FUST: o que irá, AFINAL, ser feito com ele? o governo abraçou o software livre, não é? então, o que farão com o FUST, que é muito dinheiro e está parado (foi usado até em outras coisas, o que não deveria ter sido feito).

- urnas eletrônicas: quando teremos CERTEZA de que o processo eleitoral com urnas é seguro e anti-fraude? por que o governo tem tanto a esconder sobre o assunto, usando urnas que rodam windows ce?

- ministério da educação: para mim uma das principais mãos-de-obra em potencial para o software livre nacional está nas universidades, com alguns alunos tendo que sofrer acessando redes com windows 3.11. CLARO que isso não é regra, mas pra mim todos os cursos de computação (engenharia, ciência etc) deveriam estar envolvidos com projetos livres. o que acontece é algo BIZARRO: universidades privadas, que poderiam estar gastando dinheiro com software proprietário, estão entrando com TUDO no software livre. e as universidades públicas?

- iniciativas mais claras: ficar lançando site sobre o assunto ajuda, mas não basta. me parece tudo MUITO diperso, não só na prática quanto na teoria. será que todos os envolvidos tem realmente clareza do que é software livre? ando vendo muitos erros ao tratarem de conceitos básicos que envolvem esse modelo (como a confusão sobre domínio público, propriedade intelectual e patentes, por exemplo). porque o governo dizer que apóia o software livre não basta para convencer a estrutura funcional legada de governos anteriores. é preciso alinhar o discurso, inclusive partidário: lembram que o PT comprou máquinas da HP que vinham com windows. isso não é errado, talvez fosse mesmo a melhor opção (DUVIDO), mas a forma como o assunto é tratado da margem a críticas legítimas: "como é apoiar o software livre de um lado e comprar proprietário do outro?"

bom, acho que são esses os pontos. se eu lembrar de algum, volto aqui.
:-)

abraço,
rafa!


» Marcos Nobre (200.136.161.xxx) em 29/04 19:06

É preciso, antes de tudo, identificar papéis e atores para esta peça toda. Algumas terminologias são muito mal empregadas. Quando se fala em INDUSTRIA DE SL isso, a mim, me parece um grande disparate. O Software Livre, em sua melhor faceta, é desenvolvido em comunidades (em grande quantidade, completamente virtuais), sendo que algumas delas são patrocinadas por empresas privadas que geram suas receitas a partir deste investimento (patrocínio). Temos visto excelentes casos de sucesso desta forma de co-atuação.

Referir-se a uma "industria-de-software-livre" me parece ser um contracenso à essência do espírito colaborativo de desenvolvimento e evolução de um software de codigo-aberto.

O que precisamos, e rápido aqui para o Brasil, é definir um elenco de "sugestões" de modelos-de-negócio de empresas e comunidades de software livre, de sorte que se consiga fazer a mudança de paradigma de Software-Caixinha / Licença para Serviços sob Software.

Há que se definir bem o papel do Governo e Empresas, neste novo paradigma, para não cometermos o erro de o primeiro vir a se tornar desenvolvedor de software, e o segundo vendedor de mentiras. E o Brasil novamente perder mais uma janela de oportunidade de crescer em algum segmento (social, tecnológico, etc).


» mmm (200.145.39.xxx) em 29/04 19:50

Acerca das universidades, concordo com o "rafa" e adiciono que não bastam projetos livres de sistemas de informação, é preciso investir fortemente em projetos de sistemas básicos.

É preciso a criação de uma comunidade que esteja colaborando ativamente nessa área (kernel, compiladores, drivers, etc) e a qualidade dos cursos superiores da área de computação é fundamental para isso.


» Vinícius Mundim Zucheratto (200.131.4.xxx) em 29/04 20:06

Olá,

O governo, através dos órgãos de educação e de tecnologia, deveria apoiar e investir na criação de pólos de desenvolvimento, ensino e capacitação em software livre, começando pelas faculdades e escolas técnicas federais que já possuem este tipo de atividade. Daí expandir a rede para as outras escolas.

Com os cursos relacionados à informática paramentados quanto a esta área, incentivar que estes iniciem processos locais em cada instituição para a disseminação do software livre.
Isso seria mais viável que a criação de mais elefantes brancos para esta disseminação a partir de Brasília...

O DCC da UFMG por exemplo, poderia gerenciar a campanha na entidade, os cursos de informática dos CEFETs idem... e assim por diante.

Mais uma: Apoiar o uso de software livre nos programas sociais de inclusão digital, voluntários e/ou oficiais.

Valeu!!


» Joerlei P. Lima (200.103.96.xxx) em 29/04 21:21

Ainda acho (e todo usuário de computador que conheço concorda, à exceção dos geeks/nerds) que precisamos de algo que a Yellowtab definiu muito bem:
"A few benefits of the BeOS have always been the ease of installing and using it, though having the power and strenght that Linux has. We will work on getting BeOS out to the masses."
Precisamos de um linux que tenha o usuário em mente e não escovadores de bits. Até eu me canso de escovar bits, imaginem o "Zé e a Maria"!!
Oras, as APIS do BeOS e FirsStep estão aí, documentandas. Criar um sistema usando o linux (kernel) e o novo X.org não deve ser tão difícil assim. O BeOS foi criado a partir do zero a um custo que não deve ter chegado aos US$ 40 milhões. Um investimento centralizado de tal montante pode nos render um sistema muito superior em qualidades e facilidades, uma vez que temos um excelente kernel, o servidor X já está pronto, só precisa ser melhorado, as idéias de como isso pode/deve ser feito já estão sendo discutidas ( http://primates.ximian.com/~federico/news-2004-04.html#28 ).
Infelizmente o "puramente comunitário" não funciona muito bem em determinadas áreas. Há a necessidade de uma liderança, senão não se chega a lugar algum.
Vejamos o caso do linux como destktop hoje: Ele não é adequado à realidade brasileira. Imagine se pra instalar um simples programa do governo aquela empresa tiver que chamar um técnico ou um "entendido", o que aconteceria em um prazo de 2 anos? Simples: o custo seria muito superior ao de se adquirir uma licença do Windows. Além disso, do jeito que as coisas estão, seria muito difícil encontrar aplicações para as mais diversas tarefas.
Agora o ponto de vista do desenvolvedor de software: Tempo é dinheiro. Desenvolver para linux é complexo e toma muito tempo. Além disso não existem ferramentas que facilitem a vida dos desenvolvedores. Em ambiente Windows/Mac ou mesmo BeOS e QNX o desenvolvimento de aplicações é muito mais simples e você sabe que seu programa funcionará naquele sistema, mesmo que se passem 4 anos. Não se pode dizer o mesmo do linux. E quanto a gerenciamento de sistemas complexos? Pergunte a qualquer desenvolvedor acostumado a Visual Basic ou Delphi o que ele acha de desenvolver para linux? Ah, tem o Kylix. Verdade. Se não me engano, no Windows (Delphi), quando você termina seu programa há ferramentas para automatizar o processo de criação de um instalador. Para o usuário será questão de apenas dar dois cliques em um arquivo chamado setup.exe. Já no Kylix... Culpa do desenvolvedor? Não, não existe uma forma padronizada de instalação de aplicativos no linux.
Por isso é necessário pensar em um sistema que seja destinado ao usuário comum e não ao geek/nerd.


» Joerlei P. Lima (200.103.96.xxx) em 29/04 21:32

Agora, vejamos a implementação de softwares livres nos desktops do Governo. Será que sairia tão barato assim, da forma que os sistemas estão hoje? Os usuários se adaptariam a um ambiente tão espartano? E aquelas repartições que estão lá onde o Judas perdeu a bota, sem pessoal especializado, como lidaria com as particularidades do sistema, tal e qual ele se encontra hoje? Com um Windows ele sabe lidar. Chegou um cd com algum que traga um importante programa do governo. O usuário vai lá e dá dois clique num rpm da vida (supondo que seja um rpm) e então começa o martírio, é dependência que não acaba mais... Bom, depois de 6 meses e 5 mil telefonemas ele consegue instalar o bendito aplicativo. E agora, cadê ele no menu, não perguntou nada, nem em que parte do menu seria colocada uma entrada... Qual o custo disso?
Servidores (nossos servidores são linux, administro vários deles): Tudo na mão, custo alto de formação de mão-de-obra e muito tempo pra implementar soluções básicas. Se for para uma rede pequena, sai mais barato comprar as benditas licenças do windows mesmo, fica mais barata a mão-de-obra e a administração é extremamente simples. Muitos vão falar que há custos de licenças, etc, segurança... Bom, custo de licença não é tudo. E você licencia uma vez e roda vários anos.
Temos que ser objetivos quando se trata de implementações em larga escala e principalmente quando você lida com pessoal não técnico/escovador de bits.


» Patola (200.158.176.xxx) em 29/04 23:16

Ah, não, né, Joerley! Você usa somente GNU/Linux desde 1999 e até agora *não* se acostumou com o modus operandi do software livre? Não adianta, sistemas livres como o GNU/Linux (e *BSD e mesmo os poucos usados como AtheOS) NUNCA serão feitos do mesmo modo que um sistema proprietário como o Microsoft Windows. Isso parte tanto das origens quanto da população de desenvolvedores interessados quanto do fato de não haver uma autoridade central. A cultura de software livre é TOTALMENTE diferente da cultura de software proprietário.

Acho que, por isso, algumas alegações suas merecem a pena serem melhor discutidas:

"o Não há um conjunto padronizado de APIs."

Há VÁRIOS conjuntos padronizados de APIs, muito bem documentados e especificados. GTK, QT, glibc, glade e muitas outras são bem reconhecidas por isto. Se você ao falar "padrão" se refere a "default" - bem, muitas distribuições têm seus próprios defaults.

"o Instalação de programas é um parto. Não há uma forma simples e padronizada de se instalar programas no linux (Mac OS X de novo é exemplo de como as coisas deveriam ser)."

Eu discordo. Sistema de pacotes é um paraíso, uma vez que você se acostume. Pergunte a qualquer usuário de debian se ele se incomoda com o apt... apt-get install nome_do_programa (ou seu equivalente gráfico no synaptic) traz (quase) qualquer coisa que ele quiser. Sim, cada distribuição tem seu próprio método e este método de instalar programas é muito diferente dos setup.exe de Windows; mas é absurdamente mais cômodo e não tem nada de "parto" nisso.

"o Manutenção do sistema é complexa."

Isto é dependente de distribuição. Manutenção do sistema trata de duas áreas: configuração de hardware e configuração de software. Certas distribuições, como Linspire (Lindows), têm tudo do modo mais amigável possível. Até algumas livres têm isso - Kurumin, embora não seja o exemplo perfeito da organização, é inegavelmente fácil de fazer funcionar (no quesito configuração de hardware). E sistemas como o Webmin numa distribuição que o integre - e.g. Conectiva - tiram muito do peso desta configuração.

"o Difícil desenvolvimento de aplicações, causada pelo fato de não haver um conjunto de APIs padronizado, como o MacOS X tem (Cocoa, originado do OpenStep)."

Ah, fala sério, meu! Se você for programar, digamos, em C no GNU/Linux, você só tem que escolher uma API que te apeteça; depois é só alegria. E se por um lado o GNU/Linux apresenta(va) tradição de ter programas mais difíceis de usar, nas APIs, pelo menos na minha experiência, ele barra de longe o Windows em facilidade. Compare uma MFC com a GTK+ ou a QT, como exemplo. Uma API livre difícil de usar geralmente não vinga.

Em outras linguagens, python, perl, php, ruby, tcl etc. a dificuldade costuma ser a mesma pra programar tanto no GNU/Linux quanto em qualquer outra plataforma.

Ok, temos na verdade uma tradição de makefiles, autoconfs e automakes, diretivas complicadas de compilação etc. Mas com toolkits recentes como o Anjuta e o QT-Developer o programador só tem que desvendá-los se quiser.

"o Plug and Play inexistente. Nesse sentido há alguns projetos como o UTOPIA e HAL que prometem resolver isso."

Bom, primeiramente: Plug and Play é marca registrada Microsoft, serve apenas para dispositivos que adotam este padrão e mesmo no sistema operacional desta não funciona muito bem. Ademais, o que você disse é uma verdade relativa: muitas distribuições de GNU/Linux hoje têm excelente detecção de hardware (Kurumin, Lindows, Mandrake) que para muitos equipamentos - principalmente os medianamente antigos - costuma ser melhor do que Windows (a detecção de hardware do Windows costuma ser melhor para equipamentos novos). Eu diria que estamos no mínimo "pau a pau" nesse tópico - claro, considerando apenas as melhores distribuições para isso.

"o Desktop extremamente lento. E não adianta tapar o Sol com a peneira, isso é fato. Uso linux exclusivamente no meu dia-a-dia desde 99 e não vi nada mudar."

Eu truco essa afirmação! Você está confundindo lentidão com latência. Um jogo FPS no GNU/Linux (quake 3 arena, digamos) nativamente costuma ser mais rápido do que a versão Windows dele. Muito provavelmente você está se referindo a latência de um programa - no Windows ao clicar no ícone a janela imediatamente se abre, no GNU/Linux em geral, dependendo da aplicação, você pode ter que esperar alguns segundos. Isso tem a ver, pelo que sei, com o modo como o X aloca recursos e memória. Não sei se tem jeito de consertar na tecnologia.

"o Falta um ambiente desktop padronizado. Basta ver como é insconsistente um desktop linux, com aplicações KDE/Gnome/GTK/QT com aparência e comportamento diferentes. Isso é = inconsistência"

Todos os sistemas desktops do GNU/Linux são padronizados. ;) Agora, se você está falando de ter um sistema default ou único, não acha que tem que especificar pelo menos a distribuição?

Friso de novo o seguinte: devido à própria essência do software livre, você nunca deixará de ter as alternativas. Gnome x KDE é só um pequeno exemplo e isso sempre existirá. Você não pode controlar uma comunidade de desenvolvedores; no máximo orientar, e sempre irá haver os que não aceitam sua orientação.

Inconsistência não é só na aparência, mas a da aparência pode ser facilmente resolvida adotando um look and feel similar para todos os toolkits, como a redhat fez usando o bluecurve. O maior problema, eu diria, de ter várias bibliotecas que fazem a mesma coisa é o excesso de uso de memória e HD: você instala e carrega simultaneamente "n" códigos que fazem exatamente o mesmo.

"Quando essas e outras questões forem resolvidas, e só o serão se houver investimento pesado em cima, aí, sim, pode-se criar toda uma indústria que se sustente em cima de software livre."

O grande engano do que você está dizendo é o seguinte: no meio do software proprietário, sim, é a indústria que manda. No meio do software livre, a indústria é só mais um cidadão que participa, que não manda nos projetos e nas decisões tomadas, muitas vezes nem mesmo quando os patrocina. Então, essa indústria não vai conseguir chegar botando banca. Ao contrário, o que eu acho que ela tem que fazer é aceitar certas características inerentes ao software livre e aprender a trabalhar com isso.

Algumas das coisas que você disse são verdadeiras e têm lá suas qualidades negativas. No entanto, acho que falta visão pra enxergar as positivas - principalmente das características que nunca vão mudar, como existência de alternativas - e trabalhar com isso.

O que estou querendo fazer aqui não é dar uma desculpa ou tapar o Sol com a peneira. É simplesmente dizer que você está comparando implicitamente o meio do software livre com o do proprietário, e que essa comparação não pode partir do princípio que o do software proprietário é superior - os dois seguem ecologias e ciclos de vida diferentes.

...a propósito: uniformidade na indústria costuma ser realmente uma vantagem. Então, conselho: ao instalar GNU/Linux em larga escala, mantenha apenas uma distribuição, um sistema de janelas, etc. Por outro lado, se surgirem usuários avançados com suas preferências, tenha alguma tolerância com isso, mas não procure resolver os problemas deles oriundos dessas preferências.


» Hugo da Silva (200.252.60.xxx) em 30/04 07:19

Sou aluno do CEFET-GO do curso de Tecnologia em Redes de Comunicações e estou desenvolvendo o meu TCC (Trabalho de Conclusão de Curso) utilizando linux. O tema do trabalho é a estruturação de aulas práticas para instalação e configuração de servidores de redes.
Acredito que tal projeto fará grande diferença na qualificação dos alunos do CEFET, pois os mesmos, além de terem um bom conhecimento teórico, podedrão utilizar seus conhecimentos em atividades práticas.


» juliano gaio (200.247.100.xxx) em 30/04 08:58

Acho que seria muito interessante um investimento na área da educação , fazendo com que cada vez mais cedo as pessoas tivessem acesso aos computadores e tudo o que está relacionado a eles ( internet , software livre ,etc...).
Sendo assim , estaríamos preparando o futuro do nosso país para uma boa utilização dessa tecnologia.
Acredito também , que hoje em dia já existem muitas pessoas capacitadas a utilizarem SL , mas também acho que as mesmas tem um padrão de vida um pouco acima da realidade brasileira , e portanto , tiveram meios como acessar essa tecnologia e aprender a usa-la ( através de cursos , internet , etc..) , por isso apoio o uso e também a massificação do uso destas tecnologias desde cedo.


» andre duarte bueno (200.20.231.xxx) em 30/04 09:43

Gostaria de dar algumas opiniões, que poderiam
estar na minuta a ser feita na reunião:

1- Apoio e incentivos a formação nas universidades
de grupos de desenvolvimento de software livre para pesquisa científica, pura e aplicada (tecnológica).

2- Apoio a formação nas universidades de encubadoras de Software Livre
(prestadoras de serviço, desenvolvimento de software).

3- Apoio ao uso de ambientes e sistemas de programação como C/C++/STL/bibliotecas científicas. Pois estes possibilitam o desenvolvimento de sistemas de alto padrão de qualidade com excelente desempenho.
Este apoio pode ser expresso com o incentivo a inclusão de disciplinas relacionadas a Programação Orientada a Objeto, C++/STL, programação paralela e uso de clusters nas universidades.

PS: Nada de JAVA, java não é SL.
JAVA é antiecológico (consome muita energia, pois requer micros mais potentes).


» Joerlei P. Lima (200.103.96.xxx) em 30/04 10:00

Patola,
Conheço o "modus operandi" do software livre sim e estou acostumado a ele. Isso não quer dizer que essa forma seja a mais eficiente.
Realmente, na pressa, me expressei mal realmente. Quando me referi a um conjunto de APIs padronizado, quis dizer um padrão "default", comum de forma que seja facilitado o desenvolvimento de softwares para aquele ambiente em particular e que o mesmo esteja presente naquela distribuição em particular.

Com relação à instalação de programas, concordo que o sistema de pacotes é bem eficiente para a manutenção do sistema (distro, no caso), mas não para programas específicos, que não façam parte da distribuição. E apt-get install não é lá a melhor solução para isso. Faça uma demonstração para administradores de rede windows e veja o que acham disso.
Outra coisa necessária é o desenvolvimento de componentes básicos, que sejam mantidos e estáveis a longo prazo, de forma que desenvolvedores possam utilizar aqueles componentes, ao invés de ficar reinventando a roda. Como você mesmo disse, a mesma coisa é reimplementada várias vezes, você tema vários códigos para fazer a mesma coisa. Isso consome recursos de hardware e faz com que o sistema seja mais lento. Deveriam ser definidos padrões, criadas libs que façam funções específicas, como ocorre com o Windows, com seus COMs da vida. Isso não só facilita a vida do desenvolvedor como também do usuário, que terá um sistema mais rápido.
Não estou dizendo que que o software proprietário é superior. Estou dizendo que o software proprietário se preocupa com o usuário comum, enquanto que o software livre em geral é destinado à própria comunidade (composta de hackers, geeks, nerds e escovadores de bits em geral) e isso é fato.
O que sei é que, enquanto as coisas forem assim, o software livre vai continuar sendo coisa para minorias.
E, pela comodidade e facilidade que oferecem, os softwares proprietários não são tão caros assim.


» Leonardo (200.175.61.xxx) em 30/04 10:04

Concordo com o Patola sobre o Joerley.
Você acha Linux lento? Onde trabalho atualmente sou o único usuário Linux, trabalhando com J2EE, e a minha é a máquina de integração, porque aguenta compilar e levantar todo o projeto em menos de 3 minutos...
E todas as máquinas são idênticas.
Acho tal opinião do Joerley uma falácia. Pela minha experiência em venda de computadores, dando um double click num .exe no mais das vezes faz o seguinte (escolha uma opção)
a) Tela azul
a1) reinicia e tenta de novo
a2) reinicia e corrompe o registro
a3)reinicia e $%%$# tudo. Reinstale
b) Não instala
c) instala um vírus

E ele não dá nenhum telefonema, chama o sobrinho do dono da padaria lá do lado, que "sabe tudo de computador", pra arrumar isso...

Sobre o custo da mão de obra...
Quanto sai um curso, digamos, de MSCE?
Que no frigir dos ovos vai mandar vocÊ reinstalar o sistema em caso de problemas mesmo...
Sobre desenvolver em plataforma livre: acho reconfortante você literalmente achar todo e qualquer apoio para seus problemas de desenvolvimento em fóruns e sites. Não como, por exemplo, você usa uma tecnologia de empresa fechada, tromba com uma incongruÊncia qualquer na tecnologia, e a empresa cobra muuuuito caro pra você ou fazer o curso da tencologia, se tornar "um parceiro", ou contratar um profissional certificado pra te auxiliar no problema.
Isso não é para TODAS empresas, mas lidei muito com essa situação, e esotu lidando neste projeto que trabalho agora.
"Bom, custo de licença não é tudo. E você licencia uma vez e roda vários anos".
Você conhece quantas pessoas usando windows
95? Bem, usando W95 E usando softwares atuais?
98? NT ?
Tudo categorizado como legacy pela M$, se vc tiver algum problema, eles querem que vc faça o upgrade.
E, uma coisa que realmente faz falta quando pessoal não técnico usa computadores, é a questão de SEGURANÇA, mais especificamente PERMISSÕES. É ridículo até hoje, num sistema avançado como o XP, um programa qualquer, executado por um usuário qualquer, ter capacidade de moer o sistema, ou caso o administrador seja cuidadoso a ponto de configurar para que isto não ocorra, o usuário não poder *usar* o sistema...
Estou falando do Windows XP.
Como disse o Patola, seu post tem méritos, mas muitas lacunas sérias.
( e me deixa uma pergunta: quais distribuições você já apresentou ao usuário "leigo"?)

Só uma opinião, nada pessoal.
Leonardo


» Joerlei P. Lima (200.103.96.xxx) em 30/04 10:28

Leonardo,
Primeiro, é Joerlei e não Joerley. :-)
Quantas pessoas empresas eu conheço que rodam Windows 98/NT e que rodam programas atuais? Algumas milhares de empresas, já que tralhamos com consultoria. Todas tem, em sua grande maioria, estações windows 98, que simplesmente funcionam.
Já implementei, com sucesso, vários programas de migração para linux e conheço bem essas questões.

"Acho tal opinião do Joerley uma falácia. Pela minha experiência em venda de computadores, dando um double click num .exe no mais das vezes faz o seguinte (escolha uma opção)
a) Tela azul
a1) reinicia e tenta de novo
a2) reinicia e corrompe o registro
a3)reinicia e $%%$# tudo. Reinstale
b) Não instala
c) instala um vírus"

Mesmo? Temos clientes que têm estações 98 que funcionam, sem uma reinstalação/formatação desde que foram adquiridas, há 3/4 anos. Realmente, o Windows 98 não é lá aquela coisa estável, agora, você não pode dizer o mesmo do Windows XP, por exemplo.

" ( e me deixa uma pergunta: quais distribuições você já apresentou ao usuário "leigo"?)"

Sempre aquela que seja mais simples e direta possível. Uma que, ao terminar de instalar, ele já tem seu ambiente pré-configurado e funcionando direitinho. Geralmente o Mandrake Power Pack, de forma que não há necessidade de sair atrás de java, flash, nada.
E você? :-)


» Toskinha (200.230.227.xxx) em 30/04 11:53

Vocês estão desviando do assunto.
Se um usuário, empresa, quer usar Windows, problema dela. Bom, na verdade problema de todos, pq eu tenho minha rede lotada por virus e avisos de virus, eu que não uso windows há alguns anos. Bom, mas é da liberdade de escolha de cada um. Se o cara acha lento, dificil, problema dele, não adianta ficar eternamente batendo nestas teclas, se o cara não aprendeu foi porque ou não quis ou não tem capacidade e tem que ter um administrador de sistemas pra cuidar dele.
O assunto aqui é governo. O governo é o único que tem obrigação de usar software livre. Porque é nosso dinheiro que ele está dando à Microsoft com software proprietário. Porque como falaram, temos muito mais coisas que precisam de investimento do que ter que ficar gastando com isto. Porque se milhares de pessoas, empresas, orgãos já mudaram, não tem desculpa de "aqui é diferente". Provem que é diferente. É um monte de secretária que tem medo do OpenOffice e fica dizendo que precisa do Word, precisa nada, não usa 5% do que tem lá. E um bando de político que não quer perder a boquinha, afinal uma boa porcentagem deve ir pro bolso dele, odeio políticos.
E mais que isto, é questão de soberania nacional. Como pode o governo ter questões tão importantes como a eleição em um sistema fechado, que ninguem, nem eles sabem o que faz? Como podem ter sistemas controlando dados importantes da nação feitos por uma empresa que pode facilmente coletar e desviar estas informações??? Esta pra mim é a grande questão. Agora dificil vai ser desbancar este bando de corrupto que patrocinado pela M$ vai fazer de tudo para barrar.
Ah, e mais que isto. O PT quer se adonar do software livre, fazer disto uma bandeira. Daí quando perdem uma eleição, como foi no RS, tudo é arrancado, porque era de outro partido.


» André Michi (200.207.211.xxx) em 30/04 12:03

Software Livre é liberdade de escolha.

E eu concordo com o patola.

O que tem de tão difícil pra configurar no Linux ??? Só porque não tem onde clicar ??? Nunca vi..ô bando de preguiçoso.. o que custa dar um man algumacoisa e ler como funciona a parada ??? Por isso que servidor com windows não aguenta uma semana sem dar reboot .. tudo é feito nas "coxas" , é tudo muito rapidinho...
Se o Joerlei falasse que é mais DEMORADO aí sim eu concordaria.. o Linux é sim mais demorado e mais "chato" de configurar...mas em compensação vê o tempo que ele fica sem te dar dor de cabeça... é chato mesmo ficar lendo manual, readme... mas pelo menos você sabe o que tá fazendo...

O que falta é vontade de aprender...tudo bem que hoje em dia ninguém tem tempo, mas se não tem tempo porque vai querer mexer com Linux então ? E o pior, porque vai sair por aí falando que é mais dificil, é feio, complexo.. e blá,blá..

Aprenda a usar primeiro e depois faça críticas ...
Falou

André Michi


» Klaatu (200.206.184.xxx) em 30/04 12:13

Voltando ao tema da reunião em Brasília:

Sou militar do exército, tenho usado Linux em meus servidores desde 1998 com grande sucesso, mas também tenho acompanhado dentro das minhas claras limitações o desenrolar das discussões sobre a doção de SL em desktops que para nós acredito ser quase "a fronteira final". Concordo com o Patola e com outros quando dizem que o Win 98/XP em estações de trabalho dá trabalho, as vezes vc pode ter um micro rodando W$ que funciona há 2 ou 3 anos sem ter q formatar, mas todos os q eu vi estavam ficando gradualmente lentos, implorando um upgrade de hardware, ao passo que também usando por exemplo o Kernel 2.4 e KDE 3 no CL9 eu tinha dificuldades em rodar um desktop beleza num P200... Mas rodava sem cair.

Ok, Eu já havia colocado isto noutro comentário, mas aí vai de novo: Tenho um parque computacional de umas 100 máquinas, e somente umas 6 licensas do Win98 e 5 do XP. NENHUMA DO OFFICE (qualquer versão).

Percebi que nem mesmo o governo tem a menor preocupação em literalmente cumprir a lei, sugiro ao colega Augusto que seja bem claro neste aspecto. O governo usa sim, e aos montes software pirata. Assim, um usuário opta entre usar linux grátis ou usar windows grátis, e como a maioria está habituada ao W$, continua usando.

Do ponto de vista técnico, há ainda sérios problemas no porte de programas proprietários para o Linux, isto está sendo trabalhado, mas ainda está longe de se tornar satisfatório. O próprio exército só tem desenvolvido aplicações em Delphi, Access(Pasmem) e ASP. Ao mesmo tempo que divulga notas informando da importância do SL. Ainda não vi um único software desenvolvido para Linux no Exército, e não preciso dizer a respeito da segurança da informação. Eu nunca, como militar, confiaria minhas informações a um sistema fechado, ESTRANGEIRO, e que sabidamente monitora o usuário.

Não sei quanto aos outros organismos governamentais, mas recentemente entrei em contato com o Centro Integrado de Telemática do Exército a fim de criar uma VPN para a atualização de sistemas corporativos. Depois de falar com umas 6 pessoas me passaram ao suporte de rede. Ouvi esta frase:
- VPN??? que bicho é esse??

Assim, sugiro uma maior atenção dos sehores analistas, cientistas e outros istas que ainda não saíram do window$ NT...

Obrigado.


» depassagem (161.148.215.xxx) em 30/04 13:10

Vou fazer uma proposta bem pé no chão: atualmente, vários órgãos do governo federal só autorizam o uso de softwares homologados. Bom, como vocês devem imaginar, a lista de softwares homologados pode ser assim resumida:

- MS*.*

Então, minha sugestão é que o primeiro passo (extremamente simples) seja dado: a homologação, para todo o Poder Executivo Federal, do Mozilla e do OpenOffice (as versões para windows mesmo, estou sendo absolutamente pragmático). Assim, pelo menos os adeptos do software livre poderão instalar esses programas por conta própria.

É difícil acreditar que o governo está realmente interessado em software livre se a maioria dos funcionários públicos federais está proibida (por ausência de homologação) de usar Mozilla e OpenOffice.


» Flavio Moreira (200.203.39.xxx) em 30/04 13:15


:-/ :-/ :-/

Vão fazer um "Painel" semana que vem :-?

O mais adequado seria que este evento fosse realizado DENTRO do V FISL !!!


» tux-br (200.252.166.xxx) em 30/04 13:16

Antes de começar acho legal deixar claro um divisão quando se fala em adotar software livre. Acho que adotar software livre é muito amplo mas podemos dividir assim:

-vamos nos aproveitar do software livre: Aqui é o ponto de partida do governo, o governo não precisa pagar por um produto que tem um similar grátis (eu sei que open souce não é gratis).

-vamos ajudar a comunidade software livre:Precisamos definir aqui com o governo pode ajudar a comunidade de software livre, este ponto já foi abordado nesta notícia.

-vamos ganhar grana com software livre: Como o brasil pode ganhar, e não apenas deixar de gastar dinheiro com software livre.

-transparencia

Alguns pontos que acho interessantes:

- O usuários não vão saber utilizar: vão saber sim, se você pensar bem vai ver que a grande maioria das pessoas que tem dificuldade ou pouco habilidade no computador usa basicamente office e navegador. Esse tipo de usuário foi adestrado, ele não sabe utilizar o word mas ele decorou o caminho de algumas coisas e com isso ele é capaz de produzir o que precisa. É só adestrá-lo no Openoffice e no mozilla que tá massa.

-Um software do governo pode ser difícil de instalar na preitura lá no fim do mundo. Concordo, mas esse software não pode uma aplicação web? e se a distribuição Linux do governo vier com uma máquina virtual Java? os aplicativos pode ser feitos em Java. Utilizando qualquer uma das duas soluções teremos software independete de sistema operacional. Eu acho que o caminho é por aqui, os softwares do governo não devem ser muito amarrados a um SGBD específico ou a um Sistema Operacioal específico. Eu faço sistemas em java que são inpependentes de SGBD e de sistema operacional por que o governo não pode fazer isso também?
Antes de recomeçarem os flames, nada contra c ou phyton, só não acho que java seja lento como muitos pensam que é, posso mandar links de bons software livre em java pra quem acha lento, mas não vamos perder o foco.

-Outro ponto interessante é transparencia. Sistema governamentais caixa preta, isso é um perigo e os exemplos são os mesmos... sistema de votação, imposto.

Outros pontos...

usuário governo
-Qual será a distribuição padrão? (acho importante ter uma para facilitar suporte) mas sem impedir que outras sejam utilizadas
-O que terá que ter nessa distribuição?

desenvolvedor governo
-Definir um mínimo de padrões para que sejam seguidos nos software desenvolvidos
-Criar um forge do governo
-Definir se teremos uma licença de software livre do governo brasileiro

E finalizando, vejo que muitos dos melhores profissionais de software livre não estão no governo, porque não estão?


- importância atual e potencial do Software Livre nos diferentes domínios de aplicação e produção de software
- oportunidades em Software Livre para o Brasil
- elementos críticos para a expansão da produção e do uso de Software Livre no Brasil
- prioridades de atuação (governamental ou não) em Software Livre


» Pablo N. Hess (146.164.75.xxx) em 30/04 13:51

Acho imprescindível para o usuário final (e provavelmente o corporativo também) que no Brasil seja enquadrado como venda casada a obrigatoriedade de se pagar pelo S.O. (qualquer que seja) quando se compra um computador.

A maioria das lojas vendem somente máquinas com windows pré-instalado. Acho essencial que isto seja caracterizado como venda casada, e então REPRIMIDO.

Não é só com PCs. Quando se compra um Macintosh também é obrigatório pagar pelo S.O., mesmo que não se use.

No momento só penso nesta sugestão.
Atenciosamente,
Pablo N. Hess


» River de Morais e Silva (amonati) (200.221.152.xxx) em 30/04 14:56

Quanto aos "elementos críticos para a expansão da produção e do uso de Software Livre no Brasil" creio que um dos primeiros seja retirar as barreiras legais, especialmente as implícitas, ao uso de software livre, vejamos por exemplo o caso de um supermercado que faça vendas com cartão de crédito e que queira utilizar somente software livre.
Existe alguma lei que o impeça de fazer isso?
Diretamente não, mas existe uma lei obrigando-o a somente utilizar cartão de crédito através de TEF (Transferência Eletrônica de Fundos) e como as administradoras de cartão exigem que para isso seja utilizado um programa de comunicação Windows Only fornecido por elas, acaba que por força de lei o usuário é impedido de utilizar alguma solução de automação em ambiente não Windows.
Neste caso, deveria ser modificada a lei, ou criada uma nova, exigindo por exemplo que as administradoras fornecessem não um software de comunicação mas a especificação do padrão de comunicação, aí cada automador teria liberdade de implementar isso no ambiente que melhor lhe agradasse.
Este mesmo problema também ocorre com relação direta ao próprio governo, grande parte dos estabelecimentos comerciais hoje existentes são obrigados a fornecer mensalmente o SINTEGRA (http://www.sintegra.gov.br/), um resumo de toda sua movimentação durante o período, no entanto para realizar a entrega é preciso utilizar geralmente dois softwares, um validador e um sistema de comunicação, e adivinhem: Só existem para Windows.


» Pacozila (200.165.216.xxx) em 30/04 15:03

Primeiro o Governo devia se dar conta do que é SL. Por enquanto eu só vi referências a SO/Office, mas cadê os códigos dos programas desenvolvidos pelo governo (IR, urna eletrônica etc.)?

Depois desse primeiro passo, vamos à educação. Além do apoio aos telecentros (cadê o dinheiro do FUST?) e adoção de SL nas escolas (primárias, secundárias e técnicas) e Universidades públicas, fazer campanhas de combate à pirataria e capacitação junto aos pequenos empresários (um canal para isso são os escritórios do SEBRAE).

Acho interessante também, e não só para o governo, a criação de "repositórios" para requisitos (com fórum de discussão). Assim, quem começar a desenvolver um SL já terá uma orientação mercadológica para seu projeto, além de uma base de usuários em potencial e o início da documentação.


» Enderson Maia (200.241.153.xxx) em 30/04 15:12

Concordo com o Pablo.

Um grande ponto a ser visto seria esta venda casada, que acontece com os grandes fabricantes de PCs e também com as pequenas empresas que vendem computadores montados, que ainda por cima vendem os PCs já instalados com versões piratas dos sistemas operacionais. Uma maneira seria exigir o reembolso dos usuários que compraram tais equipamentos e não utilizam o SO, se alguns casos acontecerem com sucesso, outras pessoas sentiriam-se encorajadas, e também combatendo a pirataria de software (sei que não é tão simples) nas empresas que vendem os computadores com versões piratas já instaladas, de certa forma, combater pirataria, incentiva o Software Livre.


» morvan (200.164.107.xxx) em 30/04 15:29

um passo fundamental, por parte do Governo, se quiser realmente implementar o S. L., e não mera peça de retórica, é desmantelar, desbaratar, a maracutaia que acontece aqui (Ceará) e alhures com a tal da licença "Acordo Select", já tratado em artigo neste sítio, por mim
(http://br-linux.org/noticias/002259.html).
Aquilo ali é um ralo enorme de recursos públicos do tipo "pague 10 (dez) mil licenças e instale 300". Ninguém conhece os termos do "Acordo", pois é feito por venusianos para venusianos. O Pablo N. Hess nos deu uma sugestão importantíssima, também, sobre a questão das "vendas casadas" de maquinário e logiciário. Vamos ecoar estes e outros tópicos até o softawrelivre.org.br, queridos colaboradores da comunidade.


» Manoel Pinho (200.165.210.xxx) em 30/04 16:13

Minhas sugestões:

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1) "importância atual e potencial do Software Livre nos diferentes domínios de aplicação e produção de software"

- Economia de divisas que serviriam como pagamento a companhias de software proprietário estrangeiras, que normalmente cobram o mesmo valor em dólares em qualquer paíss do mundo.

- Eliminação da dependência de um único fornecedor de softwares (Microsoft), que caracteriza o chamado monopólio e que inflaciona os preços dos softwares.

- Segurança nacional, visto que pela própria natureza do software livre o código pode ser auditado. Embora a Microsoft tenha exibido o código do Windows a alguns governos recentemente, não há nenhuma garantia que o código mostrado é o que usam realmente para a compilação do produto.

- A capacitação em software livre envolve conceitos muito mais profundos do que meramente usar ou administrar um software proprietário. A longo prazo isso representará melhor qualificação para os profissionais de informática do país.

- Proteção natural contra descontinuidade de fornecimento ou suporte de software ocasionados por falência ou incapacidade do fornecedor, mudança de políticas internas da empresa por venda a outra companhia, etc.

- Formatos de arquivos (gerados pelos softwares) naturalmente padronizados, pois mesmo quando não documentados, há sempre a possibilidade de levantamento do formato analisando o códdigo-fonte. Fabricantes de softwares proprietários normalmente tendem a usar formatos de arquivos não documentados e ou não padronizados para eliminar a concorrência e manter a dependência dos clientes.

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2) oportunidades em Software Livre para o Brasil

- O Brasil já é um referencial na aplicação e uso de software livre. Avançar mais nesse sentido, enquanto não há muitos países com percentuaiss grandes de utilização de software livre dá ao Brasil uma vantagem competitiva.

- O país nunca conseguiu estabelecer uma política de exportação de software com o modelo vigente (software proprietário, quase sempre feito no exterior e somente distribuído no país, com o mínimo emprego de mão de obra nacional). A mudança de paradigma gerada pelo software livre dá uma nova chance ao país de quebrar o círculo vicioso atual, só dependendo de vontade política e iniciativas governamentais de capacitação em tecnologias livres. É importante lembrar que software livre não é incompatível com a idéia de venda de software e, portanto, pode reverter em divisas ao país.

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3) elementos críticos para a expansão da produção e do uso de Software Livre no Brasil

- O uso disseminado de softwares comerciais piratas, quase sempre estrangeiros, inviabiliza a produção de softwares comerciais nacionais pela concorrência desleal. Além disso, só serve para retardar a migração para software livre, visto que o usuário, diante da impunidade atual, opta quase sempre pelo lado mais fácil da pirataria.

- Baixo grau de escolaridade

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4) prioridades de atuação (governamental ou não) em Software Livre

- Combate mais intensivo ao comércio ilegal de softwares piratas (em camelôs, jornais, internet, etc), empresas montadoras de computadores que vendem microcomputadores com programas piratas e uma campanha em meios de comunicação (rádio, TV, jornais, etc) sobre os benefícios do software livre e as punições ao uso de softwares piratas.

- Inclusão de conceitos de software livre, linguagens de programação, uso de softwares livres e tecnologias relacionadas no currículo formal de cursos superiores e técnicos do país.

- Exigência de conhecimentos de software livre em concursos públicos que exijam conhecimentos de informática.

- Treinamento de todo o pessoal das diversas esferas de governo no uso e administração de softwares livres, empreganddo o recurso de multiplicadores caso não seja possível treiná-los diretamente.

- Preparação pelos governos de cursos à distância e de materiais de ensino e referência aos principais softwares livres.

- EXIGÊNCIA do uso de formatos de arquivos livres (ou documentados) na troca de documentos eletrônicos entre instituições governamentais e para o arquivamento de dados públicos. Um exemplo seria a padronização nos formatos de arquivos usado pelo software OpenOffice no caso de arquivos de texto, planilhas e apresentações.

- PREFERÊNCIA a fornecedores de software que produzirem softwares livres em licitações públicas.

- Incentivo à produção de software livre através de bolsas e verbas de pesquisa para alunos e professores de universidades e fincanciamento prioritário por parte de órgãos de fomento ao desenvolvimento.


» Daniel Zilli (201.2.243.xxx) em 30/04 16:28

Olá pessoal!

1) O Flavio Moreira está certo! Esse painel pode ser levado para o FISL.

2) Como escrito no meu livro Mundo Livre, este manifesto diz muita coisa http://www.insite.com.br/~nferraz/projetos/oss.html

3) Não tem como fugir. Se queremos criar "cultura" de software livre no país, o memso precisa ser implantado nas escolas. Educação é base de tudo.

4) Principalmente o governo precisa entender, que não podemos como país,ficar a mercer de software proprietários em áreas estratégicas. Isso é soberania nacional.

5) O governo está no caminho certo, e prova disso foi o primeiro edital de SL que saiu pelo Finep. Sou coordenador do sistema Care2x aqui no Brasil e vejo a importância desse edital para nós (fomos um dos felizardos). Até a chegada do CAre2x, não existia nada de SL similar para área de saúde, e enquanto isso nossos hospitais tinham que gastar muito dinheiro. Olha que estou falando de valores entre 200-800 mil reais.

6) Na minha opinião o governo deve manter sua política de SL (e na medida do possível aumentar as verbas destinadas a esse fim) e promover o desenvolvimento de SL para as áreas mais necessitadas no momento. Além de investinar SL nas escolas.

Abraços,

Daniel Zilli



» Manoel Pinho (200.165.210.xxx) em 30/04 16:44

Quanto às afirmações do Joerlei:


"E não há cliente que use um produto que ele ache difícil se houver uma opção mais barata e fácil. Em nosso país um Windows XP custa de 5 a 800 reais e sabemos que o brasileiro não se importa com questões legais."

Por isso mesmo eu enfatizei bem a questão de aumentar a repressão a softwares piratas ANTES (ou durante) de querer disseminar a cultura de software livre. Não dá para querer pregar o uso de software livre num país onde os camelôs vendem abertamente (e ainda gritam alto anunciando os CDs) CDs piratas nas calçadas do centro de qualquer cidade grande e onde os jornais de informática anunciam abertamente a venda de CDs piratas.


"Para que tenhamos um indústria sustentável temos que criar (ou ajudar na criação) de padrões semelhantes aos existentes em sistemas proprietários, como Windows, QNX, BeOS e MacOS X. Acho que o melhor modelo para isso é o MacOS X. Instalação de programas e manutenção/configuração de um sistema com MacOS X é brincadeira de criança."

Mas liberdade de escolha também dá grandes vantagens. Você não pode usar o MacOS X num Mac antigo, mas linux pode. A possibilidade de escolha tem o preço da complexidade maior.

Se você quiser padronizar em um desktop nos moldes atuais em termos de recursos e visual, escolha entre o KDE ou Gnome. 2 desktops não é muito mais do que 1...

"Agora vejamos o que ocorre com o linux:
o Não há um conjunto padronizado de APIs."

POSIX e X são padrões de direito e de fato. O Windows é que não obedece a padrões.

Se vc está falando de toolkits gráficos, o Qt e GTK+ são bem documentados e muito usados. De novo vc tem 2 opções reais hoje em dia.

" o Instalação de programas é um parto. Não há uma forma simples e padronizada de se instalar programas no linux (Mac OS X de novo é exemplo de como as coisas deveriam ser)."

Se o programa faz parte da distribuição a instalação é fácil demais. Existem feramentass ccomo apt-geet, yum, synaptic e seus front-ends gráficos que instalam sem problemas.

Os usuários de Mac e Windows pensam que instalam programas mais facilmente porque só usam binários prontos. No caso de softwares livres às vezes é preciso compilar mas afinal senão não seria livre, bolas !

" o Manutenção do sistema é complexa."

Ah não é mesmo !! Windows é que dá dor de cabeça aos administradores cada vez que um usuário infecta sua máquina com vírus, worms, spywares, instala programas piratas, etc.

E se for um NT com tudo controlado (senhas, permissões, uso como usuário sem privilégios, etc) o usuário achará um saco, pois está acostumado com a libertinagem do windows que tem em casa.

O linux pode ser mais difícil para configuraar inicialmente, mas não dáa traabalho nenhum depois de insstalaado. E dá para addministrar muitas máaquinas por ssh sem sair do lugar.

" o Difícil desenvolvimento de aplicações, causada pelo fato de não haver um conjunto de APIs padronizado, como o MacOS X tem (Cocoa, originado do OpenStep)."

Você já programou em Objective C ou no Cocoa ? Não conheço ninguém no Brasil que faça isso. Há mais gente programaando em GTK+ e Qt do que no Mac.

" o Plug and Play inexistente. Nesse sentido há alguns projetos como o UTOPIA e HAL que prometem resolver isso."

Não esqueça que windows também não foi sinônimo de plug&pray antes do windows95 e ninguém morria por isso. Já cansei de configurar IRQs e endereços I/O de placas ISA para funcionarem no Windows 3.x (e durante muito tempo nos Win9x).

O P&P do linux já está muito bom nas princcipais distribuições linux e só não é melhor porque os FABRICANTES não fazem drivers para linux, senão seria moleza para o linux.

" o Desktop extremamente lento. E não adianta tapar o Sol com a peneira, isso é fato. Uso linux exclusivamente no meu dia-a-dia desde 99 e não vi nada mudar."

Eu acho que vc está precisando trocar de máquina...

Eu quero ver é vc rodar um Windows XP numa máquina antiga.

Quer comparar o linux com o windows 98 ? Primeiro é uma comparação injusta poiss o win9x é monousuário e multitarefa meia-boca. Segundo, compare com uma distribuição linux de 98, não com um Mandrake 10.

Se o seu hardware for uma sucata de um Pentium 1XX, você deveria estar usando o linux em modo texxto, em modo gráfico com um window manager leve ou mesmo usá-la como um terminal de outra máquina mais nova.


" o Falta um ambiente desktop padronizado. Basta ver como é insconsistente um desktop linux, com aplicações KDE/Gnome/GTK/QT com aparência e comportamento diferentes. Isso é = inconsistência."

Isso é = a liberdade de escolha. Pare de pensar como se todos os restaurantes do mundo tivesssem que ser o McDonald's em que o usuário tenha que escolher o número 1.

" o Incompatibilidades e mais incompatibilidades a cada nova versão lançada, dando a impressão de que o sistema é imaturo. Uma aplicação que foi feita para uma distribuição/versão não funciona em outra (e nem mesmo na mesma distribuição, em versão diferente)."

Isso realmente é um problema para quem quer vender sistemas fechados e distribuídos como binários com linkagem dinâmica (nesse caso baasta usar linkagem estática), mas não é um problema paraa programas distribuídos com o código-fonte.

" Quando essas e outras questões forem resolvidas, e só o serão se houver investimento pesado em cima, aí, sim, pode-se criar toda uma indústria que se sustente em cima de software livre. Acredito que o software livre deve ser a plataforma onde se constroem outras aplicações. Nem tudo deve ser software livre, senão não há geração de riquezas também. O sistema operacional deve ser um software livre, mas aplicações específicas podem ser tanto software livre quanto comercial, dependendo das razões e de quem o criou."

Mas software livre é isso mesmo. Ninguém aqui estáa pregando o comunismo do software, apenas combatendo o capitalismo selvagem e colonialista (americano) que hoje existe.


» João Melo (200.201.164.xxx) em 30/04 17:20

Augusto,

Você pode começar pesquisando no seu sítio, pois, dos argumentos e sugestões acima, sem desmerecer a atualização das idéias, muitos já foram exaustivamente colocados aqui.
Fecho com o "Klaatu", com o "tux-br", com o "Patola" e com o "Pablo", que apresentou um novo e forte argumento contra o monopólio.
E muita atenção para a colocação do Flavio Moreira, pois o fórum mais adequado para o governo, ou quem quer que seja, é o FISL.
Eu diria ao governo: "Vocês querem? Então venham a nós!!"


» Joerlei P. Lima (200.103.96.xxx) em 30/04 17:53

Manoel,
"Quer comparar o linux com o windows 98 ? Primeiro é uma comparação injusta poiss o win9x é monousuário e multitarefa meia-boca. Segundo, compare com uma distribuição linux de 98, não com um Mandrake 10."
Fiz melhor ainda. Instalei na mesma máquina (um P4, 2.6, 1GB de Ram) o Mandrake 10 e o Windows 2003, que gosta de recursos. Adivinha qual é mais rápido como desktop? Se a comparação for entre Windows XP e Red Hat 8/CL8/CL9, por exemplo, em uma máquina mediana (P3 800, 128 mb de ram), qual será mais rápida e qual oferecerá mais ao usuário? Com Windows XP (multimídia, facilidade de instalação de programas, etc) ou com o Windows XP.
Veja bem, essas são as questões que usuários comuns, e também administradores de redes Windows, levantam. E quando comparam, descobrem que, apesar de poderem utilizar um sistema que conseguem de graça ou a um custo baixo, acabam sem poder realizar muito do que realizavam antes.
Isso sem falar em um programa de chat com suporte a áudio e vídeo (msn, yahoo). Não temos equivalente, nem comercial. Gnomemeeting não conta.
E será que kde/gnome oferecem o mesmo nível de "experiência" que um sistema proprietário oferece?
Acredite, para o usuário comum, um simples cidadão, se o código fonte é aberto ou não, pouco importa. Para esse cidadão o que interessa é o que o sistema lhe oferece e o quanto lhe custa, mais nada.
Isso é ser pragmático.
Entretanto, existem áreas onde a implementação de software livre é menos traumática, como no caso dos servidores. É bem mais simples do que mudar os desktops. E temos que admitir que o desktop linux ainda não está maduro o suficiente. Felizmente está melhorando a olhos vistos e será uma opção viável dentro de pouco tempo.
O uso de softwares livres não se restringe ao linux ou aos bsds. Podemos e devemos utilizar soluções livres no Windows. Temos o OpenOffice, que atende à maioria das necessidades. Tem lá suas desvantagens em relação ao MS Office e Word Perfect (tente criar uma tabela onde uma célula ocupe mais de uma página no Writer e verá uma delas) mas atende bem a grande parte (talvez 95%) das necessidades. Também temos o Mozilla/Firefox, que são excelentes. Existem aplicações groupware livres...
Tem-se que ser racional nessa questão de migração ou corre-se o risco de um fracasso com conseqüências bem danosas.
Vejam o caso da Novell, que está se preparando para almoçar em seu próprio restaurante. Primeiro estão migrando departamentos técnicos e não começaram logo com o desktop mas com os aplicativos office. Dessa forma os usuáris se acostuma às aplicações em um ambiente que dominam e depois passarão à segunda fase, que será a migração do desktop em si. Isso lhes dará tempo para produzirem uma versão desktop de seu próprio sistema, de forma a minimizar o impacto em seus próprios usuários.


» Daniel (150.164.11.xxx) em 30/04 18:16

Bem gostaria de deixar como sugestão a criação de um portal estilo o interlegis (http://www.interlegis.gov.br/) para as intutições de produção de software estatais (ex.: prodemg, prodabel, serpro, proderj, etc.). Com a criação de uma comunidade dessas, as instituições veriam os projetos semelhantes que elas teriam e poderiam desenvolve-los abertamente disponibilizando o código num site como o codigo livre (http://codigolivre.org.br/), isso proporcionaria um acrescimo de qualidade da solução, uma redução de tempo no desenvolvimento, economia de recursos e abriria a possibilidade de uma maior interação da comunidade com o governo.


» rafa (200.221.124.xxx) em 30/04 18:18

avisa os caras do governo, augusto, que tem muito mala na comunidade de software livre que só sabe fazer recheio pra flame war...
:-\


» Joerlei P. Lima (200.103.96.xxx) em 30/04 18:33

"Se o programa faz parte da distribuição a instalação é fácil demais. Existem feramentass ccomo apt-geet, yum, synaptic e seus front-ends gráficos que instalam sem problemas."
Quantas empresas você conhece que distribuem seus programas com o código-fonte? Ferramentas como apt-get, yum, synaptic, urpmi e seus frontends gráficos são apenas formas de se tentar gerenciar o caos ao invés de reduzí-lo. Quantos usuários atualmente instalam programas a partir do código fonte (não estou falando de escovadores de bits)? Ah, o usuário não deve instalar programas, quem deve fazer isso é um administrador, com os devidos conhecimentos!! Vá dizer isso ao proprietário de uma pequena empresa, que mal consegue pagar suas despesas de operação. No fim das contas sai mais barato comprar um computador com Windows e botar OpenOffice nele (e é mais simples de se gerenciar/administrar). Quem duvida, faça uma experiência por conta própria. O linux não está pronto, ainda e, do jeito que as coisas são feitas no mudo do SL, tenho minhas dúvidas se estará um dia, para o João e a Maria. Lembre-se que o João e a Maria são pessoas que passam na banca de revistas, vêem um revista que traz um programinha interessante (um joguinho, um livro de receitas), chegam em casa, colocam o cd no leitor, abre-se uma tela com um instalador, ele/ela clica no próximo, próximo, finalizar/ok, então vai no menu, clica no nome do programa e executa a tarefa que queria. Para pequenas/médias empresas as coisas não são tão diferentes. Baixa-se um programa do governo, clica-se no setup, instala (fácil, fácil) e pronto, trabalha-se.
Um exemplo: aqui temos vários desktops linux e há alguns notebooks com Windows XP. Quem usa Windows nos laptops baixou o programa da receita, clique, clique, e já estava preenchendo seu formulário de declaração do IR. Quem usa linux me chamou para instalar o programa, depois de algumas tentativas frustradas. E olha que são pessoas que estão habituadas a administrar servidores Unix/linux. E o programa do IR é mais simples de ser instalado ainda no Mac OS. Lembro muito bem que foram criados diversos tutorias para a instalação desse programa no linux. Se fosse fácil, simples e direto, esses tutoriais não seriam necessários. Será que não dava para ser mais simples? A resposta é sim. E não é só de quem fez o programa que se deve cobrar. Aliás, ele foi muito bem feito. Até adicionou uma entrada no menu do kde (do gnome não)...


» andreas (200.140.247.xxx) em 30/04 18:35

> Acredite, para o usuário comum, um simples
> cidadão, se o código fonte é aberto ou não, pouco
> importa. Para esse cidadão o que interessa é o que
> o sistema lhe oferece e o quanto lhe custa, mais
> nada.

Desculpe, mas esse usuário comum usa cópia pirata. Sim, estou generalizando e incorrendo em todos os erros que as generalizações provocam, mas continuo afirmando: o usuário comum usa cópia pirata.


» Daniel (150.164.11.xxx) em 30/04 18:37

Outro ponto importante é a existência de regras claras e a utilização de padrões abertos e multiplataforma. Em situações onde isso naum fosse possivel poderia ser criado uma api multiplataforma disponibilizada como padrão pelo governo, estilo o sdl ou crytalspace para jogos.

Dessa forma o governo poderia falar q so compraria SW q atendessem esses requisitos ... e poderia instalar em qq lugar. Assim a adoção ocorreria naturalmente por sua superioridade técnica.

O que temos q tomar cuidado aki é naum impor o linux como o novo monopolio, tambem devemos dar espaço para freeBSD, macOSX, etc. A competição é muito saudável prum consumidor q ganha com as inovações e preço.


» Joerlei P. Lima (200.103.96.xxx) em 30/04 18:50

Andreas,
Realmente a pirataria é um problema sério no Brasil.
Veja bem, estou tentando apontar algumas questões com as quais os usuários irão se deparar. Não sou contra a adoção de softwares livres no Governo. Aliás, sou todo a favor, mas acho que isso deve ser feito com extrema cautela, com projetos bem implementados, senão tudo que se conseguirá será um exército de servidores públicos detestando o linux/software livre.
Já debatemos muito antes, nos tempos em que ainda assinava a linux-br e você sabe o que penso e não mudei de idéia. Aliás, lembra de nossa briga com relação ao OpenOffice do CL9? No cd de atualização ele veio com as características que meus clientes na época queriam e tinham no MDK e no Red Hat. Se tivesse ficado quieto eles teriam concluído que o CL simplesmente não prestava e pronto.
Em um debate não devemos ver apenas as flores e nos esquecer dos espinhos, senão o debate não é construtivo.


» Patola (Cláudio Sampaio) (167.1.158.xxx) em 30/04 19:16

"Lembre-se que o João e a Maria são pessoas que passam na banca de revistas, vêem um revista que traz um programinha interessante (um joguinho, um livro de receitas), chegam em casa, colocam o cd no leitor, abre-se uma tela com um instalador, ele/ela clica no próximo, próximo, finalizar/ok, então vai no menu, clica no nome do programa e executa a tarefa que queria. Para pequenas/médias empresas as coisas não são tão diferentes. Baixa-se um programa do governo, clica-se no setup, instala (fácil, fácil) e pronto, trabalha-se."

Um dos principais problemas de sua argumentação é essa, Joerlei. Você apresenta uma deficiência do GNU/Linux e mostra o jeito que o "pessoal do software proprietário" faz, pra então concluir que este é o jeito certo. Isto é uma falsa dualidade. O jeito de eles fazerem não é a única alternativa.

Vamos primeiro percorrer o mesmo caminho quando um software está devidamente empacotado e no repositório. Digamos no Conectiva 10. Ele quer um joguinho, digamos, um simulador de vôo. Ele abre o programinha que sabe que instala programas (ou abre uma entrada no menu "instalar programas"), o synaptic, e então vê um menu cheio de alternativas. Ele entra "vôo" no campo "busca" e vê lá "flightgear", com a descrição de ser um simulador de vôo do estilo Flight Simulator. Ele clica, algumas barrinhas de progresso são passadas, e pronto, o programa diz que instalou. Ele procura no menu e vê, em "Jogos", Flightgear - simulador de vôo. É difícil? (Observação: implementar um 'autorun' de CD-ROMs no GNU/Linux seria muito fácil usando supermount/automount, mas em nome da segurança ninguém faz isso. Acho muito razoável)

Agora, voltemos à questão dos programas não empacotados, como os que vêm em .tar.gz. Poxa, se os fabricantes de software chegam ao trabalho de pagar por um installshield da vida pra tornar o programa auto-instalável pra Windows, por que não podem fazer o pouco esforço de estudar um ou outro (rpm ou deb) sistema de pacotes do GNU/Linux? Até mesmo estudar os dois não é inviável. E é fácil fazer um rpm que funcione em qualquer distribuição dependente de RPM (SuSE, Mandrake, RedHat etc.), é só não amarrá-la com versões específicas de dependências.

Pô, falta cultura de software livre, é isso que eu estou dizendo. Por que o pessoal da receita federal teve que usar o INSTALLSHIELD pra instalar um programa de GNU/Linux? Poderia ter usado qualquer gerador automático de rpm ou deb que verificasse pelo java, daria no mesmo ou talvez fosse mais fácil.

Mesmo assim, uma coisa eu concordo contigo, ainda temos deficiências e dá pra facilitar mais. Mas facilitar mais não significa necessariamente imitar o jeito Windows ou MacOS. Neste tópico, acredito eu, mais vale incrementar a instalação de programas no GNU/Linux (há algum tempo atrás o pink estava mencionando um projeto/software assim - um instalador universal, facílimo de usar).


» Manoel Pinho (200.165.210.xxx) em 30/04 19:32

Joerlei,

" Fiz melhor ainda. Instalei na mesma máquina (um P4, 2.6, 1GB de Ram) o Mandrake 10 e o Windows 2003, que gosta de recursos. Adivinha qual é mais rápido como desktop? "

Eu tenho um Athon 1.4GHz 768MB RAM e um P4 2 GHz 512 GB RAM e diria que a velocidade do XP e do linux se equivalem. Logicamente as máquinas são montadas com hardware bom, sem nada onboard e placas de vídeo GeForce, além de HDs Seagate.

Sinceramente nessa classe de máquinas que vc citou se houver alguma diferença o usuário não nota não, especialmente com o kernel 2.6.

Uma das coisas que as pessoas esquecem é que as versões modernas do NT rodam o subsistema gráfico no ring 0:

----------------------------------
http://www.byte.com/art/9610/sec9/art3.htm

To improve NT 4.0's performance, Microsoft moved some of the OS's most critical processes closer to the unprotected code of the microprocessor. Now NT's Graphical Device Interface (GDI) -- which handles all writing to the screen -- is in the NT Executive; this gives it Ring 0 status and potential access to important system-data structures. Ring 0 is one of the Intel processors' four protection modes, in which OSes typically run trusted or performance-sensitive kernel-level processes, such as file management and keyboard input.

This move raised concern that NT would be less stable and more likely to crash. We seriously considered trying to prove or disprove the poin t by trying to "break" NT 4.0 with older video cards and drivers. But we quickly realized that such tests would take a lo t of work to prove what we already know from analysis: NT 4.0's stability will not be substantially affected by the Ring 0 change.

The real issue is -- and always has been -- unruly or buggy device drivers. Essentially, they have always been part of the OS and have had low-level control of the CPU. Bad ones will crash NT 4.0, just as they've brought all its predecessors to their knees.

----------------------------------

Além do mais o Windows parece mais ágil (e não rápido, não confunda) porque o escalonamento de processsos dá prioridades maiores ao aplicativo que está em primeiro plano, enquanto o escalonamento de processos dá prioridade 0 para os processos, sejam programas gráficos rodando em primeiro plano sejam programas de servidores (a menos que se altere a prioridade).

No linux e qualquer Unix o subsistema gráfico é totalmente separado do kernel, dando maior estabilidade mas ao mesmo tempo tendo um certo overhead. O NT 3.x era mais ou menos assim e a M$ mudou porque achava-o lento em gráficos.

São decisões de projeto. Eu diria que a M$ ilude melhor o usuário em velocidade, com alguns truques como:

- Mostrar o menu Iniciar durante o carregamento do windows quando na verdade não adianta clicar em nada dele que nada é disparado (pode ver que ele fica aparecendo mas na realidade não funciona até que o sistema seja totalmente carregado).

- Carregar mais da metade do Internet Explorer na inicialização, dando a impressão do IE ser lançado mais rápido do que o Mozilla.

- Dar maiores prioridades a processos em primeiro plano e acesso gráfico privilegiado (vide explicações acima).


Parece aqueles carros que usam uma relação de marchas mais curta para parecer que tem mais potência por arrancar mais rápido. O preço disso é o consumo de gasolina e o menor tempo de vida do motor por trabalhar em rotações mais altas...


"Se a comparação for entre Windows XP e Red Hat 8/CL8/CL9, por exemplo, em uma máquina mediana (P3 800, 128 mb de ram), qual será mais rápida e qual oferecerá mais ao usuário? Com Windows XP (multimídia, facilidade de instalação de programas, etc) ou com o Windows XP."

Se botar um Debian, Slack ou Gentoo nessa máquina, ativar o DMA com hdparm (que muita gente não faz e depois reclama de desempenho) e for uma máquina boa (sem aquelass porcarias de vídeo onboard e winmodems) eu diria que fica muito próximo usando o KDE. Se dispensar o KDE e botar um blackbox (e vai dar paara rodar os mesmos programas), o linux fica mais rápido.

"Veja bem, essas são as questões que usuários comuns, e também administradores de redes Windows, levantam. E quando comparam, descobrem que, apesar de poderem utilizar um sistema que conseguem de graça ou a um custo baixo, acabam sem poder realizar muito do que realizavam antes."

Eu vejo muita gente e empresas que compram micros no escuro, economizando ninharias e levando todo o pior tipo de hardware. Eles rodam mal até o próprio Windows e depois elas vêm reclamar que o linux não tem driver para xxx ou que o vídeo fica meio estranho.


"Isso sem falar em um programa de chat com suporte a áudio e vídeo (msn, yahoo). Não temos equivalente, nem comercial. Gnomemeeting não conta."

Questão de tempo. Veja:

http://sourceforge.net/projects/gaim-vv/

É o problema do ovo e da galinha. Se você pensar como todo mundo e continuar na mesma nada vai mudar mesmo.

Eu por exemplo nunca usei essas coisas e me considero um usuário experiente de computadores. A maaioria das pessoas não usa isso, até porque fazer isso com acesso discado (a maioria) é inviável.


" E será que kde/gnome oferecem o mesmo nível de "experiência" que um sistema proprietário oferece?"

Que eXPeriência você teve com o XP ? A única que tive foi detestar aquele visual teletubbies...

Eu adoro o KDE e acho muito mais organizado e flexível do que o Windows como desktop.

Para mim a única "vantagem" do Windows é poder rodar aplicativos Win32 (o que seria óbvio).


"Acredite, para o usuário comum, um simples cidadão, se o código fonte é aberto ou não, pouco importa. Para esse cidadão o que interessa é o que o sistema lhe oferece e o quanto lhe custa, mais nada.
Isso é ser pragmático."


Isso é ser ignorante (quanto ao que seja software livre e sua importância) e acomodado (não se interessa em saber outras coisas).

O que falta mesmo é esclarecimento e divulgação em massa. Enquanto ficarmos falando em ssites como esse, que só linuxers lêem. Acredite: a maioria usa Windows porque não conhece alternativas ou porque não lhes dão alternativas (empresas que fazem seus softwares somente para plataforma windows). Mas a maioria odeia o Windows peloss traumas que tiveram como usuários do sistema.

E windows não é tão fácil assim. Basta ver os anúncios de jornal de "técnicos" que se especializaram em consertar e reinstalar Windows e periféricos.


" Entretanto, existem áreas onde a implementação de software livre é menos traumática, como no caso dos servidores. É bem mais simples do que mudar os desktops. E temos que admitir que o desktop linux ainda não está maduro o suficiente. Felizmente está melhorando a olhos vistos e será uma opção viável dentro de pouco tempo."

Com certeza é mais fácil implementar servidores linux, tanto que ninguém duvida ao ver que o linux já é o segundo sistema servidor do mundo.

A questão do desktop viável é muito mais psicológica e comercial do que técnica.

" O uso de softwares livres não se restringe ao linux ou aos bsds. Podemos e devemos utilizar soluções livres no Windows. Temos o OpenOffice, que atende à maioria das necessidades. Tem lá suas desvantagens em relação ao MS Office e Word Perfect (tente criar uma tabela onde uma célula ocupe mais de uma página no Writer e verá uma delas) mas atende bem a grande parte (talvez 95%) das necessidades. Também temos o Mozilla/Firefox, que são excelentes. Existem aplicações groupware livres..."

Com certeza. Infelizmente teremos que conviver com máquinas windows um bom tempo por causa de prograamas proprietários que só funcionam nele e usar um software multiplataforma como o OO no windows é a melhor coisa.

Temos máquinas que rodam o programa Solidworks (CAD mecânico 3D comercial) no Windows 2000. A máquina serve só para isso. Por questões de segurança e também porque um desktop linux oferece muito mais funcionalidade sem a necessidade de compra de programas extras, essas máquinas possuem o linux em dual boot. Quando alguém quer navegar na internet, usar o OO ou outras coisas ele é obrigado a usar o linux pois no windows a placa de rede está desconfigurada propositalmente e não há nenhum outro programa instalado a não ser o Solidworks. Ninguém reclama da regra, que só dá tranqüilidade ao administrador.

"Tem-se que ser racional nessa questão de migração ou corre-se o risco de um fracasso com conseqüências bem danosas.
Vejam o caso da Novell, que está se preparando para almoçar em seu próprio restaurante. Primeiro estão migrando departamentos técnicos e não começaram logo com o desktop mas com os aplicativos office. Dessa forma os usuáris se acostuma às aplicações em um ambiente que dominam e depois passarão à segunda fase, que será a migração do desktop em si. Isso lhes dará tempo para produzirem uma versão desktop de seu próprio sistema, de forma a minimizar o impacto em seus próprios usuários."


Acho corretíssimo isso, para "desintoxicar" os usuárioss. Aí eles vão perceber que, se podem rodar o mesmo programa a que estão acostumados no linux, não haverá motivo para usar o windows.



» Pacozilla (200.165.216.xxx) em 30/04 19:48

Joerlei,

Você já experimentou instalar o Apollon? Você baixa o arquivo, executa ele, dá a senha do administrador, escolhe onde quer instalar e voilá, ele compila e se instala automaticamente... Tudo pelo instalador visual Arkollon.

Mas se você ler a notícia e os comentários direito, verá que estamos falando de como o governo deve atuar para difundir o SL. Todos os comentários que não caíram no seu flame bait falaram em educação, educação e educação. Depois disso, com uma massa crítica formada, tudo fica mais intuitivo. Outra coisa também é que SL não é restrito a Linux, [sarcasmo] pode-se desenvolver SL para Windows, sabia? [/sarcasmo].

"Quantas empresas você conhece que distribuem seus programas com o código-fonte?". Perdão, mas em que planeta você está? O tópico fala em SL, não estamos falando em o governo adotar Linux, mas em adotar SL, aí acho que o programa vem com os fontes de brinde :).

Uma coisa que esqueci de dizer no post anterior, é importante o governo estabelecer padrões, se o usuário (servidor governamental) decidir usar outro gerenciador de janelas, outra distribuição, que faça por sua conta e risco...


» Carlos Vitoriano (200.225.244.xxx) em 30/04 20:37

Minha Opnião bate com a de vocês. Mas vou lhes contar como a ideia de "Sistemas Abertos" pode projetar uma Tecnologia Nacional Industrial a status de SuperPotência Tecnologica. (Longe de mim de fazer propaganda mas quero mostrar como uma empresa nacional que desenvolve Tecnologia de ponta, está presente até lugares nunca antes imaginados. Se o governo investir no lugar certo, poderemos ter mais felizes exemplos, como esse que eu quero lhes contar.)
Minha área é Automação Industrial e existe uma Industria de Equipamentos eletrônicos chamada SMAR em Sertãozinho SP. A SMAR é Lider mundial na Tecnologia FieldBus de Equipamentos Industriais(Sensores e controladores). Explicando melhor: Um sistema de controle de processos no qual cada instrumento possui um computador interno controlado por uma rede digital (Essa rede é o FielBus). (Temos um entusiasta do Linux que trabalha na Smar e um dos Criadores do "Linux a Bordo" o Marcelo Barros de Almeida, que desempenha a função de engenheiro de desenvolvimento eletrônico na Smar Equipamentos .).... em março participei de uma Palestra da ISA (The Instrumentation, Systems, and Automation Society), tendo como tema "Sistemas Abertos - Fundation FieldBus" da Smar Equipamentos. Uma das estratégias da Empresa foi abrir a sua Tecnologia (Made In Brazil) para a Americana RockWell Automation, a alemã Endress Hauser entre outras concorrentes (Suas maiores concorrentes mundiais!), para poder abrir futuros mercados. Essa abertura faz com que uma industria possa ter o direito de escolha na hora comprar o equipamento industrial mais lhe agrada. Ela não fica mais presa a uma empresa X ou Y, se a sua industria usa Tecnologia fieldBus, você pode comprar um medidor de Temperatura da SMAR, um transmissor inteligente de presão da RockWell e um sistema de controle da Endress Hauser que vai funcionar perfeitamente. Pois o padrão é aberto. Essa é mais ou menos a ideia que eu vejo do software Livre. Hoje, abrir padrões e universalisar o direito de uso e escolha, Uma das idéias do software Livre, e pode-se constatar que isso dá resultado. Aliás no Maior Porta Aviões não atômico do Mundo o "USS John F. Kennedy" a tecnologia Nacional da Smar está presente. E um engenheiro brasileiro que agora eu não lembro o nome, aterrisou de elicoptero neste porta aviões e ficou 4 dias sem ver o sol, pois tinha que ligar o sistema de injeção de óleo nos motores do Porta Aviões, contolado por sensores SMAR. O que eu quero mostrar com isso é que o brasil só tem a ganhar com o Software Livre. Não economizando recursos, mas sim criando Tecnologia. Isso é o que faz um país crescer, gerar empregos e concorrer com as Super-Potências.
Quando ficamos empolgados com o interesse do governo brasileiro em adotar o software livre, devemos abraçar a iniciativa e contribuir com o país para nossa imagem lá fora não seja só o talento do futebol e a beleza do Carnaval e de nossas florestas. Mas sim da capacidade Intelectual dos "Cerebros" Brasileiros. Estou engatinhando neste mundo de kernel, redes, protocolos e Controle de processos industriais.... mas quero dar a minha contribuição. Gostaria de ver o governo Investir mais em Iniciações científicas, envolvendo tecnologia brasileira. (Vejo muita gente boa com ótimas ideias, serem esquecidas por falta de recursos.) Não investir apenas Software Livre, mas sim em Altíssima Tecnologia. Robotica, Inteligência Artificial, Simulações matemáticas usando clusters entre outros projetos que somos capazes de realizar....Só um detalhe, a microsoft investiu pesado na tecnologia OPC... Sem ela o FildBus é só uma boa idéia.
Sobre o que eu falei, vocês podem buscar mais informações nos seguintes Lugares:
Revista Exame. Edição 765 páginasde 62 à 65.
Smar equipamentos industriais: http://www.smar.com.br
Fundation FieldBus: http://www.fieldbus.org
OPC fundation: http://www.opcfoundation.org

O Brasil tem muitos "caboclos" bons de serviço mas a falta de investimento, bons salários faz com que nosso "Cérebros" saiam do país atraidos pela possibilidade de implementar suas idéias e receber por isso. Espero ter aberto a mente de alguns que acham que o Nosso mundo de Tecnologia é só Internet, Processadores de texto, multimidia, jogos e por ai vai.....

Obrigado pela atenção e me corrijam se eu estiver errado. Pois errar é humano e aprender é a divina arte de ser gênio.

Carlos Vitoriano
Graduando em Engenharia de Computação
"A preguiça é a mãe do Progresso. Se o homem não tivesse preguiça de andar, então por que ele inventou a roda?"


» johnny taylor (200.150.54.xxx) em 30/04 20:55

Nota: SL != Linux, mas para a maioria das discussões isso pode ser ignorado.

Muito se tem falado em Linux no Desktop, mas o que é Desktop? Eu faço uma distinção, não sei se existe mas é prática:
- Desktop: Conjunto hard/soft com gerenciador de janelas poderoso (pesado?), editor de texto, planilha, algo para ouvir música, navegador web, leitor de e-mail, drive de cdrom/DVD etc...;
- Estação de trabalho: Conjunto hard/soft com gerenciador de janelas enxuto, rodando algum aplicativo dedicado (caixa de super mercado, recepção de clínicas/laboratórios etc...), sem muitas placas exóticas, provalvelmente diskless. Isso com um(s) servidor(es) de alta confiabilidade e também sem nada exótico.

Creio que esse segundo é um nicho para o qual o Linux (SL) está totalmente pronto, e pode representar uma grande porcentagem das empresas nacionais (e latino americanas). Se algum tipo de comitê criar uma especificação para o hardware da estação, e esse hard tiver preço justo, talvez até com alguma isenção de impostos, isso por se só já alavanca o mercado. E não tem que criar cultura de novo OS para digitar dados em um programa específico. E o sucesso nesse nicho vai abrir as portas para os outros, que nesses sim falta mais cultura do que tecnologia.


» johnny taylor (200.150.54.xxx) em 30/04 21:06

Ótimo texto Carlos Vitoriano, só um comentario:
Em um artigo na falecida RDL alguém (o Maçan?) expôs que por definição um *padrão* é algo *aberto* seria contradição um *padrão* *fechado*, quando não é aberto pode ter outro nome, formato talvez, mas não padrão.


» XMANUM (200.185.78.xxx) em 30/04 22:20

O desenvolvimento de SL, realmente pode não trazer lucros diretos para uma "indústria do SL" como alguns sugeriram, mas acho que isso é uma análise um tanto superficial, na verdade o que acontece é que o Brasil hoje é um mero comprador e isso é a raiz de todos os problemas que temos hoje, quanto tempo faz que tinhamos uma industria tão forte que empregava uma massa de trabalhsdores que era capaz de lutar por direitos sem ter que engolir sapo porque o patrão podia demitir... como hoje acontece, além do mais quando foi que o nosso país passou de exportador a importador?

Senhores, o governo deve alavancar o processo de difusão e uso do SL com suporte nacional de Hardware, a industria nacional de hardware precisa renascer, e produzir tecnologia que independente de softwares puramente estrangeiros, poderão empregar programadores para criar os drivers para GNU/Linux para os nossos Hardwares com os nossos chips, com as nossas placas, usando os nossos cabos, nossos conectores, nossos padrões, ou seja: Nossos conhecimentos!!!

Isso é difícil? SIM É, mas qual foi o molenga pregiçoso que venceu na vida e ficou bem de vida?

Eu sou um profissional de eletrônica, com conhecimentos de informática, telecomunicações e desenvolvimento de software e hardware. Eu ví, infelizmente, o Brasil morto e preguiçoso, com fabricantes de tecnologia de visão pobre e mesquinha mendigando uma reserva de mercado, que só servia para alimentar o bolso de um monte de empresários lerdos e aproveitadores, que só estavam preocupados em embolsar os lucros da reserva, dormindo, comendo e arrotando, enquanto os outros países investiam pesado no conhecimento, dito este como Educação, pesquisa, desenvolvimento e infra-estrutura.

O Brasil tem que voltar a investir no setor tecnológico de fato, não com meia dúzia de aviões e algumas bolsas de pesquisas, isso tem como base uma ação conjunta de governo e iniciativa privada! Acho que os jovens empresários tem muito fôlego para topar este desafio, o governo deve fazer uso do SL, não apenas para economia, mas para incentivo e defesa do nosso mercado interno e nossa indústria, podemos criar uma indústria de hardware com suporte do SL que poderia alimentar uma cadeia produtiva absurdamente gigantesca... Hardware barato e software sem copyrights, o potencial é grande, pois a carência é grande!!! Quando o preço inicial é menor muito mais gente pode comprar, o ciclo de produção é muito maior, a circulação de capital é muito melhor!

A filosofia do SL pressupõe que a remuneração pelo trabalho deve ser diferente do modo de remuneração adotado pela industria de software atual, os programas não devem ser fonte direta de renda, devemos buscar remuneração por serviços, informações, hardware, etc... Ou seja a remuneração do profissional do SL é indireta e vem em conseqüência do conhecimento que este tem, a infra-estrutura de suporte e afins é que trazem os recursos!

O governo além da economia, muitas vezes contestada pelos nossos rivais, ganharia muito mais, o país sentiria a necessidade de adotar os Softwares Livres, por uma questão de necessidade de adequação aos moldes da administração pública eu não quero nem levantar possibilidades de exportação pois acho que o mercado interno de uma indústria nestes moldes já é um bom começo...


» Patrick V. Ferreira (200.225.244.xxx) em 30/04 23:56

Cara! Nunca vi uma discução tomar tantos rumos.
Tô percebendo agora como tem gente preocupada com a evolução tecnologica brasileira.(Ou revolução?)
O Carlos Vitoriano tem uma visão Industrial. Com uma Opnião muito boa, de visão. Seguido de perto pelo XMANUM. Além do Manoel Pinho, Patola, e as opniões de Outros valen a pena!
O Carlos Vitoriano disse sobre a Micro$oft investir pesado no OPC, fui ler no site do OPC e traduzi pelo Babel Fish a seguinte frase:
"Windows forneceu o infrastructure para permitir também a solução industrial de excitador de dispositivo. Adicionar a especificação de OPC à tecnologia OLE de Microsoft em Windows permitiu a estandardização. Agora os fabricantes dos dispositivos industriais poderiam escrever os usuários de OPC DA e o software (como HMIs) poderia assentar bem em clientes de OPC.
". Agora me pergunto: Existe esse tal de OPC em algum Linux, Unix...???? Será que esse mercado industrial não necessita de algo mais estável e seguro do que um produto Microsoft? O setor industrial seria um bom parceiro para o software Livre?(Tô falando de Linux não de Soluções Industriais Livres, pois esse povo deve precisar de Suporte, gente que se responsabilize... Pois Industria é dinheiro produzindo dinheiro!). O Software Livre seria uma solução à desconfiança que eu já li que os Alemães tem de existirem programas expiões no Ruindows. Ainda mais neste setor???? Isso pode ser um ítem a ser levado Em conta por militares por exemplo, coisa de segurança nacional. Urnas eletrônicas com Linux e programa Aberto, era outra coisa muito BOA. Mas o que deve ser levado em conta é o que o Brasil ganha com isso sendo o representante dos países em desenvolvimento?


» jcassale (201.1.13.xxx) em 01/05 00:10

Estou lendo e gostando muito dos comentários.
Eu só queria parabenizar o Joerlei. Nem executivos da M$ ousam criticar tanto assim o linux nem elogiar tanto assim o windows. Impressionante.


» Ambulante da Praça (200.175.84.xxx) em 01/05 01:11

Eu acredito que usar windows não devidamente licenciado em casa [ou para qualquer uso não comercial, ex: pequenas escolas públicas (pequenas, tá? e públicas, ok?)] não é pirataria, e digo isso para qualquer software, jogo e etc. Desculpe os que desenvolvem softwares para uso residencial [aplicativos, utilitários, jogos (principalmente esses) e etc.] mas a realidade é essa e nem se o padrão de vida de uma sociedade almente ou que todos dessa fiquem ricos, dificilmente (dificil mesmo) irão ir a uma loja pagar uma nota por um Quake ou UT 2004 apenas para jogar em casa ou pagar pelo Brazip se é mais fácil crakear um power archive ou winzip (nada comtra ao braszip), imagina quanto ao windows, entendem?

Mas é claro que para o uso comercial todo e qualquer utilisação de software deve estar de acordo com sua licença, pois se assim não for, é roubo, é o mesmo que assaltar alguém (sem o trauma), o mesmo que um empregado ficar enrolando no serviço e fazer hora extra, ou até sonegar impostos.

Por que eu acho que para uso residencial a pirataria software não é algo errado?? Porque eu não estou prejudicando ninguém.

Sendo curto e grosso: Nem a pau eu pago por uma licença de windows para usar em casa, nem que me paguem pra usar o nortom av ou o mcafee eu iria deixar de usar um crake, pois terião que me pagar para usar aróxima versão (uso o BitDefender, exelente!!), nem que me dessem um micro eu pagava pela licença do Office, pois consseguiria um micro mais barato.

Mas para softwares de uso livre (comercial ou residencial) eu faço questão de registrar e manifestar o uso, além de ajudar ao reportar bugs e dar minhas sugestões e compartilhar minha experiência com tal software a vários colegas e amigos. É uma troca, eu uso uma ferramenta e em troca ajudo o desenvolvedor, é claro que para isso se tornar aficaz é nescessários muitos usuário, por isso eu fasso um "marketing" do soft's que eu uso.

Antivirus: Bit Defender Free Edition v7.1.
Tocador (filme e música): Winamp 2.91 (trabalho) 5.02 (casa).
Utilitário Zip: Power Archive 6.1 (o último free).
Browser e e-mail: Moozilla 1.6.
Servidor de FTP: GuildFTP.
Servidor web: Apache 2.0.49 (win32).
Menssagem instantânea: MSN Mess. 6.1.
2ºSO: Linux Red Hat 9. A partir da semana que vem irei usar o Fedora ou Conectiva como 1º SO.

"E, sem medo de ser feliz"
Uso Win XP (Estou migrando bem na manha, sem traumas), uso o office 2000 (por ser rápido, mas já uso tb o OO.org 1.1.x com cada vez mais frequância para me adaptar melhor quando eu migrar).

Espero migrar totalmente para soluçoes freewares e/ou opensources em, no máximo, 2 meses. Isso para prestar serviços de orientação técnica com mais qualidade e diversificação (padrões e custos)para meus clientes, além de adquirir experiência.

Mas para deixar claro:
Esse é meu pensamento, não quero ser o dono da verdade, quero apenas compartilhar minha idéia.

"Desculpa qualque erro gramatical, ok?"


» Ambulante da Praça (200.175.84.xxx) em 01/05 01:24

add-info: Também uso o Outpost Firewall para uso residencial.

Randon-Man of Park. - "Because, on my hands, is more poor"
Powered by Made-in-Taiwan Exp. & Imp. inLTDA
a company of Micro$oft Corp - "Use Windows, be our slave"


» jcassale (201.1.13.xxx) em 01/05 01:35

É só usar SL que a sua análise filosófica sobre a pirataria terminará.


» S.Lemos (200.151.219.xxx) em 01/05 09:39

Toda essa questão sobra a viabilidade de popularização do software livre, acabará quando a MS e seus seguidores passarem a processar os usuários piratas de seus programas. Aí todo mundo (refiro-me ao Brasil) passará a aprender a usar e gostar do Linux. Quem não se lembra da primeira vez que usou um pc com DOS ou WIN? Foi fácil?
Pelo tempo de uso, é cômodo aos usuários usarem o Windows e programas afins que, com certeza em sua maioria, são pirateados. Daí a "preguiça" em aprenderem a usar o Linux.
Nste momento estou redigindo essa msg no CL9, instalado e configurado por mim. Não sou hacker, nerd nem profissional do ramo. Tenho 63 (isso mesmo, sessenta e três) anos de idade e uso o computador como passatempo. Não vejo maiores dificuldades que quando comecei com o Windows. A propósito quantos usuários do Windows são capazes de fazer o mesmo com seu sitema?


» Israel G. de Oliveira. (200.213.48.xxx) em 01/05 10:44

Isso ai, Jcassale e S.Lemos.

Por isso devemos experimentar o linux sem medo.

Experimenta!! Experimenta!! Experimenta!!


» Alexandre (200.158.42.xxx) em 01/05 12:27

Mitos e Realidades sobre o Software Livre e o Software Proprietário

Embora eu não tenha tanta experiência com informática quanto o Manoel Pinho e o Joerlei, gostaria de de fazer algumas colocações sobre a realidade do software livre e proprietário nas empresas

a) TCO

Nunca acreditem em relatórios de TCO porque simplesmente não refletem a realidade brasileira. Nos EUA, o hardware e o software é relativamente mais barato do que a mão-de-obra dos funcionários, exatamente o oposto da realidade brasileira. Além do mais, relatórios sobre a migração do Windows para o Linux, assumem que a empresa já possua as licenças do Windows, Office, etc.; o que é uma inverdade em mais de 90% das empresas brasileiras.

b) Pirataria

Sim, a pirataria é um câncer que assola nosso país. Não adianta tapar o Sol com a peneira, ninguém dá mais atenção à isso justamente por que nosso sistema judiciário e policial é incompetente. Perto do shopping Ibirapuera, aqui em São Paulo, há uma banquinha que vende CDs piratas em frente à uma delegacia de polícia! Que ponto chegamos?

E não adianta dizer que quem usa em casa ou numa organização sem lucros pode piratear sem problemas. Eu sou a MS, o software é meu e eu digo quem pode usar ou não, estou no meu direito. Alguém aqui, caso tivesse uma casa para alugar, deixaria alguém sem posses ou uma organização sem fins lucrativos ocupar sem cobrar nada? Ninguém. Você pode roubar um Corsa numa concessionária da GM apenas por que não vai trabalhar com o carro? É óbvio que não.

Não adianta dizer que o carro tem o custo e o software não. O software, assim como o carro, é composto de um preço fixo dos componentes (peças, discos), um preço rateado do desenvolvimento (do projeto do carro, do desenvolvimento do programa) e um lucro. Ora, eu rateio como quiser o meu custo de desenvolvimento, e eu cobro o lucro que quiser. Ninguém tem nada a ver com isso.

O que acontece é que a pirataria acabou consolidando o monopólio da MS, e matou a concorrência. A MS só cobra esse absurdo no Windows por que não há concorrência. Porém, mesmo aqueles que abominam o Linux, como o Sr. Joerli, agradeça todos os dias a existência deste, pois a recente política de extender o suporte ao Windows 98 e de preocupar-se mais com a segurança (ao menos, em tentar) deve-se à concorrência.

continua...


» Alexandre (200.158.42.xxx) em 01/05 13:05

c) Comunidade x Empresas

Engana-se o Sr. Joerlei quando diz que o software livre deve ser desenvolvido pensando no usuário. O software é livre por que ninguém diz como ele é desenvolvido: se eu quero desenvolver um software de comunicações instantâneas compatível com o MSN que use interface texto, o problema é meu! Da mesma forma, o pessoal do Mozilla.org não tem a mínima obrigação de criar um software compatível com o IE, apenas de criar um software compatível com o W3C.

Os padrões existem para serem seguidos. O que seria da internet sem o TCP/IP? Sem o HTTP, FTP e tantos outros protocolos? Se há algum desenvolvedor de softwares relacionados à Internet, é interessante sempre consultar as RFCs, que ao contrário do que se acredita, são documentos bastante simples de serem compreendidos.

Isso posto, como fazer o software livre trabalhar para o governo? Simples. O software livre não é um software gratuíto, porém, é muito mais barato do que o software proprietário. Veja o exemplo do governo de Israel: eles financiaram o OpenOffice.org para que desenvolvessem uma versão do OpenOffice em hebreu, com dicionários e ajuda. Custou dinheiro? Custo, mas provavelmente muito menos do que custaria adquirir uma nova "safra" de MS-Offices da vida para todo o governo, e menos ainda do que custaria desenvolver um Office próprio. E eles vão ter uma suíte Office funcional com pouca ou nenhuma adição posterior de dinheiro. Com a vantagem de que as empresa israelenses também poderão se beneficiar com o programa, evitando o envio de divisas para os EUA em licenças e reduzindo o custo destas empresas, aumentando sua competitividade.

Outro exemplo: recentemente o software de comunicações instantâneas Gaim ganhou um módulo para acessar o protocolo Novell GroupWise. Quanto que a Novell economizou com o desenvolvimento e testes de um cliente GroupWise para Linux?

d) O dinheiro do Governo é MEU dinheiro

Um erro brasileiro comum é imaginar que o dinheiro do governo vem de uma fonte misteriosa e secreta, de maneira que esse dinheiro é infinito. Um erro grave: o governo gastando mais, ele cobra mais impostos. O governo gastando mal, ele gasta o MEU dinheiro, não o dinheiro fabricando em alguma dimensão paralela. Pois bem.

Eu não quero saber se um funcionário público (em situação melhor do que a maioria de quem trabalha no setor privado) faz questão do Windows XP, se não vive sem o Office 2000 ou que bate o pé para usar o IE.

Nós vivemos num país subdesenvolvido onde crianças morrem por falta de saneamento básico! E não é uma ou outra, são milhares todos os anos. Vamos ser razoáveis: se imaginarmos que o custo de uma instalação de OpenOffice + treinamento e tudo mais custa metade de um Office 2003, em escala, quanto dinheiro economizamos? E quantas crianças salvaríamos com esse dinheiro?

Se um funcionário público quer usar o Windows XP, que compre um computador e use em casa. Dane-se se ele acha que o Linux é lento no Desktop: provavelmente não é mais lento do que ele; além de que essa diferença de tempo não é maior do que aquele tempo que ele perde com vírus, instalando bobagens na máquina (salva-telas, programas inúteis, jogos, etc.) e coisas assim.

Se ele acha que deve usar o MS-Office, que compre (original, para saber quanto custa) e use em casa. Se o OpenOffice só tem 95% dos recursos do Office, que ele se vire para sobreviver sem os outros 5% (incluindo, talvez, aquele clipe animado...): afinal de contas, há 50 milhões de brasileiros abaixo da linha de pobreza que sobrevivem em condições muito mais desfavoráveis.

Por fim, se ele quer utilizar o Internet Explorer, faça-o na casa de algum amigo bem próximo: vamos ver o que o amigo dele vai achar quando alguém invadir a sua máquina por conta de algum (novo) bug no IE. Que ele se acostume com o Mozilla (na verdade, eu acho o Mozilla 1000x mais produtivo do que o IE...) ou arrume um emprego em alguma empresa privada.

Que eles nunca se esqueçam que governo não dá lucro, na melhor das hipóteses, dá um prejuízo menor. Talvez haja empresas em que comprar o software proprietário garanta um ganho de produtividade que compense o custo. Porém, eu duvido muito que isso seja possível no governo.

e) Suporte à Software Proprietário

Mais uma história sobre o famigerado suporte do software proprietário.

Numa empresa onde eu montei um servidor SMTP utilizando o Postfix, haviam regras que proibiam que mensagens sem remetente ou sem destinatário pudessem ser enviadas.

Porém eu percebi que quando alguém requisitava uma confirmação de leitura pelo Outlook 97 ou pelo Outlook 2000, a pessoa que recebia a mensagem não conseguia enviar a confirmação de leitura. Para quem não sabe: uma confirmação de leitura é gerada por um cabeçalho especial da mensagem original, quando essa é recebida, o cliente de correio cria, automáticamente, uma mensagem padrão, de maneira que o remetente da mensagem original é o destinatário da confirmação, e destinatário da mensagem original é o remetente.

Pois bem, essas mensagens ficavam presas na Caixa de Saída do Outlook 97/2000 (misteriosamente, no Outlook Express, Thunderbird e Eudora ia...). Para desencargo de consciência, utilizando um Sniffer, eu acompanhei o envio da mensage para saber o que estava acontecendo.

Para minha surpresa, o Outlook 97/2000, ao enviar a mensagem de confirmação (mas não ao enviar as mensagens normais), não colocava o remetente na mensagem. Bom, cadê a padronização de APIs do Windows, Sr. Joerlei? Como é que o a MS mantém APIs separadas para tratar de SMTP em dois produtos que compartilham até mesmo o nome: Outlook 97/2000 e Outlook Express? Como explicar que há uma biblioteca para o envio de mensagens normais e outra para o envio de mensagens de confirmação? Isso que é redundância...

Contantando o suporte Microsoft, perdi 3 horas para explicar para alguém com conhecimentos técnicos sofríveis o meu problema. Após inúmeras consultas ao MS Knowledge Database, o atendente chegou a brilhante solução: troque o Linux pelo Exchange, que isso se resolverá.

Sei que não concorda, Sr. Joerlei e outros... mas eu prefiro o suporte da comunidade.


» Manoel Pinho (200.165.174.xxx) em 01/05 13:05

Ambulante da praça,

"Eu acredito que usar windows não devidamente licenciado em casa [ou para qualquer uso não comercial, ex: pequenas escolas públicas (pequenas, tá? e públicas, ok?)] não é pirataria, e digo isso para qualquer software, jogo e etc."

Onde é que vc viu isso ? É claro que é pirataria e das mais maléficas que existem, pois cria uma geração de pessoas mal-acostumadas que irão difundir esse falso conceito quando forem trabalhar nas empresas. Conheço um monte de gente que não vê mal nenhum em usar programas piratas em empresas, quase sempre os mesmos softwares que usam em casa.

Veja em

http://www.regularize.com.br/regularize_flash/conheca_lei.htm

que não existe nenhuma cláusula dizendo que software não é pirata para uso doméstico ou sem fins comerciais, a menos que o fabricante ccoloque isso explicitamente em sua licença de uso.

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Lei de Software
Lei nº 9.609, de 19 de fevereiro de 1998

Dispõe sobre a proteção da propriedade intelectual de programa
de computador, sua comercialização no País, e dá outras providências.

...

Art. 6º Não constituem ofensa aos direitos do titular de programa de computador:

I - a reprodução, em um só exemplar, de cópia legitimamente adquirida, desde que se destine à cópia de salvaguarda ou armazenamento eletrônico, hipótese em que o exemplar original servirá de salvaguarda;

II - a citação parcial do programa, para fins didáticos, desde que identificados o programa e o titular dos direitos respectivos;

III - a ocorrência de semelhança de programa a outro, preexistente, quando se der por força das características funcionais de sua aplicação, da observância de preceitos normativos e técnicos, ou de limitação de forma alternativa para a sua expressão;

IV - a integração de um programa, mantendo-se suas características essenciais, a um sistema aplicativo ou operacional, tecnicamente indispensável às necessidades do usuário, desde que para o uso exclusivo de quem a promoveu.
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» Alexandre Maciel (200.158.42.xxx) em 01/05 13:59

f) Falta de Padronização

O Sr. Joerlei cometeu um erro grave, que ele mesmo se retratou, quando falou em falta de padronização. Porém, ainda é uma análise superficial de padrões. Vamos aos fatos.

Padrão por padrão, eu prefiro os padrões da ISO, IEEE, IETF (RFCs e afins) e W3C. Quando eu uso o Mozilla, sei que ele é compatível com qualquer site que siga os padrões W3