Essa notícia pertence mais ao mundo dos processadores que ao do software livre, mas como envolve o criador do Linux, vamos a ela: em uma entrevista recente, Linus Torvalds criticou a nova família de 64 bits da Intel em 3 bases: o tamanho do código, o preço e a adaptação às condições do mundo real. O comentário do Slashdot ressalta o fato de que Torvalds trabalha para uma empresa rival da Intel, mas deixa de destacar que ele gerencia as prioridades de desenvolvimento do kernel de um dos principais sistemas operacionais disponíveis para o Itanium.
Postado por brain em 27 de fevereiro de 2003, 01:15 PM
Isso era previsível. O cara trabalha numa concorrente que segue o padrão X86, acham que ele ia louvar o padrão novo da líder do mercado??
Postado por: Pacozila em fevereiro 27, 2003 02:01 PMClaro que o comentário pode ser parcial, mas tem um fundo de verdade. A Intel não parece estar muito interessada em um processador de 64 bits popular, talvez porque a sua "irmã" no duopólio, a M$, não tenha muito interesse nisso devido a enorme quantidade de programas comerciais já existentes em 32 bits.
Para nós linuxers na realidade tanto faz, porque sempre teremos certeza de que haverá um porte do linux para o novo processador. Não vejo a hora de ter um desktop linux com processador AMD Hammer (o nome ainda é esse ?)...
O problema todo é a escala de mercado que os processadores para PCs têm. Se não fosse o monopólio do Windows talvez tivéssemos mais competição no hardware também. Eu cheguei a pegar o tempo em que as pessoas compravam microcomputadores, não PCs, e os fabricante podiam inovar no hardware, pois não havia preocupação em compatibilidade de software. Hoje com o linux, poderíamos rodar os mesmos programas (livres) e o mesmo sistema operacional em qualquer hardware.
Para quem se interessou pelo assunto. O Dvorak que escreve na revista Info Exame, sempre bons artigos, expõe sua opinião sobre o novo processador da Intel e o concorrente da AMD.
Vale a pena dar uma lida.
Postado por: linux em fevereiro 28, 2003 12:35 AM
Sei lá... Pra ele é fácil criticar.
Agora é o seguinte. A empresa vende o produto dela.
Quem quiser ter o melhor, que pague. A Intel nao abriga ninguém a comprar seus produtos. Ele poderia criticar qualquer coisa, menos o preço da adaptação.
Torvalds nunca foi muito de elogiar seus concorrentes, tanto na Transmeta quando em relação a kernel de sistemas, desde a época em que ele debateu com o próprio Tanembaum de forma até meio áspera (o Tanembaum é quase um semi-Deus dos sistemas operacionais). Ou estes tempos atrás quando ele falou que o micro-kernel do Mac OS X é um pedaço de lixo.
Postado por: Peter Parker em fevereiro 28, 2003 11:47 AM
O cara se acha o máximo. É só ler o livro dele "Apenas por prazer" para perceber isso.
Tudo bem que o cara conhece bastante de OS, mas ficar chamando o trabalho dos outros de lixo, só mostra que mesmo pessoas com gdes. capacidades técnicas podem ter atitudes imbecis.
As pessoas estão assustadas só porque o Linus falou mal do Itanic?
Difícil está sendo arrumar alguém que fale BEM do Itanic. É caro, de construção difícil, vende muito pouco e não traz benefícios compatíveis com o custo. Enquanto isso o Hammer e o PPC 970, e certamente o x86-64 da Intel, estão dobrando a esquina.
Ah sim. Está claro na entrevista que o finlandês não gosta de RISC. Mas deixa pra lá, RISC não é microkernel, logo talvez tenha chance dele mudar de idéia.
Se tem algo que eu acho engraçado é o Linus argumentando as prováveis vantagens de um kernel monolitico. Sinceramente, acho que ele faz isto só pra não dá a mão a palmatória.
É fato que o linux não foi projetado, Linux simplesmente resolveu exercer seus conhecimentos de hardware e por em prática o que tinha aprendido na faculdade e então esperou algo acontecer. Daí como todos queriam brincar com o linux, porque acharam ele divertido, chega Tanenbaun e diz que existe limitações e que não é bom um kernel monolitico. Linux resolveu levar para o lado pessoal e então cria uma grande briga em cima de um assunto que não se discute.
Que ele ache mais fácil programar e manter um kernel monolitico tudo bem, mas dizer que é melhor, bem aí apelação.
É como comparar um uno com um stilo.
O Arquivo Histórico do BR-Linux.org mantém no ar (sem alteração, exceto quanto à formatação) notícias, artigos e outros textos publicados originalmente no site na segunda metade da década de 1990 e na primeira década do século XXI, que contam parte considerável a história do Linux e do Open Source no Brasil. Exceto quando indicado em contrário, a autoria dos textos é de Augusto Campos, e os termos de uso podem ser consultados na capa do BR-Linux.org. Considerando seu caráter histórico, é provável que boa parte dos links estejam quebrados, e que as informações deste texto estejam desatualizadas.