Saiu no IDG Now! que no próximo dia 19 de novembro, o Serviço de Processamento de Dados do Governo Federal (Serpro), a Empresa de Processamento de Dados do Rio Grande do Sul (Procergs) e o Metrô de São Paulo assinam um acordo de cooperação técnica e de pesquisa em torno do uso do software livre.
As três empresas já estão adotando, em níveis diferenciados, o Linux em suas rotinas operacionais. A idéia do acordo técnico é a realização de troca de conhecimento e de gestão em torno do sistema operacional.
pessoalmente, acho que a utilização do software livre na administração pública só tem a trazer benefícios de ordem monetária para o Brasil.
ainda que num primeiro momento haja maior gasto com treinamento, adequação, e outras pendências com o sistema, creio que no médio e longo prazo a coisa engrena e os custos de manutenção caem vertiginosamente.
lógico, há o problema das esferas de governo. para isso seria necessária uma padronização. de nada adianta a União utilizar freebsd e o município de belo horizonte utilizar, por exemplo, red hat e o estado de goiás utilizar slackware.
talvez o mais caro da utilização do software livre na administração pública direta e indireta seja a padronização, o que envolveria também o convencimento das empresas particulares que trabalham com o governo (pedágio, seguradoras) a trocar o sistema operacional deles, provavelmente pago, por um sistema operacional livre.
mas de forma geral, vale a pena.
é um investimento muito grande, que se paga no médio prazo e no longo prazo trará benefícios na forma de economia pura e simples.
Acho uma ótima atitude para alavancar o Linux no mercado corporativo principalmente por ele ser um ótimo sistema operacional com ótimas ferramentas de trabalho.
O problema é que no Brasil sempre tem um ou outro que quer ganhar de maneira desonesta. Não será um software livre que irá mudar a condição subdesenvolvida do país. Creio que pode ajudar e muito mas mesmo assim gasto existirá.
Postado por: Bakurih em novembro 13, 2002 11:45 AMAlexandre,
por que você diz que não adianta uma
esfera utilizar bsd, outra utilizar
RedHat e outra slackware? Qual é o
problema que você vê nisso? Não en-
tendi.
Nem eu... Não é tudo Linux!!!!!!!
Ai meu Deus do Céu.
Fredson, você está quase certo. Os BSD não são Linux, apesar de serem FREE (Livre). Mas entendi bem a sua afirmação, usar RH, Slackware, Debian, Conectiva, OpenBSD, FreeBSD... não há problema algum!
Abraços.
Postado por: Avelino de Almeida Bego em novembro 13, 2002 03:25 PMClaro que há problema! Administração diferente, sistema de arquivos com diferenças (embora normalmente sutis), sub-sistemas diferentes (ex.: Slackware não usa PAM, outros linuxes usam)... Isso tudo gera uma *diversidade* que não é saudável para entidades com muitas pessoas - é necessário gerar um só padrão.
Claro que se vocês restringirem sua mentalidade ao ambiente doméstico, em que a diversidade é valorizada, vocês não conseguirão entender a dificuldade que estas diferenças - mesmo para o usuário que só vai usar um desktop - proporcionam.
Postado por: Patola (Cláudio Sampaio) em novembro 13, 2002 04:53 PMEu não concordo. É claro que pra
administrar vai ser diferente, mas
um administrador de um geralmente
conhece mais ou menos a maioria.
Senão geraria um monopólio de dis-
tribuição de Linux.
Um cara que dá suporte pra WinNT
pode dar suporte pra WinME, WinXP,
Win2k... e eu acho que deve ser as-
sim também com o Linux. Quem dá su-
porte de slack também dá suporte de
debian, de RH, de Mandrake.
Respondendo ao Avelino: Não! Eu me referia realmente às distribuições Linux (Caldeira, Red Hat, Conectiva, etc...).
IMHO não acho que deva haver essa diferenciação de Distribuição, pois tudo é Linux.
Quanto à questão da Administração, realmente há uma diferenciação de configuradores, subsistemas, pacotes da distribuição,etc. Mas prender-se a uma só distribuição vai acabar levando à mesma situação da dependência da Microsoft (se eles utilizarem uma distribuição de uma empresa específica, é claro). Eu acho que a padronização quem tem que fazer são as próprias empresas. Adpatando qualquer distribuição a uma padrão por ela adotado.
Por exemplo, defino quais distribuiçoes utilizam tal versão de bibliotecas, quais utilizam gerenciadores de pacotes iguais, pra configurar não me prendo a nenhum configurador (ou posso também, por exemplo o Webmin que funciona para várias distribuições), mesma estrutura de diretórios, etc. Acho que metade disso aí já existe com o LSB e também temos o United Linux é só escolher.
Valeu,
Fui...
Acrescento aí o LSB, que boa parte das distros estão se adequando, e tudo indica que todas deverão seguir o mesmo caminho.
Postado por: João Melo em novembro 13, 2002 05:57 PMGente, vocês nunca trabalharam em empresas grandes? De verdade, do tipo que têm problemas de gerenciamento? Elas não estão preocupadas em gerar "diversidade". E pra elas também "prender-se" a uma distribuição só de GNU/Linux não faz diferença. É muito mais interessante adotar apenas uma e se acostumar com as ferramentas de gerenciamento e sutilezas desta distribuição.
Por favor, não pensem como técnicos desta vez. Pensem como gerentes ou organizadores. Ficar enfiando diferença em computadores que devem ser usados em séries é procurar problemas. Estamos falando de sistemas ou milhares - normalmente as emrpesas que agirem assim não aceitarão bem diferenças nem de temas de desktop usados, quiçá de distribuições.
Façam o favor! Não estou falando que você em casa deva usar o "que aquela empresa usa" ou "o que a maioria usa"; nem mesmo estou dizendo que no seu trabalho em que você instalou aquela estação GNU/Linux solitária como 'power-user' que é, você deva aderir a um padrão limitante de sua liberdade. Mas estou dizendo, sim, que um bando de gente que mal mexe com computador vai ter que aprender a usar o sistema, e ESSES, sim, precisam INEXORAVELMENTE de uniformização.
Putz... e eu que eu pensei que era meio "idealista" ao falar certas coisas. Pelo menos essa questão das empresas eu (acho que) consigo ver claramente.
Postado por: Patola (Cláudio Sampaio) em novembro 13, 2002 06:18 PMSomente para ratificar o comentário do Patola.
Eu trabalho numa empresa com mais de 20.000 funcionários aqui no Brasil(multinacional). Por muitos anos não foi utilizado linux porque não tinhamos um suporte adequado.
Detalhe: quando falo suporte adequado, não me refiro a saber compilar, configurar o linux, apache, squid, seja lá o que for... mas sim na hora que dava aquele "pau" violento, que somente uma empresa com alta capacitação técnica consegue resolver (como por exemplo a IBM quando estamos com problemas "fantasmas" no AIX). Além de ter suporte aos nossos equipamentos e saber resolver todos os problemas de compatibilidade com todos os nossos softwares.
Hoje, com a chegada da Red Hat e Suse ao Brasil, e a maturidade da Conectiva, estamos começando a utilizar o linux para alguns projetos.
Agora, voltando ao comentário do Patola. Ele está coberto de razão, quando a maior o parque tecnológico de uma empresa, pior para gerenciar. Imagine ter que saber utilizar LinuxConf num Conectiva ou Yast2 num Suse.
Até hoje eu apanho, as vezes estou no HP e digito smit, outra vezes estou no AIX e digito sun. (Fica claro que neste exemplo o burro sou eu, mas "embaralhar" idéias acontece em outros segmentos). Então, quando maior for a padronização, melhor fica a administração.
[]'s
nao esquecer tambem que a padronizacao ajuda muito na hora de se ter de prestar assistencia para os seus clientes internos, no caso de uma empresa, por mais delicioso que seja se ter toda essa variedade de distros, na hora de se adotar uma dentro de uma organizacao tem de se tomar alguns parametros para se poder diminuir ao maximo os custos envolvidos, e nao falo de custos de caixinhas, que em geral nesses ambientes sao ate pequenos em relacao a todo.
a padronizacao por si so ja e uma ferramenta forte para a reducao de custos importantes nesses casos, imaginem so a quanto nao se economizaria em treinamento, tempo de pessoal tecnico/suporte, ou ate mesmo em consultorias e solucao de problemas fantasmas. so a facilidade de manutencao de um sistema desses, padronizado e homogeneo, ja seria uma economia razoavel a qualquer instituicao, seja qual for a solucao adotada por ela.
Concordo plenamente com o Patola.....no meio corporativo padronizar é fundamental, em casa cada um usa o que achar melhor.
Padroes como o LSB e outros devem ser levados a serio e sempre procurar a inoformidade.
Cuidado com essa tendência à "padronização"... Ela tem seus pontos positivos, mas foi nesse radicalismo que a Micro$sot cresceu [pra quê diversificar se posso ter tudo M$?]. A Liberdade está associada inevitavelmente à diversidade [criatividade é isso!]... e a melhor característica do capitalismo é a concorrência [o monopólio disvirtua a relação empresa-cliente]. Incentivar a determinação de "padrões de direito" [acordados em organismos internacionais] é o que devemos promover. Os "padrões de fato" [geralmente impostos pelos monopólios] são um atropelo à liberdade de escolha dos usuários (mesmo corporativos). Como técnicos, avaliamos as soluções num mercado diversificado, sem que sejamos direcionados por interesses outros se não satisfazer nosso cliente de forma mais econômica possível. Exigir que as alternativas tecnológicas oferecidas ao mercado sigam certos padrões de intercâmbio sim, mas aceitar a imposição de padrões por algum determinado fabricante não mesmo! Portanto sou a favor dessa diversidade que o GNU/Linux oferece. E' uma garantia que não teremos "outro" M[$]onopólio!!!
Postado por: RC Lages em novembro 19, 2002 08:36 PM
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