Lembram-se de uma notícia aqui falando que o CD novo dos Paralamas viria com aquela tecnologia "anti-cópia" bla bla bla bla bla ??? Bom, muito se discutiu, xingou (com razão), pois a meta das gravadoras naquele caso, e em muitos outros, é ferrar com o usuário.
Não é que no CD novo do Bon Jovi, eles criaram um modo novo de incentivar a compra do CD original, sem ferrar com ninguém ??? Na parte interna da embalagem do álbum, intitulado Bounce, existe um código de 13 dígitos gerado randomicamente. Fornecendo esse número no site da banda, os fãs se cadastram em um programa VIP que lhes dá acesso preferencial a ingressos para shows, além de permitir que ouçam faixas inéditas da banda.
Nesse link aqui é explicado tudo mais certinho, inclusive sobre como o código pode ser quebrado com um certo trabalho, mas o que me admirou é que até que enfim alguém pensou "pró" e não "contra" o usuário. Será que pega ??? Tomara !!!
mal posso esperar até que o maurício mattar, sandy e júnior, maria betânia e caetano meloso e outros maravilhosos músicos brasileiros usem desse artifício.
vai ser ótimo para todos nós nos cadastrarmos em seus websites e termos descontos e ingressos preferenciais nos shows...
qual linuxer nunca sonhou em ficar na primeira fila de um show do agnaldo timóteo?
Pô, Alexandre, o que vale é a intenção !!! :-)
Como disse na notícia, até que enfim alguém tá pensando em dar alguma coisa, e não tirar, mesmo que essa coisa dada não tenha a mesma importancia para todas as pessoas. Quando vier alguma coisa do tipo no CD de alguma banda que você goste, garanto que ia ser do seu agrado. :-)
Isso é bem a ponta (minúscula) do iceberg que é repensar o negócio ... muitas gravadoras tem contratos abrangentes com seus artistas, então por que não inventar algum novo jeito de quem compra seu CD não ter alguma vantagem em outras coisas, além da música, nesse exemplo, ingressos e tal ???
Em tempo : eu com certeza não gostaria de ir no show de alguns dos nomes acima, mas garanto que tem Linuxer por aí que curtiria. Afinal, tem gente de todo gosto e idade ...
graças a Deus, mostra que a comunidade Linuxer é bem grande. ;-)
Sabe qual é o melhor maio de acabar com a pirataria ? Preços baixos. Se a gravadora, tem como custos de produção de um CD, R$ 1,50, poderá vender por R$ 5,00 e obter um lucro de 100%, considerando-se a margem de R$ 1,00 para o vendedor e R$ 1,00 para o artista. É simples, mas a ganância os impede de ver isto.
O incentivo do Bon Jovi é interessante, mas se o CD continuar custando caro, vai continuar sendo copiado.
Ah, isso com certeza !!!
Teve um comentário que falou que eles pagam caro no "jabá" ($$$ que usam na divulgação do CD, fazendo aparecer na TV, tocar na rádio e tal) mas tenho um exemplo bem prático aqui que eles não gastam quase nada e querem quase tudo: o Sepultura, na época que estavam *rachando* de sucesso, declarou publicamente que eles ganhavam mais dinheiro com shows e venda de camisetas do que com CD. E olha que vendiam muito, no mundo inteiro !!! E nunca apareceram no Faustão, quanto mais tocaram em rádios ditas "populares" ... então, sai muito barato para as gravadoras, o artista ganha pouco, e o que sobrar (muito) volta para as gravadoras. :-p
A iniciativa em si é muito boa. Tomara
que agrade a todos e que essa idéia se-
ja copiada por outros.
É bom eles não venderem somente a mídia,
mas também serviços, privilégios, o pró-
prio encarte, etc. Isso incentiva o fã
a comprar o original sem prejudicar
quem gosta de manter o original em casa
e uma cópia (não pirata) no seu carro.
TaQ,
A idéia é boa mas o artista nem tanto :o)
Usar o CD para vender ingresso do show é uma ótima idéia, pois não se justifica o preço que se cobra hoje pelo CD, mas do show quase sempre. É que na maioria das vezes, mesmo gostando muito do artista, fica proibitivo assistir ao show e, justamente por isso que o fã compra o CD. Na minha opinião, houve uma inversão aí porque o CD deveria ser pensado como complemento da obra naquela fase do artista. Hoje o que temos são artistas de qualidade que trocaram os shows e o contato com o seu público por gravação de CD. Essa atitude limita o artista, que concentra o lucro do seu trabalho só no CD e, por tabela, beneficia pseudo-artistas, que não teriam condições nenhuma de se apresentar ao vivo. Volto a insistir: o CD deve ser uma parte da obra e, portanto, barata ou barateada.
Eu sou a favor do opensource na musica e na literatura
Estes dias atras passei um email par o site da glp e nao fui respondido , instituicoes como ECAD são tao autoritarias e burguesas como a MIcrosoft
Eu penso que os artistas deveriam vender suas faixas livres tipo opensource mesmo , liberando as musicas ate para serem adaptadas e reinterpretadas
Assim comono software livre se vende o suporte e distribui o codigo e o programa livre e gratuitamente , esta forma encontrada pelo paralamas poderia ser alternativa para a musica , oferecer um plus a mais para quem comprar o original , deixando as faixas disponiveis para download gratuito
na literatura , tambem penso assim, gostaria de escrever livros e distribui-los de forma livre sem restricao de copia ou alteracao, apenas exigindo a citacao da fonte e uma correta indentificacao do conteudo original e do que for introduzido ou alterado para que os leitores pudessem saber minhas ideias e as ideias de outras pessoas que foram originadas a partir das minha
Nos nao teremos uma solucao a curto prazo para uma distribuicao mais justa de renda no planeta, mas podemos e devemos impedir a concentracao de informaçao, se analisarmos bem , dinheiro não e nada , informação é tudo e ela não pode ficar restrita a uns poucos privilegiados
so não consegui imaginar ainda uma forma dos escritores se sustentarem se seus livros forem gratuitos , mas precisamos lembrar que a maior parte dos lucros das musicas e dos livros não ficam com seus autores e sim com a gravadora e a editora isto não é justo
Ja apensou ?
software open source
faixas musicais open source
livros open source
Bon Jovi e massa...
Postado por: hhha em setembro 20, 2002 06:11 PMRealmente tem muita coisa errada na indústria da música, mas antes de sair defendendo CDs a R$5,00 (até soft pirata é $10,00) e outras soluções do tipo "as grandes gravadoras têm um lucro abissal e isso tem que acabar", alguém já fez as contas de quantos reais vão pro governo?? Tentem somar IPI, ICMS, Pis, Cofins, IR, encargos trabalhistas e outros milhões de impostos que se pagam nesse país. Se realmente fosse uma mina de ouro tão óbvia assim existiriam muito mais selos alternativos e seus preços seriam muito mais competitivos.
Quanto ao ECAD, vcs sabiam que um músico que tenha um CD gravado e queira produzir seu próprio show tem que pagar pro ECAD?? Isso para receber direitos autorais de si mesmo!?!?
O mercado editorial é completamente diferente. O papel é cotado em US$ que nem o petróleo da Petrobras, um livro tem um retorno médio de 4 anos(façam as contas com os juros de mercado) e o Brasileiro não lê(quantos livros não técnicos cada um já leu este ano? compare com a média anual dos EUA ou da Europa!!!). Livro de informática é outra história, o retorno TEM que vir em um ano, depois ele fica obsoleto.
Por fim, quem quiser comprar livros pro Natal que comece agora. O papel (cartelizado) aumentou aprox. 115% desde junho deste ano e isso vai ser refletido nos próximos lançamentos. É isso, e desculpem o tamanho da mensagem.
Postado por: Pacozila em setembro 20, 2002 07:35 PMArnaldo,
Se o mundo for iagual ao que vc pensa, todo mundo vai morrer de fome..
OpenSource é bom, porém tem limites, não adianta querer trazer o OpenSource pra tudo em nossa vida...
Imagine o que um autor de um livro ia ganhar se o livro dele fosse open? Como ele ia pagar suas contas?
Dando palestra?
Bugado, não defendo o extremo que o Arnaldo fala não, mas existem muito bons exemplos de livros "open-source" que funcionam bem. Eu, por exemplo, tenho o livro de docbook da O'Reilly, que me custou uns 100 reais, mas está disponível inteiramente em http://www.docbook.org. Outros exemplos são o livro de cvs http://cvsbook.red-bean.com (o mais utilizado), o guia de certificação rute - http://rute.sourceforge.net - e os livros da Mindview - http://www.mindview.net - de excelente qualidade, chegando a virar clássicos, como o Thinking in Java e Thinking in C++.
Tá certo que eles não são realmente abertos no sentido literal, pois modificações são proibidas, e na maioria dos casos imprimir e redistribuir impresso é proibido também, mas você vê claramente o mercado editorial evoluindo para um panorama mais aberto.
Postado por: Patola (Cláudio Sampaio) em setembro 21, 2002 02:01 PM> Eu penso que os artistas deveriam vender suas
> faixas livres tipo opensource mesmo , liberando
> as musicas ate para serem adaptadas e
> reinterpretadas
Também conhecido como "seria tão legal se os outros me dessem tudo de graça" :)
Just do it. Há uma quantidade incrível de esforço e preparação necessários para compor e interpretar boas músicas ou escrever um bom livro. Acho mais importante se preocupar que as obras sejam liberadas para o domínio público em um tempo razoável do que exigir que tudo seja liberado em domínio público, agora.
realmente relendo meu artigo reconheco que o mesmo ganhou ares utopicos e exagerados , gostaria apenas de salientar
Sou teólogo evangélico e gostaria de divulgar muitas ideias filosoficasno formato open-source , não que eu defenda que todos autores devam fazer o mesmo ou que eu iria divulg-alas e editalas sempre assim , o que estou protestanto e contra as barreira culturais , sociais , e economicas criadas pelo mercado quanto ao meu direito de distribui-los livremente , como e o caso citado pelo hhha de o ECAD cobrar direitos autorais do proprio autor
O que proponho é justamente um equilibrio na gangorra ,ou as gravadoras e editoras encontram soluçoes mais populares , como o caso do dominio publico apos um tempo, ou nos precisamos ter o direito de usar o open source contra abusos
Eu como autor preciso ter o direito de escolher a forma de distribuiçao , eu não vivo de vender livros por isso pouco me importa se eles darão lucros ou não , para o escritor profissional ele distribui comercialmente ele conhece suas necessidades , mas o problema é o seguinte
Mesmo que hoje eu quizesse publicar um livro e distribu-lo open source , as leis atuaias não permitiriam , mesmo que eu quizesse lancar uma musica livre , a ECAD não abriria mao de cobrar das rádios e se fosse obrigada certamente adotaria a politica do boicote então o que defendo , não é a obrigatoriedade do open-source , mas sim a possibilidade de utiliza-lo sempre que quizer
O Arquivo Histórico do BR-Linux.org mantém no ar (sem alteração, exceto quanto à formatação) notícias, artigos e outros textos publicados originalmente no site na segunda metade da década de 1990 e na primeira década do século XXI, que contam parte considerável a história do Linux e do Open Source no Brasil. Exceto quando indicado em contrário, a autoria dos textos é de Augusto Campos, e os termos de uso podem ser consultados na capa do BR-Linux.org. Considerando seu caráter histórico, é provável que boa parte dos links estejam quebrados, e que as informações deste texto estejam desatualizadas.