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O que houve com o software livre na Prefeitura de Rio das Ostras? (atualizado)

Lendo o Jornal online Primeira Hora aqui da minha região, vi a notícia da implementação da "Prefeitura Eletrônica" do município de Rio das Ostras. Como lembrei de diversas notícias no Br-Linux que falavam da implementação e uso de software livre por esta prefeitura, resolvi checar o sistema usado, programas, etc. e tive uma surpresa ao verificar a empresa que forneceu a solução, TIPLAN, é parceira e fornecedora de soluções Microsoft.

Não é no mínimo estranho como um órgão público que iniciou diversas ações pró software livre, inclusive com uma distribuição própria (Tatuí, se não me engano) ter ido numa direção totalmente oposta? Com a palavra os envolvidos!”
A nota foi enviada por Julio Nascimento (juliocabofrioΘpop·com·br), que enviou este link para mais detalhes.


Além do óbvio questionamento sobre a indesejada mudança de rumos, cabe uma comemoração por hoje não vermos mais com tanta freqüência o clássico erro de a adoção do software livre em uma organização envolver a criação de sua própria distribuição, fazendo com que a organização passe desde o princípio a arcar com o ônus do desenvolvimento e manutenção de software básico que poderia ser obtido diretamente da comunidade.

Atualização: Veja no comentário do leitor ebernardino, da Secretaria de Ciência e Tecnologia do município de Rio das Ostras, uma descrição do estado atual do uso de software livre naquela prefeitura.

Comentários dos leitores

Os comentários abaixo são responsabilidade de seus autores e não são revisados ou aprovados pelo BR-Linux. Consulte os Termos de uso para informações adicionais. Esta notícia foi arquivada, não será possível incluir novos comentários.
Comentário de Manoel Pinho
.Not: http://www.spe.pmro.rj.gov.br was running Microsoft-IIS on Windows Server 2003 when last queried at 4-Aug-2006 18:23:56 GMT

http://uptime.netcraft.com/up/graph?site=www.spe.pmro.rj.gov.br

Página aspx e feita por uma empresa que cita explicitamente o .Net como solução

http://www.tiplan.com.br/conteudo.aspx?id={AD1F5D08-4E4E-4E14-A515-4707FFD8A6F9}

Isso é o que dá fazer migrações a toque de caixa sem pessoal suficiente para desenvolver os aplicativos internos com softwares livres...

O maior problema de se usar linux atualmente no Brasil é a falta de programadores adestrados em linguagens e frameworks livres. Aí o pessoal acaba regredindo e voltando para as soluções "fast-food" da cartilha M$.

Não entendo porque cada prefeitura parece querer implementar separadamente das outras soluções que poderiam muito bem ser feitas ou encomendadas a alguma boa consultoria de forma cooperativa. A maioria dos sistemas poderia ser reutilizado pelas várias prefeituras e com isso o custo cairia e a qualidade deles melhoraria (mais usuários e administradores para detectar e solucionar bugs). E se não tiver alguma empresa nacional com competência para fazer esses sistemas poderia ser feita até uma concorrência internacional.

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Comentário de CWagner
Bons projetos demandam: Bons projetos demandam tempo, coisa que para alguns "administradores" não existe.

Geralmente há uma pressão para se "usar" recurso$ o mais rápido possível, não interessando muito a qualidade do serviço ou produto. O que importa realmente é se gastar o máximo possível no menor tempo.

Ainda há questões como: se o projeto inicial realmente custar R$200.000,00 serão empregados apenas uns R$50.000,00. Os outros R$150.000,00 servirão para compra de outros produtos em outros mercados ou coisa parecida, "U know what I mean?".

Trabalho na Sec. de Educação do Estado, aqui em S. Luís e já propus a criação de uma equipe de programação de Software Livre tanto para sistemas administrativos quanto para software educacionais, de preferência voltados para web.

Adivinha o que aconteceu! Se você foi chamado para trabalhar nessa equipe, outros desenvolvedores também foram. Preferem contratar programadores "for Windows" a preços absurdos para envolvê-los com projetos supercomplicados que nunca chegarão à fase de produção, com sistemas mal nascidos, sem documentação, com fontes ilegíveis e bases de dados mal ou sequer projetados.

Mas a vida é assim mesmo, não podemos baixar a cabeça e o mais legal da história é poder falar pra galera, "Mas eu te disse, não te disse?" (lembram de carangos e motocas?).
-=-=-=-=-=-=-=-=-=-=-=-=-=-=-
Carlos Wagner - São Luís / MA

Assista e divulge: documentário sobre os poderes da Rede Globo, produzido pela Channel 4, de Londres (Obrigado,jm)
http://www.midiaindependente.org/pt/blue/2003/08/260618.shtml
Comentário de sri_canesh
Manoel: Manoel

Gostaria de saber qual a sua fundamentação técnica para ter tanta raiva do .Net. Só por que é da Microsoft?

Acho que tá na hora de agir mais com a razão do que com a emoção, não achas?

Cássio R. Es_kelsen

Comentário de Manoel Pinho
.Net: Não tenho raiva de qualquer tecnologia, mas de como as empresas que as produzem usam essas tecnologias para dominar o mercado. Por mais que digam que parte do conjunto de tecnologias envolvidas no .Net são padrões ECMA, que existem implementações livres como o Mono e DotGNU, que tem idéias interessantes e tal e coisa, na prática nunca será um framework completamente portável e utilizável fora do mundo windows por motivos óbvios. Sim, dá para fazer várias coisas interessantes com o Mono, mas também dá para fazer com Java ou C++, então para que investir nisso ?

Engraçado é ver como se vê tantos programadores windows se virando para aprender .Net, que é relativamente recente e é uma mudança radical no modo de desenvolvimento no mundo windows mas ainda usam as mesmas desculpas de sempre (dificuldade, falta de tempo, falta de dinheiro para cursos e livros, etc) para não aprenderem C++, Java, Python, Perl, etc. Gastam muito tempo e dinheiro comprando livros e fazendo cursos porque o "mercado pede" e "está na moda".

Como não dá para aprender tudo o que existe em informática, sinceramente não perco tempo aprendendo tecnologias que vão me prender a uma plataforma proprietária e, pior, não totalmente multiplataforma. Talvez eu seja exceção porque não ganho a vida como programador e não preciso submeter meu currículo a empresas que pedem pessoas com experiência em tecnologias Microsoft.


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Comentário de Dm7
Mas é aquela história... o: Mas é aquela história... o tempo gasto agora não é tempo ganho lá na frente?? Que tal, "Bons projetos demandam tempo, coisa que para alguns "políticos" não existe"?
Em geral, numa dimensão paralela, políticos são pequenos gnomos, que são irresistivelmente atraídos a um tipo de papel verdinho, fazendo barquinhos, balõezinhos, aviõezinhos... e ficam muito tristes quando não há muito papel verdinho para isso...
Comentário de vmedina
Erro clássico nada. Se não tem as informações, não declare: O que é "erro clássico" agora era até um - dois anos atrás motivo para reconhecimento do bom trabalho exercido. Agora vira um erro.

Oras, a distribuição que criamos lá existia para instalar em curto espaço de tempo todos os aplicativos necessários para o trabalho administrativo. Levava o tempo para preparação de uma máquina sem nenhum sistema para o alto dos 20 - 30 minutos.

A lista de programas incluia o nosso querido OO.org e tantos outros já padrão, porém o "gerenciador de janelas" era o QVWM com a cara de Win 9x/NT/2000, que você não encontra sendo padrão, e ainda tinha uma alta personalização para tornar o Konqueror mais simples (haja opções nele). Fora isso tinha itens que alguns julgam de perfumaria como ícones, papel de parede e etc.

A intenção não era "reinventar a roda" e sim facilitar o trabalho de suporte. O "software básico" não atendia se jogado diretamente no computador, e tínhamos que trabalhar ele para ficar na cara que queríamos, levando coisa de 1 hora a mais de um trabalho tedioso e repetitivo.

Ainda benefíciavamos outros órgãos que nos visitavam e procuravam uma forma de ter o Linux em suas máquinas de forma a permitir uma fácil usabilidade. As pessoas que procuraram sempre foram bem atendidas e puderam implementar o programa nos seus órgãos de origem de forma muito prática, rápida e indolor. Nem se fazia necessária capacitação em novos ambientes de trabalho.

Em suma, a distro era a peça mais importante do processo de adoção e permitia tempos de atendimento menores e com menos técnicos, pois para as máquinas usando Linux, 34% do parque, era atendido por 1 técnico apenas.

Portanto seria interessante se você substituisse esse seu comentário por um que explicitasse que não é o caso da prefeitura ou removesse e aplicasse para quando o caso fosse válido.

ps: Não me perguntem sobre esse sistema adotado pela secretaria de fazenda pois não vou responder. Não discuto as posições adotadas pela Pref. de Rio das Ostras ou o trabalho que eu não esteja diretamente envolvido. Para pronunciamentos sobre isso favor entrar em contato com as partes envolvidas.

pps: Não devo, nem vou, discutir o que ocorre em termos de SL dentro da prefeitura. Posição minha, não requisitada por ninguém. Um simples e clássico "no comments".

Vinícius Medina
Usuário Linux 383765. É um também? Mostre a sua cara!
Comentário de eje del mal
!YET capenga: Tal tecnologia é capenga. O Rotor é um fabuloso imprimidor de strings, esta m$@#erda só funciona no Placebows.
Comentário de sri_canesh
Bom, moda por moda, isso: Bom, moda por moda, isso afeta todas as linguagens "do momento". Com Java já foi assim, e agora é com Rails.

Quer você queira ou não, as linguagens são apenas um meio e não um fim em si mesmo. Se o mercado pede .Net, fazer o que? Protestar nú na frente das "grandes corporações maquiavélicas" contra a ditadura do .Net? A maioria dos programadores apenas quer ganhar seu dindin com desenvolvimento e está pouco se lixando com a ideologia que tem por trás de uma ou outra linguagem.

Com relação à curva de aprendizado, discordo radicalmente. Já estudei Python e Ruby(e gosto desses dois) com relativa profundidade além do .Net. Posso te garantir que a curva de aprendizado desses dois é muito, mas muito maior que a do .Net (deve-se levar em conta ambientes de desenvolvimento, documentação organiza, etc além da linguagem em si).
Por outro lado, em um mundo que caminha para linguagens como Java, C# e Python, investir tempo em um show de horrores como o C++ é suicídio. A não ser que você precise desenvolver em baixo nível, ai nao tem jeito (tenho certeza de que o Nemesis vai provar que com Python é possível :P)

Cássio R. Es_kelsen

Comentário de vmedina
Moda por Moda eu prefiro o Java: Ele pelo menos roda de modo quase-uniforme em vários sistemas e arquiteturas.

Já o .net do mal...

Vinícius Medina
Usuário Linux 383765. É um também? Mostre a sua cara!
Comentário de Icozinha
"Se o mercado pede .Net,: "Se o mercado pede .Net, fazer o que? Protestar nú na frente das "grandes corporações maquiavélicas" contra a ditadura do .Net?"

Não proteste nu não pois vai que eles dão uma reparada, gostam e resolvem que um dos requisitos da linguagem mais usada no mercado será dar a bundinha, você vai ter quer fazer isso, afinal você tem que ganhar o seu dindin não é?

"A maioria dos programadores apenas quer ganhar seu dindin com desenvolvimento ..."

Essa maioria tinha que ter vergonha de se chamar "programadores". Estão mais para "prostitutas". Nada contra ganhar dinheiro, mas fazer tudo o que o cliente pede e não ter coragem (ou ter preguiça) de ser profissional o bastante para perder alguns clientes e fazer alguma coisa mais profissional e decente é uma atitude muito cômoda e covarde.

Nessa linha de pensamento sua íamos estar todos usando COBOL ainda, pois era o que o mercado pedia décadas atrás. Ou Visual Basic. Ainda bem que sempre sobram uns "hackers" para discordar dessa "conformação preguiçosa" e trazem coisas novas e melhores para o tão amado mainstream, fazendo o quadro inteiro evoluir, inclusive até "o que o mercado pede".

Vide o Internet Explorer tentando (e não conseguindo) ainda tirar a bunda da cadeira ANOS depois do lançamento da sua última versão após o lançamento do Firefox. Quem se acomodou por que o Internet Explorer era "padrão de mercado" hoje ainda ganha dinheiro, mas já perdeu clientes e é visto por muita gente como um profissional muito fraco, "lammer". O único senso crítico que ele teve foi dinheiro e isso deixou ele para trás, inclusive do seu amado mercado.
Comentário de Manoel Pinho
Clientes: Na grande maioria das situações, as empresas não pedem às consultorias que usem a tecnologia A ou B. Elas querem é que o problema seja resolvido de forma efetiva e com o menor custo possível. Cabe à consultoria definir que tecnologia será usada para cumprir esses requisitos e orientar o seu cliente.

O problema é que diversas consultorias viraram mais é revendedoras da Microsoft ou de outras empresas e querem enfiar goela abaixo nos seus clientes o uso máximo de produtos da empresa que representam para ganhar comissões e aparecerem nos estudos de caso e sites da empresa que faz os softwares proprietários. Isso não acontece só com a Microsoft, mas diversas outras empresas.

Uma consultoria eficiente poderia ter resolvido o problema de Rio das Ostras simplesmente configurando direito os softwares livres que usavam e desenvolvendo os sistemas restantes, sem precisar jogar tudo que já havia sido feito no lixo e empurrando uma "listinha de compras" para a Prefeitura. Me lembra aquele caso da Polícia de Pernambuco, se não me engano, que a consultoria contratada trocou todos linux por windows mas rodando num hardware novo e trocentas vezes mais poderoso.

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Comentário de Icozinha
"Na grande maioria das: "Na grande maioria das situações, as empresas não pedem às consultorias que usem a tecnologia A ou B. Elas querem é que o problema seja resolvido de forma efetiva e com o menor custo possível. Cabe à consultoria definir que tecnologia será usada para cumprir esses requisitos e orientar o seu cliente."

E é aí que eles usam o grande chavão de "padrão de mercado", convencem o cliente ingênuo e ganham seu dinheiro com o "padrãozão", colaborando para manter o "padrão" por muito mais tempo e garantindo seu precioso dinheirinho a curto prazo.

"O problema é que diversas consultorias viraram mais é revendedoras da Microsoft"

Tem esses que ganham em cima disso, e tem os que são preguiçosos mesmo. Conheço vários assim, que não querem mudar uma vírgula do que fazem mesmo que façam a mesma coisa nos últimos 15 anos. E tem os covardes corporativos que justificam sua falta de atitude para uma coisa melhor em cima de velhas premissas corporativas de 200 anos atrás, o que acaba convencendo os gerentes de quase 200 anos que se encontram na corporação. Fácil.
Comentário de Manoel Pinho
C++: Tanto Java quanto C# foram claramente inspiradas no C++ e portanto não vejo toda essa dificuldade a mais em aprender C++. Logicamente o C++ permite muito mais coisas complicadoras de baixo nível como por exemplo manipulação de ponteiros e também não tem um garbage collector, mas isso tudo pode ser resolvido com uma boa disciplina de programação e o uso de bibliotecas extras. Até para fazer GUIs já existem bibliotecas multiplataforma poderosas e estáveis como Qt e wxwidgets. Existem também vários garbage collectors para C++ que podem ser usados (http://www.hpl.hp.com/personal/Hans_Boehm/gc/ , http://www.codeproject.com/cpp/garbage_collect.asp?print=true). A principal vantagem do Java e .Net é fornecer um framework integrado dessas tecnologias todas, realmente tornando mais fácil o aprendizado.

E como você falou, existe o Java, que pelo menos é multiplataforma e a JVM da Sun tende a virar software livre, fora os avanços do gcj.

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Comentário de Fabiano Blessed
O problema foram os usuários: Sou daqui de Rio das Ostras,e de acordo com um amigo que trabalha na área de tecnologia da profeitura.O problema para os Desktops não foi a implementação.Boa parte dos Desktops era o Ubuntu,distribuição que utilizo e sei que é totalmente utulizável.O problema foram os funcionários nao quiseram se adequar e se acostumar com os programas.Como a prefeitura tem uma verba mensal muito boa devido aos roytales de extração de petróleo,os usuários decidiram não aprender e "forçar" a prefeitura a voltar aos programas for windows.Penso também que poderia ter sido mais lenta a implementação.Começando pelo Openoffice,gimp fow windows e depois mudando definitivamente.
Comentário de Manoel Pinho
Funcionários: Brincadeira... Se eu fosse prefeito de lá simplesmente diria: "OK, vou descontar então de seus contracheques o preço das licenças dos produtos que tanto gostam". Cortaria também qualquer upgrade de hardware que fosse preciso. Duvido que não iriam aprender a usar linux e OpenOffice... :-)

Fazer festa com o dinheiro dos outros é ótimo.

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Comentário de brain
Erro clássico: Na verdade eu já havia incluído um alerta sobre a síndrome do "oba, vamos criar nossa própria distribuição" na minha palestra do FISL em 2003. Fico feliz que hoje este erro seja cada vez mais raro, embora todos os projetos de implantação que caem nesta armadilha merecem no mínimo os aplausos por estarem implantando software livre.

Comentário de Manoel Pinho
Distribuição própria: Disse tudo. Afinal, a maior vantagem do software livre é reutilizar o trabalho feito pela comunidade de desenvolvedores em todo mundo. Quanto maior o número de desenvolvedores e usuários da distribuição, maior é a probabilidade dos erros serem consertados e das melhorias serem implementadas mais rapidamente.

O uso de uma distribuição linux apropriada (sem sempre a preferida pessoalmente) de grande utilização para a função, associada com o uso de scripts de pós-configuração, perfis de instalação padronizados e testados e o uso de repositórios internos de pacotes (principais e complementares) é muito mais eficiente e fácil de implementar do que fazer uma distribuição própria.

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Comentário de vmedina
Você está desinformado.: A distro era uma própria, feita pelos motivos especificados abaixo.

Uma parte do corpo técnico, que me íncluo, usa realmente o Ubuntu mas os usuários nunca usaram.

Sobre problemas com usuários, verbas altas e etc. eu não vou opinar.

Vinícius Medina
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Comentário de vmedina
Peço que mais uma vez atente-se a algo importante:: A decisão não foi tomada no oba-oba, durante anos operamos com distros de terceiros que eram modificadas. Essas não estavam cumprindo o seu papel de forma eficiente, por isso foi desenvolvida uma especial.

Não generalize, pois isso não tem nada a ver com o projeto em questão. Enquanto pode ter havido falhas, essa não foi uma delas.

Vinícius Medina
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Comentário de bressix
vc tem razão...: ... e concordo qdo vc diz que nao entende pq cada prefeitura tem que reinventar a roda.

já existem alguns projetos nesse sentido. um dele é o Via Digital (http://www.viadigital.org.br) e acho que todos podemos contribuir um pouco.
Comentário de Douglas Augusto
Menos pior?!?: Sem entrar no mérito da qualidade da linguagem/plataforma, tanto o .Net como Java dependem fortemente de soluções proprietárias --sou cético quanto ao rumor da liberação do código da Sun JVM.

Tenho a leve impressão, no entanto, de que o Mono seja uma alternativa livre ao .Net atualmente mais desenvolvida do que as alternativas livres para o Java. Talvez porque seja a única opção para Sistemas Operacionais não Windows, enquanto que com a JVM da Sun rodando em várias plataformas houve um relaxamento no interesse em soluções livres, infelizmente.

Entretanto, o Mono enfrenta um problema sério, as partes fechadas que compõem o .Net, como o importantíssimo Windows Forms. Embora possa optar por uma interface gráfica baseada em GTK+, por exemplo, a não total compatibilidade com o Win.Forms provavelmente ofuscaria a abrangência do Mono, visto que "obrigatoriamente" --a fim de não ficar restrito a um nicho-- deveria suportar as aplicações desenvolvidas no .Net da Microsoft.

Enfim, esses enlaces proprietários e toda suas implicações criam um contexto nebuloso, tornando a avaliação do menos pior difícil e arriscada.

--
GAFFitter: a file fitter powered by a genetic algorithm.
Comentário de Fabiano Blessed
É verdade sobre a distro: Sobre a distro realmente é verdade,se não me engano a casa digital,um projeto que oferece inclusão digital e em rio das ostras, rodava sobre a distro customizada,mas chegaram a utilizar o ubuntu,penso que não foram todos os desktops,mas uma parte sim.Você é de Rio das Ostras Vmedina ??
Comentário de vmedina
Você é de RdO?: Pq você tem muita informação fora de rumo.

Casa digital era o primeiro nome do projeto hoje em dia chamado Centro Municipal de Inclusão Digital, conhecido no governo passado como Nossa Casa.

Lá sempre rodou o Tatui Educacional. Não utilizamos o Ubuntu para usuários e sim parte do corpo técnico aderiu.

Se eu sou de RdO? Procura no Google! ;)

[]s!

Vinícius Medina
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Comentário de leonardoav
Você tem razão quanto a: Você tem razão quanto a curva de
aprendizagem e blá, blá, blá.
Mas, achar C++ um show de horrores.
Creio que o problema está entre a
cadeira e o teclado.
Comentário de ebernardino
Continuamos com Software Livre: Concordo com vc quanto a utilizar soluções com tecnologia livre, que ñ é um bom caminho utilizar o .NET pois também ñ gosto e pertenço a antiga equipe da Assessoria de Informática da Prefeitura de Rio das Ostras hoje Secretaria de Ciência e Tecnologia.

A aquisição deste sistema de tributos on-line foi feito pela Secretaria de Fazenda de nosso Município através de uma licitação que consta preço e técnica, infelizemnte o preço bateu a técnica e tivemos que aceitar.

Mas nossa Prefeitura ainda opta pelo Software Livre pois todos os sistemas que são desenvolvidos dentro dela são feitos em PHP e PostgreSQL rodando em servidores com o nosso querido Debian.

Neste caso ñ tivemos como evitar.

É complicado mesmo entender porque as prefeituras ñ fazem soluções em conjunto, mas aí entra a política, as verbas, tributos, etc.

A tempos atrás foi criado o Comsoli senão me engano Consórcio de Municípios para Soluções Livres, que poderia fazer esse intercâmbio entre prefeituras mas acredito no momento ele seja uma lista, onde os interessados trocam informações.

Quanto ao "clássico erro de adoção de Software Livre" acredito que vc teria que ir a Prefeitura de Rio das Ostras para obter mais detalhes, pois continuamos com vários projetos em plataforma livre, como o nosso Sistema integrado Administrativo que PHP + PostgreSQL, Peróla Framework PHP, PBX Asterisk que estamos inplantando, entre outros sistemas que rodam em nossa instituição. Sem contar nossos inúmeros servidores que são 100% Gnu/Linux.

Nem tudo é possível, a manutenção do LiveCD Tatui ficou complicada mesmo e tinhamos a necessidade de uma grande customização para melhorar a implantação e manutenção na época, que era uma demanda da gestão passada, hoje esta demanda não existe mais, por isso o projeto parou.

Mas isso ñ quer dizer que a Prefeitura de Rio das Ostras abandonou o Software Livre como trágicamente foi narrado na matéria.

Comentário de brain
Obrigado pela resposta!: Na verdade a matéria não "tragicamente narrou" que a prefeitura de Rio das Ostras abandonou o software livre. O que o Julio escreveu foi sobre uma questão específica (a implementação do projeto "Prefeitura Eletrônica" baseado em software proprietário), que ele apontou ser incongruente com informações anteriores, e aí perguntou o que estava acontecendo. E você respondeu, o que nos deu oportunidade de saber o que de fato acontece. Em seguida vou colocar link para a sua resposta ali na matéria, para que mais pessoas interessadas possam ficar sabendo também.

Quanto ao erro de ter optado por dispender recursos no desenvolvimento de uma distribuição própria, ao invés de adotar uma já existente, fico feliz que no caso da PMRO ele não causou conseqüências mais graves, como o comprometimento de toda a adoção de software livre.

Uma curiosidade: o que os usuários de desktop na PMRO usam hoje em dia, em sua maioria, como sistema e ambiente operacional?
Comentário de ebernardino
"ele não causou: "ele não causou conseqüências mais graves", pelo contrário ele impulsionou a migração dos Desktop, chegando a 34% de nossas estações com apenas um técnico dando manutenção enquanto os desktops com windows consumiam mão de obra de 6 técnicos. Longe de ser um erro a criação do Tatui, foi um acerto da equipe apesar de ser complexa a manutenção o custo não foi tão alto quanto o mencionado na notícia.

Pois tanto eu quanto vmedina, que se encontra nesta thread, trabalhavamos na manutenção do livecd e em outros projetos como Portal Público e Livre, Implantação de LTSP, Implantação do eGroupware, etc.

Hoje em sua maioria é o Windows com o BROffice até mesmo porque são máquinas adquiridas bem antes do Projeto Público e Livre "que foram licitadas com Windows", uma outra parte com Ubuntu e nos Telecentros o Tatui Educacional ainda não foi substituída pela versão educacional do Ubuntu, pois as crianças gostam muito dele.

O projeto em si não causou nada que fizesse necessária esta alteração.

E apesar da Prefeitura ter saído um pouco do cenário Livre, ela continuo tendo como sustentação e opção as Soluções em Software Livre como afirmei em meu comentário anterior.


Eduardo Bernardino
Acesse: http://eueriodasostras.blogspot.com
User Linux: 392287

Comentário de brain
Tatuí é um excelente exemplo: Eduardo, a conseqüência mais grave que eu vejo, neste caso, é ter sido investido tempo e outros recursos neste projeto, e hoje a maioria das estações estar rodando Windows XP.

Mas felizmente outras iniciativas de adoção de software livre no município, não tão dependentes de re-desenvolvimento local, continuam caminhando a passos largos.

Certamente Rio das Ostras hoje é um exemplo para as demais municipalidades do Brasil - tanto pelo seu uso atual de software livre, como no papel de pioneira que serve de alerta para evitar que cada uma resolva desenvolver sua própria distribuição.


Comentário de vmedina
Isso não poderia ser previsto...:
a conseqüência mais grave que eu vejo, neste caso, é ter sido investido tempo e outros recursos neste projeto, e hoje a maioria das estações estar rodando Windows XP.


Isso não é conseqüência do projeto e sim de uma decisão gerencial (que é facultada aos gestores, sendo assim totalmente direito deles). Caso não houvesse essa decisão, as máquinas com o Tatuí somente iriam aumentar, ainda mais com a versão 2.0 que estava sendo preparada, com um monte de "eye candies" para conquistar os usuários.

Não existe relação entre uma coisa e outra, se houvesse o (k/x)Ubuntu/Debian(-br-cdd)/Mandriva/Suse/RedHat/Fedora/Slackware o resultado seria o mesmo. Ou seria pior, pois não teríamos atingindo tantas máquinas quando o projeto estava ativo. Pode parecer pouco, mas 34% de máquinas inteiramente com Software Livre é mais que muitos outros projetos.

Vinícius Medina
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Comentário de
Na verdade poderia: A síndrome do "vamos criar nossa própria distribuição para uso interno" geralmente acaba exatamente assim, e isso foi até tema de uma palestra no fisl de 2003.

Mas felizmente, no caso da PMRO, isso não chegou a causar maior impacto em outras iniciativas locais de adoção de software livre, o que é muito bom. E, ainda mais felizmente, esta estratégia de implantação que tende a não dar certo é cada vez mais rara.
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