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Comentários de Linus Torvalds sobre o processo da GPLv3 são refutados por... quase todo mundo

A opinião de Linus Torvalds sobre o processo de refinamento da licença GPLv3 tem sido bastante divulgada e gerado bastante controvérsia.

Mas hoje o Newsforge publicou uma matéria após ouvir diversas personalidades diretamente envolvidas no processo, e não encontrou ninguém que concordasse com a opinião de Linus. Foram ouvidos (e declararam acreditar que o processo é aberto, e que os comentários dos interessados tem levado a alterações no texto da licença) representantes do GNOME, OpenOffice.org, ezPublish, Mozilla e Debian.

Trecho:

[Benjamin Mako] Hill [mantenedor do Debian] admite que a consulta que a FSF fez alguns anos atrás sobre a GNU FDL foi "basicamente uma fraude. Houve um chamado por comentários e quase todos foram ignorados completamente." Mas, ele sugere, as mudanças na GPLv3 entre os rascunhos 1 e 2 provam que, desta vez, a FSF está ouvindo. "O processo para a GPLv3 é de uma abertura sem precedentes", ele conclui. "Não sei de nenhuma outra licença que tenha se dado ao trabalho de consultar as pessoas deste jeito."

Hill reconhece que falta mais trabalho, particularmente nos termos sobre patentes. Entretanto, ele continua, "é claro que no fim do dia haverá uma licença e nem todos terão exatamente o que desejam. Richard Stallman certamente será uma destas pessoas [que não receberão exatamente o que desejam], e Linus pode ser também. Será um processo de compromisso para todos os envolvidos."


Veja o texto completo em NewsForge | Torvalds' comments on GPLv3 committees refuted.

Comentários dos leitores

Os comentários abaixo são responsabilidade de seus autores e não são revisados ou aprovados pelo BR-Linux. Consulte os Termos de uso para informações adicionais. Esta notícia foi arquivada, não será possível incluir novos comentários.
Comentário de Antoine
Linux pode ficar sob GPL 2, ué: Pôxa, será que a comunidade está mesmo precisando de uma atualização da licença? Deixa como está, se Linus não quiser o Linux vai ficar como está, sob a GPL 2.
Comentário de Ricardo Salveti
Atualização da Licença: A licença não foi criada por acaso, sem necessidades, não podemos descarta-la.

Basicamente a GPL 3 surgiu para cobrir os pontos falhos identificados sobre a GPL 2 ao longo do tempo. A GPL 2 é de 1991, de lá muito mudou, hoje temos problemas com patentes, DRM, entre outros. Para um projeto como o kernel Linux é interessante ter sobre a GPL 3, já que temos diversos contribuidores e empresas sobre seu desenvolvimento.
Comentário de Covarde Anonimo
Linus Tolovalds vai perder o apoio da comunidade: Linus Tolovalds vai perder o apoio da comunidade
Comentário de ricardomoc
Sem obrigação: O fato de ter nova versão, não significa que será necessário mudar. Se é o Linus que determina isso, com certeza ficará com a versão dois. E acredito que nada irá mudar em função disso.
Comentário de vmedina
Como eu já tinha dito antes: O Linus Torvalds quer uma GPL v3 que atenda totalmente aos interesses dele, sendo contra as disposições sobre patentes e drm. Por quê? Essa é a melhor pergunta, afinal o que faz uma pessoa comprometida com sw de código aberto vai contra essas disposições?

Agora ele tenta invalidar o processo inteiro tacando uma sombra de ilegitimidade, usando a suas "credenciais" de líder de desenvolvimento do Linux. Nesse caso, ainda fica a pergunta: Por quê?


Vinícius Medina
Usuário Linux 383765. É um também? Mostre a sua cara!
Comentário de gatompachi
Patentes?: Quando foi mesmo que ele disse alguma coisa contra as disposições sobre patentes na GPL?
Comentário de vmedina
Notícia do IDG Now!: "O fato é que eu pessoalmente acho que as direções tomadas pela FSF com o GPLv3 não ajudarão ninguém" - Linus Torvalds

http://idgnow.uol.com.br/computacao_corporativa/2006/07/28/idgnoticia.2006-07-28.3623631350/IDGNoticia_view
Bem no final da matéria.

Bem generalizado, sobre a GPL v3 como um todo. Isso foi publicado no dia 28/07/2006.

Respondido o quando? :)

[]s!

Vinícius Medina
Usuário Linux 383765. É um também? Mostre a sua cara!
Comentário de gatompachi
Era melhor admitir que você errou: Na verdade aquele artigo não menciona patentes nenhuma vez, e até dá bastante contexto sobre a questão da DRM.

Até onde eu sei, o Torvalds não reclamou sobre a questão de patentes na GPL 3 nenhuma vez, em nenhum lugar.
Comentário de Rafael Peregrino da Silva
Re: Era melhor admitir que você errou: Olá,

Em Dom, 2006-08-06 17:46, gatompachi escreveu:

Até onde eu sei, o Torvalds não reclamou sobre a questão de patentes na GPL 3 nenhuma vez, em nenhum lugar.

Não reclamou mesmo. A birra dele é contra as modificações que envolvam/restrinjam DRM, especialmente o fato de que seria necessário aos desenvolvedores que assinam os seus binários com uma assinatura digital abrir a sua chave privada, de modo a permitir que modificações no código fonte do programa que estivesse rodando em um hardware específico pudessem ser realizadas.

Vou dar um exemplo pra não ficar muito vago: tome o hardware, por exemplo, de um roteador da Linksys ou da Cyclades. Ambos usam um kernel Linux. O kernel compilado poderia ser assinado, o que significa que haveria um checksum criptografado qualquer gravado no disco rígido (ou na memória flash) junto com o kernel. O HARDWARE tem um código externo que verifica exatamente essa assinatura ANTES de fazer o boot do kernel. Basicamente, o hardware recria a checksum rodando o mesmo algoritmo sobre o kernel e descriptografa essa checksum com o objetivo de checar se ela bate com a que está gravada no disco/flash. Naturalmente, isso é feito usando criptografia com chave pública, de modo que a chave gravada NO HARDWARE não é suficiente para que um desenvolvedor externo assine o próprio kernel que ele compilar. Ele iria precisar da CHAVE PRIVADA da Linksys/Cyclades, que, com certeza, nenhuma dessas empresas iria disponibilizar.

O importante aqui é notar que, apesar dessas empresas terem disponibilizado para download TODAS as modificações que elas realizaram no código do kernel Linux, não seria possível a um desenvolvedor externo rodar um kernel próprio ou qualquer outra modificação dele (ou mesmo software adicional) no hardware dessas empresas. O código gravado no hardware, normalmente, NÃO é aberto - e mesmo que fosse, ainda seria necessário dispor da chave privada da empresa.

O procedimento descrito acima é perfeitamente legal de acordo com a GPLv2. Nenhuma modificação foi feita no kernel para fazer isso - o próprio hardware desses fabricantes seria responsável pela verficação da assinatura, que está em um arquivo separado do kernel. Mas o hardware somente irá rodar o kernel Linux SE a assinatura bater.

O que está em questão com a GPLv3 no final das contas é o seguinte: um desenvolvedor de software, enquanto promovendo a liberdade, deveria ser capaz de dizer a desenvolvedores de hardware que eles NÃO devem usar o seu código fonte a menos que o hardware deles também seja aberto? Se ele liberar o seu código sob a GPLv3 é exatamente isso que ele estará fazendo. E eu pergunto: isso deveria ser o padrão? Acho questionável...

Para mim, Linus deixou claro que ele vai manter o código sob a GPLv2 por causa disso. Ele está mais interessado em promover a utilização do kernel, mesmo em hardware com esse tipo de restrição. Assim, o kernel vai rodar em mais hardware, pois não haverá restrições legais às restrições através de hardware... E, pensando assim, ele tem um bom argumento, e a história toda passa a não se restringir mais a dizer que DRM é uma coisa ruim - embora eu ache que DRM é realmente uma coisa ruim. Mas a discussão toda vai além disso.

Para quem quiser ler (em inglês), o comentário do próprio Linus a esse respeito, basta apontar o navegador para:

http://news.com.com/Torvalds+critical+of+new+GPL+draft/2100-7344_3-6099475.html

Abraços,

Rafael Peregrino da Silva
Linux Magazine
Comentário de vmedina
Até onde eu tenho lido ele critica tudo na GPL v3: Desde a questão do DRM, vindo primeiro com o lance das chaves privadas e depois quando explicado que isso não é necessário bateu o pézinho, passando pelo processo de rascunho e chegando a momentos como este em que ele critica a licença inteira.

Das duas uma, ou ele não sabe o que diz, ou o IDG Now! é marrom. Qual será?

[]s!

Vinícius Medina
Usuário Linux 383765. É um também? Mostre a sua cara!
Comentário de gatompachi
*nenhum* exemplo?: Em resumo, você não conseguiu encontrar *nenhum* exemplo do Torvalds criticando a questão das patentes na GPL 3?

Bem que eu imaginava.

Aos demais leitores, ficam 2 recados:

a) o Linus reclama bastante (com razão ou não) da questão da DRM na GPL 3, e da abertura do processo de desenvolvimento da licença em si. Mas sobre as patentes, ele não reclamou.

b) o vmedina fala sobre o que não sabe, e quando alguém chama o blefe dele, ele preferiu prolongar a discussão, espernear, mudar de assunto, qualquer coisa menos admitir que falou bobagem.

Admita que o Torvalds não falou nada sobre a questão das patentes na redação da GPL 3, vmedina, ainda não é tarde demais.Você deve essa satisfação a seus fãs e seguidores!!
Comentário de nemesis
Faça o que o chefe mandar.: Faça o que o chefe mandar.

Linus tem um compromisso com todos os big players da indústria que apostam no Linux, inclusive IBM, Oracle e Novell. Os quais não vão deixar suas patentes de lado apenas pq apóiam infraestruturas baseadas em Linux rodando seus softwares proprietários...

;; ((lambda (x) x) "Isto é um comentário e não será executado nunca")

Comentário de vmedina
Popularidade <> Liberdade:
seria necessário aos desenvolvedores que assinam os seus binários com uma assinatura digital abrir a sua chave privada, de modo a permitir que modificações no código fonte do programa que estivesse rodando em um hardware específico pudessem ser realizadas.


Isso é o que o Linus Torvalds acha, não é a verdade. A GPL v3 é clara:

"The Corresponding Source also includes any encryption or authorization keys necessary to install and/or execute modified versions from source code in the recommended or principal context of use, such that they can implement all the same functionality in the same range of circumstances."

Perceba que ele apenas diz que chaves de autorização ou encriptação só necessitam ser distribuídas se, e somente se, forem necessárias para o uso no contexto original.

Ou seja, o fabricante do seu roteador, appliance, agenda eletrônica, palmtop, controle remoto, robô gigante, arma de devastação mundial e etc. que contenham SL somente tem que distribuir tais chaves se forem necessárias para instalar modificações no seu contexto principal, nesses casos o seu roteador, appliance, agenda eletrônica, palmtop, controle remoto, robô gigante, arma de devastação mundial e etc..

Não é nada aberrado né? Só algo simples e tranquilo, que reforça as liberdades básicas. Se os fabricantes modificarem a forma de permitir o acesso a instalação, não precisa incluir nada a mais, afinal eles vão poder substituir. Claro que poucos vão querer isso, e ele não vão ter tanto problema, e vão poder até reutilizar código de outras pessoas. Todo mundo sai ganhando. :)

O que está em questão com a GPLv3 no final das contas é o seguinte: um desenvolvedor de software, enquanto promovendo a liberdade, deveria ser capaz de dizer a desenvolvedores de hardware que eles NÃO devem usar o seu código fonte a menos que o hardware deles também seja aberto? Se ele liberar o seu código sob a GPLv3 é exatamente isso que ele estará fazendo. E eu pergunto: isso deveria ser o padrão? Acho questionável..


Questionável por quê? Ele continua a promover a liberdade. Afinal, não poder modificar o código vai contra a liberdade 1 e não executar o código aonde ele tem serventia pode ser interpretado no espírito da liberdade 0.

Você pode ler sobre isso aqui:

http://br-linux.org/linux/node/3149/print

ou aqui:

http://vmedina.multiply.com/journal/item/6

O lance é que a GPL v3 é ainda muito fiel ao espírito do SL, só adequada ao que temos hoje. Vide como essa provisão anti-DRM (Digital Restrictions Management) não vai contra nenhuma liberdade, e sim reforça.

O padrão, se você é pró-SL, é garantir as 4 liberdades para todos. Sem mais nem menos.

Assim, o kernel vai rodar em mais hardware, pois não haverá restrições legais às restrições através de hardware... E, pensando assim, ele tem um bom argumento, e a história toda passa a não se restringir mais a dizer que DRM é uma coisa ruim - embora eu ache que DRM é realmente uma coisa ruim. Mas a discussão toda vai além disso.


Claro que temos que restringir ataques às 4 liberdades. Da mesma forma que se eu quiser fechar o código do Linux é um ataque a elas, não permitir a execução do código aonde ele faz sentido também é.

Liberdade não é medida em popularidade, e sim medida pelo que você pode fazer.

[]s!

Vinícius Medina
Usuário Linux 383765. É um também? Mostre a sua cara!
Comentário de vmedina
Eu nem devia responder, mas...: Eu enviei um exemplo. é só olhar acima moço. :) Ele generaliza e ataca a v3 por inteiro, além de atacar o processo. Se te desagradou, não posso fazer nada.

Eu não tenho fãs ou seguidores. Caso tenha, pode aparecer? :P

Eu sempre me divirto com vc Gatompachi! :) Felicidades tá!

[]s!

Vinícius Medina
Usuário Linux 383765. É um também? Mostre a sua cara!
Comentário de gatompachi
*nenhum* exemplo: Não, na verdade você não deu nenhum exemplo de manifestação do Torvalds sobre a questão das patentes na GPL 3. E não tem integridade suficiente para reconhecer que ele nunca fez tal declaração.
Comentário de vmedina
O IDG Now! é mentiroso? O repórter é mentiroso?: Por que é o que está escrito lá. Ele critica a GPL v3, por inteiro, primeiro quanto a necessidade, após quanto aos rumos dela. Se dentro dela está todas as novas provisões, logo ataca também a parte de patentes. É simples, é óbvio.

Fica claro o que está escrito na notícia:

"Com isto, eu estava pessimista com a necessidade de uma nova licença antes de tudo, esperando que fosse apenas mais uma grande oportunidade para brigas inflamadas em listas de discussões", diz Torvalds. "O fato é que eu pessoalmente acho que as direções tomadas pela FSF com o GPLv3 não ajudarão ninguém".


Veja bem, ele fala as direções, não a direção, e não estreita nada para dizer sobre a DRM. Ele fala abertamente no sentido das direções inovadoras da GPL v3. Veja que ele fala como se a GPL v3 fosse algo completamente desnecessário, no início do parágrafo, e fosse ser feita apenas como um argumento para flames.

Agora, se você acha que China Martens, repórter do IDG News Service em Boston, publicou uma declaração falsa você devia discutir com eles. Vou me sentir muito enganado e pedir uma retratação. Até lá, você deveria discutir com eles e não comigo.

Você pediu um exemplo, Gatompachi, eu te mostrei um. Se você tivesse a integridade que cobra de mim, deveria aceitar um fato noticiado em um veículo de mídia.

Espero que as suas próximas manifestações sejam mais elevadas que as duas anteriores.

Vinícius Medina
Usuário Linux 383765. É um também? Mostre a sua cara!
Comentário de gatompachi
não adianta disfarçar, vmedina: Quanto trabalho pra torcer o sentido da declaração hein? Ele não falou nada, absolutamente nada sobre as patentes ali. Criticou o processo e a necessidade da licença de forma genérica sim, mas você mencionou o ponto das patentes de forma bem específica.

E, como eu imaginava desde o começo, não é capaz de reconhecer que não encontrou nenhuma citação dele dando suporte a mais esta sua tese maluca.

E nem vai encontrar, porque não há. E os coitados dos autores do IDG que publicaram uma matéria do Torvalds que não tem nada com o tema 'patentes na GPL3' não tem nada com isso.
Comentário de brandizzi
???:
O Linus Torvalds quer uma GPL v3 que atenda totalmente aos interesses dele, sendo contra as disposições sobre patentes e drm. Por quê?


A parte da posição do Linus ser boa ou ruim, quem não quer algo que atenda totalmente aos próprios interesses? :)

Acho a opinião dele válida e respeitável. Até concordo, mas... poxa, respeitar não custa nada para quem discorda. Ele fez muito pelo movimento - e a maioria que reclama não fez nada. Ele tem meu respeito tanto quanto o Stallman tem lutando em nome da liberdade

--
Adam Victor Nazareth Brandizzi
Site: http://brandizzi.googlepages.com
"Real programmers don't use Pascal: just the integer ones can do it."
Comentário de Douglas Augusto
BSD nele!:
Ele está mais interessado em promover a utilização do kernel, mesmo em hardware com esse tipo de restrição. Assim, o kernel vai rodar em mais hardware, pois não haverá restrições legais às restrições através de hardware...


Ele deveria então ter optado pela licença BSD. Rodaria sem restrições em tantos lugares que possivelmente estaria rodando também no Windows Vista. ;)

--
GAFFitter: a file fitter powered by a genetic algorithm.
Comentário de brain
GPL nele :-): Na verdade ele optou pela GPL desde a década de 90, e ela sempre permitiu rodar o software em todos estes ambientes ;-)
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