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FLISOL de Curitiba rejeita repeteco da campanha querendo dividir as comunidades no evento

Organizadores do Flisol de Curitiba destacam que participantes podem instalar a distribuição que acharem mais adequada.

Após uma década de sucesso com um posicionamento comunitário inclusivo, no ano passado o histórico do evento FLISOL no Brasil foi atingido por um posicionamento na direção oposta, lançado por um indivíduo externo à sua organização (mas logo publicamente apoiado pelo seu coordenador no Brasil, ainda que destacando estar se posicionando como indivíduo e não como membro do staff do evento).

A inclusividade foi substituída pelo chamado a deixar de lado uma das distribuições mais populares: o Ubuntu. Não divulgar, não instalar. Logo surgiram propostas de limites ainda mais estritos: instalar apenas software considerado livre pelos critérios da FSF, o que – quanto a distribuições Linux – exclui também nomes como Debian, Fedora, CentOS, Mint e Arch.

O grupo que organiza a edição curitibana do FLISOL publicou um histórico a respeito, incluindo a conclusão de que se no ano passado alguns membros da organização local haviam optado por aderir às campanhas de exclusão (e nenhuma cópia do Ubuntu foi instalada em 2015 no Flisol Curitiba, embora a organização tenha proibido hostilizar usuários que assim solicitassem), no ano corrente eles já sabem que há uma repetição dela sendo divulgada, e decidiram não aderir, por entender que a polêmica gerada ano passado não trará benefícios este ano.

Para o posicionamento do evento neste ano, está explicitada a norma (já proposta também em 2015) de não hostilizar usuários ou instaladores cujo interesse seja o Ubuntu, e há alguns elementos adicionais que me parecem bem razoáveis, incluindo:

  • “(...) Se houver algum voluntário/instalador disposto a instalar uma distribuição 100% livre como aquelas recomendadas pela FSF, ele deverá informar ao visitante que existe a possibilidade de algum hardware do computador/notebook não funcionar devido a não inclusão blobs binários. Caberá ao visitante decidir se quer manter a instalação dessa distribuição ou se prefere ter outra instalada e por consequência procurar ajuda de outro voluntário/instalador. Provavelmente a instalação de outra distribuição implicará na instalação de blobs binários, o que deve ser esclarecido ao visitante conforma o tópico anterior.”
  • “(...) Mas não queremos instalar indiscriminadamente softwares não livres nos computadores/notebooks dos visitantes sem explicar antes o porquê isso acontece e quais as consequências dessa ação. Seja qual for a distribuição GNU/Linux escolhida para instalar, todos os voluntários/instaladores se comprometerão a mostrar os benefícios mas também os malefícios, caso envolvam a instalação de softwares não livres.”

Um dos itens que não são apresentados como novidade me parece o que deveria ser natural, mas acaba precisando ser afirmado devido à ação daqueles que preferem incentivar a divisão de esforços: "Todos os voluntários dispostos a ajudar nas instalações serão bem acolhidos, independente de qual distribuição estiver disposto a instalar. Sob nenhuma hipótese o instalador será hostilizado por querer instalar o Ubuntu."

(via curitibalivre.org.br - “Posicionamento dos organizadores do FLISOL 2016 em Curitiba sobre a campanha #semUbuntu - Curitiba Livre”)

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