Pós-PC: Vendas mundiais de PC caíram na temporada de compras de fim de ano
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Via g1.globo.com:
As vendas globais de PCs na temporada de Natal caíram pela primeira vez em mais de cinco anos, de acordo com o relatório da empresa de análises do setor IDC. (…) Em termos mundiais, as vendas de computadores pessoais totalizaram 89,8 milhões de unidades no último trimestre de 2012, 6,4% a menos que no mesmo período do ano anterior.
(…) “Os consumidores, assim como os vendedores e distribuidores, dividem as vendas de PCs com a crescente demanda de tablets e smartphones. O mercado dos PCs continua recuando ante os dispositivos móveis e uma contínua crise econômica”, concluiu o estudo.
Os números foram um pouco piores que o esperado e marcaram o pior resultado da indústria em mais de cinco anos, quando a economia global estremeceu e entrou na pior recessão desde a Segunda Guerra Mundial.
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Este resultado, na verdade, está dentro do esperado em um mundo em recessão e a contínua concorrência dos dispositivos móveis e eletro-eletrônicos ligados à Internet, como televisores e geladeiras. Mas ainda estamos longe de uma suposta “morte do PC”. A inclusão digital ainda não é uma realidade para boa parte da população dos países em desenvolvimento, especialmente nas Américas e África.
Smartphone e tablets o pessoal tá trocando uma vez por ano. Computadores são trocados em intervalos bem maiores, principalmente porque o usuário médio não precisa de todo o poder de processamento das máquinas modernas, a não ser pra jogos.
É a mesma coisa de geladeira, você raramente troca. Nem por isso estamos na era da pós-geladeira.
@Marcos
“É a mesma coisa de geladeira, você raramente troca. Nem por isso estamos na era da pós-geladeira.”
Boa analogia.
Acredito que os PC’s de baixo custo vão acabar sendo substituídos por tablets com teclados ou em coisas como RaspberryPi ou os mini-droids da vida.
Mas alto poder de processamento não vai sair de linha tão cedo, tablets nunca vão chegar nesse nível pois o fator bateria não permite (a menos que descubram um jeito novo de computar as coisas).
Ontem comprei uma “Smart TV”, e IMHO, pelo que pude perceber, não demora até que os modelos com um SO descente (como Android) comecem a substituir o famoso “PC da Sala” (ou da família). Quem precisar de softwares expecíficos, que gerem conteúdo ao invés de consumílos vai optar pelos [Note|Ultra]books, logo, acho bem difícil que o PC como conhecemos hoje sobreviva, até porque nosso “Personal Computer” 90% do tempo (citation needed ;-)) é o celular :)
Vou começar a estocar peças de desktop, caso o hype mate mesmo a indústria de desktops. Ou apelar pra servidores depois. :)
O Marcos falou bem, se troca muito menos. E não sei se esse ou outro estudo analisa o mercado de partes.
Meu computador já deve ter quase 6 anos. Troquei placa-mãe e placa de vídeo. O resto segue.
Prefiro desktop devido a realizar cálculo matemáticos complexos (pesquisa operacional + inteligência computacional para otimização) e devido a ter maior tela e maior teclado.
Mundo pós-pc? não acredito mas mundo pós-geladeira, quem sabe LOL
Hoje uma pessoa compra um PC com Core i5, 8GB de RAM, Intel HD 4000 para usar internet e vocês querem que ela compre um a cada seis meses é? Um PC desse dá pra ver vídeos em 4k (e quem sabe até 8k) que nem popular é ainda e dá pra durar uns 10 anos e olhe lá hein.
Em termos de PC, comprei um em 2000, troquei-o por outro em 2008 que foi queimado por um raio em 2010 e comprei este, onde estou digitando isto aqui agora. Portanto em quase 13 anos, só comprei 3 PCs.
Mas alto poder de processamento não vai sair de linha tão cedo, tablets nunca vão chegar nesse nível pois o fator bateria não permite (a menos que descubram um jeito novo de computar as coisas).
Se o fator bateria é importante, PCs como o conhecemos estão realmente fadados a sumir, porque os processadores Intel e AMD carregam um monte de equívocos de arquiteturas de seus antecessores, e só conseguem superar isso com muita gambiarra de engenharia pra rodar algo razoavelmente como em um laptop. E gambiarra em cima da gambiarra, isso vai decelerando imensamente a lei de Morre para a arquitetura Intel, deixando espaço para o concorrente que mais cresce, tanto em poder de processamento quanto em densidade: ARM. Esse ano a Calxeda já estará vendendo plaquinhas menores que um teclado com 64 cores ARM de 64 bits a 2 GHz, e já vimos aqui no br-linux o ODROID-U2 que tem 4 cores de 1.7 GHz, 2 GB de RAM e custa US$ 89. Isso já é maior que a capacidade de um laptop comum de 3-4 anos atrás (que teria 2 cores, se tanto)! A única coisa que vai faltar realmente é o porte do software todo de Intel pra ARM, mas a Microsoft está dando um ‘incentivo’ enorme aos fabricantes de software pra isso, e a Canonical também sugere que vai fazer (ou já está fazendo) certa pressão.
Não aposto na morte do Desktop, mas acredito que nossos desktops mudarão de arquitetura para ARM, que além disso ainda é mais eficiente em consumo de energia e vai economizar nas enormes e barulhentas ventoinhas que temos que usar. Acho que em parte também acontecerá com servidores, se não os corporativos, pelo menos os de empresas comuns.
O termo pós-PC pra mim é pouco dúbio. Augusto, seria no caso, a decadência do Personal Computer, o desktop i386/amd64?
Pois, se deixarmos de lado o tamanho, os tablets, smartphones e vários outros devices, nada mais são do que computadores miniaturizados. Usam a mesmíssima arquitetura Von Neumann.
A referência da Wikipedia sobre essa expressão pode ser uma fonte interessante para quem deseja entender em que sentido ela vem sendo usada: http://en.wikipedia.org/wiki/Post-PC_era
Tenho um PC há 10 anos e só vou trocando uma peça ou outra a cada 3 anos.
Celular eu troco 2 vezes por ano.
Uma coisa não tem nada a ver com outra.
Era pós-pc é um exagero, vejo eles apenas mudando de formato, mas ainda sendo PCs.
@Patola,
Por mais que acredite na capacidade das GPU+CPU integradas. Obrigar o usuário à trocar o PC ou mini-PC todo apenas para ter mais memória RAM ou uma GPU mais rápida não vai pegar, exceto se o custo da peça toda for menor que o custo do upgrade (muito pouco provável).
Se fizerem (talvez já exita e eu não sei), dispositivos ARM onde a memória, GPU e outros dispositivos não sejam solados ai sim acredito que o x86 comece a perder para o ARM nos desktops/servers. A principal vantagem do ARM é consumo baixo de energia. Quem quer muito processamento normalmente não liga tanto para a conta de energia.
Reparei no site que eles aceitam expansão de memória via mini-DIMM através dos “EnergyCard”.
Reformulando:
” Quem quer muito processamento normalmente não liga tanto para a conta de energia.”
“Quem quer muito processamento, normalmente não SACRIFICA processamento para reduzir conta de energia.”
@Augusto Campos: obrigado pela referência!