Dois desenvolvedores do KDE comentam sobre o Mir e Wayland
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Enviado por Marcos (marc0sΘgmail·com):
Esses dois projetos são relacionados fortemente e são componentes fundamentais do KDE.
O artigo fala sobre as implicações da escolha do Mir para o Ubuntu no desenvolvimento das distribuições derivadas do Ubuntu, como o Kubuntu, Xubuntu, etc.” [referência: thepowerbase.com]
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Politics as usual.
Não vai ajudar em nada os usuários.
Um reino dividido não sobreexiste !
Bem, vamos ver se a canonical apresenta um trabalho melhor e mais rápido que o wayland. Espero por anos o wayland sair e nada! Tenho medo de ser daqueles projetos que quando saem, já saem obsoletos!
Não temos reino. Temos é senhores feudais, preocupados apenas com seus feudos e temendo porque o Barão Shuttleworth está ficando poderoso demais.
Ainda nas analogias agrícolas-territoriais…
Shuttleworth está mais para o sócio da cooperativa que prosperou com essa, mas viu oportunidade de ganhar mais saindo e criando um concorrente. Para ganhar o bolo todo.
Não antes de todos também terem feito o mesmo.
Sob um ponto de vista naval:
Quando percebeu que cada um remava para um lado, Shuttleworth tratou de pular fora do barco e arranjou outro com um belo motor de popa.
@psantos, e com isso a comunidade do ubuntu ficou a ver navios (ou navio nesse caso)
psantos tem razão, cada um remava para um lado, vide briga KDE x GNOME que nunca vai acabar… é melhor acabar com picuinhas, porque se usam KDE dizem: “porque não usam gnome” e vice versa…
Imagina se a apple escolhe o X.org e KDE/GNOME ao Quartz e o DE deles…
Porquê não perguntam diretamente ao pessoal q mantém as *buntu o q eles acham?
Esse Aaron faz tempo q fala mal da Canonical sem saber os planos da mesma.
O X.org vai continuar sendo mantido nos repositórios do Ubuntu, então para os derivados não vai mudar nada.
>> Shuttleworth está mais para o sócio da cooperativa que prosperou com
>> essa, mas viu oportunidade de ganhar mais saindo e criando um concorrente.
Cooperativa. Sei:
http://www.webupd8.org/2010/03/ubuntu-is-not-democratic.html
O pessoal AINDA não entendeu que a Canonical é apenas “Free as in beer”, mesmo usando software que é “Free as in freedom”?
Ironmaniaco ganhando a thread de comentários no 11º. Parabéns.
@Ironmaniaco
Exagerou.
>>> Exagerou.
Acontece :) .
—
Voltando ao tópico da notícia, basicamente o que eles disseram foi:
- Patches do KDE para o Mir, devem ser tratados DOWNSTREAM. Só será avaliada a questão de patches para o Mir se houver grande adesão por outras distros(mesmo torcendo/alfinetando para que não haja).
- A Canonical podia ter anuniado o Mir, sem fazer FUD do Wayland por desconhecer seu funcionamento.
Eles estão errado por um acaso?
IronManiaco:
“O pessoal AINDA não entendeu que a Canonical é apenas “Free as in beer”, mesmo usando software que é “Free as in freedom”?”
Não digo que JÁ seja, mas parece se encaminhar para isso mesmo.
“- A Canonical podia ter anuniado o Mir, sem fazer FUD do Wayland por desconhecer seu funcionamento.”
Não, porque daí ficava mais claro ainda que é mais política que técnica a decisão. Isso sim é o que deixa indignado o povo: jogar o outro no fogo.
Sobre esse assunto, pensei numa daquelas matérias fakes de 1º de Abril, que se aproxima:
“Ubuntu vai mudar de nome.
Londres: A mais famosa distribuição Linux anunciou que irá trocar seu nome. Visto que Ubuntu significa “todos juntos trabalhando para um bem comum” e esse slogan não mais reflete como é desenvolvido o Linux, Mark Shuttleworth irá escolher um novo nome.
Embora o nome ainda não esteja definido, será buscada uma palavra africana que englobe os conceitos de Decisão unilateral e Obediência inquestionável aos líderes.”
Canonical fala mal dos atuais servidores de vídeo sem nunca ter feito ABSOLUTAMENTE NADA pra ajudar a melhorar.
>>> Sobre esse assunto, pensei numa daquelas matérias
>>> fakes de 1º de Abril, que se aproxima:
Pensei a mesma coisa quando anunciaram Qt/QML pra base da Unity.
>>> Não, porque daí ficava mais claro ainda que é mais política que técnica a decisão.
Faz sentido ao mesmo tempo em que eles poderiam ter justificado a futura “Ultra Flexibilidade” do Unity para atender a diversos dispositivos, ao invés de falar que o input do Wayland é “broken”.
Negócios e mais negócios…
No texto que o @IronManiaco postou aparece uma paragrafo que para mim é crucial.
“This is a difference between Ubuntu and several other community distributions. It may feel less democratic, but it’s more meritocratic, and most importantly it means (a) we should have the best people making any given decision, and (b) it’s worth investing your time to become the best person to make certain decisions, because you should have that competence recognised and rewarded with the freedom to make hard decisions and not get second-guessed all the time.”
Ou seja, não é por que você usa um gerenciador de janelas que você é a melhor pessoa para saber como desenvolver um e que features colocar nele. Não concordo totalmente com o rumo que a Canonical esta tomando. Mas gerencialmente falando essa é a única forma de manter um desenvolvimento de forma coesa.
Alguém aqui reclama pq o Linus escolhe os patchs que vão pro Kernel? Tanto que mesmo o pessoal da RH querendo colocar umas coisas absurdas de EFI ele bloqueou, sem votação… Ele disse que não e deu. E ninguém chama o Linus de Ditador.
@Ironmaniaco
Discordo completamente.
Disse algumas vezes para o Weber Jr aqui. Qual foi das 4 leis do software livre que a Canonical quebrou?
Lembram qual eram as 4 liberdades?
Liberdade 0: A liberdade para executar o programa, para qualquer propósito;
Liberdade 1: A liberdade de estudar como o programa funciona, e adaptá-lo para as suas necessidades;
Liberdade 2: A liberdade de redistribuir cópias do programa de modo que você possa ajudar ao seu próximo;
Liberdade 3: A liberdade de modificar o programa e distribuir estas modificações, de modo que toda a comunidade se beneficie.
Governança democrática nunca fez parte dos ideais de liberdade que RMS mapeou.
Então enquanto a Canonical seguir assegurar as 4 liberdades, Ubuntu continuará sendo “Free as in freedom”
Embora o nome ainda não esteja definido, será buscada uma palavra africana que englobe os conceitos de Decisão unilateral e Obediência inquestionável aos líderes.”
E eles estão com um problema. Pq o nome Slackware já é utilizado por uma distro.
No slashdot colocaram um trecho do Shuttleworth sobre o assunto. Essa parte em especial me chamou atenção:
“If you’ve done what you want for Ubuntu, then move on. That’s normal – there’s no need to poison the well behind you just because you want to try something else.”
Exato, só falta ele praticar isso. Substituam ali o “Ubuntu” por “Wayland” e tá perfeito pra situação.
“Alguém aqui reclama pq o Linus escolhe os patchs que vão pro Kernel? Tanto que mesmo o pessoal da RH querendo colocar umas coisas absurdas de EFI ele bloqueou, sem votação… ”
Pois então, como criticar ele querendo impedir que se coloquem absurdos que só interessam a um pequeno grupo ?
Maçãs e Laranjas. Completamente diferente do cidadão rachar o povo criando projeto próprio as custas de FUD pra cima de outro. Bastaria dizer que ele quer assim e pronto.
“E ninguém chama o Linus de Ditador.”
Como não, ele tbm é classificado como BDFL. Acho que é outro que curte o título.
A Canonical mudou demais depois que fez parceria com a Microsoft.
Vocês sabiam que a MS está pagando a Canonical para ter o Ubuntu no Azure (melzinho na boca)?
Até o discurso dos funcionários que anteriormente era de ódio contra a Microsoft, agora mudou para algo mais amigável, tipo: “A Microsoft mudou”.
Mudanças piores ainda estão por vir.
Eu uso Debian!
>>> Tanto que mesmo o pessoal da RH querendo colocar umas coisas absurdas de EFI ele bloqueou, sem votação…
Não vou nem comentar, pois parece que você desconhece o “circo” criado pelo SecureBoot, e a “cruz a ser carregada” que algumas distros criaram apenas para dar experiência out-of-the-box.
SecureBoot não é uma solução e sim uma gambiarra que pode ser desligada. O que o Linus criticou foi que, a abordagem deve ser mudada. O Kernel não precisa pagar os pegados da decisão de algumas distros de tirar o usuário pra burro, pois ele não sabe desligar o SecureBoot.
@Márcio Carneiro,
[ironia]Eles poderiam usar o nome suaíle “Dhuluma” (= ‘tirania’…)[/ironia]
Fãs do Ubuntu, não levem a sério! Isso é apenas uma piada, ok?
Pessoalmente, acho que Shuttleworth e cia. estão certos, buscando caminhos alternativos e o que é melhor para o Ubuntu, apesar dos mi-mi-mis de sempre. Infelizmente, a diversidade, que é a grande virtude do mundo Linux, é também causa de sua grande fraqueza. Isso é fato…
Boa sorte pro Ubuntu! E que todos sejamos felizes!
@Diogo
Assim como o LP fez o systemd, deixou de contribuir com o Upstart e depois quando o Ubuntu continua com o Upstart ele fica dizendo que a Canonical está tomando atitudes que dividem.
Hipocrisia, arrogância e ninguém diz nada, preferem ficar odiando mesmo.
@Ironmaniaco
Nunca falei que o SecureBoot é algo bom e que a decisão foi errada. Só estou comentando que mesmo o pessoal querendo seguir um rumo o Linus bateu o pé e disse que não. Apenas isso e acho certo ele ter o feito. E é justamente esse o pensamento da Canonical, se você entende do que esta opinando fique a vontade de dar sua opinião, mas não é eu aqui que uso ubuntu dizendo que eles deviam usar LXDE que eles devem mudar o DE, até pq eu não sei nada profundo desse assunto.
O medo deles é que o Ubuntu abandone de vez o KDE.
Mas isto não vai acontecer, pois o KDE oferece um excelente ecossistema de aplicações para todo o mundo Linux, e o Ubuntu se beneficia disto.
O que vai ocorrer é que o Mir será capaz de rodar tanto aplicações do Ubuntu, quanto aplicações do Gnome, Xfce, KDE e independentes de ambiente gráfico.
Obviamente haverão incompatibilidades.
O desenvolvedor do KDE falou que não vão aceitar patches de código exclusivos para uma distribuição.
Será que esqueceram que o Mir é software livre?
E se o Mir for um sucesso? Será que Fedora, Debian, Mandriva e outras distribuições não pensarão em mudar do X para o Mir?
A Canonical dará o primeiro passo, e se for um sucesso as demais distribuições entrarão na onda. Afinal, é software livre.
O KDE só tem a perder se não aceitar patches de código para melhorar o seu uso no Mir.
O KDE e o Gnome migrarem para o Mir será fácil: certamente a Canonical irá colaborar no trabalho de fazer as bibliotecas QT e GTK funcionarem perfeitamente no Mir.
Esse povo precisa mudar o pensamento que a Microsoft é uma empresa maligna e dominadora. É simplesmente uma grande empresa que tem um comportamento natural do mundo capitalista que vivemos e que qualquer outra organização que visa o lucro seria da mesma forma, mesmo a Canonical.
>>> O KDE só tem a perder se não aceitar patches de código para melhorar o seu uso no Mir.
Cara. Primeiro o Mir precisa DEIXAR de ser um VAPORWARE. Simples. Ninguém implementa nada ou aceita patches específicos de distro apenas “Por ser Ubuntu/Canonical” ou porque “Tem chances de ser um sucesso” como você mesmo disse.
Por mais que a Canonical dê um show de como lidar de maneira ruim com referido assunto, acho uma maravilha que eles tenham bolas, dinheiro e disposição para investir no SL.
Claro que seria maravilhoso se todo mundo concordasse, e tudo fosse um consenso geral. Mas, meus caros, desde que linux é linux, isso não é assim. Seja com sistema de pacotes, distribuições, instaladores, ferramentas de configuração, sistema de arquivos, desktops environments, navegadores e tudo mais.
Desde que o linus postou aquele famosa mensagem na mailing list do minix, contanto sobre seu clone, nada nunca foi consenso.
Se a canonical fizar o que o Mark acha deve, ótimo! O dinheiro é dele e o código é nosso. Portanto, se gostarem podem usar o ubuntu, caso contrário, devido justamente essa natureza do SL de abarcar diversas ideia e opniões, existem N outros sistemas/distribuições que podem ser usados.
Vamos deixar de frescura, abrir uma cerveja e ver o que irá acontecer! Dias muito interessantes no mundo do linux estão para acontecer.
Um abraço!
@Ironmaniaco
Aprenda a definição de vapoware antes de utiliza-la.
Chamar de vapor um software que foi anunciado tem 3 dias é forçar a barra.