Uma por uma: Entenda por que a FSF não endossa distribuições populares
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Enviado por André Machado (andreferreiramachadoΘgmail·com):
“É sabido que a Free Software Foundation endossa um número limitado de distribuições, as quais ela considera verdadeiramente livres, como é o caso do GNewSense ou do Ututo. No entanto, muitos usuários perguntam-se por que a organização não endossa distribuições populares e conhecidas – como Debian, Mandriva Free, Ubuntu ou Slackware. Nesta página mantida pela Fundação, você pode descobrir o que não agrada Richard Stallman na distribuição que você usa.” [referência: gnu.org]








Entendo que a FSF deva promover o Software Livre, mas, pelo andar da carruagem, o único “sistema operacional” que a FSF vai endossar no futuro, será o Emacs.
Será que vale a pena tamanho radicalismo?
Abraços.
Lembrando que uso apenas com Archlinux em meu notebook, e acho que o Software Livre já está bem consolidado.
Li essa parte do manifesto: “The version of the kernel Linux that they distribute includes blobs: pieces of object code, distributed without source, usually to help operate some device.” e lembrei de uma frase: “Hello!! Linux é open source!!”. ;)
O fato de que as distribuições que a FSF não endossa são as mais populares mostra que a coisa não é bem assim. Stallman é respeitado, mas não é tratado como Deus.
Os esforços em interoperabilidade são imensos, meu caro, inclusive em frentes que em nada agradam o Stallman – como Samba e Mono. O que a Comunidade Linux não pode fazer é ficar em uma posição de dependência completa de software proprietário. É importante, sim, procurar uma alternativa livre sempre que necessário.
Não faz muito tempo que instalei a distribuição gNewSense para testar. Surpreendentemente a ultima versão ainda utiliza o Gnome 2.22, se não me engano. Se eu estiver errado, por favor, me corrijam.
Conversando com um dos desenvolvedores da distribuição, obtive a seguinte resposta:
“Gnome mais novo? Porque? Existe alguma funcionalidade em especial que esta versão do Gnome não tem?”
Sendo sincero, não! Para utilizar o desktop eu não precisava da ultima versão. Mas como gosto de softwares mais novos, desisti da gNewSense.
Não sei se isso ocorre com outros softwares da distribuição, mas até isso não mudar, não vou usar :)
Seu comentário com uma generalização bem ampla está oculto porque outros leitores usaram o sistema de moderação com o qual você concordou ao enviar seu comentário pra cá.
Vendo as duas listas, a que a FSF não apoia e a que apoia, me bateu uma dúvida….
Qual das duas tem as distribuições com o nome mais feio.
BLAG (parece o som de uma gosma quando cai no chão);
Dynebolic (remédio para emagrecimento);
Kongoni (alguma coisa com macarronada);
por outro lado … o cara chega e diz … Aê … CentOS!!! pelo amor de São Stallman, não dá para fazer simples e bonito não … Ubuntu, Ubuntu, Ubuntu! Parece até grito de guerra! Ubuntu .. ou aê gostei do teu Ubuntu!
O que eu entendo da postura de FSF é que é uma atitude política, ou seja uma defesa de posição para abertura de novos caminhos. Eu uso Mandriva e já usei Ubuntu, Opensuse. Então não endosso, na minha vida prática as proposições da FSF, mas entendo que é uma defesa de posição, da parte desta organização. Defesa de posição que pode ou não ter desdobramentos. Um desdobramento possível seria a liberdade de criação e utilização de software em todos os sistemas operacionais.
>>>Concordo com o Renatim.
>>>
>>>Não é o software que é livre
Vamos explicar melhor então
F = Free
S = SOFTWARE(repita comigo, SOFTWARE)
F = Foundation
A questão não é VOCÊ se sentir livre pra usar WINDOWS ou LINUX. É a questão do software que É DISTRIBUIDO EM TAL DISTRO é um “blob”(binário, muitas vezes de licença dúbia), ou é um software dentro dos parametros que definem o Free SOFTWARE. Eles tem que defender a causa para a qual eles foram criados pombas.
Não é defendendo o extremismo, mas se é Free Software Foundation, eles tem que se no MÍNIMO, condizentes com os objetivos desta instituição. Basta ler o link de referência.
E outra, não sei nem porque, o carinha ali em cima tinha que citar o Windows. Sempre tem um “flamer” que faz isso…
@Gustavo Telubio
Então poste em qualquer outra notícia que tenha como título “Sou livre pra usar o que quero” e não “Fundamentos da FSF”
O Assunto aqui é “Software Livre” e não “Liberdade de escolha”…
Vocês querem que a FREE SOFTWARE FOUNDATION apóie NOT FREE SOFTWARE?
Ah, tenha paciência, né!
E quanto ao Stallman, não o conheço, mas sei de sua fama de esquisito e tudo mais. Contudo, isso não muda o fato de ele ter contribuído bastante para um modelo de computação que temos hoje. E só isso pra mim já basta para que ele tenha o meu respeito.
Agora, se vou seguir suas sugestões ou não, é problema meu.
@ Renatim
Também gostei do teor dos seus comentários EXCETO pela generalização desnecessária.
Alguns que criticam o Stallman precisam entender o seguinte: a função de uma bússola é ajudar a pessoa a saber em que direção ela está indo, não forçar a pessoa a seguir determinada direção. A pessoa pode tomar a decisão de seguir determinada direção, analisando o custo/benefício e a conveniência, pode até mudar de idéia no futuro por causa de alguma consequência indesejada, mas não pode alegar que alguém não o avisou ou não indicou para onde estava indo.
A função do Richard Stallman no software livre é essa. Ninguém é obrigado a concordar com ele, mas muitas de suas radicais idéias/receios às vezes se confirmam. Por exemplo, o que Stallman tem falado sobre colocar os dados nas nuvens, sob controle proprietário, tem certo sentido, confirmado pelas notícias recentes. Entendo as suas idéias neste aspecto, mas prefiro na prática ser diferente. Eu me beneficio muito hoje de colocar meus dados nas nuvens, acessando-os em qualquer lugar. O mesmo se dá quanto às distribuições, eu não sigo as recomendações da FSF, mas acho que ela deve sempre se pronunciar sobre o que apóia ou não. Cabe a mim, no final, decidir. E a FSF não me força a tomar determinada decisão.
Para quem fez comentários sem noção, aprendam a distinguir
http://pt.wikipedia.org/wiki/Software_Livre
http://pt.wikipedia.org/wiki/Livre_Arb%C3%ADtrio
@Renatim
Da pra parar de falar de Windows, que não tem nada a ver com o assunto?
Ninguém tá discutindo o mérito da bitolação de ALGUNS usuários de SL. Estamos apenas discutindo os parametros que definem se uma distro DEVE ou não ser endossada pela FSF.
Parece que você se esconde neste tipo de justificativa, de “guerra santa do software”.
@Ironmaniaco
Acho que você leu meu comentário apressadamente. Em essência, pensamos igual, mas você entendeu outra coisa. Talvez eu não tenha me expressado bem: concordo e acho necessário que o Stallman divulgue suas idéias, o mundo Linux não seria o que é sem Stallman, se ele não existisse teríamos que inventá-lo. Sacou agora?
@André Caldas
Clap, clap, clap… Muito bem dito.
Abs!
@Renatim
Photoshop é bom em relação a que ou para quem?
Você precisa entender é que para um adepto do software livre, como o RMS, o Alexandre Oliva e diversos outros inclusive eu, software proprietário é ruim. Não interessa nem os recursos que ele implementa. Logo, optamos por não usá-los. Não é radicalismo, é preferência e consciência. Não espere que os ideais do software livre sejam sacrificados em nome da interoperabilidade.
Se você acha que deve utilizar software proprietário, use! Você é livre para escolher o excremento que consome. Mas isso não lhe dá o direito de criticar quem não quer usar. Você até tem esse direito, mas com certeza esse não é o post adequado.
Respeito, amigo. Faça suas escolhas e respeite as escolhas alheias!
O objetivo do Nouveau é desenvolver um driver que não dependa da boa vontade da NVidia. O Nouveau pode ser melhorado mesmo que a NVidia decida mandar os usuários de Linux catar coquinhos e batatas na beira do asfalto. Não é só uma questão de ideologia, há também questões práticas envolvidas.
Interagir com software proprietário é bom. É necessário, porém, ter em mente os riscos em dependências excessivamente fortes entre o software livre e o proprietário.
>>> Muito bem. O que gerou essa decisao d FSF de
>>> nao endossar as grandes distros?
http://www.gnu.org/distros/free-system-distribution-guidelines.html
Interpretação de texto faz parte da leitura de uma notícia. As distros que não entram nos guidelines, distribuindo “blobs” estão fora. SIMPLES.
>>> Pra mim, nao faz a minima diferenca colocar blobs no
>>> Kernel, usar Opera etc.
Pra você não faz, nem pra mim(que uso um firmware da Broadcom 4334, na minha wireless), mas eles são a FSF(Free Software Foundation) e não BSF(Blob Software Foundation) ou ainda AFSF(Almost-Free Software Foundation)
>>> Eu uso software livre tranquilamente.
Eu também meu caro, e NINGUÉM está “tolindo” sua liberdade de escolha, nem mesmo os papers te forçam a usar as distros por eles endossadas.
>>> maioria daqui nunca sequer tinha ouvido falar
>>> das que estao na listra de recomendacoes da FSF.
Que bom. Mais distros pra serem conhecidas, e “conhecimento não ocupa espaço” já dizia minha mãe.
>>> . O que eh gratis eh livre? Nao necessariamente.
>>> O que eh livre eh gratis? Nao necessariamente.
Ponto pra você. O Software livre faz parte do mercado capitalista, e aposto que se existisse uma distro baseada no red hat, fosse também enterprise e não possuisse BLOBS, ela seria endossada.
Em nenhum momento dos pappers ele atrela PREÇOS aos fundamentos de como uma distro é classificada ou não como “FSF-Compilant” ;)
A provocação do Augusto deu bons resultados. Acho que essa está sendo uma boa discussão, com comentários relevantes, de ambos os lados – mesmo com os excessos.
André Caldas e Fábio Prudente, só quero ressaltar que o texto da notícia não é de minha autoria, foi enviado pelo André Machado.
O Free Software é ótimo e usa quem quiser.
>>> Ate porque, se fala tao mal do Windows e softwares
>>> proprietarios por aqui,
>>> E se quer ver filmes 3D, tera que usar codecs proprietarios
>>> e ifringir algumas licenças… Logo, nao ha motivos para
>>> reclamar do 3D Vision ser para Windows.
Então vá para sites onde o Software proprietário é o centro da conversa. Você trata as coisas com muito no extremismo. Só porque eu não quero usado o Vision 3D(por exemplo), tenho que me sentir culpado por TUDO que uso que é “non-free software”.
O colega @Thiago Arbex citou o 3d vision muito mais como a “militância” do software livre para implementar uma solução livre viável, ou utilizar padrões abertos(ou convencer as empresas a usar), que são iniciativas que geralmente são lançadas pela FSF, ao invés de dar mérito para o SO que você usa para tocar vídeo e ver 3d….
esplêndido comentário, Amazônida! Me poupou bate-boca desnecessário com sem-noções.
@Todos,
Acho que seria legal se não moderássemos tanto negativamente. É importante que o Renatim possa dar sua opinião! Também é importante que essa opinião esteja disponível. :-)
Decidir o que é e o que não é bom argumento ou bem fundamentado é papel de cada leitor.
André Caldas.
PS: Acho que vou parar de assinar “André Caldas” ao final. É meio redundante… :-)
Não alimentem os trolls
Bem, a questão das distros serem ou não RECOMENDADAS, frisando bem essa palavra, é como o pessoal acima já disse. Se a distro não tiver realmente nada que tenha o código fechado, ela é recomendada. Por esta entrevista, o Stallman diz quais coisas, por exemplo, que ele não gosta de ver em uma distribuição, como certos módulos proprietários. Muita gente sabe que nem o Ubuntu e o Fedora são 100% puros, pois para aumentar a compartibilidade de hardware, são inclusos certos firmwares não livres no sistema. É tanto que surgiu a distro Gobuntu, que prova esse ponto.
Pelo que observei também, a notícia fala apenas de como o pessoal da FSF trabalha/faz sobre a recomendação de softwares livres, e não de discussões ideológicas (apesar que a FSF também trabalha nisso). As discussões aqui estão até saindo do foco principal do assunto.
Mas, entrando no bonde, a recomendação da FSF tem sua importância porque aos poucos vai pressionado os desenvolvedores de softwares e de hardware a abrir suas especificações, de forma a garantir alguma vantagem no mundo da informática, pelo menos comercial (fazer parte de uniões, cooperativas, consórcios, etc). E por outro lado ajudar a tornar o Linux um sistema cada vez melhor, no momento que um código fonte puder ser melhorado livremente, aumentando seus recursos e desempenho.
Só uma contribuição: Stallman não é Deus, ele é Saint IGNUcius…
http://www.webweavertech.com/ovidiu/weblog/gallery/richard-stallman/richard-stallman-Pages/Image1.html
O.O.
(Depois que o Debian saiu das asas de Stallman ele deixou de ser um SO endossado.)
A política da FSF é muito simples: ou estão comigo ou são o inimigo. E para facilitar a militância, mantém uma lista de distros “inimigas”.
Richard Stallman é um invejoso, porque um estudante desconhecido da Finlândia conseguiu o que ele nunca conseguirá com o Gnu/Hurd — ter um SO Unix-like funcional e amplo espectro (http://linux4u.jinr.ru/usoft/WWW/LJ/issue30/issue30.html#ftp30). Mesmo contando a historinha de que “most operating system distributions based on Linux as kernel are basically modified versions of the GNU operating system” (http://www.gnu.org/gnu/gnu-linux-faq.html#why), como se o Gnu OS alguma vez tenha sido realmente funcional.
Eric S. Raymond diz que “some people object that the name “Linux” should be used to refer only to the kernel, not the entire operating system. This claim is a proxy for an underlying territorial dispute; people who insist on the term GNU/Linux want the FSF to get most of the credit for Linux because [Stallman] and friends wrote many of its user-level tools. Neither this theory nor the term GNU/Linux has gained more than minority acceptance.” (http://www.jargondb.org/glossary/linux)
E por que apenas alguns poucos adotam ou insistem veementemente queo o termo Gnu/Linux seja universalmente adotado? Porque preferem ficar com este quid pro quo (http://www.pcmag.com/article2/0,4149,25130,00.asp) do que desenvolver software livre de ainda melhor qualidade.
Acreditar que, se não fosse Stallman, não teríamos software livre, é dar-lhe capacidades sobre-humanas, é torná-lo um deus. Mesmo que ele não conceituasse o software livre, as circunstâncias em que isto ocorreu poderiam ter tido como protagonista qualquer outra pessoa no planeta — e provavelmente teríamos seguidores fanáticos desta outra pessoa (ou não), porque a história e as ideias não são lineares afinal.
Comentário interessante, concordo.
E para os “ditos” desenvolvedores que apareceram por aqui, aprendam a lição básica de Linus Torvards:
“Dados olhos suficientes, todos erros aparecem”.
“Acreditar que, se não fosse Stallman, não teríamos software livre, é dar-lhe capacidades sobre-humanas, é torná-lo um deus.”
Não concordo, o Software Livre com ou sem Stallman existiria… mas será que existiria como hoje?
A GPL e o Copyleft foram coisas que Stallman, querendo ou não, definiu e foi um grande avanço para toda comunidade por trás disso hoje.
Querer desqualificar Stallman porque “sem ou com Stallman o SL existiria” é surreal e sem sentido.
Eu, por exemplo, acredito que o software livre teria evoluído muito mais se o Linux não tivesse aparecido. Afinal de contas, Linus não é nenhum deus com capacidades sobre-humanas e tal…
Eu acho muito mais fácil acreditar que sem o Stallman não haveria software livre do que acreditar que sem o Linus não haveria um SO livre. Afinal de contas, o trabalho do Linus demandou apenas “engenharia”, enquanto que o do Stallman demandou genialidade. Stallman está muito à frente de seu tempo. Linus está exatamente no seu tempo. Nem atrás, nem à frente. Ou seja, no tempo de aproveitar o embalo que o software livre lhe proporcionou.
Dar crédito ao Stallman pelo software livre é uma simples questão de justiça histórica.
@Ozzy
Nao falei? Ta ai a prova da religiosidade do povo do GNU/LINUX (como Santo Stallman frisa que deve ser chamado).
@Joao Santana
Ate que enfim alguem compreendeu o que quero dizer!
Louvem a Santo IGNUcious!!
http://pt.wikipedia.org/wiki/Software_Livre
Software livre, segundo a definição criada pela Free Software Foundation é qualquer programa de computador que pode ser usado, copiado, estudado e redistribuído sem restrições.
Vejo um pouco de hipocrisia nisto… se nao tivesse restricoes eu poderia distribuir o software sem ser obrigado a distribuir o fonte de minhas modificacoes… liberdade deveria valer para os 2 lados. Acho q o rotulo “software livre” eh muito presunçoso pois coloca um monte de restricoes para apenas 4 liberdades… deveria chamar de “Software GNU”
Tirando extremos, nao desmereco o papel do Stallman pra muitos progressos no software livre, por outro lado acho errado ele e os militantes desmerecerem o linux. O linux teve um papel muito mais importante para popularizar o software livre do q o inverso. Se nao o linux nao permitisse de forma alguma os blobs, codigo proprietario, etc a comunidade do SL seria muito menor, por menos pessoas tendo contato com isto, por consequencia mais defasada ainda em termo de compatibilidade com drivers “livres”. Hoje se tem mais empressas abrindo o codigo nao nescessariamente por causa de Stallman, e sim pq veem que eh beneficio pra elas por causa da aceitacao crescente de sistemas linux entre seu mercado alvo. Vcs acham q isto aconteceria em um mundo onde o linux soh fosse permitido software 100% livre? Vcs a comunidade ia ser maior do que hoje é, com menos suporte a hardware por nao ter o suporte aos binarios fechados???
Stallman devia promover o desenvolvimento do SL e nao fazer campanha para limitar as opcoes de quem prefere usar SL qnd possivel mas gostaria (e nao se importa) de ter as opcoes proprietarias, sendo com DRM ou que seja, qnd nao se tem opcao (digamos 90% dos usuarios e aumentando)… esta falta de liberdade do software(nao)livre acaba limitando a aceitacao e crescimento maior da comunidade
@rodrigo:
Se isso fosse liberdade, então nos países que se dizem liberais, o direito das pessoas não deveria acabar onde começa o direito de outras pessoas e elas deveriam ter o direito para matar outras pessoas, pela liberdade.
De onde você acha que vem a analogia “BSD, licença para matar”?
o que eu acho de lascar é o stallman não endossar os bsds, por tornar disponivel um banco de dados que indica como instalar software proprietario, e endossar o wine, que possui um banco de dados que indica como instalar software proprietario.
@erico
o ubuntu usa o driver livre por padrão
@Rodrigo,
Sua (da wikipedia) definição de Software Livre não está correta. Essa negócio de “sem restrições” não faz parte da definição da FSF como você afirma. Portanto, não há hipocrisia. (referência: definição de software livre pela FSF.)
É também do Stallman a criação do conceito de copyleft e por isso você tá fazendo confusão.
Você está misturando as coisas! Não existem “um monte de restrições para apenas 4 liberdades”!! Que restrições!? Tá falando de software livre ou de copyleft?
Para ser considerado software livre precisa satisfazer 4 liberdades. Não precisa ter restrições pra ser livre!!
Outra bobagem é essa coisa do “Software GNU”. Se um software não faz parte do projeto GNU, não tem porque chamá-lo de GNU. Aí ia ter um monte de gente acusando o Stallman de querer crédito pelo que não fez!!
Nem todos gostam do nome “software livre”. Mas acredito que essa discussão já nem existe mais. Muita gente prefere “open source” (código aberto). No entanto, código aberto também é ambíguo, haja visto que nem tudo que tem o código fonte disponível é “open source” pela definição da OSI.
Não estou desmerecendo o Linux. O Linux foi importante, mas assim como alguns acreditam que o software livre seria a mesma coisa ou até melhor sem o Stallman, eu pessoalmente acredito que o software livre estaria hoje muito melhor se o Linux não tivesse aparecido. Isso é para alguns difícil de imaginar… imaginar um mundo sem BLOBs é um pouco mais fácil que imaginá-lo sem Linux. ;-)
Que inverso, cara pálida?
Muitas vezes, fazer exceções é uma questão de estratégia. É meio complicado afirmar com certeza qual é o melhor caminho. Eu sou a favor de não se apoiar BLOBs ou qualquer tipo de software proprietário. Em geral, quando se faz isso há exclusão. Por exemplo, o caso do applet java de 64 bits. Ou o caso do sei lá o que 3D das placas da NVidia. Você permite isso hoje, amanhã vai ficar dependendo da boa vontade do fabricante, que diga-se de passagem morre de vontade de ajudar você a não precisar comprar um novo equipamento. :-P
Hoje, se tem mais empresas “abrindo o código”, blah, blah, blah… é por causa da GPL.
Na verdade, é fato que o “linux” (acho que você confunde o kernel com software livre) só permite que seja ligado a software 100% livre. Quem não o faz está cometendo infração de direito autoral. Esses que cometem essa infração o fazem simplesmente porque não é fácil obrigá-los a respeitar a licença.
Portanto: sim, eu acho.
@Rodrigo,
E porque você acha que o DRM está “crescendo”, como você mesmo diz? Não seria porque as pessoas abrem mão da liberdade? É a liberdade de abrir mão da liberdade. É como trabalhar por meio salário mínimo… melhor do que nada, né? Só que se todos fizerem torna-se uma obrigação para os demais. Se pessoas como você não aceitassem DRM, eu não seria obrigado a ficar sem acesso a cultura.
Se não fosse por causa de pessoas como você que fazem contratos de fidelidade com operadoras de telefonia móvel, eu não seria obrigado a ter que procurar alternativas. Você se vende e a sociedade perde muuuuito mais.
Imagine que você pudesse, no momento que faz um contrato com uma operadora de telefonia, abrir mão da portabilidade numérica! Seria o mesmo que não existir portabilidade numérica!! Todos seriam obrigados a abrir mão!!!!
Imagine que você pudesse dar o dedo mindinho como garantia do pagamento de uma dívida! Você não quer a liberdade de poder fazer esse tipo de contrato? Não é um absurdo que você não possa dar o dedo mindinho como garantia? Se esse tipo de coisa fosse permitida quase todo mundo que eu conheço hoje, já teria perdido um dedo em cada mão. :-P
Por favor, não venda a MINHA liberdade!!
@André Caldas,
Sao as proprias liberdades que impoem restricoes implicitas. Por exemplo
1 – A liberdade de estudar como o programa funciona, e adaptá-lo para as suas necessidades (liberdade nº 1). Acesso ao código-fonte é um pré-requisito para esta liberdade;
Se for considerar apenas a liberdade, uma licenca q nao obrigasse a distribuir o codigo fonte satisfaria isto. Vc poderia esturar e adaptar o programa qnd o fonte fosse disponivel, teria a liberdade de debugar, fazer reengenharia reversa, editar ate o proprio binario.
Isto nao é eficiente, mas é o conceito real do termo, liberdade de um lado não neutralizando o outro.
Na realidade o termo liberdade pra ter o efeito mais desejado seria “garantia” junto com as restricoes. Por exemplo eu nao gosto de nao ter a liberdade de fazer e distribuir um hack em algum binario GPL ou uma customizacao maluca no fonte (as famosas gambiaras) e compartilhar soh o binario para quem quizer usar, sem precisar empacotar fonte ou alteracoes q fiz junto. Faria para satisfazer a GPL, mas isto como uma obrigacao e nao uma liberdade pois nao tenho opcao nenhuma.
Por isto q chamei software GNU, poderia ser GPL, pois acho q o livre ta mais pra um rotulo/nome proprio que algo q indica total liberdade. A BSD eh mais livre neste ponto.
A filosofia do software livre estaria mais “pura” sem o Linux, se isto é melhor entao estaria sim, só que não seria tao popular. O exemplo é o proprio artigo… olha a lista de distros q a FSF endossa, quem usa elas se nao os puristas??? Sem o linux, principalmente nas distros que tem os repositorios nonfree, para introduzir o software livre aos poucos a comunidade seria muito mais restrita.
SO suportando todo hardware de uma maquina seja com software/driver fechado, atrai mais usuarios, da onde alguns destes viram desenvolvedores, que fazem mais aplicativos, que deixam o sistema agradavel para mais usuarios, que torna uma base grande para ser economicamente viavel para os fabricantes gerarem drivers menos restritivos/free para o sistema, que atraem mais usuarios ainda, etc… eh um circulo vicioso que acelera a aceitacao do sistema e que puxa junto o desenvolvimento do SL.
Eu nao vejo como limitar o proprietario para alavancar o crescimento do SL em paralelo poderia ter feito o SL estar abrangendo tantas areas assim hoje em dia. Muita gente nao continuaria em um SO proprietario se nao tivesse flash e skype pra linux por exemplo. Possivelmente nao teria uma comunidade grande o bastante para ter feito o java ser aberto, e assim vai.
Explicado acima, e repetindo… o fato de ter distros 100% endossadas pela FSF ajudou em qnt a popularizar estas distros??? Bem menos que o linux ajudou a popularizar aplicativos SL. O q pupulariozou o linux foi ter um sistema usavel, maduro para uso popular, e isto inclui o software proprietario tb.
Nao confundo, mas por conveniencia, errado ou nao (outro topico) como a maior parte das pessoas, prefiro chamar o sistema de linux e simplesmente kernel qnd me refiro soh a ele em particular.
Em um mundo que o gnu-linux só permitisse software livre, hoje teria na melhor das opcoes a mesma quantidade de drivers livres/programas, pois ninguem q nao liberou ate hoje nao teria liberado um software ainda mais com uma abrangencia muito menor de usuarios. Por outro lado imagino que teria-se muito menos software que hoje é livre, pelos motivos que ja falei acima.
@Rodrigo,
Seus argumentos são tão adaptativos e falaciosos que eu até fico desanimado a responder. Vai ficar igualzinho quando minha avó conversa com o meu avô… cada um tá falando de uma coisa diferente. :-)
Acho que a gente tá concordando! Você tá confundindo “copyleft” com “software livre”. O que você acabou de afirmar é que a “BSD modificada” é uma licença livre. Ninguém discorda de você!!
A questão é que você ainda não identificou onde seu raciocínio está empatando. É o seguinte:
Qualquer definição é em essência restritiva. É a definição de X que diz o que é e o que não é X. Quanto mais restritiva a definição, menos coisas poderão ser classificadas como sendo X. O que você está dizendo (leia seu post direitinho) é que a definição de software livre deveria ser menos restritiva, permitindo assim, que um software que você “compartilhar soh o binario” (suas palavras) seja livre. Ou seja, você quer que a definição de software livre seja menos restritiva, certo?
No entanto,
Agora você quer que software sob a GPL não seja considerado livre… ou seja, quer que a definição de software livre seja MAIS restritiva! No fundo, no fundo, todos entendemos o que você quer dizer. O único problema é que você embanana as definições e os conceitos. Típico de quem acha que não é importante enfatizar a distinção entre “linux” e “software livre”. Minha sugestão é que você tente organizar suas ideias para poder expô-las melhor. Caso contrário, quem está argumentando com você se vê trocando o foco da discussão cada vez que você dinamicamente muda o significado de termos como “software livre”, “copyleft”, “linux”, etc.
Vou dar uma outra dica pra você parar de fazer confusão. Perceba que no seu exemplo do código que você modificou e distribuiu só o binário, existem DOIS softwares. Um antes das modificações e um depois. O que não é livre é sua versão modificada. Do mesmo modo, um software sob a licença “BSD modificada” é livre, mas no momento que a MS (eu queria usar $) pega o seu código livre e coloca em seu sistema proprietário, essa versão modificada deixa de ser livre. No seu primeiro argumento, você quer que o windows seja considerado livre, no segundo, você quer que software sob a GPL não seja considerado livre. Dúvida que sua confusão seja tão prejudicial? Então eu vou fazer a mesma afirmação que você tá fazendo, só que usando os termos corretos:
- Software sob “copyleft” é livre (GPL), mas software livre (BSD) nem sempre é “copyleft”. (afirmação óbvia!)
Ou seja, cê fez uma confusão danada, acusou pessoas de serem hipócritas e tal… tudo isso pra fazer uma afirmação óbvia como essa.
Só se for no país das maravilhas! Falando sério, agora me deu vontade de rir! Então você tá dizendo que permitir BLOBS vai magicamente fazer com que fabricantes contribuam (deem retorno) com drivers livres!?
Acho que o kernel BSD é o contra-exemplo mais simples. O BSD permite que você o ligue com drivers proprietários, no entanto, as contribuições de empresas/fabricantes ao linux são muito maiores! Por quê isso ocorre? Não seria porque o linux é copyleft e o BSD não é?
Concordo que a questão é estratégica. Depende dos seus objetivos e da sua crença. O objetivo de pessoas como você é ter um “bom linux”. O meu é ter liberdade. O meu objetivo é não ficar à mercê de grandes corporações. Acho que o meu objetivo é muito mais “cool” que o seu. :-P
A minha crença é que soluções imediatistas são em geral ruins a longo prazo. Se as todos tivessem interesse na mudança, uma solução imediatista seria muito bom. A questão é que muita gente quer ver as soluções imediatistas tomando conta de tudo. As soluções dessa natureza são, por exemplo, a causa das irregularidades e super-faturamento das licitações e tal (eu acho). Mas isso é outra história…
Você realmente precisa organizar SUAS ideias. Vou dar uma ajuda. Acho que o que você quer dizer é que:
- O “linux” ajudou mais o “software livre” que a “FSF”. (ou o “Stallman”, ou a “GPL”, sei lá… você não disse!)
Note que não existe um “inverso”! A menos que você esteja dizendo:
- O “linux” ajudou mais o “software livre” que o “software livre” ajudou o “linux”.
Falta precisão. Se você não argumentar com mais precisão e com menos emoção. O seu “sentimento” eu compreendo, mas você precisa de argumentos. Caso contrário a discussão não vai pra frente.
Tá comparando maçãs com helicópteros!! Não merece nem mesmo uma resposta. Não é possível que você mesmo não acredite que está dizendo uma grande bobagem.
Fala muita bobagem quando fica emotivo. Por exemplo, quando concluiu que sou religioso só por que sou devoto de “Saint IGNUcius”!!
Ah… e não sou “povo do GNU/Linux”. Não sou nem mesmo “povo do GNU”!! Sou “povo do SOFTWARE LIVRE”.
[...] Uma por uma: Entenda por que a FSF não endossa distribuições populares: Enviado por André Machado (andreferreiramachadoΘgmail·com): “É sabido que a Free Software Foundation endossa um número limitado de distribuições, as quais ela considera verdadeiramente livres, como é o caso do GNewSense ou do Ututo. [...]
Eu não me preocupo muito com o que a FSF endossa ou apóia. O que não quer dizer que eu a despreze, muito pelo contrário, ela tem o seu papel no desenvolvimento do conhecimento livre. Porém, infelizmente temos que conviver com Blobs, isso é um fato e sem eles provavelmente não conseguiríamos ter uma vida normal hoje. Ela está certa em não endossar, o objetivo é alcançar o conhecimento livre no futuro. Sempre que possível eu uso software livre e espero que um dia tenhamos mais distros com o “selo de pureza” da FSF. Por enquanto essas distros tem que sobreviver, mas confio nas distros que sempre tentam forçar para usar FSF.
Muita coisa era só código fechado antigamente, um bom exemplo é o okular substituindo o Acrobat Reader. Melhor, mais leve e robusto que o seu equivalente non-FSF. Há dez anos era o Acrobat Reader ou o xpdf, que era bem ruim. Outro exemplo são os drivers de vídeo ATI, que hoje temos as duas opções. E a opção endossada pelo Gentoo logo que os open-source drivers estavam bons para produção foi parar com o suporte aos binários. Estamos caminhando.
Perles
O dono do seu projeto tem todo o direito de fazer o que quiser com o projeto dele .
O que realmente se discute é se o dono do projeto pode impor regras aos outros ou não .