Excesso de distribuições: o paradoxo da escolha
| Tweet |
|
Enviado por Guilherme Mac (gui84macΘgmail·com):
A falta de escolha no mercado de consumo é ruim. Relembrando com o exemplo do sistema operacional líder, quando só se tem um único produto dominante, você não pode escolher o melhor custo-benefício, tendo que pagar um alto preço, ficar dependente das estratégias comerciais de uma única empresa e até mesmo possibilitando uma estagnação tecnológica.
Com base nas teorias de Barry Schwartz, professor do departamento de psicologia do Swarthmore College, fica fácil de perceber que o excesso de distribuições Linux é ruim, fazendo o consumidor ficar infeliz , prejudicando seu senso avaliativo, diminuindo o fator prioritário para qualquer sociedade, a qualidade de vida – afinal, a busca da qualidade de vida deve ser a prioridade de qualquer sociedade, de qualquer Estado, de qualquer sistema econômico.
Em seu livro “O Paradoxo da Escolha. Por que mais é menos” o professor Schwartz afirma e mostra como a autonomia da pessoa humana, a liberdade de escolhas, está relacionada com a queda da qualidade. Barry Schwartz, explicando “a busca da satisfação”, idealizado pela economista ganhador do Nobel, Herbert A. Simon, diz que há pessoas “maximizadoras” e as que “buscam a satisfação”. Enquanto os que buscam a satisfação são regidos pelo pensamento do suficientemente bom, os maximizadores são uma parcela significativa da população que nunca estão satisfeitas com a opção que escolhem, e nesse grande segmento da população é que o excesso de distribuições Linux cai em uma armadilha. (….)” [referência: guilhermemac.blogspot.com]
• Link direto para este post: http://br-l.org/!21551
• Siga no Twitter: @brlinuxblog e @augustocc
• Mais posts do mesmo tema: Comunidade









O excesso de distribuições causa também uma dor de cabeça imensa para qualquer um que queira desenvolver algo para o Linux. Eu gostaria de uma )!(@*&#!)(*@&#(!* de um formato que me permitisse distribuir meu software sem que, para cada distribuição, houvesse instruções específicas, incompatibilidades específicas. Eu não queria ter que me preocupar, por exemplo, com a imensa lasanha que é a arquitetura de som para o Linux. Para alguns pode ser uma maravilha ter zilhões de escolhas. Para o usuário final, é um porre.
Não vejo um fim para isso – tem gente que ama ficar compilando tudo do zero e acha que isso é ser usuário Linux de verdade. Eu já fiz isso muitas vezes, e não tenho tempo ou paciência para ficar fazendo isso.
É por essas e outras que enxergo o Linux como um SO de nicho para desktops. Considero-o razoavelmente estabelecido e com uma base de usuários relativamente grande, mas sempre atenderá somente a um nicho específico (em DESKTOPS, que fique bem claro).
Se houvesse somente uma distro, o Linux saltaria de 1% para uns 10%, certamente! Ou não ?
Não. Ubuntu é o mais conhecido e assim mesmo é só parte desse 1%.
Red Hat é bem famoso no mundo servidor e também é parte do 1%.
FreeBSD tem poucas “distros” ou forks e assim mesmo tem menos ainda.
Branding é importante, mas essa ladainha de “muitas distros são uma perdição” é muito chata.
Por mim pode existir quantas distribuiçoes o mundo quiser, acho q é necessario somente um padrão em relação a arquivos de config. pacotes, pastas e outras coisas do tipo!