Criador do Ginga anda preocupado com os rumos de sua criação
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Trecho do post no Circuito DeLuca:
Troquei vários e-mails hoje com o professor Luiz Fernando Soares, da PUC-Rio, sobre a interatividade na TV Digital e o surgimento de um mercado das implementações do middleware Ginga já em uso pelos consumidores.
Na conversa, o “pai do Ginga” voltou a revelar alguma preocupação com a necessidade de testes de conformidade das implementações do middleware já existentes em relação às normas, para assegurar a compatibilidade das aplicações interativas com os produtos usados para rodá-las. E também com fato de só uma empresa, até agora, ter desenvolvido uma implementação do Ginga completo.
Do ponto de vista da disseminação e consolidação do padrão brasileiro de interatividade, seria bom que outras também o fizessem.
Como já há algum tempo venho solicitando uma entrevista com o professor, ele autorizou a publicação da conversa no link a seguir. (via idgnow.uol.com.br)
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A inclusão digital no Brasil é feita com PCs velhos com windows, para usar Orkut e MSN.
Acho que pela TV não vai colar mesmo. Até o próprio criador já percebeu…
Acho que muita água ainda vai rolar nessa história, a questão de inclusão digital é econômica e não propriamente e unicamente de tecnologia. Intereatividade pela tv digital dependerá do uso de um serviço de internet contratado a parte, provavelmente usando a infraestrutura telefônica ou de sistema via satélite usando o conversor. As duas opções ainda estão distantes economicamente de nós.
Quanto a adoção da tecnologia e a questão da conformidade com padrões essas ainda exigirão um esforço político e de convencimento do padrão, até para evitar atitudes monopolistas sobre a implementação.
Acho que as gestões junto à ITU-T muito mais promissoras do que somente atuar em questões domesticas, pois nokia e lg são emprsas mundiais, e se houver um padrão mundial será muito mais interessante para elas, e outras empresas, produzirem produtos compatíveis.
É uma coisa natimorta, todo mundo que tem um mínimo de percepção já sabia desde que se falou nele a primeira vez. Já há TVs com acesso direto à Internet, e em poucos anos dominarão o mercado, sem que tenha que haver um maior esforço por desenvolver um novo sistema (ainda por cima restrito como o tal Ginga), apenas utilizando o que já existe hoje, como o Android, por exemplo. O custo para ter essa TV com Ginga ou de ter uma TV diretamente plugada na internet hoje é alto, e quem poderia pagar por uma TV com o Ginga, prefere uma TV que já conecte na Internet. Em poucos anos, TV e internet interagirão completamente sem precisar de sistemas “jaboticaba” como esse Ginga.