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GNOME, KDE e o trem da História, parte 2

O Elvis Pfützenreuter, integrante do seleto grupo dos dinossauros da comunidade Linux brasileira que continuam atuando na cena do código aberto, publicou o segundo volume da sua análise sobre o desenvolvimento histórico dos projetos KDE e GNOME, aprofundando a comparação sobre suas arquiteturas, as questões do Qt e Gtk+, e a forma como cada um deles responde a uma série de demandas.

Li e achei interessante. Separei um trecho:

“E o GNOME? Na minha visão, as peças do GNOME, ou que nasceram sob os auspícios do GNOME e que hoje fazem parte do FreeDesktop, têm grande chance de sobreviverem ao GTK+, pois tornar-se-ão os “equivalentes Linux” dos componentes encontráveis em outros desktops.

Por exemplo, o D-BUS é excelente. Talvez não faça sentido portá-lo para Windows ou Mac, que já têm seus próprios mecanismos de IPC e RMI, mas no Linux ele cumpre um papel essencial. Também simpatizo com o HAL, o Avahi e o Bluez, pois fazem bem o que prometem.

Eu diria o mesmo do GStreamer, exceto que ainda não vi os plugins GStreamer “pegarem” da forma que as DLLs de codecs do Windows pegaram. Mas cá pra nós, codecs de áudio e vídeo ainda são um saco de gatos em todos os sistemas. A prova é o sucesso do VLC no Mac e no próprio Windows — sem falar no MPlayer. (Tentei converter um vídeo esses dias e não fui capaz de fazê-lo nem no Mac nem no Windows. Foi o mencoder do MPlayer que me salvou, no fim de tudo!)

Uma tecnologia GNOME que não está no Freedesktop mas eu aprecio, é o GConf. Acho-o tão simpático quanto o esquema do Mac OS X, e claramente superior ao Registry do Windows. Gostaria de vê-lo sobreviver.”

Saiba mais (epx.com.br).

• Publicado por Augusto Campos em 29/05/2009 às 7:30 am
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Comentários dos leitores para “GNOME, KDE e o trem da História, parte 2”

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  1. tsc (usuário não registrado) em 29/05/2009 às 8:28 am

    bem,

    até onde eu sei a DBUS foi baseada no DCOP(KDE), o GNOME usava e abusava do CORBA(ECA!).
    Até hoje o evolution usa ele.

  2. Smaug (usuário não registrado) em 29/05/2009 às 8:50 am

    Hey, Gnome, hey!!
    Gnome rules!

  3. E eu que achava que o gconf era o próprio registro do Windows… hauaha Pelo menos o gconf-editor ŕ igualzinho ao regedit :-)

    Hoje a maioria das aplicações está usando o dbus, o que é ótimo, pois permite que vários programas usando diferentes toolkits se comuniquem. Mas acho que ainda falta que programas como o OpenOffice utilizem tal recurso. Quando o OpenOffice for reescrito tomara que o dbus esteja entre os novos recursos. Mas pena que o Linux em si não tem poder para fomar o openoffice a isso, já que a maioria do uso do OO é em ambientes Windows.

    Quanto à gtk+, espero que tome um rumo parecido com o que a qt4 tomou, e que o gnome siga pelo mesmo caminho que o kde (em relação à mudança radical, não em relação aos erros ocorridos nestes anos de desenvolvimento:-)).

    Que o gnome se integre cada vez mais ao compiz, pois aí quem sabe possamos usar a dimensão extra como algo útil, como fizeram os desenvolvedores do bumptop, e não como somente firula (tá, o compiz é muito útil, mas não tem muita inovação em relação ao que já existia.

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