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BadVista: Linux Journal analisa criticamente o encerramento da campanha da FSF

Conforme as atenções da imprensa se voltam para o Windows 7, e a popularidade do Windows XP continua em alta, o veterano (fundado em 1994 – foi a primeira revista regular impressa sobre Linux) Linux Journal analisa a nota de encerramento da campanha BadVista, da Free Software Foundation, organização sem fins lucrativos fundada em 1985 para apoiar o movimento Software Livre.

O artigo do Linux Journal comenta o gosto e a maturidade da declaração de vitória emitida pelos proponentes da campanha, e questiona a quantidade de ocorrências da mencionada possibilidade de usuários do Windows XP que iriam migrar para o Vista terem reconsiderado e migrado para algum sistema operacional baseado no GNU após ter conhecimento da campanha.

O artigo também aponta um aspecto que considera bem-sucedido na campanha: a capacidade de agregar informações sobre o ritmo de adoção e os problemas do Vista, para uso pela imprensa, e os efeitos desta disponibilização.

Ao final, o artigo questiona se este modelo, com foco na propaganda negativa do produto oponente, é o que deve ser buscado no futuro, e se veremos mais campanhas similares.

Minha resposta seria baseada no item 13 do posicionamento do BR-Linux, embora (ainda que eu seja membro da FSF) eu certamente não acredite que eles estejam pensando em vir perguntar minha opinião a respeito.

Saiba mais (linuxjournal.com).

• Publicado por Augusto Campos em 13/01/2009 às 2:00 pm
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Comentários dos leitores para “BadVista: Linux Journal analisa criticamente o encerramento da campanha da FSF”

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  1. A Microsoft sempre foi paranóica com a concorrência e sempre agiu com força e usando todos os meios possíveis, éticos ou não, para manter a concorrência sem chances contra os seus produtos monopolistas.

    O Vista foi tanto um fracasso técnico quanto de imagem perante os consumidores. Mas sabemos que a MS é uma empresa muito esperta e sabe trabalhar muito bem o marketing. Ela se contradiz e muda de rumo quantas vezes precisar para garantir o seu market share. Quando sentiu a rejeição do público pelo Vista e o vácuo que deixou sendo aproveitado pelo linux nos netbooks e nos micros de baixo custo dos países em desenvolvimento, tratou logo de prolongar diversas vezes o fim do suporte ao Windows XP e de fazer diversos “acordos” (se é que existe acordo em monopólios) com os fabricantes de computadores para lentamente ir oferecendo cada vez menos opções com linux, sempre inferiores e com diferenças de preço cada vez menores.

    Ao mesmo tempo, cria a imagem de que o Windows 7 será um sistema completamente novo e que por milagre resolverá todos os problemas do Vista. Basta ler qualquer análise mais séria e técnica como essa

    http://arstechnica.com/articles/paedia/windows-7-beta.ars

    para saber que apesar da boa recepção da versão beta e dos elogios sobre as diversas mudanças para melhor que foram feitas na parte do UAC, desempenho e etc o sistema continua usando todo kernel e tecnologias instroduzidas no Vista e, principalmente, tem uma UI mais racional (e por coincidẽncia muito parecida com a do KDE 4 :-) ). O Windows 7 é basicamente um Vista SP2 + uma UI renovada. Eu particularmente testei aqui em uma máquina virual no linux. Sem dúvida é uma melhora mas incremental

    O Windows 7 vai ser lançado numa época muito mais favorável porque até lá a maioria dos hardwares já terá drivers para o Vista (que serão também usados no windows 7), inclusive os de 64 bits, e os aplicativos já terão se adequado mais ao Vista e ao uso dos 64 bits. Ao mesmo tempo, o hardware dos netbooks e micros baratos já estará bem melhor e provavelmente muito mais adequados para rodar o Windows 7 sem arrastar como aconteceu no Vista.

    A propaganda em cima do Windows 7 como a salvação da lavoura vai manter com sucesso muita gente esperançosa em se manter fiel ao Windows e à Microsoft, tanto clientes quanto os fabricantes de computadores. Infelizmente para o linux e a concorrência a Microsoft é competente no marketing e nas políticas comerciais e não tem medo de dar uma meia volta quando erra feio.

    Na minha opinião fazer propaganda negativa em relação a um produto da Microsoft faz mais mal à imagem do linux e do software livre do que bem porque uma grande parte dos usuários windows se sentem atacados, como se estivesse se falando mal do time de futebol delas. As campanhas devem ser mais voltadas para a conscientização das pessoas em relação à liberdade do software livre, ao uso de padrões e formatos de arquivos abertos e à dependência de um único fornecedor. Quem não se sensibiliza com essas coisas infelizmente nunca irá migrar porque a inércia é muito grande e é sempre mais fácil se manter junto com a preferẽncia da maioria (numericamente).

    Migrar ou não para linux e softwares livres em geral sempre foi e sempre será muito mais uma decisão particular de cada pessoa ou empresa e baseada em critérios técnicos ou de interesse em independência de um único fornecedor para soluções de TI. Quem não se interessa pelo “free” no sentido de freedom (liberdade) mas somente pelo lado freeware vai continuar arranjando desculpas em continuar como está e piorar cada vez mais a situação aumentando o legado em plataformas e formatos de arquivos proprietários.

  2. sandro (usuário não registrado) em 13/01/2009 às 3:46 pm

    Manoel Pinho, Faço as suas palavras as minhas. DE ACORDO

  3. André Caldas (usuário não registrado) em 13/01/2009 às 5:01 pm

    Na minha opinião, a campanha tenta esclarecer os motivos que tornam o Vista tão ruim. Em particular, a campanha tenta orientar os usuários sobre os malefícios do DRM.

    A campanha também fala de como é ruim essa mentalidade de se jogar fora computadores para trocá-los por máquinas mais poderosas simplesmente porque o DRM do vista exige hardware novo. É uma questão ecológica com a qual todos deveriam estar preocupados. Sem contar com o desperdício de dinheiro público, por exemplo.

    Acho muito importante que todos conheçam os argumentos da campanha.

    Referências:
    * o que há de errado com o Vista? [inglês]
    * Ecologia

    Migrar ou não para linux e softwares livres em geral sempre foi e sempre será muito mais uma decisão particular de cada pessoa ou empresa e baseada em critérios técnicos ou de interesse em independência de um único fornecedor para soluções de TI.

    A preocupação da FSF é política. Não existe um interesse direto em fazer ninguém migrar para “Linux”. Mesmo porque a FSF não tem nada o que ver com “Linux”. Mas de qualquer modo, acho que você se contradiz neste parágrafo! Quando você diz que o seu é “independente de um único fornecedor”, está dizendo que o outro não é! Se não, cade a vantagem? Quando fala que o seu é tecnicamente melhor, tem que mostrar onde o do outro é tecnicamente pior!!

    André Caldas.

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