Tux3, um sistema de arquivos com futuro e passado promissores
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“Em 2000, quando os sistemas de arquivos com o recurso de journalling (que evita longas esperas na recuperação em caso de falhas) ainda se resumiam ao então exótico ReiserFS, o canadense Daniel Phillips propôs um olhar totalmente diferente sobre o problema.
O agitado fórum Slashdot oferece uma boa descrição (em inglês) sobre “o sistema de arquivos que seria rei”, como diz o post — e não o foi por alegações de que infringia patentes da NetApp.
No último dia 23, Daniel anunciou na LKML o início do desenvolvimento da próxima versão de seu sistema de arquivos, o Tux3, com uma descrição detalhada de seus principais recursos e características.
O controle de versões é parte central da estrutura do sistema, que conta, naturalmente, com a possibilidade de manter snapshots de arquivos, diretórios ou sistemas inteiros. Além disso, o Tux3 é adequado para uso tanto em mídias rotatórias (como discos rígidos) quanto em SSD (mídias Flash, por exemplo, como pendrives e o “disco” do Asus Eee PC).”
Enviado por Pablo Hess (phessΘlinuxmagazine·com·br) – referência (linuxmagazine.com.br).
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Então Tux3 vai revolucionar o redirecionamento de arquivos perdidos e requisitados novamente?Eu não passa de uma descoberta inteligente na qual seu pioneiro vai ser lembrado somente por 2 a 4 meses?
Não seja tão incrédulo.
O cara (Daniel Phillips) fez o Tux2 em 2000 e ainda é lembrado até hoje, oito anos depois. Isso é uma raridade na esfera do Código Aberto.
O Tux2 não chegou até a versão final porque a NetApp alegou ter a patente do algoritmo usado pelo sistema (na verdade, uma versão mais burra do algoritmo), e então o Daniel Phillips foi obrigado a parar o desenvolvimento (a NetApp chegou a processar a Sun, em 2007, por causa dessa mesma patente, o que indica que o Daniel não estava exagerando).
Eu recomendo que você leia a descrição mais detalhada do algoritmo do Tux2 para ver a alta qualidade (talvez genialidade) do Daniel Phillips como programador. Ele conseguiu resultado possivelmente melhor que o uso de journals em um sistema de arquivos que era basicamente o venerável Ext2 com pequenas modificações. E esse resultado melhor não é só em termos de velocidade, mas também a confiabilidade do sistema de arquivos, ainda mais incorruptível que os “journaled” de hoje em dia.
E tenho dito. :) Daniel Phillips pra presidente! :)
“Eu não passa de uma descoberta inteligente” E mim, confuso…Heheheh…