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Software livre na administração pública

“Pequeno artigo sobre adoção de software livre na administração pública. Já passou da hora de o Brasil implementar políticas mais amplas nessa área.

” ‘Cada software proprietário na administração pública é um cavalo de Tróia’. A frase foi dita pelo presidente do Centro Nacional de Tecnologias de Informação da Venezuela, Carlos Figueira. Para ele, o software livre é ‘uma necessidade para alcançar soberania e independência tecnológica’ — desafio constante para a Venezuela, dada a sua posição em relação aos EUA.

Coisa da esquerda bolivariana? Sim, mas não só. Corre na internet o rumor de que Barack Obama, candidato democrata à presidência dos EUA, adotaria o OpenOffice (conjunto de aplicativos livres para escritório) na administração federal, caso eleito.””

Enviado por Mariana Almeida (almeida·marisΘgmail·com) – referência (outrapolitica.wordpress.com).

• Publicado por Augusto Campos em 13/06/2008 às 6:00 pm
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Comentários dos leitores para “Software livre na administração pública”

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  1. O que? Então o Obama também é comunista?

  2. oi (usuário não registrado) em 13/06/2008 às 7:11 pm

    Software livre no serviço público é uma coisa complicada, pois:

    1 – Não é uma coisa de Estado (o Brasil apóia o SL), mas uma coisa de Governo o (governo do partido tal apóia o SL). Tiveram ótimos projetos com SL que, na transição de um governo para outro, deixaram de existir.

    2 – Somos ótimos usuários, mas não somos bons contrbuidores na comunidade mundial de SL. Não só na Administração Pública, mas na iniciativa privada, ouve-se falar em muitos casos de sucesso com SL de telefonia, terminais leves, autenticação de usuários, etc. Entretanto, são raros os casos em que uma empresa faz um SL ou ajuda num.

    No Governo, a ação predominante é criar novos SL, mantendo com fortes garras o controle deles. Não vejo muitas ações do tipo: “o órgão público X aperfeiçoou um módulo do KDE” ou “a empresa pública Y, que trabalha com cluster Linux, adicionou novas funções no Open Mosix”. Quando você cria um software livre, recebe uma carga de atenção maior do que ajudando o software de outra pessoa ou empresa, e a tendência aqui é receber, e não dar ajuda a SL.

    O princípio básico do SL não é a economia em licenças, e sim a cooperação entre seus usuários, para que o software evolua com a ajuda de todos que o usam. E mal há ações no serviço público para somar forças neste movimento. Quando um usuário não contribui com o software livre que usa, o mesmo fica como se fosse proprietário: se ocorre algum problema, paga-se a alguém para resolver, e não se interessa em evitar que outros usuários tenham este problema. A comunidade, neste caso, só passa a existir quando é interessante mencioná-la para alguém.

    Enquanto o Governo ser um usuário, e não um colaborador, o software livre continuará sendo uma perfumaria, algo que só serve para falar nas rodas de bate-papo.

    Obs.: o Banco do Brasil ajudou em vários projetos, como o GTK+ e o MySQL, e tem planos de ajudar no OpenSuse, que será o novo sistema dos terminais de auto-atendimento. Oxalá se os outros órgãos públicos abrissem os olhos também!

  3. Ednei Pacheco (usuário não registrado) em 13/06/2008 às 10:58 pm

    “Somos ótimos usuários, mas não somos bons contrbuidores na comunidade mundial de SL”

    Discordo: acredito que só no fato de usar um Software Livre, estaremos dando uma grande contribuição para o seu desenvolvimento, já que isto atrairá a atenção de um modo geral. O que seria do Linux se pelo menos fosse “usado” por apenas 20% dos usuários domésticos? &;-D

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