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Regulamentação da profissão: Convite - GT de profissão em TI da ENEC

“A ENEC, Executiva Nacional dos Estudantes de Computação, entidade representativa dos estudantes dos cursos universitários de graduação e pós-graduação na área de computação do Brasil, convoca todos (estudantes e profissionais) a participar do Grupo de trabalho sobre profissão em TI, que terá como foco inicial debater a regulamentação da profissão.

O debate sobre a regulamentação da profissão é antigo, discutido pelas entidades de computação (SBC, sindicatos, etc) desde a década de 70. Há, principalmente, duas vertentes: os que são a favor da regulamentação, pois acreditam que ela valorizará a carreira acadêmica e evitará que pessoas sem preparo assumam funções que exigem um maior conhecimento técnico e teórico; e os que são contra, que dizem que a informática é muito ampla e restringir o exercício da profissão a formados em determinados cursos é desprezar todas as contribuições que pessoas de outros cursos, ou sem formação acadêmica, deram e continuam dando. Esta é atualmente a posição da ENEC.”

Há um projeto em trâmite no Senado Federal, que já está sendo avaliado e passou, inclusive, por audiência pública. Por isso, é de extrema importância que a ENEC debata a respeito, ouvindo as mais diversas opiniões, para melhor possa representar o interesse dos estudantes de computação.

Participe! Essa discussão é algo que pode mudar drásticamente o futuro profissional de milhões de pessoas, incluindo o seu. Veja a metodologia do Grupo de Trabalho aqui: http://twiki.enec.org.br/ENEC/GTProfissaoTI . Inscreva-se na lista de e-mails: https://listas.enec.org.br/cgi-bin/mailman/listinfo/enec-profissao . Faça sua voz ser ouvida”

Enviado por Natália Julieta (nataliajulietaΘgmail·com) - referência (twiki.enec.org.br).

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61 Comentários para “Regulamentação da profissão: Convite - GT de profissão em TI da ENEC”

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  1. Suhanko (usuário não registrado) em 19/11/2008 às 12:07 pm

    Como já falei antes, a regulamentação é um modo covarde de disputa de vagas entre profissionais qualificados e pseudo-qualificados diplomados.

  2. Fabio (usuário não registrado) em 19/11/2008 às 12:32 pm

    Já não concordo com vc, acho sim que deve-se ter diploma, é uma maneira de evitar aqueles muleques que pegaram uma apostila e que programam “por comida” de ficarem botando o mercado e a classe pra baixo em termos de qualidade e preços.

  3. Sérgio Cioban Filho (usuário não registrado) em 19/11/2008 às 12:40 pm

    Sim e não…

    Tem que ter regulamentação, mas exigir diploma não…
    Cara, a maioria das coisas que sei eu não aprendi na faculdade…

    Podemos sim nos organizar como classe (estilo OAB) e para o cidadão pertencer a esta classe, ele deve fazer uma prova, a exemplo das provas de certificação…

  4. Marcelo (usuário não registrado) em 19/11/2008 às 12:49 pm

    Essa é uma coisa que eu não entendo. Os profissionais deveriam apoiar os conselhos, como os médicos, advogados, engenheiros, etc. fazem.

    O mais engraçado é que deve ser a própia industria que não quer um conselho para evitar ter piso salarial. Daí o pessoal sem formação entra em desespero e vai nessa.

    Geralmente quando entra um conselho, existe um tempo de adaptação do tipo quem já exerce a profissão, mesmo sem formação, pode continuar exercendo.

    É a mesma coisa que ocorreu com o conselho do jornalismo. O conselho ia regulamentar até os tecnicos (operadores de camera, etc..) e provalvelmente teria um piso que as empresas de mídia não estão dispostas a pagar. Aconteceu a maior divulgação de que um conselho de jornalismo fere a liberdade da imprensa. (Só faltou dizer que fere a primeira imenda …)

  5. Tércio Martins (usuário não registrado) em 19/11/2008 às 1:09 pm

    Defendo a posição da Sociedade Brasileira de Computação sobre o assunto:


    1. Exercício da profissão de Informática deve ser livre e independer de diploma ou comprovação de educação formal.
    2. Nenhum conselho de profissão pode criar qualquer impedimento ou restrição ao princípio acima.
    3. A área deve ser Auto-Regulada.

    Até porque não há perigo para a sociedade caso ocorra uma dessas coisas:

    - Um administrador (graduado) fazer o web site da sua empresa
    - Um dono de videolocadoras fazer o sistema de BD da sua loja
    - Um engenheiro mecatrônico programar o firmware de um motor elétrico

    entre outros.

    Quando algumas pessoas defendem a regulamentação, dizem que o exercício da informática por pessoas inexperientes pode causar até risco de vida, dependendo do sistema. Acredito que não seja pra tanto. Se uma empresa quiser um profissional de qualidade, ela pode testá-lo à vontade, sem depender de conselhos de informática para isso.

    E, nos casos em que um profissional da área age com falta de ética, o contrato de trabalho do mesmo tem que cobrir cada um deles, podendo incorrer em demissão, processos na justiça, etc.

  6. Fernando (usuário não registrado) em 19/11/2008 às 1:10 pm

    Seria a maneira mais rápida de matar toda inovação em TI no país. Se eu quiser lançar um produto novo online, por mais simples que seja, preciso de aprovação do conselho? E meu blog, preciso aprovar no conselho o plugin que eu criei pra postar meu feed do twitter? Quando o mundo inteiro precisa de cada vez mais agilidade (e nós já somos notoriamente ruins nisso), querem burocratizar ainda mais nosso ambiente.

    Tem idéia burra que só é ruim pra quem a tem, tem outras que são muito perigosas pro país todo. Tomara que essa não vingue…

    Outra coisa, pra quem acha que a falta de regulamentação reduz a qualidade dos serviços prestados em TI no país: se reguilamentação criasse qualidade, o SUS seria um espetáculo e nossos advogados seriam os melhores do mundo ;)

  7. carlos carvalho (usuário não registrado) em 19/11/2008 às 1:26 pm

    Ninguem percebe que isso é mais um caça-níquel do que uma proposta séria? Voce que é a favor da regulamentação provavelmente usa ou usou um software criado por um nao-diplomado, o mesmo funciona e atende seus propósitos.

    É negar a contribuicao que diversas mentes bem dotadas e nao-diplomadas deram a engenharia de computacao.

    A favor da regulamentação geralmente estao aqueles dotados de preconceito ou falta de embasamento para opinar sobre a profissao que muitas vezes, eles nem exercem.

    É negar que o mercado é incapaz de separar os profissionais capacitados dos incapacitados.

    Voce com ou sem diploma, seja incompetente tecnicamente e veja se consegue se manter em uma profissao onde 2 + 2 = 4.

    Voce não vai conseguir enganar por muito tempo, essa profissao nao é subjetiva.

    E as empresas sabem disso.

  8. Eduardo (usuário não registrado) em 19/11/2008 às 1:33 pm

    Opa, interessante, vamos exigir doutorado em Ciências Políticas para se eleger presidente ou qualquer cargo político. Se é pra começar, então vamos começar pelos exemplos.

  9. A regulamentação da profissão de TI no Brasil vai ser mais um grande retrocesso para a profissão no Brasil. Sou auto-didata e posso afirmar que a maioria das universidades, faculdades do país não estão preparadas nem para ensinar o básico a seus alunos.
    Continuo a insistir que a regulamentação da profissão de informática seria o equivalente a regulamentar a profissão de matemático. O que deveria ser regulamentado é a profissão de professor de TI.

    Sou um bom profissional, sigo a risca os padrões de desenvolvimento, documentação e etc. Vamos ser realistas gente. =D O barato da informática é a liberdade.

  10. Marlon (usuário não registrado) em 19/11/2008 às 1:44 pm

    Deve haver alguma forma de regulamentação.

    Devemos discutir algo que seja bom para todos. Mas, do jeito que está não pode continuar. Sito como exemplo os engenheiros, é uma profissão regulamentado por Lei onde é exigido que para contratar um engenheiro seja pago ao menos 8,5 salários mínimos.
    Hoje na área de informática a concorrência está desleal, pois todos sabemos que fazer uma faculdade é um investimento elevado, com isso se espera um salário melhor, mas tem pessoas que tem muito conhecimento sem formação fazendo com que o salário diminua para todos.
    Então acredito que a regulamentação seja uma saída.

  11. Gustavo Melo (usuário não registrado) em 19/11/2008 às 1:49 pm

    ALGUÉM PODERIA ME DAR UM EXEMPLO DE ALGUM PAIS DO MUNDO, SEJA ELE QUAL FOR, ONDE A INFORMÁTICA É REGULAMENTADA ?

  12. Marcelo (usuário não registrado) em 19/11/2008 às 2:04 pm

    Na Alemanha é. Alias, lá todas as profições são, requerendo pelo menos formação equivalente ao nosso ensino médio. Eu conheci um alemão que veio fazer intercambio e que estava estudando para ser açougueiro.

    “Oh, lá as pessoas não tem a liberdade para cortar a carne como querem???”

  13. Eduardo (usuário não registrado) em 19/11/2008 às 2:05 pm

    Eu não acho saída a regulamentação, e só pq o auto-didata tb teve suas horas de estudos e de suor, não quer dizer q ele não mereça o salário que recebe, ainda mais na área de software onde a informação corre solta na rede. Se for assim aplica uma prova tipo uma certificação da categoria e deu, os auto-didatas vão passar e vai continuar a mesma coisa, e como disseram anteriormente, é óbvio que o cara que não sabe nada não vai ocupar o cargo, se hoje já é assim. Agora o que tá me parecendo mais um caça-níquel mesmo.

  14. Marlon (usuário não registrado) em 19/11/2008 às 2:18 pm

    Em nenhum momento escrevi que ninguém merece o salário que recebe.

    E sim que as empresas usam deste artifício para reduzir de uma forma geral os salários.

    Muitas pessoas que trabalham na área e não tem formação, digamos que faça uma faculdade, com certeza vai querer ganhar mais.

  15. João Marcus (usuário não registrado) em 19/11/2008 às 2:54 pm

    Como é possível alguém acreditar que a regulamentação vai melhorar alguma coisa? O número de casos de sucesso de pessoas que não têm graduação em TI é bem grande, e inclui donos das maiores empresas de TI do mundo. Por que no Brasil seria diferente? Por que temos essa fé cega no poder de controle do Estado, como se o problema fosse a falta de controle?

    Essa aqui foi uma verdadeira pérola:
    É a mesma coisa que ocorreu com o conselho do jornalismo. O conselho ia regulamentar até os tecnicos (operadores de camera, etc..) e provalvelmente teria um piso que as empresas de mídia não estão dispostas a pagar. Aconteceu a maior divulgação de que um conselho de jornalismo fere a liberdade da imprensa. (Só faltou dizer que fere a primeira imenda …)

    E não fere? Desde quando só pessoas formadas em jornalismo devem ter o direito de ser jornalistas? Por que um zé mané formado em jornalismo (que, convenhamos, é um curso bem fraco) deve ter mais direitos do que eu para escrever uma notícia sobre TI, se eu sei mais do que ele sobre o assunto? Por que um economista deve parar de escrever porque um zé mané formado em jornalismo acha que pode escrever melhor sobre o assunto?

    Não menosprezo o trabalho de jornalistas. Na verdade, eu prezo o trabalho deles a ponto de achar que um curso de jornalismo não adianta nada se a própria pessoa não tiver a habilidade.

    Antes que alguém diga alguma coisa: fiz curso de Ciência da Computação, eu seria “beneficiado” com uma regulamentação dessas.

  16. Thomas Fortes (usuário não registrado) em 19/11/2008 às 2:56 pm

    Físicos, matemáticos, engenheiros eletricistas e mecatrônicos, nesses quatro cursos se encontram com freqüência gente extremamente mais capacitada do que os bacharéis em eng. da computação e ciência da computação.

    Na minha opinião a regulamentação vai ser uma bela forma de proteger os incapazes que pagaram pra conseguir um diploma.

    Conheço pessoas formadas em ciência da computação que só sabem java e ainda assim mais ou menos, e infelizmente esse não é um caso raro, regulamentar ia garantir que esse cara tivesse um emprego, porque falta mão de obra capacitada nessa área, mas a qualidade do software no país ia cair e muito, e nessas horas, um físico que sabe muito bem, java, C, C++. python, etc, etc e etc, ia acabar sem emprego porque não tem formação especifica na área.

    A regulamentação num país como o nosso em que a maior parte das universidades particulares são mercadinhos de diploma em que frequentemente a teoria é deixada de lado pra ensinar ferramentas (na maior parte dos casos se ensina java, mas existem casos de universidades que usam ferramentas RAD pra ensinar programação aos alunos), eu não quero nem imaginar o nível em que os softwares nacionais ficariam.

  17. Valessio Brito (usuário não registrado) em 19/11/2008 às 3:02 pm

    Antes de discordar ou concordar, é bom saber o que estão propondo. Eu trabalho com TI, desde 1998 e nunca precisei de um diploma, nunca conseguir fazer uma faculdade porque as vagas são concorridíssimas e uma particular o custo é muito alto. Então, se eles estão propondo algo tipo AOB, que somente quem fazer um exame especifico, pode concorrer a cargos ou atuar na área, eu discordo! e muito… Pois tive a oportunidade de trabalhar com vários tipos de profissionais, e muitos desses que tem diplomas, são cabeção e fechado para uma linha de raciocínio, ao contrario do que SL propõe, um profissional bom em TI deve esta antenado em tudo, então ter um diploma hoje não vale nada, daqui a 2 ou 3 anos.

    > Fabio (usuário não registrado) em 19/11/2008 às 12:32 pm
    > Já não concordo com vc, acho sim que deve-se ter diploma, é uma
    > maneira de evitar aqueles muleques que pegaram uma apostila e que
    > programam “por comida” de ficarem botando o mercado e a classe
    > pra baixo em termos de qualidade e preços.

    Eu discordo de você, fui um muleque que sempre fez o que gostou e as vezes nunca cobrei nada por isso, somente pelo prazer em solucionar o problema. O perfil profissional de quanto cobrar ou como agir vai se adquirindo com o tempo, você não aprende isso quando vai tirar o diploma. O problema não é esse.. e Sim um monte de charlatão formado, com diploma.. que cobra o olho da cara para instalar um Squid ou Apache, coisa que um muleque faz em horas… e cobra o JUSTO!

  18. Marcelo (usuário não registrado) em 19/11/2008 às 3:10 pm

    João Marcus,

    No caso específico do conselho de jornalismo, ninguem seria proibido de escrever sobre qualquer assunto, e sim de trabalhar em áreas específicas e técnicas do jornalismo. O que você está dizendo é equivalente a afirmar que somente engenheiros civis podem morar em casas. Qualquer um pode morar numa casa, mas somente engenheiros podem projeta-las.

    Qualquer um pode escrever o que quiser, mas somente quem tem a formação apropriada deveria ser editor, diagramador, operador de camera, etc.

  19. Marcelo (usuário não registrado) em 19/11/2008 às 3:13 pm

    Em relação a primeira imenda, era um brincadeira, já que a primeira imenda, que aparece sempre nos filees, é da constituição americana …

  20. Deullysses (usuário não registrado) em 19/11/2008 às 3:23 pm

    É claro que precisa ter regulamentação. Como é que o profissional da área de TI vai poder mostrar que é no mínimo habilito? Um exemplo simples é qual a diferente entre técnico de enfermagem e técnico de contabilidade que só exercem a profissão com registro no conselho da classe, para um técnico de informática? E com a regulamentação com certeza os mais beneficiados somos nós mesmos que seremos valorizados. A forma como se vai adquirir essa regulamentação, tanto por prova ou por mostragem de titulos acredito que sejam válidos.

  21. pelgrim (usuário não registrado) em 19/11/2008 às 4:15 pm

    “é uma maneira de evitar aqueles muleques que pegaram uma apostila e que programam “por comida” de ficarem botando o mercado e a classe pra baixo em termos de qualidade e preços.”

    e como vamos evitar aqueles moleques que tem diploma?

  22. anon (usuário não registrado) em 19/11/2008 às 4:23 pm

    É claro que precisa ter regulamentação. Como é que o profissional da área de TI vai poder mostrar que é no mínimo habilito

    Habilitado à que? Fazer um gerenciador de supermercado em java? Todo dia sai ferramentas novas. As vezes totalmente novas. Sem contar que empresas costumam ter suas proprias ferramentas e convenções de desenvolvimento. Eu estou estudando solo(com livros e workshops), e o que vejo é que colegas que estão cursando C.C. estão num nivel ridiculo. Alguns até acham que tudo é OO e desconhecem a capacidade de linguagens funcionais como Haskell e F# além de linguagens não convencionais como Epigram.

    Confesso que não foco quase nada em Calculus como outros, mas foco em Álgebra Linear e Geometria Analítica, já que são da area que gosto mais(desenvolvimento de jogos e simulações). Inclusive, area que a grande parte de desenvolvedores sequer fez C.C., normalmente fazem curso pra atuar em determinada sub-area ou fazem matemática.

    Conclusão: Quem faz Ciência da computação não está habilitado à trabalhar em todas area da TI muito menos em todas empresas.

    Até que não importo muito pois já estou até decidindo onde quero morar… Mas seria justo proibir toda forma de importação de software já que em outros paises não é preciso gastar uns 15mil até conseguir um diploma sendo que vc vai ter que gastar tb pra aprender a parte util de verdade.

  23. Raul Seixas (usuário não registrado) em 19/11/2008 às 4:41 pm

    Fica clara a manifestações de “moleques auto-didatas” aqui nos comentários.

    Mas fica mais clara a falta de entendimento do assunto por parte destes e outros.

    A regulamentação deve SIM existir, pois é ela que obrigará as empresas a terem o mínimo de respeito pelos profissionais da área. E evita também que o sobrinho que sabe instalar Windows seja contratado para o cargo de TI ganhando meros reais enquanto um profissional qualificado e apto para o cargo fica de fora, por comodismo e falta de interesse (em crescer, em querer um bom profissional e em pagar adequadamente) da empresa.

    Material está na rede? E qual material de qual profissão não está? A constituição está disponível a todos, mas nem todos podem advogar!

    A regulamentação é também um meio de fiscalização das universidades, assim como o exame da OAB mostra a ridicula situação dos cursos de direito pelo país. O que faz com que essa tenda a pressionar por melhor qualidade.

    O modo que ela deverá funcionar é que deverá ser discutido. Isso porque não queremos exames de certificação e nem exames tendenciosos. Regulamentação de técnico (ensino médio), tecnologo (superior técnico) e superior (bacharel) devem ser feitas de modo que a área de atuação, e o que realmente interessa estejam sendo exigidos.

    Não queremos ver uma prova de JAVA para que o fã-boy do python possa ser regulamentado, mas sim uma prova que se baseia na programação em si e mostre que ele entende as premissias de programação.

    Muito deve ser discutido, mas que precisamos de regulamentação, precisamos!

  24. Maluco-Beleza (usuário não registrado) em 19/11/2008 às 5:02 pm

    Claro que os cursos devem melhorar isso é oque todos nós queremos, agora os “moleques auto-didatas” que tem conhecimentos adquiridos com o muito tempo e experiência na área, e na maioria das vezes sabem muito mais que os pós-formados, não querem ir fazer facul pra aprender a Java e presenciar um corpo docente que ensina Netbeans nas aulas de programação, ou álgebra linear que aprendesse no segundo grau. Por isso que essa tal lei é tão ruim, e até os “moleques” ficaram desempregados !?

  25. Job (usuário não registrado) em 19/11/2008 às 5:26 pm

    Concordo com a posição da SBC, afinal se trata de opnião gente séria,
    com anos de experiência na área.
    Por sinal, pela maluca ideia da regulamentação, o Richard Stallman, o Marcelo Tossati, e outros inúmeros exemplos de grandes profissionais não poderiam trabalhar na área.

    O que ralmente esta por tráz disso, é que há muita gente que faz faculdade,
    tira o diploma e não consegue se estabelecer, e ai passa a culpar outros.

    Me desculpem, mas eu com meus diplomas de Especialista, Mestre e Doutor, não me acho melhor que ninguem.

    Outra coisa, é que há dezenas de cursos ruins, onde o cara passa la aprendendo a formatar o pc e reinstalar o windows e no final recebe um diploma.

    SE VOCÊ ESTA PREOCUPADO COM AQUELA EMPRESA QUE QUER PAGAR UMA MISÉRIA, E POR ISSO CONTRATA QUALQUER UM.
    ME DESCULPE, O FATO DE EXIGIR DIPLOMA, NÃO AJUDARA NADA.
    ELA SIMPLESMENTE IRA INSTALAR UMA CÓPIA PIRATA DE UM PROGRAMA.

    EMPRESAS QUE SÉRIAS, AVALIAM A CAPACIDADE DOS PROFISSIONAIS POR SUA CAPACIDADE DE RESOLVER PROBLEMAS.

    ALGUMAS, PASSAM A EXIGIR CERTIFICAÇÕES E PRONTO.

    TODA ESTA PALHAÇADA TODA ME CHEIRA UMA COISA SÓ,
    UM MONTE DE FACULDADE RUIM TA COM DIFICULDADE DE EXPLICAR PRA SEUS ALUNOS PORQUE OS MESMOS NÃO CONSEGUEM SE ESTABELECER NO MERCADO.

    E TENHO DITO!

  26. Raul Seixas (usuário não registrado) em 19/11/2008 às 5:30 pm

    Concordo e ai que está! A idéia é a regulamentação da profissão. Não necessariamente a necessidade de formação (o que em qualquer caso seria muito bom para todos).

    Fui um “muleque auto-didata” e, realmente, a faculdade pouco acrescentou aos meus conhecimentos (não que eu saiba ou soubesse muito, mas na minha área de atuação - desenvolvimento e administração de servidores - que aprendi na prática e ensinei professores que não sabiam funcionamento do cookie em aulas de desenvolvimento web da ‘facul’), a não ser tópicos que até então eu não tinha interesse, alguns que são de grande valia.

    Que esses moleques façam curso superior! Que invistam na própria educação! Antes ter nível médio era o básico, hoje quem não tem superior está perdido.

    Novamente vamos ao ponto. Não é porque uma pessoa sabe a constituição de cor que pode advogar, ou uma curandeira pode receitar medicamentos.

    Estamos de olho!

  27. anon2 (usuário não registrado) em 19/11/2008 às 5:40 pm

    Pelo que li nos comentários fica claro que:

    - Quem Investe 5 anos de suas vidas para fazer uma faculdade, sai de lá sem saber “nada”;

    - Quem compra uns livros de informática, e estuda em casa sabe muito mais. Geralmente quem escreve livro tem uma formação, mas isso não importa agora;

    - Pra que fazer faculdade! É só abrir o firefox e digitar no google como instalar o windows ? Já que está tudo na internet

    - A área de TI no Brasil será afetada se todas as pessoas tiverem as qualificações mínimas, principalmente se as pessoas fizerem faculdade

    Fala sério pessoal!!!!

  28. Fabio (usuário não registrado) em 19/11/2008 às 7:23 pm

    Concordo plenamente com o anon2.

    Os diplomados não sabem nada e os autodidatas sabem tudo!

    Típico papinho de quem nunca sequer botou o pé numa universidade.

  29. Eu estou no penúltimo ano de um curso que não é listado no projeto de lei. Se essa regulamentação for aprovada da forma como se encontra atualmente, serei muito prejudicado.

    Também me pergunto se essa regulamentação não prejudicaria o desenvolvimento de software livre. Não sou advogado e não sei se a lei se aplicaria ao desenvolvimento de software livre. Entretanto, caso se aplique (e acredito que provavelmente deva se aplicar), seria necessário ter formação nas áreas requisitadas para desenvolver software livre.

    Sei que provavelmente não é essa a intenção dos criadores da lei, mas existem pessoas/empresas que fariam de tudo para se aproveitar dessa lei (com todo tipo de processos e manobras legais) contra o desenvolvimento de software caso isso seja possível.

    Algum advogado leitor do br-linux saberia essa possibilidade existe?

  30. marcelo (usuário não registrado) em 19/11/2008 às 7:52 pm

    Software livre é um “sistema emergente”, e deve ser tratado como tal, diferente de todos os outros sistemas em questão como sistema de regulamentação ou sistema legal, usar algo legal para controlar esse tipo de sistema seria como castra-lo, basta a burocracia jah presente nos sistemas de desenvolvimento, não precisamos de mais burocracia, uma aplicacao assim seria como cortar todos os galhos q geram frutos da arvore, seria matar o sistema, deixando de fora a maioria dos que o fazem, deixaria de fora a maioria dos hackers q fizeram e dão manutenção a existencia do sistema, pois sabe-se q muitos hackers sao formados em àreas diversas das de technologia, e nem por isso deixam de cria-la, e reinventa-la a cada dia, e de graça.

  31. marcelo (usuário não registrado) em 19/11/2008 às 8:01 pm

    Todos os hackers que eu conheço são auto-didatas, e muitos nem tem curso superior, todos trabalham com TI e são muito bem sucedidos, não se aplica, não se aplica, conseguir um sistema emergente deste tipo (vide catedral e bazaar) foi praticamente um milagre, um grato sabor do caos que mostrou a possibilidade de se usufruir de algo “natural” um sistema que tem vida própria, que são tão superiores ao modo tradicional de produção que todas as empresas quem tem produtos na mesma área foram obrigados a aderir para não se tornarem obsoletas, não joguem isso fora, temos sistemas vivos, nao os matem!

  32. Cainã Costa (usuário não registrado) em 19/11/2008 às 8:01 pm

    A questão toda é o povo vir falar de “Piso Salarial” quando na lei não especifica nada sobre isso.

    Para a regulamentação ser válida, deve-se assumir que:
    a) Os cursos de informática são bons o suficiente e trabalham com ferramentas atuais tendo em vista o mercado.
    b) A própria área de informática é estável e fixa, como a de Engenharia Civil.
    c) O mercado não é formado basicamente de auto-didatas, que em sua maioria não “fazem uma faculdade” porque a proposição A é falsa.
    d) Para ser bom na área de informática, é necessário fazer um curso superior.
    e) Aumentar as limitações para o trabalho, e diminuindo a quantidade de profissionais vai aumentar a qualidade dos serviços e expandir a área de atuação.
    f) O projeto de lei abrange todos os cursos DE ou relacionados à informática, incluindo Sistemas de Informação, Física Computacional, Tecnologia em Informática, e por aí vai.

    Bem, já dá pra analizar porque esse projeto de lei não é válido, ao menos nessa redação, e seguindo o contexto da área de TI aqui no Brasil.

  33. killown (usuário não registrado) em 19/11/2008 às 8:19 pm

    “A empresa vai contratar um moleque sem qualificação” para mim não é um argumento válido. Diria que nem ao menos é argumento. Se a empresa não quer contratar um profissional qualificado, o problema é deles ou do incompetente do diplomado. Se não existem empresas sérias onde eu moro, então monto minha própria empresa e concorro com elas.
    AE camabada de “diplomados noob” continua ae fazendo seus comentarios ridiculos enquanto a noobaiada não qualificada continua faturando.

  34. Leandro Pincini (usuário não registrado) em 19/11/2008 às 8:30 pm

    Ainda hoje eu vejo que as pessoas não conseguiram entender como as coisas estão evoluindo, a capacidade não baseia-se em papéis, mas sim na responsabilidade sobre os mesmos.
    A regulamentação chega a ser cretina, não porque não tenho diploma (eu sou quase formado em curso superior, mas por opção curricular). Simplesmente implantar uma lei sem pensar em seus deveres, é luxúria.

    Levando em consideração as afirmações do Cainã Costa, logo acima. Todos nós, que estamos cursando uma faculdade (diga-se de passagem pública) temos um pouco de desapontamento pois o curso não fornece conhecimento atualizado sobre a nossa área.

    Pensando pelo outro lado temos que uma pessoa que não tem diploma, está ocupando uma vaga que você poderia ocupar? Falta de capacidade sua ou muita capacidade dela?

    Ninguém que se mantém atualizado no ramo da informática precisa se preocupar com tal argumentação, pois o mesmo, tendo a capacidade necessária é contratado.

    Só desejo uma coisa, que fiquem cientes pelo voto, pois seus deveres caem diretamente na educação, custos com atualização de seus profissionais e etc.

    Agora afirmar que não conseguiu o emprego tendo diploma, um plus, diferencial, em seu curriculum. É sacanagem…

  35. John (usuário não registrado) em 19/11/2008 às 8:32 pm

    É isso aí
    Fora diplomados noob!! O que é diplomados noob?

    Hay Gobierno, soy contra

  36. Rafael G. Martins (usuário não registrado) em 19/11/2008 às 8:41 pm

    Eu faço Eng. de Controle e automação, e grande parte do meu trabalho terá relação direta com a area de informática. Provavelmente o CREA nos protegerá nesta questão, porem fica a preocupação com relação aos meus amigos que trabalham na área de TI sem formação academica. Alguns deles com muitos anos de serviços bem prestados, e com mais experiencia do q mtos que serão autorizados por lei a exercer as funções. Temo também pelo software livre, que tem grande quantidade de hobbystas como contribuidores.

    É um projeto muito questionavel, pois apesar da area precisar de alguma regulamentação, na minha opiniao está sendo feito tudo errado, e essa lei será um “tiro no pé”.

  37. Matheus (usuário não registrado) em 19/11/2008 às 8:52 pm

    Eu sou extremamente contra, existe muitas pessoas qualificadas hoje no mercado que podem trabalhar com informática no mercado hoje, seria mesma coisa que fazer uma regulamentação com os atores, aqueles que não tem artes cênicas não podem atuar como ator. Porque não fazem uma regulamentação descente nesse país do que casos ridículos como esse?

  38. André Luiz (usuário não registrado) em 19/11/2008 às 10:55 pm

    A questão da regulamentação sempre trará muita discussão na área de TI. No entanto, acredito que estes questionamentos feitos aqui não são muito diferentes daqueles feitos anteriormente no círculo de outras profissões.
    Desta forma, uma dúvida me surge: O que os profissionais de outras áreas obtiveram de benefícios/ prejuízos com a regulamentação?
    Acho que por esta ótica, o problema pode se resolver…

  39. marcelo (usuário não registrado) em 19/11/2008 às 11:30 pm

    QUERO CHAMAR A ATENÇÃO de todos ao tentar comparar essa profissão com outras! quando se fala dos profissionais de TI não da pra dissociar do SOFTWARE LIVRE, já que 95% do software usado na área é livre, o que implica em levar em consideração as características do sistema, quem discute algo sobre SL, primeiro tem que saber O QUE EH SOFTWARE LIVRE, o que significa na sociedade atual e como funciona no sentido latu sensu, é preciso saber o que é UM SISTEMA EMERGENTE e o qual raro ele é na sociedade atual sistemas emergentes bem sucedidos criados pelo homem são rarissimos, e o SL é um dos exemplos mais bem sucedidos e rápidos, então não dá pra comparar com outras profissoes regulamentadas ou não, tem que levar em consideração todos esses pormenores porque é tudo isso que faz a coisa funcionar, existir e evoluir, se alguem interferir nisto, deixa de ser um sistema emergente.

  40. anon (usuário não registrado) em 20/11/2008 às 1:18 am

    Não queremos ver uma prova de JAVA para que o fã-boy do python possa ser regulamentado, mas sim uma prova que se baseia na programação em si e mostre que ele entende as premissias de programação.

    Vai cair o que exatamente? Álgebra booleana? Lambda Calculus? Paradigmas de programação? Como usar linguagem+compilador+paradigma+frameworks+ide criados e idealizados pelas Empresa X? Ou que nem google code jam, onde dão o input e testa o output de seu programa?

    O que
    - um programador de modulos de kernel/device driver pra Windows, um pra Linux, um pra Freebsd,
    - Um programador de Web Sites,
    - Um programador de compilador,
    - Um programador de “AI” para jogos,
    - Um Game designer,
    - Um Programador de efeitos especiais

    têm em comum?

    Concordo plenamente com o anon2.

    Os diplomados não sabem nada e os autodidatas sabem tudo!

    Típico papinho de quem nunca sequer botou o pé numa universidade.

    Pelo menos o que eu(anon1?) quis dizer é que fazendo C.C., vc vai aprender só a base e um monte de coisa inutil dependendo de que área de TI vc quer trabalhar. Eu não quero gastar tanto dinheiro e passar 4..6hrs por dia estudando coisas que não vou usar ou já sei pq aprendi com livros bons, ou já vou aprender, ou pior: já ficou ultrapassado. A proposito, botei o pé numa faculdade, mas desisti depois de ver a grade de matérias.

    Tenho tb a mesma opnião do marcelo. “TI” não é enfermagem.

  41. Bom, sou a favor, não pela exigencia do diploma em sim, mas para regulamentar a área. Profissões regulamentadas, são os profissionais que definem sua legislação específica e fiscalizam. É muito mais auto-regulamentação do que o governo é hoje.

    Um exemplo de problemas na área:
    - se seu chefe te manda fazer uma coisa ilegal no software, e isso é descoberto. Quem deve ser punido? Você? Seu chefe? A empresa? Antes que alguém responda “com certeza”, cada juiz já decidiu de um jeito diferente.
    - pela lei trabalhista, o funcionário não pode trabalhar mais de 6 horas seguidas sem pausa de pelo menos 1 hora. Faltando 5 minutos dá um crash no banco de dados e a empresa inteira para. O que você deveria fazer?

    Agora, quanto ao diploma, mesmo que seja aprovado não proíbe alguém não diplomado de programar, da mesma forma que um pedreiro não precisa ter diploma pra construir um muro (aliás, não precisa nem ser pedreiro). Portanto, o dono de locadora, o desenvolvedor de software livre, o instalador de Windows não vão ser prejudicados.

  42. marcelo (usuário não registrado) em 20/11/2008 às 9:14 am

    Não tem nocão, a segregação so vai quasar desarmonia, imagine que hoje já tem briga de policia com policia, auto-regulação? deixa como tá! já temos isso, horário de trabalho, tem hora extra, e pronto.

    Veja a incoerencia no ex.:

    Você tem 15 anos e inventa o Squid.

    um programa que todo mundo usa
    ganha dinheiro implementando nas empresas e tal

    vai ter aula sobre ele na faculdade, gente vai aprender pra trabalhar com ele e tal.

    e o autor nao vai poder trabalhar com ele porque não teria curso superior!?

    não cola

    outra, vc tem 20 anos e é formado em medicina ou filosofia como o Kon Kolivas.

    Faz melhorias no Kernel, que todo mundo usa, as melhorias são inclusas na base oficial por sem “muito boas” e ele não poderia trabalhar com isso por que não é da Área!?

    isso eh uma INCOERENCIA!

    alguem ae em cima fez uma comparação pifea sobre pq alguem q sabe toda a contituicao e os direitos de cor não pode advogar, NÃO É UM ARGUMENTO VÁLIDO, se trata de coisas diferentes, de sistemas diferentes.

  43. Agora, quanto ao diploma, mesmo que seja aprovado não proíbe alguém não diplomado de programar, da mesma forma que um pedreiro não precisa ter diploma pra construir um muro (aliás, não precisa nem ser pedreiro). Portanto, o dono de locadora, o desenvolvedor de software livre, o instalador de Windows não vão ser prejudicados.

    Não acho que seja tão simples a questão do software livre.

    Vamos comparar com a analogia do muro construído por uma pessoa sem formação.

    * O governo poderia usar esse muro em uma de suas obras? Poderia usar em hospitais, postos de saúde, escolas?

    * Uma grande empresa poderia colocar esse muro sobre a cabeça de seus funcionários?

    O que me preocupa é que se o software foi escrito por pessoa não-regulamentada, em princípio, faria todo o sentido que fosse legalmente equivalente a uma obra feita por uma pessoa que não é pedreiro.

    Não vamos esquecer que o software livre, depois de muito esforço, tem se tornado peça fundamental em muitas instituições. Na analogia, seria equivalente a usar o muro como pilar de muitas construções.

    E agora, o que poderá acontecer com todo o uso de software livre no governo e em grandes empresas? E o software público? Poderá ser questionado por grande parte do código ter sido escrito por programadores não-regulamentados?

  44. Job (usuário não registrado) em 20/11/2008 às 10:24 am

    FABIO,

    QUANDO VOCÊ DIZ,”Típico papinho de quem nunca sequer botou o pé numa universidade.”

    Melhor você realmente botar o pé, a cabeça e o resto do corpo numa universidade!

    EU, POSSO LHE DIZER, QUE MESMO EU TENDO OS TITULOS DE “GRADUAÇÃO”, ESPECIALISTA, MESTRE E DOUTOR.
    POSSO LHE DIZER QUE NÃO ACHO QUE POR EU TER OBTIDO TITULOS DA EDUCAÇÃO FORMAL, SOU MELHOR QUE OUTROS.
    SÓ DIZ ISSO, PESSOAS LEIGAS SOBRE COMO FUNCIONA A EDUCAÇÃO SUPERIOR PARA A ÁREA DE INFORMÁTICA.

    UM CURSO SUPERIOR, É MUITO BOM, DESDE QUE ASSOCIADO A IDEIA DE CRESCER COMO UM TODO E NÃO APENAS “PEGAR/PAGAR UM DIPLOMA”

    TEMOS O SEGUINTE DILEMA:

    “O MOLEQUE PASSA A ADOLESCÊNCIA JOGANDO CS, REINSTALANDO WINDOWS, ORKUT E MSN” AI O PAI, VE O FILHO O DIA TODO NO PC E FALA “MEU FILHO É UM RAQUERRRR” , “ELE VAI FAZER INFORMÁTICA”, O “BICHO FAZ CURSINHO, DECORA” E PASSA NO VESTIBA EM CC.
    CHEGA LÁ, FAZ UM MONTE DE DISCIPLINA TEÓRICA, QUE É BOM PRA FORMAÇÃO, MAS O TRABALHO MESMO….

    CERTA VEZ, ENCONTREI UM GRUPO DE ALUNOS DE CC NUM EVENTO DE SL,
    PERGUNTEI SE ALGUM DELES USAVA LINUX.
    R: TODOS NÃO
    AI PERGUNTEI PORQUE?
    R: AH! NÃO TEM JOGUINHO, NÃO TEM O PLUS DO MSN.
    “SEM COMENTÁRIOS …..”

    É CLARO, TEM GENTE BOA SAINDO DA UNI, MAS EM GERAL JA ERAM BOAS ANTES DE ENTRAR.

  45. “Você tem 15 anos e inventa o Squid.
    um programa que todo mundo usa
    ganha dinheiro implementando nas empresas e tal
    vai ter aula sobre ele na faculdade, gente vai aprender pra trabalhar com ele e tal.

    e o autor nao vai poder trabalhar com ele porque não teria curso superior!?”

    Vai poder trabalhar do mesmo jeito, não vai mudar nada.

    “* O governo poderia usar esse muro em uma de suas obras? Poderia usar em hospitais, postos de saúde, escolas?”
    Sim, poderia. DESDE que seja avaliado por um graduado e constatado a qualidade, da mesma forma que um projeto de engenharia.

    Outra coisa, com a regulamentação, ficará mais claro definir o que um profissional da área deve sair sabendo da faculdade, isso ajuda a elevar o nível do curso.

    Mais uma coisa que pode ser bom: hoje existe curso de “Ciencia da Computacao”, “Sistema de informacao”, “Engenharia da Computacao”, e conforme a faculdade eles tem o mesmo conteúdo, o que em tese não deveria ser. Regulamentado, teríamos chance de definir exatamente o que cada curso deve focar, padronizando a nomenclatura.

  46. marcelo (usuário não registrado) em 20/11/2008 às 11:48 am

    Conheço gente que fez o CURSO DE SISTEMAS DE INFORMAÇÃO sem sequer ter ouvido falar de unix/linux em 5 anos, saiu de lah um programador Java que veio me perguntar detalhes sobre TCP/IP

  47. Sim, poderia. DESDE que seja avaliado por um graduado e constatado a qualidade, da mesma forma que um projeto de engenharia.

    Então cada versão de um projeto de software livre teria de ser avaliada por um “profissional” regulamentado antes de poder ser usada pelo governo ou por empresas…

    Não me parece muito adequado. Tira liberdades do software, além de servir como mais um cabide de empregos.

  48. Tenho a impressão de que a contratação governamental do uso do software, diretamente a partir do criador original do mesmo, tenha ele 15 anos ou não, é um caso bem raro.

    Creio ser mais comum a contratação (quando há) a partir de uma empresa distribuidora, que certamente não teria (mesmo hoje) dificuldade em homologar a solução que oferece.

  49. marcelo (usuário não registrado) em 20/11/2008 às 1:02 pm

    Bom, e o autor? ele não pode trabalhar então ele para de desenvolver, isto desestimula o sistema como um todo, imagine a situação atual de TI, falta mão de obra qualificada, agora imagine se até mesmo os autores de software não puderem trabalhar na área, eu fico imaginando quem se benecifiaria com uma lei destas, eu soh vejo lobbystas e empresas de software e faculdades de ponta de esquina como beneficiarios, nem os estudantes serão beneficiados, todos teriam que pagar uma nota e ficar 5 anos em um curso do qual jah sabe td pra poder voltar a profissão que já exerce com rigor, sem noção, isso vai por um freio no sistema como um todo, todos vão sofrer! não sejam egoistas!

  50. marcelo (usuário não registrado) em 20/11/2008 às 1:16 pm

    Querido Augusto, não se trata de ser raro ou não, o que citei foi um exemplo e do que o exemplo se tratava era de uma incoerencia, que a pessoa que mais estava apta no mundo a dar suporte sobre o produto não teria reconhecimento legal para tando, muito me admira uma pessoa com experiencia como você não reconhecer isso dentre os desenvolvedores e o caracter singular do funcionamento emergente do SL.

  51. Marcelo, entendi claramente o que você disse, e apresentei minha opinião a respeito.

    Acrescento que não me recordo, no momento, de exemplos de desenvolvedores de web proxies de 15 anos de idade que possam ser classificados como a pessoa mais apta no mundo a dar suporte sobre o seu produto em contratos governamentais brasileiros.

    Se a sua intenção era apontar um exemplo de situação em que alguém sairia prejudicado, acredito que o exemplo ficou um pouco fora da realidade objetiva.

    E digo isso independente da minha capacidade ou não de perceber da mesma forma que você o tal “caracter singular do funcionamento emergente do SL”.

  52. Gustavo (usuário não registrado) em 20/11/2008 às 1:35 pm

    Sou formado em Ciência da Computação por uma universidade particular modesta, sem muito prestígio, e tenho certeza absoluta que possuir um diploma não implica em absolutamente nada. Muita gente que se formou comigo não sabe programar, não sabe gerenciar um projeto, não sabe projetar um software complicado, e por aí vai.

    Se o software livre mostrou uma coisa ao longo dessas últimas décadas foi que você não precisa ser um profissional da área para contribuir de forma significativa. Não são poucos os exemplos de profissionais de áreas completamente alheias à computação dando contribuições para o software livre. Restringir quem pode ou não pode trabalhar com computação vai colocar em risco boa parte das liberdades que vem beneficiando a comunidade. Se a tal regulamentação ocorrer, que empresa vai querer utilizar um software que foi desenvolvido por um moleque que ninguém conhece? Quem vai querer contratar um desenvolvedor de SL, mesmo que ele tenha se mostrado competente nos projetos em que participou, se o mesmo não tiver um canudo?

    Na minha opinião cada empresa deve ter a liberdade para contratar quem quiser, que façam todos os testes que acharem necessários. Se a pessoa se mostra qualificada, seja por experiências anteriores ou por bons resultados obtidos em entrevistas e testes de aptidão, então não deve haver impedimento legal.

    Sindicatos e orgãos regulamentadores no Brasil só servem para angariar e desviar fundos. Eu não quero passar o resto da minha vida pagando sindicato, já me bastam os impostos abusivos aos quais estamos submetidos.

  53. anon (usuário não registrado) em 20/11/2008 às 1:52 pm

    TI não é enfermagem. Programadores não são pedreiros. Como você testa a qualidade de “um muro” contruido por um programador especialista em usar Haskell, outro em C++ e ainda outro em ruby? Nada a ver a analogia, pedreiro usa métodos preparados e materiais já existentes enquanto que o programador - que não representa toda TI - cria sempre novas ferramentas, metodologias e “materiais” e até novas areas de pesquisa e atuação. Vai auditar como? Que empresa vai auditar e homologar um sistema com 2 milhões de linhas de codigo escrita em linguagens diferentes, podendo algumas nem ser uma linguagem mainstream.

    Vai cair o que no teste de regulamentação? Logica de programação pra arquitetura von Neumann(ou decedente/similar)? Não é suficiente, mas quem não sabe nem trabalha na área. E testar mais que isso vai fazer o teste pender só pra algumas areas da TI e não todas ou pior: pra alguma solução oferecida pela empresa XY. Aliás, o modelo de von Neumann nem é o unico apesar de ser meio que “padrão”.

    Não vale analogia com carros tb xP

    Legislação não vai fazer quem se formou ganhar mais. Não adianta ^.^ Vão acabar contratando menos e terceirizando pra outro país.

    Se você trabalha em TI e está sendo explorado, azar o seu, pois já existem leis trabalhistas pra lhe defender.

    Eu pelo menos trabalho meio periodo, de segunda à sexta apesar de ganhar que nem outros que estão se formando que me olham torto mas depois vêm perguntar o que é PGO… Não tenho pai pra pagar universidade(mesmo pública vc tem gasto) então teria que continuar trabalhando pra estudar aquelas besteiras da grade. Pff.. prefiro comprar livros BONS usados. Sobra bem mais dinheiro e tempo pra outras coisas. Sem contar que mesmo se tivesse entrado, teria que comprar quase todos que já li e vou ler(como esse) pq nem são usados nos cursos aqui.

    Ahh- Prefiro continuar trabalhando de manhã, estudando atarde ou anoite(e nem precisa ser 4..6h/dia). Pretendia me mudar desse país daqui uns 2 anos depois que estudasse mais, mas como vou ser despedido, não vai dar ¬¬

    (* Brasil, um país de todos. *)

  54. José Honorato (usuário não registrado) em 20/11/2008 às 2:42 pm

    Creio que a grande questão não é regulamentar ou não, a regulamentação é cada vez mais evidente e a maior prova disso é o PLS 607/2007 em tramitação. A regulamentação ta tão próxima que até a SBC já tem seu projeto de regulamentação e inovou com o Conselho de Auto-Regulação!

    Precisamos discutir é como regulamentar e como evitar que seja criado um Conselho cartorial que não vai trazer beneficios para a profissão nem para a sociedade. Temos que discutir como garantir que todos que participam desse diversificado setor de TI possam continuar exercendo sua profissão sem restrições por grau de formação ou coisas desse tipo.

    Volto a fazer o convite da Natália para que todos participem das discussões na lista enec-profissao acessando listas. enec. org. br

  55. John (usuário não registrado) em 20/11/2008 às 2:57 pm

    Esse comentários estão destoando o assunto.

    Se somos diplomados ou não, isso não importa no momento, isso ta fazendo com que se crie uma rivalidade. Algo totalmente idiota!!

    Ficar generalizando e ofendendo as pessoas com certeza não vai resolver nada.

    Vamos nos unir e decidir juntos, pois senão decidirmos algum senador ou deputado irá decidir da melhor forma para “ELES”.

    Pensem nisso!! E parem de brigar se ser diplomado é melhor, se estudar em casa é melhor. Pura besteira….

  56. “Bom, e o autor? ele não pode trabalhar então ele para de desenvolver,”
    Novamente, a lei do jeito que foi feita não vai impedir ninguém de trabalhar na área nem de desenvolver software. E nenhuma empresa vai deixar de contratar um bom profissional porque o governo falou que ele tem curso superior ou não. Empresa hoje não respeita nem as leis trabalhistas, vai respeitar regulamentação?

    Agora, que isso vai ajudar a definir melhor a qualidade dos cursos superiores é um lado bom da regulamentação. A preocupação do SBC é justamente aos limites disso pra não prejudicar os profissionais, principalmente em cidades onde o número de diplomados é pequeno.

  57. marcelo (usuário não registrado) em 21/11/2008 às 1:43 pm

    “E nenhuma empresa vai deixar de contratar um bom profissional porque o governo falou que ele tem curso superior ou não. Empresa hoje não respeita nem as leis trabalhistas, vai respeitar regulamentação?” (marcosalex)

    E se nenhum empresa respeita a regulamentação, pra que regulamentar então? vc estão correndo pra alcançar o vento.

  58. anon (usuário não registrado) em 21/11/2008 às 3:15 pm

    Eu pensei em participar da lista de discurção, mas pelo que parece estão mesmo decididos em criar uma regulamentação e como não detenho capacidade suficiente pra pensar em uma regulamentação não vou parcipar. Pra mim, TI é uma area que evolui mais rapido do que se pode regulamentar, criando medotologias novas e até áreas novas.

    A idéia de criar uma maneira de classificar a qualidade dos cursos é interessante, mas não consigo entender o que os profissionais da area tem a ver com isso. Se bem que acho dificil criarem matérias/requerimentos minimos pra um curso de TI. Não consigo nem pensar no que seria. A propria área de TI já tem sua propria solução: entrevistas de emprego e portfólio. Visto que as soluções(softwares, etc) são feitas sobre demanda e não tem um único padrão.

    PS: quero só ressaltar, que não acho todos cursos universitários da TI ruins. Mas os da minha cidade, que conheço, são fracos e na minha opnião não valem o tempo e dinheiro.

  59. José Honorato (usuário não registrado) em 25/11/2008 às 12:42 am

    Oi Anon,

    A lista é aberta a todos e a todas as idéias, na ENEC tem muita gente favorável a regulamentação e também muita gente contra.

    O consenso que temos lá é que a regulamentação não pode restringir o mercado nem excluir os profissionais sem formação acadêmica pq acreditamos que para uma pessoas trabalhar com TI não é necessário ela ter um curso superior.

    A idéia da lista é justamente discutir idéias diferentes e tentar chegar a um ponto comum uma vez que vai ser praticamente impossível agradar a todos…

    Não sei se a galera aqui observou os relatos da Audiência Pública que discutiu o PLS 607/2007 mas os senadores já estão discutindo sobre a criação de um projeto mais amplo que abranja toda a área de TI. Se não fizermos nada vai acabar passando um projeto mal feito como esse que ta em tramitação e que restringe o mercado e cria um Conselho com objetivo claro de arrecadação de dinheiro!