Privacidade: Ministério Público pede que Net guarde dados de conexões por 2 anos
A Net deve armazenar os logins de acesso e registros de conexão dos usuários dos serviços Virtua e Vivax por ao menos dois anos, recomendou o Ministério Público Federal (MPF) em São Paulo nesta sexta-feira (20/06). Segundo o órgão, o atual prazo de seis meses para o armazenamento deste dados tornam impunes crimes de exploração sexual da criança e do adolescente, por exemplo.
Com um prazo maior, os crimes eletrônicos podem ser apurados sem a perda de dados necessários à investigação. O Ministério Público pediu que a Net se posicione sobre o assunto em 10 dias.
CPI quer monitoramento de chats e criminalização do armazenamento de fotos digitais
Enquanto isso, a Comissão Parlamentar de Inquérito da Pedofilia apresentou, na quarta-feira (18/06), o primeiro projeto de lei para criminalizar, entre outras ações, o armazenamento de fotos digitais. O MPF também pediu, na semana passada, o monitoramento de chats para menores.
Saiba mais (idgnow.uol.com.br).









Para variar, usam um tema crítico como este, para tentar acabar com a privacidade na internet..
Acho certo armazenar os dados por um tempo maior. Mas o correto seria os orgãos competentes investigar crimes na internet com maior velocidade.
Me preocupa o que eles consideram “chats para menores”. Estariam Google Talk e MSN inclusos aí?
Que paranoia… Eh so quererem aumentar a seguranca da internet e ja tem gente com teorias da conspiracao.
Quem nao deve nao teme.
A perda de privacidade é inevitável na era da informação.
Nossos hábitos são monitorados quando usamos nossos cartões de crédito, somos filmados a todo momento por câmeras de vigilância, podemos ser localizados e rastreados pelos nossos celulares, nossos emails são lidos respectivos provedores, e nossos passos na internet já são rastreados por muitos sites, independente de qualquer lei a esse respeito.
Melhor do que temer e tentar se opor à perda de privacidade na era da informação, acredito que é melhor aprendermos a compreender quais informações estamos (ou podemos estar) cedendo a cada momento. Muitas pessoas, de forma até ingênua, liberam informações críticas em sites de relacionamento, ou em qualquer site que oferece algum brinde em troca de um “cadastro”.
Muitas pessoas realmente acreditam que estão “invisíveis” enquanto navegam na internet, quando, de fato, não estão. Leis como essa não invadem sua privacidade mais do que já está sendo invadida. Ao contrário, acredito que esse tipo de lei possa alertar as pessoas para o fato de que suas ações estão, sim, sendo monitoradas para, assim, procurarem se proteger de forma efetiva.
se quem não deve não teme não deveria ser monitorado! Proxys podem ser muito úteis nesse processo e, em se suspeitando de qualquer coisa, atitudes mais sérias poderão ser tomadas…
“Quebrar sigilo” parece ser bem diferente de “monitorar”. Se for uma quebra de sigilo mediante mandato, tudo bem. O problema é se realizarem um “monitoramento constante” do meio de comunicação (no caso de ser monitorado o Google Talk por exemplo), de forma arbitrária, que é o que eu havia cogitado a partir do texto.
Bom, mas agora eu entrei no IDG Now[1] (deveria ter entrado antes) e vi que o monitoramento é dirigido apenas às salas de bate-papo de sites como UOL, iG, etc., destinadas a menores, e será feita pelo próprio site. Enfim, nada que ofereça risco à nossa privacidade.