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	<title>Comments on: O Software Livre na visão de um advogado</title>
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	<description>Linux levado a sério desde 1996</description>
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		<title>By: Rodrigo Schmidt</title>
		<link>http://br-linux.org/2008/o-software-livre-na-visao-de-um-advogado/comment-page-1/#comment-32489</link>
		<dc:creator>Rodrigo Schmidt</dc:creator>
		<pubDate>Thu, 27 Nov 2008 03:26:36 +0000</pubDate>
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		<description>Opa Thiago A.

Podemos não seguir regras matemáticas, mas regras lógicas a maioria de nós segue sim! Afinal toda boa argumentação faz uso da lógica.</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Opa Thiago A.</p>
<p>Podemos não seguir regras matemáticas, mas regras lógicas a maioria de nós segue sim! Afinal toda boa argumentação faz uso da lógica.</p>
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		<title>By: Thiago A.</title>
		<link>http://br-linux.org/2008/o-software-livre-na-visao-de-um-advogado/comment-page-1/#comment-32487</link>
		<dc:creator>Thiago A.</dc:creator>
		<pubDate>Thu, 27 Nov 2008 03:10:37 +0000</pubDate>
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		<description>Advogados não processam leis... estão mais para programadores mesmo. A diferença é que a programação, geralmente, segue regras lógicas e/ou matemáticas.</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Advogados não processam leis&#8230; estão mais para programadores mesmo. A diferença é que a programação, geralmente, segue regras lógicas e/ou matemáticas.</p>
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		<title>By: Rodrigo Schmidt</title>
		<link>http://br-linux.org/2008/o-software-livre-na-visao-de-um-advogado/comment-page-1/#comment-32486</link>
		<dc:creator>Rodrigo Schmidt</dc:creator>
		<pubDate>Thu, 27 Nov 2008 02:55:35 +0000</pubDate>
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		<description>Tenchi,

discordo de você, camarada.

Sou advogado e usuário de linux, tendo iniciado estas duas práticas quase que simultaneamente, por incrível coincidência. Portanto, julgo-me com muita propriedade para falar sobre o assunto em tela e tentar corrigir o seu raciocínio.

Primeiramente, devo dizer que concordo totalmente com o advogado norte-americano que escreveu o artigo da notícia. Deve-se fazer uma observação muito importante de modo a consigná-lo: 

As leis, assim como os comandos de um código-fonte, nada mais são do que previsões abstratas que devem ser montadas de certa forma pelo seu operador. Assim como os comandos de uma linguagem de programa.

Não é uma verdade absoluta o seu entendimento de que &quot;lei atualmente é feita por um pequeno grupo de cidadãos que a utilizam para benefícios próprios&quot; nem que a &quot;lei tem muitas falhas&quot;.

Isso não é culpa do texto escrito, pois repito, nada mais é que um comando abstrato. Se alguém está a utilizando de forma injusta, é porque o operador de direito - advogado, juiz, promotor ou seja lá quem for (à semelhança de um programador), está interpretando-a injustamente (criou um programa que não beneficiou a todos).

Sinceramente, creio que a maioria das leis são feitas no interesse da população sim. Pode ser que elas sejam aplicadas (programadas) de maneira equívocada, bem como, de fato e sem dúvida, existem algumas que não são no interesse de todos, mas são exceções, não regra como você falou.

Além disso, se você tiver interesse, sugiro pesquisar sobre &quot;pós-positivismo&quot; que, em apertada síntese, se refere ao poder de, em face de um princípio (idéia ou valor de justiça) afastar a aplicação de uma regra (norma escrita) para efetivar a justiça.

Exemplo disso, por exemplo são decisões &quot;contra legem&quot; (contrárias ao texto expresso da lei), mas justas, como, por exemplo, as decisões que permitiram o aborto de fetos encefálicos, ainda que a lei proíba tal pratica expressamente.

As questões que você abordou sobre a origem da lei já são bem mais complexas e fogem do tema que conversamos.</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Tenchi,</p>
<p>discordo de você, camarada.</p>
<p>Sou advogado e usuário de linux, tendo iniciado estas duas práticas quase que simultaneamente, por incrível coincidência. Portanto, julgo-me com muita propriedade para falar sobre o assunto em tela e tentar corrigir o seu raciocínio.</p>
<p>Primeiramente, devo dizer que concordo totalmente com o advogado norte-americano que escreveu o artigo da notícia. Deve-se fazer uma observação muito importante de modo a consigná-lo: </p>
<p>As leis, assim como os comandos de um código-fonte, nada mais são do que previsões abstratas que devem ser montadas de certa forma pelo seu operador. Assim como os comandos de uma linguagem de programa.</p>
<p>Não é uma verdade absoluta o seu entendimento de que &#8220;lei atualmente é feita por um pequeno grupo de cidadãos que a utilizam para benefícios próprios&#8221; nem que a &#8220;lei tem muitas falhas&#8221;.</p>
<p>Isso não é culpa do texto escrito, pois repito, nada mais é que um comando abstrato. Se alguém está a utilizando de forma injusta, é porque o operador de direito &#8211; advogado, juiz, promotor ou seja lá quem for (à semelhança de um programador), está interpretando-a injustamente (criou um programa que não beneficiou a todos).</p>
<p>Sinceramente, creio que a maioria das leis são feitas no interesse da população sim. Pode ser que elas sejam aplicadas (programadas) de maneira equívocada, bem como, de fato e sem dúvida, existem algumas que não são no interesse de todos, mas são exceções, não regra como você falou.</p>
<p>Além disso, se você tiver interesse, sugiro pesquisar sobre &#8220;pós-positivismo&#8221; que, em apertada síntese, se refere ao poder de, em face de um princípio (idéia ou valor de justiça) afastar a aplicação de uma regra (norma escrita) para efetivar a justiça.</p>
<p>Exemplo disso, por exemplo são decisões &#8220;contra legem&#8221; (contrárias ao texto expresso da lei), mas justas, como, por exemplo, as decisões que permitiram o aborto de fetos encefálicos, ainda que a lei proíba tal pratica expressamente.</p>
<p>As questões que você abordou sobre a origem da lei já são bem mais complexas e fogem do tema que conversamos.</p>
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		<title>By: Jack Ripoff</title>
		<link>http://br-linux.org/2008/o-software-livre-na-visao-de-um-advogado/comment-page-1/#comment-32437</link>
		<dc:creator>Jack Ripoff</dc:creator>
		<pubDate>Wed, 26 Nov 2008 18:05:47 +0000</pubDate>
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		<description>É, agora pede para ele ler a GPL e ver como o software que ele está usando é &quot;aberto&quot; e &quot;público&quot;...</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>É, agora pede para ele ler a GPL e ver como o software que ele está usando é &#8220;aberto&#8221; e &#8220;público&#8221;&#8230;</p>
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	<item>
		<title>By: tenchi</title>
		<link>http://br-linux.org/2008/o-software-livre-na-visao-de-um-advogado/comment-page-1/#comment-32400</link>
		<dc:creator>tenchi</dc:creator>
		<pubDate>Wed, 26 Nov 2008 12:04:04 +0000</pubDate>
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		<description>s/eork/fork/g</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>s/eork/fork/g</p>
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	<item>
		<title>By: tenchi</title>
		<link>http://br-linux.org/2008/o-software-livre-na-visao-de-um-advogado/comment-page-1/#comment-32397</link>
		<dc:creator>tenchi</dc:creator>
		<pubDate>Wed, 26 Nov 2008 12:00:51 +0000</pubDate>
		<guid isPermaLink="false">http://br-linux.org/?p=6202#comment-32397</guid>
		<description>A diferença ao meu ver é o &quot;sentido&quot;. Softwares livres são feitos de maneira a beneficiar a todos. É aceita a contribuição - se não, faz um eork :-) - de todos, enquanto que a lei atualmente é feita por um pequeno grupo de cidadãos que a utilizam para benefícios próprios.

A lei tem muitas falhas, e são os que realmente a conhecem - infelizmente é difícil para a maioria conhecer :-( - que conseguem tirar proveito destas falhas. É por isso, dentre outros que dificilmente um político ou pessoa de maior poder econômico - e maior conhecimento, infelizmente - vai preso como um camarada pé de chinelo. O primeiro conhece as brechas da lei e é capaz de explorá-la. O segundo está submetido à ela.

Chego então à um dilema que me mata: quem nasceu primeiro; a sociedade ou a lei? Me refiro à visão que temos de que a sociedade está submetida à lei quando [e o contrário! A lei é unicamente um peoduto humano, devendo adaptar-se à ele, e não o homem se adaptar à lei - criação de poucos.

Não estou dizendo que sou contra a lei. Só estou dizendo que as leis deveriam se adaptar ao interesse da população. A noção de lei, ao meu ver, tem uma profunda influência de muitas das grandes instituições religiosas, que se baseia na idéia de que a lei surgiu antes do próprio homem, vindo de um ato divino, não havendo como o homem julgá-la a partir de sua própria razão. Uma legislação boa para mim seria aquela que contaria com a participação de todos, e os que estão mais próximos dela - no caso, os deputados e legisladores - deveriam fazer esta apróximação de forma espontânea.

Mas a idéia atual de lei é tão falha quanto a idéia de democracia. Como diria Saramago, a democracia hoje é você ser chamado de quatro em quatro anos para escolher alguém que vai mandar em você. Passou o dia da eleição os caras reinam em absoluto.

Não. Vejo que a lei está mais para o software proprietário.

Mas fazer o que. É a lei. Está escrito aqui, ó! Mas quem escreveu isto? Esta é a questão meus caros.

ps: desculpem pelo meu discurso. acredito estar no escopo da notícia.

Outro-ps: dia atrás participei dum evento de software livre onde uma das palestras foi proferida por uma advogada. Na verdade o marido dela é um professor de onde estudo, cara maluco por software livre :-) Muito interessante os temas abordados.  Aí pude ver que &quot;o buraco é bem mais embaixo&quot; do que pensamos.</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>A diferença ao meu ver é o &#8220;sentido&#8221;. Softwares livres são feitos de maneira a beneficiar a todos. É aceita a contribuição &#8211; se não, faz um eork :-) &#8211; de todos, enquanto que a lei atualmente é feita por um pequeno grupo de cidadãos que a utilizam para benefícios próprios.</p>
<p>A lei tem muitas falhas, e são os que realmente a conhecem &#8211; infelizmente é difícil para a maioria conhecer :-( &#8211; que conseguem tirar proveito destas falhas. É por isso, dentre outros que dificilmente um político ou pessoa de maior poder econômico &#8211; e maior conhecimento, infelizmente &#8211; vai preso como um camarada pé de chinelo. O primeiro conhece as brechas da lei e é capaz de explorá-la. O segundo está submetido à ela.</p>
<p>Chego então à um dilema que me mata: quem nasceu primeiro; a sociedade ou a lei? Me refiro à visão que temos de que a sociedade está submetida à lei quando [e o contrário! A lei é unicamente um peoduto humano, devendo adaptar-se à ele, e não o homem se adaptar à lei &#8211; criação de poucos.</p>
<p>Não estou dizendo que sou contra a lei. Só estou dizendo que as leis deveriam se adaptar ao interesse da população. A noção de lei, ao meu ver, tem uma profunda influência de muitas das grandes instituições religiosas, que se baseia na idéia de que a lei surgiu antes do próprio homem, vindo de um ato divino, não havendo como o homem julgá-la a partir de sua própria razão. Uma legislação boa para mim seria aquela que contaria com a participação de todos, e os que estão mais próximos dela &#8211; no caso, os deputados e legisladores &#8211; deveriam fazer esta apróximação de forma espontânea.</p>
<p>Mas a idéia atual de lei é tão falha quanto a idéia de democracia. Como diria Saramago, a democracia hoje é você ser chamado de quatro em quatro anos para escolher alguém que vai mandar em você. Passou o dia da eleição os caras reinam em absoluto.</p>
<p>Não. Vejo que a lei está mais para o software proprietário.</p>
<p>Mas fazer o que. É a lei. Está escrito aqui, ó! Mas quem escreveu isto? Esta é a questão meus caros.</p>
<p>ps: desculpem pelo meu discurso. acredito estar no escopo da notícia.</p>
<p>Outro-ps: dia atrás participei dum evento de software livre onde uma das palestras foi proferida por uma advogada. Na verdade o marido dela é um professor de onde estudo, cara maluco por software livre :-) Muito interessante os temas abordados.  Aí pude ver que &#8220;o buraco é bem mais embaixo&#8221; do que pensamos.</p>
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	<item>
		<title>By: Tóin</title>
		<link>http://br-linux.org/2008/o-software-livre-na-visao-de-um-advogado/comment-page-1/#comment-32374</link>
		<dc:creator>Tóin</dc:creator>
		<pubDate>Wed, 26 Nov 2008 09:01:12 +0000</pubDate>
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		<description>Quem de fato &lt;i&gt;faz&lt;/i&gt; as leis é quem as &lt;i&gt;interpreta&lt;/i&gt;, assim como dizem de livros e filmes que, sem leitores e espectadores, não têm sentido, adquirido quando &lt;i&gt;alguém&lt;/i&gt; o &lt;i&gt;significa&lt;/i&gt;.

Um programador também já tem a linguagem e dela se vale para alcançar o objetivo a que se propôs. Posso estar puxando a sardinho para o meu lado, mas a última frase citada não poderia ser mais verdadeira.</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Quem de fato <i>faz</i> as leis é quem as <i>interpreta</i>, assim como dizem de livros e filmes que, sem leitores e espectadores, não têm sentido, adquirido quando <i>alguém</i> o <i>significa</i>.</p>
<p>Um programador também já tem a linguagem e dela se vale para alcançar o objetivo a que se propôs. Posso estar puxando a sardinho para o meu lado, mas a última frase citada não poderia ser mais verdadeira.</p>
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	</item>
	<item>
		<title>By: Frederico</title>
		<link>http://br-linux.org/2008/o-software-livre-na-visao-de-um-advogado/comment-page-1/#comment-32363</link>
		<dc:creator>Frederico</dc:creator>
		<pubDate>Wed, 26 Nov 2008 02:47:00 +0000</pubDate>
		<guid isPermaLink="false">http://br-linux.org/?p=6202#comment-32363</guid>
		<description>Um programador de leis literalmente seria um deputado e não um advogado. Um advogado ta mais para um interpretador e buscador do que para um programador.</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Um programador de leis literalmente seria um deputado e não um advogado. Um advogado ta mais para um interpretador e buscador do que para um programador.</p>
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