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Fato raro em entrevista com Richard Stallman

“Numa longa entrevista ao blog Bobcares, o Dr. Richard M. Stallman, fundador do movimento Free Software, fala sobre a importância de defender a liberdade de software, a ameaça representada pelas patentes de software e restrições a software que combata DRM, e os perigos de acreditar em previsões de grandes empresas de software proprietário, quando estas previsões forem relacionadas ao futuro do software livre, e inclui o BSD, com menção expressa, ao responder sobre as maiores realizações da comunidade até hoje.


Linux, e não GNU/Linux!

Vários outros temas interessantes entram na conversa, até que acontece um fato raro: o entrevistador se refere erradamente ao Linux, chamando-o de GNU/Linux, e o Dr. Stallman corrige discretamente o equívoco (inverso à situação que ele costuma reclamar), chamando de Linux aquilo que o entrevistador equivocadamente chamou de GNU/Linux.

Além disso, encontramos uma rara menção à vida privada de RMS, que revela não ter família, e não querer uma, porque não quer dedicar a vida a ganhar dinheiro para pagar as crianças. Ele também fala sobre a FSF querer liderar o mundo na adoção do formato Ogg, sobre o ODF, sobre a relação com a FSF Índia, e várias outras coisas.”

Enviado por Julio Pacheco - referência (bobcares.com).

Esta nota foi publicada por Augusto Campos em 23/05/2008 às 9:30 am na categoria Variedades. Você pode acompanhar as respostas assinando o feed de comentários (RSS 2.0). Comentários e trackbacks estão desativados.

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55 Comentários para “Fato raro em entrevista com Richard Stallman”

Os comentários são responsabilidade de seus autores, e não são analisados ou aprovados pelo BR-Linux. Leia os Termos de uso do BR-Linux.

  1. Cadu (usuário não registrado) em 23/05/2008 às 9:51 am

    “I don’t have a family, and I don’t want one, because I don’t want to dedicate my life to getting money to pay for children. That is life on a treadmill! Meanwhile, it contributes to overpopulation, which is harmful and dangerous to the world.” - Stallman

    Nossa… essa frase do RMS vai entrar para a história…

    Vamos todos seguir o sábio conselho do Stallman… não ter filhos porque é um perigo para o mundo! E ele esqueceu também que filhos aumentam a emissão de carbono, desperdício de alimentos, aumento da produção do lixo e tantas outras coisas… que perigo!

    Se ele se limitasse a falar de software, talvez as pessoas o levassem mais a sério.

  2. henry (usuário não registrado) em 23/05/2008 às 10:24 am

    É a opinião dele, e deve ser respeitada.

    Situação igual aos milhares de idio^C^C^C motoristas de sampa e Singapura. Ao invés de deixarem o carro em casa, preferem sair de carro e reclamar que “alguem” deve fazer algo pra acabar com os engarrafamentos.
    O mundo tá com falta de comida(e de água tbm) , e é um fato sério daqui a 10/20 anos. Ele já tá se antecipando ao problema da superpopulação… Afinal, hoje uma caixinha de ms-qualquer-coisa-professional vale mais que 100kg de feijão. Mas daqui a 20 anos, talvez nao seja bem assim… Querendo ou não, cada um cuida de sí, e ele nao exortou ninguém a fazer como ele.Apenas falou sobre a opinião dele.

    E quanto a falar somente sobre uma coisa, é esta a questão. Talvez se ele falasse somente sobre software, ele não teria tanta repercussão como tem falando de assuntos polêmicos. Quanto a levar a sério ou não por ele expor as suas ideias pessoais, isso é desculpa de quem não concorda e não tem pontos de apoio logico argumentativo.

    Mas eu ja estou fazendo a minha parte. Alimentei um troll hoje. heheheheheh

  3. suxsys (usuário não registrado) em 23/05/2008 às 10:32 am

    Ele realmente é uma pessoa muito problematica.

  4. Revoltado (usuário não registrado) em 23/05/2008 às 10:42 am

    [...] o entrevistador se refere erradamente ao Linux, chamando-o de GNU/Linux, e o Dr. Stallman corrige discretamente o equívoco (inverso à situação que ele costuma reclamar), chamando de Linux aquilo que o entrevistador equivocadamente chamou de GNU/Linux.

    E daí? O Stallman está certo. Nesse caso específico o entrevistador referiu-se ao kernel Linux e não ao sistema completo.

    O termo correto para o kernel é Linux; para o sistema completo é GNU/Linux. Foi isso que o Stallman quis dizer. Simples assim.

  5. Marcos Alexandre (usuário não registrado) em 23/05/2008 às 10:53 am

    “O termo correto para o kernel é Linux; para o sistema completo é GNU/Linux. Foi isso que o Stallman quis dizer.”
    O termo correto segundo ele. Segundo o Linux Torvalds, não é bem assim…

  6. JCFerranti (usuário não registrado) em 23/05/2008 às 10:54 am

    Acho que o fato raro posto aqui é que ele corrigiu o reporter educadamente, e não da maneira habitual.

  7. Fernando Leme (usuário não registrado) em 23/05/2008 às 11:21 am

    “o entrevistador se refere erradamente ao Linux, chamando-o de GNU/Linux, e o Dr. Stallman corrige discretamente o equívoco (inverso à situação que ele costuma reclamar), chamando de Linux aquilo que o entrevistador equivocadamente chamou de GNU/Linux.”

    Pessoal, isso simplesmente não aconteceu. O entrevistador porderia simplesmente estar falando do sistama como um todo, e o Stallman repetiu mais uma vez o discursinho de sempre que procura dar o devido crédito ao GNU.
    Mas é normal “misunderstanding” coisas assim.

  8. Acho que dizer que “simplesmente não aconteceu”, baseando-se em que poderia ser outra coisa, é meio forte. Eu li a entrevista e fiquei com a mesma impressão do que foi descrito: o repórter chamou o Linux de GNU/Linux, e o RMS discretamente corrigiu o equívoco na sua própria resposta, deixando clara (para o entrevistador e para o leitor) a sua posição de que o Linux deve ser chamado apenas de Linux - o que não é novidade, mas me chamou também a atenção por ser bem menos freqüente do que a situação inversa.

  9. Situação igual aos milhares de idio^C^C^C motoristas de sampa e Singapura. Ao invés de deixarem o carro em casa, preferem sair de carro e reclamar que “alguem” deve fazer algo pra acabar com os engarrafamentos.

    O problema em São Paulo é mais embaixo, o transporte público deixa a desejar em boa parte da cidade, você pode ir de carro de perder 2 horas no trânsito ou ir de transporte coletivo, perder 3 horas e ainda ficar em pé o tempo todo. Sorte de quem mora E trabalha perto de metrô que pode evitar o trânsito. Deixar o carro na garagem para muitas pessoas não pode sequer ser considerado opção. Para “alguém” acabar com os engarrafamentos, deve-se investir muuuito dinheiro para colocar mais metrô, melhorar trens e os ônibus na cidade toda, não é somente deixar o carro na garagem que vai acabar com o trânsito da cidade.

    Mas voltando ao tópico, RMS dizendo para falar “Linux” ao invés de “GNU/Linux” é no mínimo curioso, mesmo neste caso ele estando certo :)

  10. O Stallman esta certo pra que ficar gastando agua tomando banho e enchendo a terra de com mais fraldas descartáveis sujas huhuhhaha….

    Tirando a brincadeira acho que ele tem um tipo de autismo leve o que explica o fato de ser meio anti-social e não ligar muito para a aparência, então não tenho motivos para odiar alguem que só luta pelo seu ideal…..

  11. leandro (usuário não registrado) em 23/05/2008 às 1:17 pm

    O RMS já está morto. Mas parece que está só aguardando o prazo de secagem pra virar múmia!

  12. israroot (usuário não registrado) em 23/05/2008 às 1:19 pm

    Não confio em quem não gosta de criança.
    Sabe lá do que uma pessoa assim seja capaz.
    E pra quem pensa como ele: pena que seus pais também não pensaram assim.

  13. Douglas Augusto (usuário não registrado) em 23/05/2008 às 1:28 pm

    Cadu (usuário não registrado) em 23/05/2008 às 9:51 am:

    > “Nossa… essa frase do RMS vai entrar para a história…”

    > “Vamos todos seguir o sábio conselho do Stallman… não ter filhos porque é um perigo para o mundo!” E ele esqueceu também que filhos aumentam a emissão de carbono, desperdício de alimentos, aumento da produção do lixo e tantas outras coisas… que perigo!”

    Por que o espanto? Você por acaso pensa que os recursos da Terra são ilimitados, de forma que o planeta comportaria indefinidamente o crescimento populacional? É uma simples questão matemática.

    Basta pensar um pouco para entender que a atual taxa de crescimento populacional é insustentável, e mais cedo ou mais tarde haverá um colapso; pessoas lutariam mortalmente pelos recursos extremamente disputados. Este cenário definitivamente não seria humanamente digno, e a única forma de evitá-lo seria adotando um controle de natalidade–o Stallman está fazendo a parte dele.

    É muita ingenuidade colocar a posição a favor do controle de natalidade de forma irônica e debochada como você fez.

  14. Douglas Augusto (usuário não registrado) em 23/05/2008 às 1:35 pm

    Fernando Leme (usuário não registrado) em 23/05/2008 às 11:21 am:

    > “Pessoal, isso simplesmente não aconteceu. O entrevistador porderia simplesmente estar falando do sistama como um todo, e o Stallman repetiu mais uma vez o discursinho de sempre que procura dar o devido crédito ao GNU.”

    Claro que aconteceu. O entrevistador claramente falava do Linux (kernel), não do sistema funcional GNU/Linux. Tanto é que ele se refere à polêmica questão do Linus sobre o licenciamento do kernel.

  15. RMS (usuário não registrado) em 23/05/2008 às 1:45 pm

    tem gente que ama tanto esse cara, que cria historias sobre recursos, natalidade Stalmann bla bla bla.

  16. Douglas Augusto (usuário não registrado) em 23/05/2008 às 1:53 pm

    Marcos Alexandre (usuário não registrado) em 23/05/2008 às 10:53 am:

    > “O termo correto segundo ele. Segundo o Linux Torvalds, não é bem assim…”

    A questão não é quem acha assim ou assado (sobretudo argumento de autoridade), mas o sim o que é mais justo e adequado. Se você tem dois principais componentes imprescindíveis que constituem um sistema operacional (efetivamente), então por que apenas dar créditos a um desses componentes?

    Não só o Stallman, mas qualquer um em sua posição reivindicaria seus créditos, sobretudo porque neste caso o GNU representa muito mais do que o próprio ego, é algo transcendental, a liberdade.

    Compare os argumentos a favor e contra o GNU/Linux neste artigo na Wikipedia: http://en.wikipedia.org/wiki/GNU/Linux_naming_controversy

  17. marco antonio (usuário não registrado) em 23/05/2008 às 2:01 pm

    Verdade o q disseram acima, ele só está esperando o fim do processo para virar múmia, independente do que possa ter feito, é um péssimo porta voz do software livre,,totalmente sem noção, essa história de gnu/linux já ultrapsssou os limites. Existem pessoas muito mais talentosas do que ele e nem por isso ficam envergonhando a comunidade, o Linus, o Icaza, até o Bill Gates trazem uma imagem mais positiva para o que defendem.
    Outra história é essa da família também pega um pouco mal.

  18. Douglas Augusto (usuário não registrado) em 23/05/2008 às 2:03 pm

    cenoura em 23/05/2008 às 11:47 am:

    > “Mas voltando ao tópico, RMS dizendo para falar “Linux” ao invés de “GNU/Linux” é no mínimo curioso, mesmo neste caso ele estando certo :)”

    Coerência sempre foi uma característica evidente do RMS; e o que ele fez neste caso foi isso, manteve a coerência: deu a denominação correta e os devidos créditos à peça de software em questão.

    O Stallman nunca demonstrou anseio de carregar o nome GNU a todo custo como um parasita de carona em outros projetos. Ele quer, obviamente, que o nome (e ideologia) GNU seja conduzido onde lhe é de direito.

  19. Creio que a questão não é de “quem acha”, nem de “o que é mais justo”. Para mim, é uma questão de “a quem cabe” dar o nome. Me parece que ninguém disputa que a FSF pode chamar produtos ou conjuntos de software dela, ou associados a ela, da forma que ela quiser.

    Da mesma maneira, quem transforma em produto estes e outros conjuntos de software livre também vem nomeando estes produtos de maneira variada ao longo destes últimos anos - e também de pleno direito, de acordo com os usos, costumes, normas e licenças.

    Já o Linus não empacota nem distribui estes conjuntos de software livre, ele tem e manifesta uma opinião, já que é participante no processo.

    Assim, alguns destes produtos são mesmo chamados de Gnu/Linux (o Debian é um exemplo, me parece que o Knoppix é outro), outros são chamados de Linux, e outros não adotam nenhuma das duas convenções, ou adotam outras, como ocorre com o Kondara. E seus usuários, de modo geral, podem chamá-los da forma que quiserem também.

    A controvérsia muitas vezes nasce quando um participante do processo insiste para que os demais adotem um nome específico, e procura defender que só uma das alternativas é correta, mais justa ou mais adequada. Cada uma delas tem seus defensores, e cada autor ou distribuidor usa sua prerrogativa de batizar. E cada usuário pode também chamar de acordo com a sua própria coloração ideológica, se assim preferir.

    O BR-Linux chama o Linux de Linux, e o GNU de GNU, e leva em conta as opiniões dos respectivos autores e de outros envolvidos quando precisa se referir a casos omissos (Posicionamento do BR-Linux, item 6). No que me diz respeito, você tem plena liberdade para chamar o seu sistema operacional da maneira que quiser, desde que não infrinja direitos legais de terceiros (ou os termos de uso do site, se isso ocorrer por aqui). E eu recuso qualquer manifestação que tente cercear este mesmo direito meu, ou tentar delimitar o conjunto de paradigmas a que posso me referir no momento de escolher como chamar o sistema livre que eu uso.

  20. rafa (usuário não registrado) em 23/05/2008 às 3:00 pm

    perguntaram sobre ele tomar banho?

    inacreditei nos relatos que o augusto citou aqui tempos atrás, de um evento em curitiba. rms não toma banho!

    é um absurdo darmos ouvidos a um hippie…

  21. foobob (usuário não registrado) em 23/05/2008 às 4:03 pm

    Não importa o que o barbudo faça ou deixa de fazer: neguinho não larga do pé dele.

  22. foobob (usuário não registrado) em 23/05/2008 às 4:06 pm

    rafa:
    “é um absurdo darmos ouvidos a um hippie…”

    Absurdo mesmo é darmos ouvidos a um maluco qualquer chamado rafa em um blog que só existe porque um dia o tal “hippie” resolveu iniciar a criação de um sistema operacional completo e livre.

  23. rafa (usuário não registrado) em 23/05/2008 às 5:08 pm

    foobob, então leva ele pra casa.

  24. RMS (usuário não registrado) em 23/05/2008 às 5:14 pm

    hahahaa. mas nao foi ele que inventou o Linux. hahahahahahaha

    o q o ” sistema operacional ” dele tem de pronto? emacs apenas????

  25. suxsys (usuário não registrado) em 23/05/2008 às 5:37 pm

    Eu me pergunto, será que ele assite filme porno em formatos abertos?! Sim, pq eu não acho esse tipo de coisa…
    Ele concerteza baixa pornografia, pq comprar revistas usa papel, papel vem de arvores, e cortar arvores faz mal para o mundo!!!

    Esse cara é uma mistura muito doida do movimento Hippie com o movimento tecnologico.

    //*Penso, logo comento!!*//

  26. foobob (usuário não registrado) em 23/05/2008 às 5:44 pm

    sem-noção qualquer:
    “o q o ” sistema operacional ” dele tem de pronto? emacs apenas????”

    O sistema que você tá usando aí é basicamente um GNU com kernel Linux, inclusive a interface GNOME. Mas, sim, emacs também serve como SO completo. :)

  27. RMS, o Stallman de certa forma já conseguiu o que queria: criar um sistema operacional similar ao Unix e que fosse totalmente livre - segundo o seu conceito de liberdade.

    Embora nem todos os softwares GPL façam parte do projeto GNU, quando um programador atribui esta licença a seu software, está de forma contribuindo com a realização do sonho do “véio barbudo”.

    Com relação ao Hurd e ao GNU/Emacs (dentre outros, como gdb, gcc, etc, etc, etc), basta ver que hoje em dia o Stallman nem se dedica tanto ao desenvolvimento, e boa parte dos projetos citados acima são mantidoa agora por uma ampla comunidade. Mas não devemos ignorar o que o cara já fez. Não digo que devemos tudo à ele, pois algum dia alguém teria a idéia que ele e outros tiveram, mas nunca desrespeitá-lo dizendo “esse cara só fala, não faz nada”.
    Segundo o próprio RMS, o que ele queria desde o início era o que quase todos nós queremos: mudar o mundo. Ele provavelmente pensou: “Hey, já deve haver muita gente por aí vestindo uma cueca por cima da calça e salvando donzelas em prédios chamas. Eu poderia fazer diferente: mudar a forma com que as pessoas vêem o desenvolvimento de software para algo mais humano”. Se cada um tentasse mudar o mundo se sua forma, mesmo que não fosse algo tão nobre quanto salvar “mocinhas em chamas”, como simplesmente não jogando lixo na rua, utilizando veículos não emissores de poluição como bicicletas, não comprando um iPod (já que a Apple foi, segundo uma pesquisa que não lembro qual, considerada uma das empresas menos ecológicas ;-) ), e estas coisas que, de tanto passar na TV, acabaram se tornando clichês ;-)

    Quando à questão de não ter fihos, tenho um pensamento - neste caso - parecido com o do Stallman, e como muitos que comentaram acima: o mundo simplesmente não agëenta mais seres humanos. Sim, acabamos nos tornando uma praga. Não digo não ter mais filhos, mas evitar ao máximo. Sim, pois praticamente todos os problemas da atualidade têm relação com a superpopulação: o que fazer com o lixo, o alto índice de desemprego, a desigualdade social, a alta taxa de criminalidade dentre outros.
    A população humana tem aumentado de forma exponencial nos últimos 200 anos pelo menos. E o nosso planeta não aumentou na mesma proporção neste mesmo período ;-)

    Não querendo entrar em questões religiosas, mas isto tem em boa parte relação com o pensamento da igreja católica - e quase todas as outras igrejas - quando seu símbolo religioso diz: “crescei e reproduzi-vos como coelhos”, e diz coisas como “a camisinha - e outros métodos anti-concepcionais - não são de deus por simplesmente irem contra a vida”. Minha opinião: ausência de vida não implica em morte. Mas como criticar a igreja católica também se tornou um clichê, e este não é o melhor lugar para isto, paro por aqui.

  28. RMS (usuário não registrado) em 23/05/2008 às 6:35 pm

    foobob . hahaha boa essa !

  29. rafa (usuário não registrado) em 23/05/2008 às 7:27 pm

  30. Tá certo! Concordo plenamente:

    Linux é Linux. GNU é GNU.

    A maioria das distribuições de uso geral usa GNU, mas existem outros projetos que podem muito bem ser utilizados na base do sistema, substituindo quase completamente o GNU. Eu digo “quase” pois até hoje nada substitui completamente a suíte GCC da GNU (apesar de existirem outros projetos muito bons na mesma área, como o Tiny C Compiler, o Kencc, o LLVM, etc.; mas coisas como compiladores C++ completos como o g++ ainda estão longe de existirem).

    Muitos sistemas Linux embutidos (embedded) usam BusyBox/Linux (com uclibc como biblioteca padrão do C), assim como diversas mini-distribuições em disquete (apesar de estas não serem mais tão populares por motivos óbvios). Temos também o Gentoo, que pelo menos da última vez que eu vi, permitia usar BusyBox e uclibc como base de todo o sistema.

    Temos também o Google Android, que é um BSD/Linux, mais especificamente um kernel Linux com userland do NetBSD.

    Existe até gente querendo fazer um Plan9/Linux (kernel Linux com userspace Plan9)!

  31. Só pra não perder a piada! Se fosse levar a sério o negócio dos nomes algumas pessoas levam, as distribuições teriam que se chamar:

    -> Ubuntu GNU/Xorg/Linux

    (pois a distro é “gráfica” e o Xorg é “essencial”)

    -> Debian GNU/*

    (pois funciona com kernel NetBSD, FreeBSD e Hurd além do Linux)

    -> Gentoo */*

    (pois funciona com outros kernels e com outras libcs/ferramentas)

  32. Elias Amaral (usuário não registrado) em 23/05/2008 às 10:29 pm

    Cadu, claro que *alguém* tem que ter filhos, pra humanidade não acabar. Mas não é verdade que todo mundo deveria ter filhos! Esse é o ponto do stallman.

  33. Douglas Augusto (usuário não registrado) em 24/05/2008 às 12:55 am

    thotypous em 23/05/2008 às 10:18 pm:

    > “Só pra não perder a piada! Se fosse levar a sério o negócio dos nomes algumas pessoas levam, as distribuições teriam que se chamar:

    -> Ubuntu GNU/Xorg/Linux

    (pois a distro é “gráfica” e o Xorg é “essencial”)”

    O X.Org não é necessário para que o Ubuntu funcione; eu posso removê-lo e perderei apenas partes de sua funcionalidade, que são o ambiente gráfico fornecido pelo X e suas dependências–mas mesmo assim ainda poderia usar, por exemplo, uma interface gráfica via frame-buffer ou SVGAlib.

    No entanto, remova do Ubuntu o kernel (Linux) ou as bibliotecas de sistema (GNU) e não lhe restará nada; um sistema não iniciável. Ainda que retire os softwares GNU básicos porém não críticos (como muitas ferramentas do coreutils, GCC) é muito provável que se obtenha um sistema vegetativo que mal poderia ser classificado como sistema operacional segundo a usual definição no âmbito Unix.

  34. bebeto_maya (usuário não registrado) em 24/05/2008 às 3:19 am

    Basta pensar um pouco para entender que a atual taxa de crescimento populacional é insustentável,

    Mas um vítima da paranóia ecoterrorista…A população brasileira está envelhecendo…Há um acentuado desequílibrio entre os nascimentos de homens e mulheres, pendendo mais para o segundo grupo. Na Europa temos países em via de extinção, devido ao envelhecimento da população.

    Por favor, sim temos que reduzir um pouco, mas sem os extremismos das celebridades esquerdopatas, da ONU, e do “mundinho politicamente correto” sem nenhuma prova científica.

    Richard Stallman é uma piada ambulante, não sabe mais nem dá nome aos bois…O que ele tinha de fazer já fez, deveria se conter mais.

  35. piolho (usuário não registrado) em 24/05/2008 às 3:37 am

    “Mas um vítima da paranóia ecoterrorista…A população brasileira está envelhecendo…Há um acentuado desequílibrio entre os nascimentos de homens e mulheres, pendendo mais para o segundo grupo. Na Europa temos países em via de extinção, devido ao envelhecimento da população.”

    Correto. Na Itália por exemplo, o governo chega a praticamente implorar para que os casais façam bebês…rsrsrs, bancam os custos do nascimento até a facul!…oO
    Outra coisa muito doida que li um tempo atrás foi sobre uma cidade construída do zero no sul do Brasil para…receber velhos do Japão!

    “Quando à questão de não ter fihos, tenho um pensamento - neste caso - parecido com o do Stallman, e como muitos que comentaram acima: o mundo simplesmente não agëenta mais seres humanos.”

    Como você é inocente, a Europa incinera comida vencida…tá, tudo bem, alimento além do limite de validade tem que ser destruído mesmo, o problema é que estragou porque há muito mais comida por lá do que bocas famintas. Enquanto isso, outras regiões do planeta morrem de fome…
    O nosso planeta pode suportar uma população humana bem maior do que a atual, basta racionalizar todo o processo de produção, reciclagem, e DISTRIBUIÇÃO de alimentos…mas é claro que o último requisito esbarra na amoralidade humana e no culto ao denero; isso eu não tenho a menor idéia de como resolver.
    É…danou-se mesmo.

  36. Douglas Augusto, por isso eu deixei claro que era uma piada hehe

    E bem, com o Ubuntu especificamente não é possível tirar as coisas da GNU, mas como eu disse, há algumas outras distribuições que permitem… E outras que nem usam GNU por padrão…

  37. André Caldas (usuário não registrado) em 24/05/2008 às 9:15 pm

    Primeiramente, meus cumprimentos ao Douglas Augusto.

    Eu me questiono se esse pessoal falando um monte de besteiras sobre governos implorando para pessoas terem filhos realmente acredita nas próprias inferências. Por exemplo:
    * Se a Europa queima comida, é porque não falta comida no globo.
    * Se o governo italiano incentiva a “produção” de crianças, então é porque a raça humana na Itália está tendendo à extinção…

    Isso tudo é besteira, porque não são questões ecológicas, são questões econômicas. Se a Itália está preocupada com o envelhecimento da população, não é porque tá faltando gente. É simplesmente uma inconsistência do próprio capitalismo. A preocupação com o envelhecimento da população é um problema econômico!!

    O fato de a Europa queimar comida, ou de eu deixar resto de comida no prato, não implica que não há problema de falta de recursos no planeta. A questão também é puramente econômica.

    Gostaria de ressaltar que o Stallman (criador do Stallmanix - eu estou tentando chamar o sistema de Stallmanix sempre que posso) me parece ter enfatizado mais o lado econômico de “fazer filhos”. Ele está mais preocupado em não ser escravizado… o que me parece muito sensato. Um outro benefício de não fazer filhos é não contribuir para a superpopulação…

    André Caldas.

  38. André Caldas (usuário não registrado) em 24/05/2008 às 9:41 pm

    Augusto Campos disse:

    No que me diz respeito, você tem plena liberdade para chamar o seu sistema operacional da maneira que quiser, desde que não infrinja direitos legais de terceiros (ou os termos de uso do site, se isso ocorrer por aqui). E eu recuso qualquer manifestação que tente cercear este mesmo direito meu, ou tentar delimitar o conjunto de paradigmas a que posso me referir no momento de escolher como chamar o sistema livre que eu uso.

    Augusto, ninguém esta tentando cercear direito nenhum seu. Quando insisto para que as pessoas valorizem mais a liberdade que a comodidade, não estou lhe proibindo de fazer nada! Estou simplesmente exercendo o meu direito de lhe criticar.

    Por outro lado, nem tudo que é legal é necessariamente moral. Na minha opinião, o que é importante, é que a história não seja deturpada. Deturpar a história, ser hipócrita, etc não é ilegal. Mas ainda assim, não é algo que se deva fazer.

    A história, que acredito ser verdadeira é a seguinte:
    * O Stallman criou o projeto GNU para pregar a “liberdade”. Graças a isso, hoje temos muito melhor entendimento de como funciona a repressão e o controle legais da informação e do conhecimento. Graças a isso, hoje temos muito mais consciência sobre o papel das leis (direitos autorais, patentes, etc), do capital e da alienação no enrijecimento dessa estrutura de repressão e controle.
    * O projeto foi um grande sucesso. As conquistas não se limitam a um simples sistema operacional.
    * As grandes empresas reconheceram o valor do produto que derivou desse movimento. No entanto, multinacionais detentoras de patentes e monopólios não têm interesse em liberdade, etc. O movimento “open-source” e todos os termos de marketagem como “linux” serviram muito bem aos propósitos ideológicos dessas empresas que puderam então se aproveitar do produto, desassociando-o dos ideais do projeto inicial.

    Veja bem, que não estou tolhendo a liberdade de ninguém em tentar “seqüestrar” o produto e desassocia-lo de seus ideais… estou apenas dizendo que isso é imoral, e que não deveria ser feito. As pessoas são livres para serem hipócritas o tanto que quiserem… apenas acho que elas não deveriam fazer isso… e se fizerem, me sinto com total liberdade para apontar: “hipocrisia”!!

    —- Fuga do tema —-
    Um exemplo bem fora do tema… imagine um “pai” que critique incessantemente o aborto. Mas um dia, quando a filha de 16 anos aparece grávida, este pai vai e financia o aborto.

    Imagine que isso tenha acontecido em um país onde o aborto é legal. A princípio, o que esse pai fez foi totalmente legal!! Foi CORRETO??? E se mesmo depois disso ele continua criticando o aborto e as pessoas que praticam o aborto? É ilegal? É correto?
    —- Fuga do tema (FIM) —-

    André Caldas.

  39. piolho (usuário não registrado) em 24/05/2008 às 11:10 pm

    “Isso tudo é besteira, porque não são questões ecológicas, são questões econômicas. Se a Itália está preocupada com o envelhecimento da população, não é porque tá faltando gente. É simplesmente uma inconsistência do próprio capitalismo. A preocupação com o envelhecimento da população é um problema econômico!!”

    Ai garaio…não interessa se é capitalismo, comunismo ou mercantilismo (a fé ferenghi, uma fé brasileira too…), é NECESSÁRIO que sangue novo seja criado para sustentar a parte envelhecida da população (cada vez maior…). O Japão está envelhecendo rapidamente, a Europa também e…o Brasil está indo pelo mesmo caminho (mas aqui há outras variáveis, como por exemplo, um alto morticínio de jovens). O que vamos fazer com nossos pais e avós ?
    Fazer como os antigos esquimós faziam ? Levá-los para um lugar afastado do iglu, para morrerem congelados ou devorados por um urso ?

  40. Gulllit (usuário não registrado) em 25/05/2008 às 10:25 am

    Incrível ( para não dizer estúpido ) ficar discutindo a vida pessoal ( ou social, chamem como quiser ) de uma pessoa, eu respeito o Stallman pelo que ele fez ( e faz ) para a comunidade , e não se ele toma ou deixa de tomar banho. As idéias dele para com o software livre é o que deve ser levado em conta.

    OBS: Nem li todos os comentários, pois até onde li 95% estava criticando o Stallman.

    [brincadeira on]

    O que o Stallman e o Ubuntu tem em comum ? ;)

  41. André Caldas (usuário não registrado) em 25/05/2008 às 11:15 am

    Puxa, piolho… acho que você não entendeu. Eu sabia que a palavra “capitalismo” iria confundir a cabeça de alguns menos atenciosos.

    O que estou dizendo é que a questão do envelhecimento da população é econômica e não ecológica. Ou seja, esse argumento de que a população está envelhecendo e a Itália está pedindo para as pessoas terem filhos e portanto o problema da superpopulação não existe é totalmente furado. Você concluiu uma questão ecológica com um argumento econômico!!

    Entendeu?

    André Caldas.

  42. André, valorizo muito a liberdade sim, e creio que venho fazendo minha parte em prol dela, no que diz respeito ao software. Nada disso muda meu posicionamento quanto a nomenclatura dos softwares que utilizo: chamar o Linux de Linux, o GNU de GNU, e levar em conta as opiniões dos respectivos autores e de outros envolvidos quando preciso me referir a casos omissos

  43. piolho (usuário não registrado) em 25/05/2008 às 10:11 pm

    “Ou seja, esse argumento de que a população está envelhecendo e a Itália está pedindo para as pessoas terem filhos e portanto o problema da superpopulação não existe é totalmente furado. ”

    E quem disse que estou falando de ecologia ? É fato que em alguns lugares do mundo, ocorre um envelhecimento acelerado da população, sem nascimentos para compensar isso. É óbvio que, por exemplo, a China está entupida de gente; e a devastação ambiental não é por causa do bilhão que vive por lá, mas sim porque a exploração dos recursos naturais é feita de forma irracional, apenas visando o lucro…a URSS fez o mesmo, detonando a “união fraterna das 15 repúblicas” (já viu essa frase antes ?), e até onde sei, não havia zilhões de habitantes na URSS. A destruição ambiental é por culpa da amoralidade humana…quer um exemplo ? O ciclo do combustível nuclear é fechado, NÃO é necessário empacotar isótopos radioativos em barris e estocar (ou “alugar” aterros em países pobres…)…porque fazem isso então ?
    Porque o final do ciclo NÃO dá lucro, então eles jogam sujeira (perigosissima aliás) no meio ambiente…

  44. Douglas Augusto (usuário não registrado) em 25/05/2008 às 11:18 pm

    bebeto_maya (usuário não registrado) em 24/05/2008 às 3:19 am:

    > “Mas um vítima da paranóia ecoterrorista…A população brasileira está envelhecendo…Há um acentuado desequílibrio entre os nascimentos de homens e mulheres, pendendo mais para o segundo grupo. Na Europa temos países em via de extinção, devido ao envelhecimento da população.”

    Não pense localmente, pense globalmente. Em termos mundiais a população cresce, isto é fato—se discorda, aponte-me referências. Aí entra a simples lógica matemática: os recursos são limitados (território, espaço para plantio, água, etc.) e a população cresce (não importa nem mesmo a taxa), logo, em algum momento o nosso planeta não comportará o número de seres humanos. A população não seria extinta por causa disso—provavelmente—, mas neste cenário os humanos literalmente travariam batalhas pela sobrevivência.

    > “Por favor, sim temos que reduzir um pouco, mas sem os extremismos das celebridades esquerdopatas, da ONU, e do “mundinho politicamente correto” sem nenhuma prova científica.”

    Um pouco nada. Temos que em algum momento efetivamente interromper o crescimento populacional (equilibrar as taxas de mortes com as taxas de nascimentos); se não fizermos isso a natureza fará por nós, o que seria definitivamente mais cruel. “Reduzir um pouco” causa no máximo um efeito imediato—se você pensa apenas no seu ego (ou no dos seus descendentes próximos), ok, esta política está de bom tamanho.

    > “Richard Stallman é uma piada ambulante, não sabe mais nem dá nome aos bois…O que ele tinha de fazer já fez, deveria se conter mais.”

    Ataque pessoal desnecessário.

  45. Douglas (usuário não registrado) em 26/05/2008 às 12:27 am

    Não entendo o porque de tanta implicação contra a pessoa do RMS, vocês que criticam ele como pessoa, já pararam para pensar que sem o esforço dele nós não teriamos o software livre como o conheçemos hoje e o linux não seria nada mais do que outro bsd?

    Já pararam para pensar que diversos equipamentos embbebd são feitos com sistema linux, modems, roteadores, Access point, televissões. Teriamos algum desses exelentes quipamentos sem esta figura estranha de barba?

    Poxa, e ainda reclamam por ele ser do jeito que é?

    Mas é um fato de que as pessoas gostam de ser repesentadas por figuras bem trajadas e educada em seu modo vil de falar e persuadir. vide Bill Gates, Bacon, G.W. Bush, Hitler, entre outros,
    ao invés daqueles que realmente se importam em fazer o que é certo e o bem para os outros ou para os seus, vide Einstein, Bakunim, Richard Stalman, etc.

    Não devemos julgar uma pessoa pelo que ela aparenta ser, mas sim pelo que ela faz, e o que ela representa.

    Ninguem pode tirar o merito do que stalman fez, não importa como ele aparente ser, se toma banho ou não, ou se ele é gordo ou magro.
    Alem do que, em geral pessoas que costumam ser dedicadas a criar e desenvolver, geralmente tem um que anti-social e não são muito boas em se expressar, ou ter relacionamentos.

    discutam o quanto quiserem sobre o que é melhor para cada um, sobre que rumo o SL deve tomar, pois somos uma comunidade e isto faz parte de nosso desenvolvimento. Mas pesso por favor que parem de atacar individuos que pessam no seu bem, e dedicam suas vidas a deixar este mundo melhor!

    p.s. concordando com alguns aqui e discordando de stallman linux é linux e GNU é GNU, alem do que GNU/Linux soa um tanto quanto estranho aos olhos corporativos.

  46. Isaac Mendes (usuário não registrado) em 26/05/2008 às 9:34 am

    leave Stallman alone ! (choro compulsivo)

  47. André Caldas (usuário não registrado) em 26/05/2008 às 12:38 pm

    Douglas,

    Sem o Stallman, nem mesmo o BSD seria software livre!!

    Referência: Licenças BSD.

    André Caldas. (usuário Stallmanix)

  48. JCCyC (usuário não registrado) em 26/05/2008 às 1:06 pm

    Douglas:

    “Não entendo o porque de tanta implicação contra a pessoa do RMS, vocês que criticam ele como pessoa, já pararam para pensar que sem o esforço dele nós não teriamos o software livre como o conheçemos hoje e o linux não seria nada mais do que outro bsd?”

    Acho que já pensaram sim… e é EXATAMENTE POR ISSO que não gostam dele.

  49. André, acho que você está propagando uma confusão que justamente o artigo do RMS que você cita tenta desfazer.

    A licença BSD original *é* uma licença de Software Livre, pois ela respeita as 4 liberdades.

    Ela não é uma licença copyleft, porque não faz questão que as liberdades sejam respeitadas por licenciados que redistribuam, modifiquem ou distribuam versões modificadas do programa. Mas isso não quer dizer que não seja uma licença de Software Livre, nem que software sob a licença BSD original não possa ser Livre.

    Ela (a BSD original, de 4 cláusulas) não é uma licença compatível com a GPL, porque uma das cláusulas conflita com as condições da GPL. Mas isso não quer dizer que não seja uma licença de Software Livre, nem que software sob a licença BSD original não possa ser Livre.

    Software Livre, copyleft e compatibilidade com a GPL são temas relacionados, mas bastante diferentes e objeto de muita confusão. Vamos por favor tentar evitar alimentar a confusão que existe, evitando propagá-la ou mesmo dar margem a interpretações que a sustentem.

    Abraço,

  50. André Caldas (usuário não registrado) em 26/05/2008 às 9:32 pm

    lxoliva,

    Você está certo. Eu jurava que a BSD original não era livre. Sabia que o Stallman tinha feito muita pressão para acabar com a cláusula de “propaganda”, e tal. Obrigado pela correção.

    Apesar de tudo, não acredito que o artigo tenta desfazer essa confusão… no meu ponto de vista, o que o artigo tenta é fazer com que as pessoas parem de tratar todas as licenças dessa família como uma coisa só. O mesmo acontece, na verdade, com o “Creative Commons”. Tem gente que acha que é uma coisa só.

    Eu pessoalmente fico um pouco encucado com essa cláusula… por exemplo, se eu crio uma licença e digo você pode redistribuir, mas tem que me mandar um e-mail toda vez que o fizer. Essa licença livre? As quatro liberdades estão sendo respeitadas?

    E se eu digo: pode redistribuir, mas se a redistribuição for em meio físico, tem que ter junto, uma nota dizendo “O André é o maior”. É livre? O pior é que é, né… :-(

    Eu achava que esse último caso era de uma licença não livre… Acho que agora entendo melhor o problema. Obrigado. Não estava fazendo confusão com o conceito de copyleft, ou nada disso. Eu apenas achava que a cláusula caracterizava uma obstrução à liberdade de “redistribuição”, por exemplo, e portanto, não seria livre. Eu estava errado. ;-)

    Software Livre, copyleft e compatibilidade com a GPL são temas relacionados, mas bastante diferentes e objeto de muita confusão. Vamos por favor tentar evitar alimentar a confusão que existe, evitando propagá-la ou mesmo dar margem a interpretações que a sustentem.

    Infelizmente, discutir é necessário! Eu posso até tentar não falar besteira… mas é assim que aprendi o que sei hoje.

    Um abraço,
    André Caldas.
    PS: Você é o Alexandre Oliva da FSFLA, né?

  51. André Caldas (usuário não registrado) em 26/05/2008 às 10:11 pm

    Pensando bem… acho que a referência que citei, não tenta desfazer nenhuma confusão!

    Relendo o texto, chego à conclusão de que a única coisa que o artigo tenta fazer é explicar qual é o problema com a licença “BSD original”.

    André Caldas.

  52. bebeto_maya (usuário não registrado) em 27/05/2008 às 4:11 am

    Douglas:
    “Não pense localmente, pense globalmente. Em termos mundiais a população cresce, isto é fato—se discorda, aponte-me referências.”

    Você não me apontou, por que deveria fazer o mesmo? Se começar a discutir contigo, vou ad infinitum, com referencias e outras coisas…Pesquise pelo Midia Sem Mascara, Nota Latina, Farol da Democracia.Estude o aquecimento global. Esterilização em massa de mulheres na índia etc… Se levarmos em consideração que quem mais destrói o meio-ambiente é a china e a índia, e que somando esses dois países temos metade da população mundial.Não temos muito o que dizer, eles é que devem diminuir sua densidade demográfica, não nós. A nós apenas cabe um controle voluntário do crescimento populacional baseado na distribuição de preservativos (eficácia de 86% contra a gravidez) e anti-concepcionais (eficácia de 99%). A opção pela laqueadura e vasectomia também devem estar disponíveis…

    Com relação ao Stallman, lamento, mas a verdade é que ele é apenas mais um ativista revolucionário das causas inúteis, e de gente como ele, o Brasil está cheio. Vide Mangabeira Unger e outros. No passado fez muita coisa boa, porém no presente, bem…Sinceramente, prefiro o Linus Torvalds.

  53. Durval (usuário não registrado) em 27/05/2008 às 9:25 am

    Um amigo disse sabiamente:
    Não discuta com um idiota, quem vê de fora pode não saber quem é quem.
    Concordo com o Dr.
    Grande parte da população quer ter filhos, não quer estudar e acha que pode ganhar dinheiro fácil.
    O mundo está cheio de ignorantes.

  54. André Caldas (usuário não registrado) em 27/05/2008 às 10:15 am

    Eu tinha certeza disso!! Tudo bem, o link não era correto… mas aqui está um texto do “GNU/Linux FAQ”, da FSF:

    People sometimes ask whether BSD too is a variant of GNU, as GNU/Linux is. It is not. The BSD developers were inspired to make their code free software by the example of the GNU Project, and explicit appeals from GNU activists helped convince them to start, but the code had little overlap with GNU.

    Referência: GNU/Linux FAQ.

    Ou seja, se não fosse pelo Stallman, o BSD não seria livre!!

    André Caldas.

  55. Douglas Augusto (usuário não registrado) em 27/05/2008 às 10:25 pm

    bebeto_maya (usuário não registrado) em 27/05/2008 às 4:11 am:

    > “Você não me apontou, por que deveria fazer o mesmo? Se começar a discutir contigo, vou ad infinitum, com referencias e outras coisas…”

    Não apontei porque pensei que você soubesse–pois é um fato amplamente divulgado–que a população mundial cresce monotonicamente desde quando começou a ser contabilizada. Se quer referências procure na internet por “crescimento populacional mundial” ou “world population growth”; para facilitar segue um link da Wikipedia: http://en.wikipedia.org/wiki/Population_growth.

    E só há um jeito de evitar o colapso: frear a taxa de natalidade (por espontaneidade, consciência ou imposição) de forma que a população mundial, em algum momento, pare de crescer. Obviamente se todos seguirem literalmente a escolha do Stallman e simplesmente pararem de gerar filhos a raça humana seria extinta, mas a mensagem dele é clara: “é preciso fazermos algo para evitar a superpopulação”. A Terra tem recursos limitados, portanto não comportaria um crescimento indefinido da população–esta questão é trivial.

    > “Pesquise pelo Midia Sem Mascara, Nota Latina, Farol da Democracia.Estude o aquecimento global. Esterilização em massa de mulheres na índia etc…”

    Pesquisar o quê? Minha colocação é direta: em algum momento o crescimento populacional tem que ser interrompido. Não importa qual seja esse momento e a forma/intensidade como seria feito, mas ele terá que ser cumprido, do contrário a população travará batalhas mortais pela sobrevivência. Se você tem alguma referência que contrarie minha colocação por favor cite-a.

    > “Se levarmos em consideração que quem mais destrói o meio-ambiente é a china e a índia, e que somando esses dois países temos metade da população mundial.Não temos muito o que dizer, eles é que devem diminuir sua densidade demográfica, não nós.”

    Na verdade os dois países supracitados somam ~37% da população mundial (http://en.wikipedia.org/wiki/List_of_countries_by_population). Abaixo deles vem os EUA (terra do Stallman) e como o quinto mais populoso vem o Brasil (nosso país), portanto, mudanças no crescimento populacional dos EUA e Brasil têm sim impacto global. Ademais, esteja ciente de que o rumo populacional e ambiental de China e Índia afetam não apenas seu território, mas todo o globo, portanto, é de nosso interesse–em termos de saúde, qualidade de vida e sobrevivência–seus tratamentos acerca da questão do crescimento populacional.

    > “A nós apenas cabe um controle voluntário do crescimento populacional baseado na distribuição de preservativos (eficácia de 86% contra a gravidez) e anti-concepcionais (eficácia de 99%). A opção pela laqueadura e vasectomia também devem estar disponíveis…”

    A médio/longo prazo controle voluntário não bastaria, a menos que voluntariamente tenhamos a meta de em algum momento interromper o crescimento populacional, isto é, evitar a superpopulação.

    > “Com relação ao Stallman, lamento, mas a verdade é que ele é apenas mais um ativista revolucionário das causas inúteis, e de gente como ele, o Brasil está cheio. Vide Mangabeira Unger e outros. No passado fez muita coisa boa, porém no presente, bem…Sinceramente, prefiro o Linus Torvalds.”

    Curiosamente o Stallman continua fazendo exatamente o que ele sempre se dedicou a fazer no passado, isto é, difundir e defender a liberdade; se um dia você apreciou seu trabalho, como mesmo reconhece, você estava na verdade apreciando a liberdade. É uma pena hoje você considerar a questão da liberdade uma inutilidade, muito embora se delicie de todo o esforço em prol desta causa e provavelmente se deliciará de esforços de terceiros também em prol desta mesma causa.