Em texto não-livre, Richard Stallman apresenta suas opiniões sobre Bill Gates
- Extensões do Firefox recomendadas para desenvolvedores web
- Linguagem C Foi a que mais cresceu em popularidade em 2008
- Repositório Brasileiro Arch Linux
- Indústria musical cobra caro pelo fim do DRM no iTunes
- Tradução do Linux Advocacy mini-HOWTO (e apresentando o novo filtro contra comentários ofensivos)
- Laptops continuam a tomar mercado dos computadores de mesa
“A BBC publicou um longo - e curiosamente disponibilizado pelo autor sob uma licença Creative Commons não-livre que impede trabalhos derivados, tais como traduções - ataque de Richard Stallman ao fundador da Microsoft, que recentemente anunciou sua aposentadoria.
O texto me chamou a atenção como sendo intencionalmente ad hominen (no sentido coloquial), apontando uma longa fieira de acusações requentadas (algumas menos sustentadas por evidências do que as outras) ao empresário - que também está longe de constar na lista daqueles cuja obra eu admiro.
Mas meu envolvimento pessoal com a liberdade de software e a inclusão digital não se traduz em uma guerra (ou missão de desmantelamento) contra alguma empresa ou pessoa específica e, para usar uma expressão típica do autor de artigo, isso me impede de recomendar a leitura do texto (não-livre) que neste momento comento, mesmo concordando que boa parte dos fatos apontados são reconhecidos como verdadeiros, ainda que não sejam novidades. Fica, assim, o registro e o link, para os que quiserem saber mais.”
Enviado por André Cruz - referência (news.bbc.co.uk).










Ao que você se refere quando diz: “algumas menos sustentadas por evidências do que as outras”? Tudo o que ele disse é verdade embora a maneira direta usada por ele possa ofender algumas pessoas mais “sensíveis”.
Quanto a “não se traduz em guerra”, acredito que a “guerra” pela liberdade é travada diariamente entre aqueles que tentam tirá-la das pessoas e entre aqueles que lutam para mantê-la.
No braziu, devido principalmente ao comodismo, a falta de esclarecimento e mais uma série de outros fatores existem poucas pessoas realmente capazes de entender o significado dessa “guerra”, acreditando que a luta em favor da mesma se trata de uma “missão de desmantelamento” (sic) ou “fanatismo desnecessário”.
Infelizmente a opinião do autor deste artigo é a mesma de grande parte da “comunidade de software livre” neztepaíz. Acredito fortemente que este ao invés do “fanatismo desnecessário” ou da “missão de desmantelamento” seja de fato o motivo pelo qual o SL evolui pouco por aqui.
Creio que a referência a uma missão de desmantelamento seja motivada pelo fecho do artigo não-livre do Stallman, em que diz que desmantelar as coisas que Bill Gates criou compete a ele e ao seu grupo.
Desculpem, mas discordo de quase todo o artigo do André. Em primeiro lugar, a idéia de que esse texto do Stallman é um ataque ad hominem (pessoal) é contradita logo no primeiro parágrafo (o “olho”) do texto de Stallman:
O ponto do artigo dele é justamente o oposto do que o André disse!
E em segundo lugar, quanto à escolha de uma licença não-livre, isso é um pouco curioso, mas nada além disso.
O próprio Stallman defende que licenças livres que permitam modificações (isto é, permitam obras derivadas) são necessárias para manuais e documentação, que evoluem junto com o software, mas não para textos opinativos, como esse. De um artigo dele, de 1996:
Esse artigo que citei tem traduções para diversas línguas, embora sua licença não ofereça a liberdade de fazer obras derivadas (como uma tradução) — provavelmente o Stallman resguarda para si o direito de aprovar uma tradução, para garantir que não será distorcida.
Bill gates regrediu o software.Ele estava encaminhando livre,mas pela a ganancia de muitos empresários ,sabendo que eles eram os pioneiros,começaram a fechar os software para lucrar exageradamente.
Ele contraditoriamente investe em campanhas de fome,mas ao mesmo tempo gasta com empresas que causam a fome nesses mesmos países.
Não vejo algo bom no tio bill.Não há nada de inovador aqui,talvez no máximo cópia.
Não sei em que isto ajuda em alguma coisa!!!
RS devia perder tempo com coisas mais úteis pois o resto já sabemos de cor e salteado.
Esse aqui é meu “texto não-livre”, ou seja, minha opinião pessoal sobre o assunto que quero que seja reproduzida na íntegra, sem edições e adulterações, em cujo caso pode-se perder o significado:
Não vi o tal ad-hominem em lugar algum. Algumas pessoas mais sensíveis acharam que era esse parágrafo:
“Gates’ philanthropy for health care for poor countries has won some people’s good opinion. The LA Times reported that his foundation spends five to 10% of its money annually and invests the rest, sometimes in companies it suggests cause environmental degradation and illness in the same poor countries.”
Mas na verdade ele estava apenas citando um artigo do LA Times. No resto do artigo, Stallman aproveita a ocasião da aposentadoria para mais uma vez descascar o modelo de software proprietário que a Microsoft representa, como tem coerentemente feito há mais de 30 anos.
Ad hominem, o incompreendido:
http://plover.net/~bonds/adhominem.html
E você, André Cruz, posso adulterar seu texto-livre? :D
foobob, conforme os termos de uso do BR-Linux, todo texto que você envia para cá é licenciado livremente, pela licença FDL sem seções invariantes, a não ser que você escolha outra licença livre e a mencione expressamente no texto do seu comentário.
Curioso é citar tantas vezes (três, com o título) que o texto/opinião é não-livre. Eu fico imaginando se fosse livre…
Citar a MS é certeza de criar flame. Defender algum ponto dela então…
brain:
“todo texto que você envia para cá é licenciado livremente, pela licença FDL sem seções invariantes”
Sério? Talvez seja hora de revisar essa política: eu não tenho direito nem mesmo de editar meu texto postado, quanto mais o de outros. FDL é para documentação e, sem dúvida, muito útil para esse propósito.
foobob, você tem todo o direito que a FDL lhe oferece, no sentido de ler, publicar cópias, publicar em outro lugar versões modificadas, etc.
Creio que nenhuma licença livre lhe garante o direito de modificar diretamente a versão original. A FDL é a licença que escolhi para os textos que publico no BR-Linux, e sem dúvida vem sendo muito útil neste propósito nos últimos anos.
“publicar em outro lugar versões modificadas”
Por qual razão alguém publicaria versões modificadas/adulteradas de comentários contendo opiniões pessoais em um blog? Ah, é, pra melhor distorcer o que está sendo dito.
Apóio Stallman 100% em seu “texto não-livre”, que também é o “formato” do texto da GPL e qualquer licença.
foobob, não sei se você teria interesse ou não de publicar versões modificadas.
Mas se alguém tiver, poderá fazê-lo, nos termos da licença livre criada pela FSF e adotada há anos para as notícias, tutoriais, comentários, artigos e outros materiais disponibilizados pelo BR-Linux.
Creio ainda a motivação de quem opta por adotar licenças livres no conteúdo que disponibiliza não passe por permitir que os outros possam “melhor distorcer o que está sendo dito”, e certamente não é esta minha intenção. De uma forma ou de outra, ninguém precisa de licença livre para buscar distorcer o que outros escreveram.
Creio que Stallman perdeu o ponto… algumas populações tem mais preocupações que usar computador, como busca por comida, água e até mesmo um lugar para fazer as necessidades.
Não concordo com o que ele disse sobre a fundação do Bill Gates…
E esse papo de que a fundação investe dinheiro é o velho papo da filantropia ineficiente… as pessoas acham que caridade tem que ser feita com o coração e não com o cérebro… oras, é preciso que o dinheiro tenha alguma rentabilidade para que ajude mais pessoas a longo prazo.
“Não concordo com o que ele disse sobre a fundação do Bill Gates…”
O que ele disse?
@self_liar
“Bill gates regrediu o software.Ele estava encaminhando livre,mas pela a ganancia de muitos empresários ,sabendo que eles eram os pioneiros,começaram a fechar os software para lucrar exageradamente.”
dizer que o Bill Gates regrediu o software é mostrar total ignorância sobre como era e como é o mercado de software.
O Objetivo e visão do Bill Gates sempre for “levar o computador a cada casa”, e para isso sempre focou em funcionalidade e usabilidade, para que os não tecnicos quizessem e pudessem utilizar a máquina para os seus fins.
Atualmente todo mundo pode e quer usar o computador, antes só os departamentos de TI de empresas GIGANTES tinham acesso a essas máquinas. Se hoje tanta gente se emprega na área de informática é porque a demanda cresceu devido a inclusão de não tecnicos entre os usuários.
Teria sido melhor se tudo isso tivesse ocorrido com SL? Acho que não. Mesmo o linux só começou a correr atrás de usabilidade e design a menos de 5 anos atrás. Antes disso a interface gráfica era… espartana, para não usar termos de baixo calão. O mundo SL só passou a correr atrás porque começou a se perguntar porque não conseguia usuários apesar do seu SO ser MUITO mais performático.
Por isso gosto do ubuntu e do suse com suas lindas interfaces cheias de coisas desnecessárias. elas resolvem problemas que os usuários não técnicos têm, atraindo mais usuários para o Linux.
Ou seja, em última análise a visão do Bill Gates sobre o que os usuários querem sempre foi mais afinada com o mercado do que a visão dos usuários linux do que os usuários precisam, mesmo com as grandes mancadas que ele deu (internet é bobagem, ninguém precisa de mais de 640k de RAM, etc…). O usuário prefere redigir o texto dele com uma interface amigável e terminar o seu trabalho em 30 minutos do que ter um SO super otimizado para utilizar cada flop do processador e ter que passar 2 horas se digladiando com linhas de comando para pazer algo que deveria ser banal.
Como usuário de windows E de linux, estou muito satisfeito com a obra do cara e espero que ele tenha um escanso tranquilo e merecido
Se um hardware pudesse ser copiado com a mesma facilidade que copiamos um software para uma mídia, certamente haveria sentido em fazê-lo livre. Computadores são ferramentas que lidam com bits, informações “virtuais”, que podem ser facilmente reproduzidas.
Se a FSF quer que o usuário de computador seja livre pra usar sua ferramenta de todas as maneiras virtuais possíveis, e sem restrições, certamente sua luta não é sem causa.
Quanto às doações, não é hipocrisia… é verdade, TODO MUNDO precisa de dinheiro. Se existe (alguma) sujeira por trás disso sinceramente não sei, mas não faz sentido desqualificar a FSF por esse motivo. Quem é o vilão da história?
Senti uma “leve” inveja pela parte do Stallman…
Avisa o Stallman que se ele se aposentar, com certeza terão vários artigos falando da trajetória dele…
Mas tem que avisar também que ele precisa criar uma ONG pra ajudar criancinhas pobres… ;)
Respeito demais o que ambos fizeram, mas, o Stallman tá cada dia mais alterado mentalmente, mais chato e menos útil à idéia criada por ele mesmo.
Ele ta parecendo a igreja, “demonificando” qualquer coisa que seja diferente das idéias dela. Esse definitivamente não é o caminho, o mercado investidor não vê com bons olhos esse xiitismo pregado por ele.
Enquanto ele não entender que há espaço para ambos coexistirem e até se complementarem o software aberto vai continuar apenas como uma “solução mais barata, porém menos desenvolvida” em relação ao software fechado…
Bill/Microsoft popularizaram e viabilizaram o PC (personal computer), quando todos os escritórios usavam DOS e acessavam Lotus 123 ou Wordstar.
Ao popularizar o uso de computadores, e ao constatar que o SO era limitado, foi que surgiu uma iniciativa pra migrar o Posix pra plataforma baixa.
Devemos muito a Bill e a Microsoft, pois, graças ao trabalho dele que hoje eu uso Linux!
Bom, não li o texto e não pretendo ler. O fato de RS ter começado o movimento de software livre não quer dizer que ele seja o dono da verdade.
Ele tem todo o direito de falar o que quiser, afinal de contas como diz um colega lá do trabalho “o bom de se passar dos cinquenta [anos de idade] é que você pode falar qualquer bobagem e as pessoas respeitam mesmo que não concordem”.
Como já disse antes não sei se aqui ou outro lugar. As palavras dos lideres dos movimentos não são minhas palavras e suas verdades não não as minhas.
O fato do RS falar isso ou aquilo não muda ponto vista sobre a Microsoft ou qualquer pessoa/empresa, assim como as bobagens que Icaza fala não reduzem minha credibilidade no Gnome, ou os erros do Reiser no seu ótimo filesystem.
Vivemos em um mundo democrático onde fala-se o que quer. Fala quem pode, cala-se quem tem juizo.
Stallman é o Fidel Castro do software livre. Quer liberdade para o software, desde que seja a liberdade na definição DELE, e sob a batuta DELE.
Quem escreveu o título “Em texto não livre” e apresentou como exceção a escolha de licença que não permite modificação das opiniões pessoais precisa visitar mais o sites do projeto GNU e da FSF.
Está baseando suas conclusões em suposições profudamente equivocadas, demonstrando não entender a diferença crucial que existe entre obras funcionais, como software e manuais, e obras não funcionais, tais como de arte, entretenimento e opinião.
Vai lá estudar, começando aqui:
http://www.gnu.org/philosophy/fsfs/rms-essays.pdf
Atente para a licença do livro.
Depois vá pro capítulo 12, “Misinterpreting copyrights”.
Procure “funcional works”, nesse capítulo, e em outros dois depois.
Aí, quando tiver entendido a diferença e a coerência da posição, não precisa pedir desculpas, basta parar de espalhar críticas infundadas.
“Quer liberdade para o software, desde que seja a liberdade na definição DELE, e sob a batuta DELE.”
Exato. O conceito dele de liberdade não necessariamente é o melhor conceito e nem o verdadeiro conceito. Ele só está falando a sua opinião e qualquer um pode concordar e discordar.
Na minha opinião, apesar da MS e Bill Gates com sua política que todos conhecem (não preciso citar as práticas) é fato que o lado filantrópico deles sempre foi positivo. Investem muito em pesquisa científica, escolas, vacinas e hospitais e salvaram a vida de muita gente. Se todo bilionário gastasse proporcionalmente tanto em filantropia quanto Bill Gates e Warren Buffet o mundo ia ser menos desigual.
Alexandre, não ficou muito claro para mim se você está falando da notícia (que fala sobre o texto não ser livre) ou dos comentários do foobob (que fala sobre a possibilidade de modificação de texto opinativo).
Para mim parece que nada na notícia publicada está em desacordo com os conceitos que você apresentou.
Pessoalmente, também sei que não é exceção o RMS publicar seus textos sob licenças não-livres. Já tive até mesmo a oportunidade de, ao solicitar, ver negada por ele mesmo a oportunidade de traduzir um de seus trabalhos licenciados desta forma.
No caso do Sr. Gates trata-se de Pilantropia e não Filantropia… :P
Come on, brain! É claro que ele está falando do título tendencioso e produtor de audiência! Por acaso você escreve: “Em texto não-livre, Arnaldo Jabor detalha mais sobre o episódio”?!
E continuo não concordando com FDL para comentários. Não quero remoção de bugs ou otimização de minhas opiniões…
Warren Buffet!? Hahaha
O dono da Coca-Cola company bom?! hahha
Parem de escrever tolices gente ,eles concentram mais renda do que um país inteiro .Os dois são monopolistas AGRESSIVOS e ainda por cima sujam o meio ambiente.
Microsoft nunca será amiga do software livre.Pode ser uma colega do open source ,mas amigo não .
O movimento opensource me enoja, eles são comprados e destroem os conceitos do software livre.
foobob, se ele estiver falando do texto publicado, então já está registrada a minha opinião também: o fato de o RMS escolher licenças não-livres para seu conteúdo textual opinativo é (para ele e para mim - e creio que ambos sabemos a diferença entre texto funcional e não funcional) digno de nota e menção.
Mas o texto publicado não faz referência a permitir modificar opiniões pessoais. Salvo engano, modificar opiniões pessoais é algo que nem mesmo está ao alcance de licenciamentos.
E a área de comentários do BR-Linux está à sua disposição, com seus termos de uso e o seu licenciamento livre, caso você queira continuar a fazer uso dela.
“o fato de o RMS escolher licenças não-livres para seu conteúdo textual opinativo é (para ele e para mim) digno de nota e menção”
Koé, brain! Deixa de ser tendencioso! Ele deixa claro estar usando essa “licença não-livre” ( http://creativecommons.org/licenses/by-nd/3.0/ ) pela mesma razão que deixa claro sobre o corpo do texto da GPL: para ter a leitura intacta, sem modificações, mas para ser livremente compartilhado.
Você está fazendo menção apenas para contrastar o “pai” do software livre com uma atitude aparentemente “não livre”. Isso é infantil.
Eu li o texto e achei muito vago, sem conteúdo.
Não acrescenta nada, mas também não chega a comprometer a imagem que o cara criou pra si…
É curioso como o simples fato de haver a menção e destaque parece ser encarado como crítica. Sem dúvida a menção chama a atenção, mas da mesma forma a escolha deste tipo de licenciamento me chama a atenção também.
Só que o ponto que eu busco é exatamente este que você também aponta: o Stallman deixa clara a sua opção de licenciamento para este tipo de conteúdo, e a notícia deixa isso claro também. E sou o primeiro a defender que o Richard Stallman tem pleno direito de licenciar os trabalhos dele da forma que preferir!
Sei que existe uma razão, ela é digna de nota e debate, merece ser mencionada aqui nos comentários, sem dúvida. Se esta razão tivesse sido mencionada no artigo (ou no rodapé incluído pelo autor) também, provavelmente eu teria incluído um caco meu no início ou no final do texto publicado, apresentando esta razão também.
Opinião é algo pessoal,não é para ser alterado,mas para quem sabe
ler em inglês ,logo vê a tradução distorcida do título do post da
pior maneira possível,parece que usou a tradução automática e uma
dose de rancor pela aposentadoria do seu mestre.
Na minha opinião ele disse que a luta da libertação do software
não terminou,apenas porque um líder de uma corporação de retira,
temos que desmontar todos os muros e grades que ele e sua corpo_
ração levantaram contra nossa liberdade.
foobob, o licenciamento do texto publicado pelo Dr. Stallman está em destaque no título, basicamente, pelas razões que eu expus acima. Se você quiser ser mais reducionista, pode considerar que está em destaque no título porque eu, mantenedor do site, avaliei e preferi que assim fosse, considerando o que expus nos meus comentários acima.
O fato de o texto da GPL não ser livre já foi mencionado por aqui também, e certamente é digno de nota. Mas se você deseja ter um pouco mais de controle editorial sobre os títulos empregados no BR-Linux, a minha sugestão é que você passe a enviar mais freqüentemente sugestões de notícias para cá, pelo formulário cujo link consta no alto desta página. É bem comum eu aproveitar os títulos sugeridos pelos autores das indicações.
Outra alternativa é que você publique seu próprio blog, e aí terá à sua disposição o mesmo nível de controle editorial que eu tenho sobre o meu. Caso você opte por isto, não deixe de me avisar conforme exposto em http://br-linux.org/comunidade/ para que eu possa ajudar a divulgar a sua iniciativa.
Impressionante quanta gente odeia o Stallman incondicionalmente.
Não se dão ao trabalho de ler o texto do cara e criticam.
Deve ser porque ele é feio…
Srs. defensores da MS:
Concordo e discordo dos textos que elogiam a MS; por um lado, os méritos citados existem, mas apenas existem em função de três estratégias anti-éticas combinadas: ‘windows é de graça’, ‘embrace, expand, extinguish’, e marketing brutal. Explicando:
‘windows é de graça’: sempre deu para ‘baixar’ produtos pretensamente travados da MS, e pior: as versões ‘craqueadas’ rodam tão bem quanto as originais e estão disponíveis tão logo as originais são lançadas… ou antes ! (O que me faz pensar sobre _quem_ está liberando essas versões ‘craqueadas’, e se são _mesmo_ craqueadas). Isso resulta numa base de usuários hegemônica, que força as empresas, os verdadeiros ‘clientes ‘ (eu diria reféns) a comprarem produtos da MS. Como efeito colateral temos que essa mesma multidão de usuários não acha vantagem nenhuma que o gnu/linux (também) é de graça.
‘embrace, expand, extinguish’ + marketing brutal: Ao invés de desenvolver produtos superiores baseados em padrões abertos, e superar a concorrência, como manda a ética, a MS prefere distorcer tais padrões de forma que apenas ela consiga ter tais produtos, matando a concorrência ao invés de superá-la;
Adicionando um pouquinho de história:
1 - O MS/DOS foi adquirido pela MS, e ajustado para atender os requisitos da IBM;
2 - O Windows 1.0 foi adquirido pela MS, e depois aperfeiçoado internamente;
3 - O protocolo smb foi comprado da IBM, que o vendeu por estar trabalhando em algo melhor; para contornar certas limitações do mesmo, a MS ‘chupou’ a pilha TCP/IP do BSD e desenvolveu o winbind (quem conhece o winbind sabe que é uma m****);
4 - O Outlook e o Project foram adquiridos e incorporados ao Office;
5 - O tão falado ‘dot net’ é obra do arquiteto principal do Delphi, da então Borland; esse funcionário foi ‘adquirido’ pela MS.
Resumindo, a MS é, principalmente, uma empresa de _marketing_, brutal e anti-ética, e não de tecnologia, e se tem os méritos acima, isso se deve ao fato de que ela simplesmente ‘matou’ ou comprou outras empresas e/ou pessoas que poderiam estar lá e receber tais méritos - com muito mais justiça e propriedade. Se a MS fosse ética, a que níveis uma saudável concorrência nos levaria ? Muito, muito mais longe do que estamos agora. E o Sr. Gates _mereceria_ uma explêndida aposentadoria com direito a ‘pôneis, lindos pôneis’. Mas, aposentadoria e caridade com dinheiro ganho dessa forma ? Acho que não…
Entendo que é difícil enxergar a realidade sem ter vivido todo esse processo como profissional da área. Se você pesquisar a fundo, vai encontrar na Internet tudo o que escrevi e mais, muito mais. O resto consiste em analizar não os fatos, mas a partir deles e da situação de mercado e tecnologia da época, deduzir quais intenções poderiam gerá-los.
Afortunadamente, a humanidade é pontuada por idealistas remando contra a maré, no mais legítimo estilo ‘Dom Quixote de la Mancha’: é claro que às vezes atacam moinhos de vento e confundem transeuntes com inimigos, fora outras ‘mancadas’ menores, mas isso é natural, compreensível e perdoável por quem percebe que é causado pela mesma paixão e nobreza de espírito que nos inspira a preferir ser correto a ser consequente (…quando possível, tímidamente acrescentam os ‘gordinhos’ Sancho Pança e Linus :). Stallman é Stallman; assim como Dom Quixote, ele fez sua escolha de forma absoluta e definitiva. Talvez ele saiba disso. E isso não é bom para ele, mas é bom para nós. E talvez ele saiba disso também, e talvez esse tenha sido o motivo da sua escolha. Só o próprio Dom Quixote, digo, o Stallman, pode dizer ;)
Mauro
Excelente texto, Mauro… e algo que eu já estava ciente, com menos “profundidade” em relação aos fatos históricos, etc. Mas tenho que admitir que Bill Gates e os Microsoft Officers são bem espertos e conseguiram muito mais dinheiro do que pretendiam, a um preço bem alto infelizmente. Queria ter 1/1000 do dinheiro dele, mas sou nobre o bastante para não me corromper dessa forma.
A chave do sucesso de Bill foi: design. Simples e eficiente. Tudo focado no KISS (Keep It Stupid, Simple) de um botão inciar e um painel de controle. Ele nunca teve preocupção nenhuma com o kernel de seu sistema, nunca pensou no estado da arte de um BSD ou Linux.
Enquanto desenvolvedores Linux insistiam em comparar design unicamente a estética (quando é uma tríade: estética,funcionalidade e arte), Gates trabalhava para manter seu sistema no Kiss funcional, feinho, mas funcional. E deu certo.
A maneira como o Linux foi produzido até 2004/2005, antes do lançamento do Ubuntu, o levou a ter um apelo muito grande entre desenvolvedores, porém desenvolvedores criam para usuários padrão, e sem eles, não há porque programar…Esse é o cerne da questão. Esse é o motivo pelo qual um sistema como Kurumin fez sucesso no Brasil: Interação com o usuário de desktop. Não é um primor de sistema, mas interage muito bem com o usuário.
Mas e quanto as práticas “sujas” do Bill Gates? Sim, elas de fato existiram, porém não foram o principal vilão da concorrência. Alguém se lembra do pesado Netscape e suas péssimas, quando não existentes, traduções?? Do ICQ e sua interface proto-internet? Dos preços altos dos Macs? Da complexidade do Linux e seu sistema de empacotamento? Do estranho OS/2? Eu me lembro. Acreditar que produtos com má interação, e não estou falando do código, como esses pudessem derrubar a Redmond ou obrigar o usuário a utilizá-los é imposição ditatorial.
O mercado sempre foi livre. Em 2000/2001 o Linux era uma aposta do mercado, várias empresas, como a Corel a Borland e até a Adobe, apostaram no sistema. Não deu certo: Fragmentação e falta de um nome forte por detrás, com a IBM não abraçando com força o pinguim, derrubaram o sistema e as esperanças em seu crescimento.
Discordo quando dizem que a MIcrosoft nunca foi uma empresa de tecnologia e sim de marketing. Talvez o núcleo do Windows seja um lixo e o internet explorer, uma porcaria. Mas o que dizer de um MS Office 2007, de um Direct X, de um Visual Studio, de seus simuladores de Vôo, do XBox, do next, next, finish, da detecção automática de hardware? Acreditar que a MS só faz markeiting, é selecionar o que fizeram de ruim e jogar fora todo o resto.
Com relação a fundação Bill e Melinda Gates. Bom. Pelo menos estão fazendo algo, e é preciso lembrar que Gates foi o maior doador da humanidade em termos financeiros, ninguém investiu tanto quanto ele. Se com interesses escusos, ou não, não sei, mas o fato é que ele não tem nenhuma experiência na área farmacêutica, portanto acho difícil que queira curar a AIDS, para depois patentear o remédio.
Hahaha, que acusação RIDÍCULA a de Ad Hominem. Existe jeito de um opinião sobre uma pessoa NÃO SER AD HOMINEM? CLARO QUE NÃO. Quando estamos argumentando sobre fatos, o Ad Hominem (falar sobre o mensageiro e não a mensagem) é um pecado. Quando estamos falando sobre pessoas, estamos… falando sobre pessoas! “Ao homem”, ou seja, à pessoa de quem falamos… Dãããããã. André, comeu bola feio nessa.
…na verdade, se o texto era pra ser sobre o Bill Gates, o Stallman, como já foi dito aqui, até fugiu do assunto evitando o Ad Hominem! :B
E, Brain, modere sua ânsia prepotente de Grande Irmão. Dizer pro Bebeto Maya parar de comparar a moderação com a Gestapo ou procurar outras praias foi histericamente ameaçador. Mencionar “sob licença não-livre” no título foi tremendamente parcial, tendencioso mesmo. E não responda como advogado, de neutralidade você não tem nada.
Patola, não sou advogado e nem sou neutro. Nem nego que a edição do meu blog é *profundamente* influenciada pela minha opinião. Na verdade, creio que nos meus comentários acima eu procurei deixar bem claro todo o processo de escolha do título desta notícia sobre um texto não-livre do Richard Stallman.
Não sei onde você pode ir se desejar ler uma cobertura neutra e imparcial, mas aqui no BR-Linux eu não lhe ofereço isso - aqui você lê o meu blog, fortemente influenciado pela minha opinião. Como diz a barra lateral há anos, “Visite sempre múltiplos sites para formar sua opinião, pois os pontos de vista e os focos de cobertura podem variar bastante. Conheça nossa lista de outros sites da comunidade.”
Tem mais detalhes sobre o meu posicionamento em relação a opinião no material publicado por aqui, na página “Sobre o BR-Linux“.
E, na esteira do que eu já disse ao Bebeto Maya e você parece ter lido, todos são bem-vindos a usar este serviço que eu ofereço voluntariamente - até mesmo ele, que compara a moderação de seus comentários off-topic pela comunidade à polícia nazista, ou você, que me compara ao ditador de Orwell - basta aceitar que estão sujeitos aos Termos de Uso do site. Mas se vocês querem usar os serviços, certamente preferiria que não insultassem a ele, nem aos leitores que participam da moderação e, se possível, nem a mim com essas comparações.
bebeto:
Produtos são produções de pessoas, heróis e vilões são pessoas. Acho que vc. quiz dizer que o Bill Gates foi inteligente em perceber essa demanda reprimida por produtos mais voltados ao usuário leigo antes que seus concorrentes, e oferecer tais produtos rápidamente; se foi isso, concordo plenamente. Isso demonstra uma visão de mercado e um talento de marketing geniais. Não demonstra supremacia técnica, contudo. Mas acreditar que se a MS não tivesse lançado esses produtos ninguém mais teria lançado depois de algum tempo é esquecer completamente as leis de mercado.
As práticas anti-éticas da MS não são “sujas”, são, foram e serão SUJAS. Nem a IBM, nem a Novell, nem nenhuma outra empresa de porte, nem na época nem hoje, demonstraram um comportamento tão consistentemente SUJO quanto o da MS. Eles se especializaram nisso.
MACs caros ? Sim, e estações Sun caras, e PCs top de linha caros, e mais uma multidão de produtos com diferenciais técnicos e/ou qualitativos cujos fabricantes optaram por fornece-los.
Quanto ao desenvolvimento do gnu/linux ter adotado uma linha mais purista, preparando uma boa base antes de colocar algo ‘em cima’ é algo que já começou a mostrar suas vantagens pela velocidade em que o Ubuntu, o Kurumin e outras distribuições amadurecem e já começam a apresentar um perfil mais voltado ao usuário. Levando em conta a anarquia democrática que é a comunidade, o desenvolvimento e amadurecimento atingidos foram suficientes para convencer empresas como a IBM e a Novell de que comercializar produtos para linux voltados para clientes empresariais é seguro e rentável.
Citar volume de doações e financiamento de pesquisas humanitárias seria louvável, _se_ o dinheiro empregado fosse obtido por meios éticos. Os fins _não_ justificam os meios, e para dar um exemplo radical - não estou fazendo comparações entre pessoas, mas sim entre atitudes - sabemos que é prática comum entre os traficantes de comprar remédios e cestas básicas para os necessitados das comunidades aonde operam. Isso os inocenta ?
Mauro
FLAME WARS!!!
Adoro flames de vez em quando, aqui é um ótimo lugar para se ler discussões “apimentadas” hehehe.
Apoio Stallman em todas as suas opiniões e discordo totalmente do André. Ainda digo mais, o seu texto de divulgação da notícia que foi “Ad-hominem” contra o Stallman, tentando diminuir a imparcialidade e a importância da entrevista, mas pelo visto não colou!!!
Pena que não tem opção de “moderar” notícia, pois se tivesse e todos os usuários pudessem moderar, certamente a sua seria moderada, excluída e uma nova e imparcial surgiria.
brain:
“aí terá à sua disposição o mesmo nível de controle editorial que eu tenho sobre o meu.”
Mas já que todo texto nos comentários que a gente envia está, implicitamente, sob a FDL, quero ter direito de editar os comentários que não aprecio, inclusive os seus.
E você tem, foobob. Meus comentários também estão sob a FDL, você pode usá-los livremente, nos termos da licença.
Buuuuu Fora a repressão e a parcialidade!
Vivas ao patola! Vivas ao Bebeto!
Modere este comentário! :P
Estranhos OS/2 hahaha essa foi boa ! cada uma
Quem será mais retardado, eu que por acaso detesto o meiobit, mesmo o cardoso me amando e me obrigando a ler, pelo menos para saber como ele está usando meu sacrosanto nome e escrevi mimimimi?
Ou você, que quer mandar e modificar algo que nem é mais seu, afinal, no momento que colocou um comentário aqui deixou de ser seu, passou a ser parte integrante do conteúdo provido pelo Augusto, no blog dele, pelo qual ele responde até juridicamente?
Outra pergunta pertinente, SL já existia antes mesmo do Stallman e GNU, então é possível que ainda tivesse, mesmo que ele fosse trabalhar no NORAD.
Já pessoas como Gates e Jobs mudaram a computação pessoal, indo muito além do que a IBM queria, hoje temos computadores em todos os lugares, então, para o mundo real, quem é mais importante?
Acho que o mundo real já disse isso.
Cardoso disfarçando (usuário não registrado) em 8/07/2008 às 10:40 pm:
“no momento que colocou um comentário aqui deixou de ser seu, passou a ser parte integrante do conteúdo provido pelo Augusto, no blog dele, pelo qual ele responde até juridicamente?”
http://br-linux.org/termos/
1) Reconhecer que não há presunção de anonimato, e que o conteúdo postado é de sua inteira responsabilidade, não podendo os autores e mantenedores do site serem implicados em quaisquer fatos decorrentes da postagem.
“Quem será mais retardado”
Aparentemente, você.
Bill Gates só se tornou notório por causa da IBM, cujo hardware original para o PC foi o mais vendido e copiado, formando uma literal plataforma padrão na qual, por acaso, rodava o DOS da Microsoft. Ela simplesmente abocanhou o osso e não largou mais. Mas foi mais esperta do que a IBM e Apple por focar no software, não no hardware.
Mauro…
‘Mas acreditar que se a MS não tivesse lançado esses produtos ninguém mais teria lançado depois de algum tempo é esquecer completamente as leis de mercado.”
Foi exatamente o que eu disse: Quem focou o produto no usuario final, no desktop, fora a Microsoft? A Apple? Nao. Seus produtos eram muito caros. A Conectiva? Me lembro como apanhava com as dependencias. A Mandrake? Talvez, mas alguem se lembra dos menus horriveis…Da falta de bons players etc.
Ainda em relaçao ao OS/2, por favor, a IBM alimenta a Microsoft, da o resto para a mesma, fica com o OS/2. e eh a MS que ganha! Quem eh o incompetente?
Desculpe pela falta de acentos.
bebeto:
“A Conectiva? Me lembro como apanhava com as dependencias.”
Já ouviu falar de um troço chamado “DLL hell”? É, foi exatamente focando no usuário… Foca-se o usuário!
Augusto,
Eu falava das várias ocorrências de “não-livre” na matéria, inclusive no título.
Essas ocorrências demonstram, como já expliquei, falta de compreensão sobre o que significa “livre”.
As 4 liberdades da definição de Software Livre são necessárias para obras funcionais, para que seus usuários possam viver sem cair no domínio de outrem, e para que possam contribuir para a sociedade.
As mesmas 4 liberdades não necessariamente se aplicam a outros tipos de obras. Querer que se apliquem por analogia apressada, para então taxar de não-livre um texto que permite compartilhamento, é passar ao largo de toda a fundamentação filosófia que *justifica* as 4 liberdades aplicadas ao software, e que *não justifica* a necessidade das mesmas 4 liberdades para textos de opinião.
É portanto inadequado qualificar o texto como não-Livre, com base na definição de Software Livre, pois o texto não é software, não é nem funcional.
De fato, de acordo com algumas (não todas) definições de cultura livre, o texto é, sim, livre.
Nunca ouvi falar de RMS recusar uma tradução. O que ele costuma é não permitir sua publicação antes que tenha oportunidade de verificar a tradução através de outros que compreendam a língua e a filosofia, para evitar modificações, intencionais ou não, à sua opinião, por intermédio da tradução.
Se você teve a impressão de que ele rejeitou uma tradução, por favor entre em contato comigo em PVT pra gente tentar esclarecer a coisa. Traduções são sempre bem-vindas.
Abraço,
Alexandre, esta é mais uma daquelas situações em que eu entendo o que afirmas, mas discordo - inclusive da presença de qualquer pista de que a classificação sobre liberdade ou não tenha tido qualquer relação com a definição de software livre.
Você sabe que existem textos livres, que existem textos publicados sob licenças livres (estes nossos comentários são exemplos - estão sob a licença GNU FDL, voltada à publicação de documentação), e existem textos não-livres. Longe de mim afirmar que todos os textos deveriam ser livres, ou que algum texto deveria ser livre - acredito que todo autor deve ter a opção de licenciar como desejar.
Concordo que seria inadequado exigir de algum autor que publicasse os trabalhos de sua autoria (legítima e de pleno direito) sob qualquer licença ou categoria de licenças, mas não vejo nada inadequado em fazer referência ao fato de que o texto que a notícia menciona está (explícita e intencionalmente, e de pleno direito) sob uma licença que não permite, por exemplo, a livre publicação de versões traduzidas, ou a livre publicação de uma versão interpretada em áudio, ou com ilustrações adicionais, diagramas, inserção de comentários explicativos ou complementares. Ela é explícita em suas definições oficiais: “No Derivative Works. You may not alter, transform, or build upon this work.”
Existem licenças de publicação de conteúdo textual que oferecem bem mais liberdade do que isso (a própria Creative Commons tem em seu guarda-chuva licenças textuais que permitem um grau de liberdade muito maior do que a adotada - de pleno e inquestionável direito - pelo Stallman), e existe também licença para conteúdo textual considerada livre pela própria FSF.
Concordo que não haveria base para exigir que o RMS publicasse qualquer trabalho seu usando qualquer licença específica, mas creio que isto não foi feito. De minha parte, tenha a certeza de que considero legítima qualquer escolha de licenciamento efetuada de pleno direito pelo autor original de qualquer trabalho.
Finalmente, e respondendo ao seu questionamento, em janeiro de 2006, ao ver o rodapé de licenciamento não-livre que ele usava na época em seus textos, eu perguntei diretamente e por escrito ao Richard Stallman se ele era estrito quanto a isso, ou se quando eu visse a mensagem eu poderia assumir que não haveria problema em publicar uma tradução integral. Ele respondeu e de fato não me negou - disse que as traduções são mesmo bem-vindas, mas confirmou que eu precisaria solicitar a cada vez que desejasse traduzir, e depois deveria enviar minha tradução para aprovação por ele, antes de poder publicar. Mais uma vez, está em seu pleno direito, mas desde então eu prefiro simplesmente acatar o licenciamento não-livre que ele escolher, e me restrinjo a traduzir (mesmo em casos de fair use) materiais de autores que não façam este tipo de exigência (legítima, e de pleno direito) a mim.
GNU FDL foi projetada para documentação livre. Os critérios para documentação livre são bastante semelhantes aos critérios para software livre, no que diz respeito à porção funcional.
Porém, a GNU FDL permite seções invariantes. No caso de software, isso seria uma restrição inaceitável. No caso de textos, uma seção de opinião invariante não desrespeita qualquer das liberdades que caracterizam documentação livre.
Ou seja, os critérios são diferentes até mesmo entre obras funcionais.
Parece-me que você esteja tentando aplicar o critério das 4 liberdades do software livre para concluir que o texto não é livre. Isso nao me parece apropriado.
Pode não ser o caso. Talvez você esteja usando outra definição de que significa um texto livre. Como não há uma definição que seja objeto de consenso (ao contrário do que acontece com Software Livre), não há como dizer que você esteja errado.
Porém, sendo interessado e tendo começado há pouco tempo a pensar em questões de cultura livre fora do escopo de software, tenho curiosidade de saber quais os critérios que você usa para fazer essa avaliação, e qual a justificativa social e moral para eles, que justifiquem atribuir a um texto de opinião que permite o livre compartilhamento (e a livre apreciação) um rótulo tão negativo como “não livre”.
Abraço,
Alexandre, os critérios que eu uso para avaliação e gradação de liberdade de conteúdo textual foram esboçados no meu comentário acima.
Aspectos como explicitamente impedir a publicação de trabalhos derivados (como versões traduzidas, interpretadas em áudio ou enriquecidas com ilustrações adicionais, diagramas, inserção de comentários explicativos ou complementares), estão perto do degrau mais baixo da minha classificação, por exemplo.
No caso dos meus próprios textos, eu adoto a GNU FDL sem seções invariantes (ver rodapé desta página, e os complementos na URL que o rodapé aponta), e creio que ela esteja próxima aos degraus mais altos da escala de licenciamento com liberdade de conteúdo textual, embora seja voltada a documentação. A mesmo opinião se aplica à licença CC-BY-SA (que permite trabalhos derivados, comerciais ou não, desde que seja mantida a mesma licença do original e a autoria seja mantida).
Repetindo neste novo contexto, creio que o Stallman tem todo o direito de publicar seus textos em uma licença restritiva, que impede explicitamente os trabalhos derivados (tais como versões traduzidas, interpretadas em áudio ou enriquecidas com ilustrações adicionais, diagramas, inserção de comentários explicativos ou complementares). Mas tanto ele quanto eu temos liberdade de mencionar este licenciamento.
Valeu, Augusto.
Minha intenção não é questionar a menção às características do licenciamento (quanto a isso não há dúvida, sendo a lei restritiva, se a licença não permite o que a lei proíbe por default, não pode), mas sim a qualificação como não-Livre.
Por exemplo, um software pode estar sujeito a restrições da lei de direito autoral (uma licença copyleft, por exemplo) e mesmo assim ser livre. Uma pessoa está sob restrições da lei (roubar e matar dão cadeia) e mesmo assim ser livre. A própria GNU FDL, que você escolhe para seu site, deixa intocadas algumas restrições da lei de direito autoral, para implementar seu copyleft.
Assim, no sentido de tentar entender melhor o seu posicionamento, e de esclarecer o que estou perguntando, insisto: onde você traça a linha entre livre e não livre, para fins de classificação de artigos de opinião, e (mais importante) qual o suporte filosófico, moral e social para justificar a escolha dessa fronteira na classificação?
Obrigado,
Depois de muito perder tempo.. lendo, pensando e analisando tudo que está nos comentarios, só me resta um salve.
Abram a mente, estudem e depois opinem!
Não sou contra a MS, mas é fato que a MS roubou ideias e padrões.
Existe um video-documentário.. Pirates of Silicon Valley . Se tiverem a oportunidade assistam…
Bill Gates nunca fez o bem a sociedade, talvez agora com a aposentadoria ele esteja pensando em começar!
Alexandre, as razões de eu classificar a licença adotada (de pleno direito, legitimamente) pelo Stallman como não-livre já foram apresentadas acima, inclusive com exemplos de liberdades presentes em outras licenças comuns para conteúdo textual e que esta licença em particular deixa de fora, como a possibilidade de publicar livremente uma versão traduzida, uma edição comentada, uma edição interpretada em áudio ou uma edição enriquecida com ilustrações e diagramas.
O assunto de uma definição positiva do que constitui uma licença textual livre e qual o limite preciso entre ela e uma licença não-livre seria vasto, quem sabe em uma próxima pós eu escolha esta definição e suas justificativas como minha monografia, ou algo assim, caso não surja uma definição a partir de outra origem.
Paulo Pontes [Dizer que o Bill Gates regrediu o software é mostrar total ignorância sobre como era e como é o mercado de software.
O Objetivo e visão do Bill Gates sempre for “levar o computador a cada casa”, e para isso sempre focou em funcionalidade e usabilidade, para que os não tecnicos quizessem e pudessem utilizar a máquina para os seus fins]
Eu ri desse comentario infeliz… desculpe + oq tu disse ai em cima… nao tem perdao… essa da funcionabilidade e usabilidade foi a gota dagua… ASHUhsahusa
Augusto, como não imaginei que a licença não permitia traduções, fui em frente e traduzi o texto inteiro e publiquei no meu blog… Não vou postar o link pro post aqui pra não colocar uma coisa não permitida no BR-Linux, mas caso queira, pode ir lá que é recente (da mesma época desse post).
Augusto:
“No caso dos meus próprios textos, eu adoto a GNU FDL sem seções invariantes (ver rodapé desta página, e os complementos na URL que o rodapé aponta), e creio que ela esteja próxima aos degraus mais altos da escala de licenciamento com liberdade de conteúdo textual”
É, pode ser.
“E, na esteira do que eu já disse ao Bebeto Maya e você parece ter lido, nem todos são bem-vindos a usar este serviço que eu ofereço voluntariamente”
ok.
foobob, entendo o que você quer exemplificar ao publicar algo que parece uma citação entre aspas do meu texto, como se eu tivesse dito o contrário do que disse. Mas esse tipo de comportamento pode ir bem além de uma simples possível infração a algum termo de licenciamento ou direito autoral.
Só achei apropriado mostrar que a FDL não me parece ser a licença ideal para comentários.
Pra ser honesto, nem fazia questão de saber sob qual licença meus próprios comentários são publicados anonimamente em vários pontos na web até essa quizomba aqui. Vou passar a prestar mais atenção…
Para mim já estava claro há vários dias que não lhe parece que a licença FDL é a ideal para comentários ;-)