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Campanha contra o projeto de lei 607/2007 de regulamentação das profissões da área de informática

“Recentemente, o projeto de lei PLS 607/2007, que visa regulamentar as profissões da área de informática, voltou a tomar vida no Senado. Ele deveria ter sido votado na última sessão da CCJ, mas felizmente a votação foi adiada para o dia 6. O projeto já passou por duas comissões do Senado, restando apenas passar pela CCJ.

O projeto de lei geraria uma série de problemas, como a exigência de diploma de Ensino Superior dentre apenas três cursos aceitos, inclusive descartando diversos outros cursos da área de Computação, e a criação de um Conselho Federal de Informática que cobraria taxas dos profissionais.

Cientes desses problemas, um grupo de profissionais da área e de estudantes de graduação lançou uma campanha no blog NÃO ao PLS 607/2007, que conta com maiores informações sobre o projeto de lei e sobre como contatar os políticos para protestar contra o mesmo.”

Enviado por Paulo Matias (syscoderΘgmail·com) – referência (pls607.wordpress.com).

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115 Comentários para “Campanha contra o projeto de lei 607/2007 de regulamentação das profissões da área de informática”

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  1. Forbiden Code (usuário não registrado) em 2/05/2008 às 11:55 am

    Não sou contra a regulamentação não

    Sou formado em Ciência da computação e pago um sindicado que não me da nenhum beneficio e ainda por cima todos os chefes que tive não eram formados na area de TI ou correlatos, e ja vi varios profissionais formados em outras areas ocupando cargos na area de TI que acredito serem destinadas a um profissional graduado que fez faculdade. Não desmerecendo mas ver engenheiro quimico, advogado, medico cuidando de sistemas de missão critica enquanto tem profissionais formados sendo sub utilizados na empresa e recebendo menos.

    Em resumo é chato fazer faculdade e uma pós e concorrer com nuam vaga com um cara que não fez nada disso e perder pois o fulano é conhecido de alguém

  2. tsc (usuário não registrado) em 2/05/2008 às 11:55 am

    O pior dessa lei é que não quer incluir engenharia da computação como um curso valido para o profissional ser um analista hehehe.

  3. Eu, sinceramente, não entendi o porquê de não aceitar esse projeto.

    Existe o CRM (Medicina), CREA (Engenharia, Agronomia e Arquitetura), CRO (Odontologia), CRMV (Med. Veterinária), CRBio (Biologia), etc.

    Se esse projeto for aceito, se um profissional de informática faz alguma besteira, então ele poderá ser denunciado no respectivo Conselho Regional, que julgará o caso e poderá até descredencia-lo.

    Bons profissionais não precisam se preocupar com isso, e até acharão bom esse projeto de lei, pois filtrará do mercado os maus funcionários.

    Att,
    Renato

  4. Tive a impressão de que o protesto é contra os problemas deste projeto de lei especificamente, e não contra a regulamentação genericamente.

    Fora isso, creio que a categoria profissional deveria ser ouvida sobre o projeto, mas infelizmente me parece que o canal correto para esta consulta (que são as organizações classistas) não tem grande crédito junto a boa parte dos profissionais da área.

  5. Marcos Alexandre (usuário não registrado) em 2/05/2008 às 12:02 pm

    Também sou a favor. Pode ser alguns pontos que tenham de melhorar, mas como em todo lugar do mundo, ajudaria na padronização dos cursos superiores. Tem curso de TI com um monte de nomes diferentes mas que ensinam a mesma coisa ou, pior, ensinam matérias muito contraditórias.
    Com a regulamentação, seria definido as bases que cada curso deve ensinar, ficando flexível cada curso estender ao que achar necessário. Dessa forma, seria mais fácil evoluir a qualidade dos cursos de TI, que muitas vezes são péssimos e não garantem nada.

    E o fato de incluírem aqueles que já trabalham no mercado mas que não tem curso superior, é positivo pra não prejudicar os profissionais atuais.

    Outro fator positivo é que facilita para o Brasil exportar conhecimento para outros países, porque muitos lugares vêem a falta de regulamentação como uma característica negativa do nosso mercado e inibe o investimento, já que vai na contramão da tendência mundia.

  6. Forbiden Code (usuário não registrado) em 2/05/2008 às 12:06 pm

    As ementas que se propõe são validas

    A 1ª é inclusão de cursos que não estão relacionados que sejam da area de informática

    o 2º eu ainda tenho meu receio devido ao fator “propina” que é um auto ditada conseguir a credencial mediante uma prova, eu fiz a Poscomp uma vez e achei o teste muito bom e abrangente em todas as areas da computação, o problema é se alguém corrupto vender a credencial assim facim, com isso a lei só vai ser apenas um imposto para cobrar de quem trabalha e não para regulamentar

  7. Brivaldo Jr (usuário não registrado) em 2/05/2008 às 12:06 pm

    É complicado, tudo aquilo que envolve liberações e proibições pode causar conflitos.

    Acredito que a lei deveria amparar todos os cursos da área de computação, mas sim, deve existir um conselho como em Medicina e Direito, para organizar um pouco as coisas. A computação hoje é uma área que permeia todas as outras sem dúvida, mas as coisas como estão definidas hoje não dão nenhuma diferença a um profissional formado na área e alguém que simplesmente faz um curso de 2 semanas de programação e sai “ganhando” dinheiro por ai, mas que na sua maioria não tem o embasamento necessário para fazer um bom trabalho final.

  8. Suhanko (usuário não registrado) em 2/05/2008 às 12:19 pm

    Então, um profissional que tenha conhecimentos e capacidade não poderá mais atuar por não ter nível superior? Ou ainda, um profissional com nível em engenharia da computação deverá fazer outra faculdade de ciência da computação para atuar como analista?
    O quê qualifica um profissional? diploma não é, com certeza. Tem muita gente formada em ciência da computação que não sabe instalar nem windows – eu conheço gente assim.
    Tem muita empresa grande com profissionais formados com conhecimentos limitadíssimos em empresas até multinacionais. Eu tenho que interagir com profissionais assim em várias empresas.
    Na minha opinião, essa regulamentação é uma forma de tirar mais dinheiro dos bolsos do povo.
    Ah, sem falar que já há uma escassez de profissionais de qualquer tipo – ou seja, tem até emprego sobrando por falta de “profissionais qualificados”. Imaginem com a regulamentação.
    Isso incentivará a qualificação superior? Com os preços praticados pelas universidades, é pouco provável.

  9. Fernando (usuário não registrado) em 2/05/2008 às 12:42 pm

    Bem eu li o projeto, adorei a idéia. mas falta:

    1 – Colocar eng. da computação como analista tambem.

    2 – Descriminar melhor dividindo em duas partes:
    Infra – estrutura
    Desenvolvimento

    3 – Na aérea Técnica colocar tambem como curso reconhecido, técnico telecom e eletrônica.

    4 – Como Irá ser criado tambem o conselho federal, que se crie desde já o piso salarial nacional da categoria.

    5 – E como no caso do técnico em informática que não é nescessario, diploma se tem o cargo a mais de 4 anos, poderiam fazer tambem com os analistas não é verdade.

    Bem gosto da idéia e alias é um PROJETO, como todo projeto, pode ser modificado antes de ser sancionado pelo presidente, até lá tudo pode ser mudado conforme discução em plenário, alias vocês se lembram em que votaram para senador e deputado?
    Se sim passem email/liguem, TODOS eles tem seus telefones e emails a disposição nos sites do senado e câmara dos deputados.

  10. Andre Miguel (usuário não registrado) em 2/05/2008 às 12:42 pm

    Se por um lado a atividade em TI é auto-regulamentada pelas certificações que adquirimos, por outro lado, a regulamentação oficial é algo necessário para garantir a idoneidade e qualidade dos profissionais no futuro.

    As certificações nos colocam em patamares, assim como os cursos superiores também, mas a quantidade de gente incompetente que tem hoje em dia, com e sem curso superior, com e sem certificações, é algo assombroso.

    Alguém me disminta, por favor.

    Os colegas que comentaram aqui, vejo que têm opiniões parecidas entre si.

    E também tenho a opinião de que essa proliferação de cursos de dois anos só tende a denegrir ainda mais a qualidade dos profissionais que estão entrando. Pois cursos que não contenham o mínimo de economia, direito e até psicologia formam indivíduos sem a capacidade real de pensar e de ter um raciocínio lógico adequado para a boa execução da profissão.

    Sou a favor sim. Li o projeto e acho muito bem adequado à atualidade e ao futuro próximo. Mesmo no disposto aos Conselhos e fiscalização e anuidade. Um médico – que hoje em dia tem qualidade questionável – também tem de pagar pela sua renovação. Um CCNA também tem de fazer um prova para ter sua renovação.

    Um abraço.
    .

  11. a (usuário não registrado) em 2/05/2008 às 1:02 pm

    seja la o q for, se vem da classe politica nao pode ser coisa boa. espero q nao seja uma tentativa de “elitizar” os cursos de TI, ja to ate vendo um monte de geek andando de jaleco e sendo chamados de “doutores”. nessa logica o dono da google por exemplo nao poderia nem ser programador no brasil :)

  12. patricio (usuário não registrado) em 2/05/2008 às 1:07 pm

    Sou a favor da regulamentação, um orgão responsável para “gerir” a área é muito importante.Pois também valoriza o estudo de muita gente.

  13. a (usuário não registrado) em 2/05/2008 às 1:26 pm

    nao confundam diploma com estudo ou talento.

  14. Aldemari Borges (usuário não registrado) em 2/05/2008 às 1:27 pm

    Viva a regulamentação de nossa Profissão.
    Sou a favor inclusive de um conselho Federal, EXCLUSIVO.

  15. Roberto Parente (usuário não registrado) em 2/05/2008 às 1:33 pm

    Bom, a pergunta é para o pessoal que é a favor da regularmentação:
    Se a regulamentação garante que os produtos finais sejam de qualidade (o que é uma grande mentira), então para contribuir com softwares livers eu precisarei ser formado? Ou isso só vale para na hora do “ganha pão formal”? Espero que as pessoas que sejam a favor da regularmentação também sejam a favor da contribuição só de formados, pois ai sim vou dizer que vocês não tem capacidade de entrar no mercado por mérito e querem colocar o papel na frente…

    E ai, a pergunta é: Para contribuir com Software Livre deve ser necessário ter curso superior?

    ps: Sorte do Tosatti em não estar por aqui, pois não poderia trabalhar porque é incompetente em não ter o papel… :-P

    ps²: Sou contra qualquer tipo de regulamentação de profissões… Só serve para fechar o mercado para poucos…

    Abraços,
    Roberto Parente

  16. Suhanko (usuário não registrado) em 2/05/2008 às 1:37 pm

    …mas pensando bem, a regulamentação será uma ótima muleta para profissionais foscos com diplomas (não estou direcionando este comentário a ninguém que eu não conheça).

  17. nobody (usuário não registrado) em 2/05/2008 às 1:40 pm

    “nessa logica o dono da google por exemplo nao poderia nem ser programador no brasil :)”

    heim?!

    Google Inc. (NASDAQ: GOOG) é o nome da empresa que criou e mantém o maior site de busca da internet, o Google Search. O serviço foi criado a partir de um projeto de doutorado dos então estudantes Larry Page e Sergey Brin da Universidade de Stanford em 1996.

    http://pt.wikipedia.org/wiki/Google
    http://pt.wikipedia.org/wiki/Larry_Page
    http://pt.wikipedia.org/wiki/Sergey_Brin

  18. regulador (usuário não registrado) em 2/05/2008 às 1:43 pm

    Putz! Regulamentação tem mesmo tudo a ver com software livre. É incrível o número de pessoas que de alguma maneira se consideram envolvidas com software livre e ainda assim defendem a regulamentação. O que vão fazer? Parar de usar software que não seja desenvolvido por profissional registrado no conselho? Parar de recomendar também? Talvez não, já que o que basta é a assinatura do espertalhão qualificado que se responsabilize pelo projeto. Parem de reclamar que o mercado o que mais procura e não encontra é profissional qualificado, seja com nível superior ou não.

    Outra coisa, é uma falácia dizer que passar 4 ou 5 anos numa faculdade não tá te trazendo diferencial nenhum. As empresas dão sim valor ao diploma, todas que pelo menos eu ache que valha a pena trabalhar. Só não colocam isso acima da tua capacidade de mostrar competência. Por outro lado, se você não sabe o que ganhou com o tempo que levou estudando, bom aí quem acha que o curso superior não te valeu de nada sou eu. Eu sei muito bem o tempo, dinheiro e dedicação que me custaram os anos de graduação e dou valor a cada um deles.

  19. a (usuário não registrado) em 2/05/2008 às 1:55 pm

    “nessa logica o dono da google por exemplo nao poderia nem ser programador no brasil :)”

    hehehehehh, falei M#$%$#. valeu pelo toque!

  20. Fernando (usuário não registrado) em 2/05/2008 às 2:02 pm

    gente

    LEIAM O PROJETO

    Roberto Parente
    E ai, a pergunta é: Para contribuir com Software Livre deve ser necessário ter curso superior?
    RESP: a regulamentação não é do mercado e sim entre patrões x empregados ( CLT )., no caso de contribuição isso não se aplica.

    Aldemari Borges
    RESP: a lei tambem cria o conselho federal.

    Suhanko
    RESP: Na lei , consta que c vc é profissional a 4 anos, fica automaticamente enquadrado na lei (no caso de tec. informática)

  21. a (usuário não registrado) em 2/05/2008 às 2:03 pm
  22. foobob (usuário não registrado) em 2/05/2008 às 2:06 pm

    Diploma faz toda a diferença no mundo hoje em dia! Eu mesmo tiro um por ano nessas faculdades de esquina pra poder pôr no CV. Um dia alguém me contrata!

  23. Tiago Peczenyj (usuário não registrado) em 2/05/2008 às 2:20 pm

    Eu, que trabalho como Analista de Sistemas e tenho Bacharelado em Física incompleto, tenho uma grande inveja do Phillip Calçado, que trabalha na Austrália, e postou recentemente sobre essa “lei”.

    http://blog.fragmental.com.br/2008/03/21/ainda-bem-que-estou-aqui/

    Cito a opinião da Sociedade Brasileira de Computação [ http://www.sbc.org.br/index.php?language=1&subject=107 ]

    1. Exercício da profissão de Informática deve ser livre e independer de diploma ou comprovação de educação formal.
    2. Nenhum conselho de profissão pode criar qualquer impedimento ou restrição ao princípio acima.
    3. A área deve ser Auto-Regulada.

    Parece que os politicos querem saber mais de informática do que quem é da área (se bobear ninguem sabe o que é a ACM, devem achar que é um politico a pouco falecido). Fico com pena de algumas pessoas egoístas que pensam “tenho diploma, logo essa lei me favorece”. A nação brasileira frperde como um todo, retrocendendo décadas numa das atitudes mais lastimáveis de todos os tempos.

    Parafraseando o Rodrigo Kumpera [ http://www.kumpera.net ]:

    Para ser programador vamos precisar ter diploma, enquanto isso para fazer política basta assinar o nome. Regulamentar a profissão dos outros é refresco.

  24. Se fizerem uma busca no site da SBC, é possível ver que há muitos projetos de lei para regulamentação da profissão de informática. Mas há um lobby muito grande para que não seja aprovado. Não sei de onde vem, mas sei que todos eles sempre param, não vão adiante. Sou extremamente a favor de que seja criado um conselho para a nossa profissão, que regulamente, limite diplomas que possam exercê-la e mais importante, firme um PISO salarial.

    É uma piada que se ofereçam pagar 1000 reais para um analista de suporte, ou de desenvolvimento, que seja. Muita gente, como alguém falou aí em cima, um advogado faz um cursinho de VB na web e vira “programador”, um engenheiro químico, ou qualquer coisa que o valha.

    Há quem defenda que o conhecimento está aí pra todos. Então por que eu não posso ser um auto-didata, estudar medicina e requerer meu CRM? Minha esposa é médica, eu poderia estudar com ela. E aí?

    (o mesmo vale pra outras profissões, só estou ‘chutando’ um exemplo). Mesmo que o projeto seja imperfeito, acho SIM que devemos apoiá-lo. Sou a favor da prova que garanta que com o conhecimento o cara possa ganhar o registro no conselho da profissão, embora isso não exista em outras profissões mesmo.

    Vamos ver no que dá isso, mas infelizmente, acho difícil que vá para frente!

  25. Revoltado (usuário não registrado) em 2/05/2008 às 2:35 pm

    Só mesmo na josta do braziu existe uma regulamentação estúpida como essa.

    Mas o que esperar de um país controlado pos sindicalistas corruPTos que certamente vão usar mais essa oportunidade para encher os bolsos… ainda mais agora que não precisam dar satisfações à ninguém do que arrecadam com o imposto sindical.

    Como dizia o poeta Vinícuis de Moraes: só existe uma saída para os problemas do braziu – os aeroportos internacionais.

    “Revoltado, o Reinaldo Azevedo do BR-Linux”

  26. Marcelo Nascimento (usuário não registrado) em 2/05/2008 às 2:38 pm

    Pra quem é contra a regulamentação:
    Se você tem uma empresa e precisa de um contador, você não procura um registrado no conselho de contabilidade? Ou um amigo que “entende tudo” de contabilidade serve pra preencher a papelada e pagar seus impostos?

    Se você precisa de um psicólogo, uma pessôa que tem bom relacionamento com pessôas basta ou é preciso um profissional que cursou uma faculdade e conhece toda a teoria?

    Se você vai levantar uma casa, você contrata alguém registrado no CREA ou confia no seu pedreiro pra fazer o cálculo estrutural e dizer quanto de concreto você vai precisar usar na fundação da sua casa?

    Eu acho muito válida a proposta, desde de sejam aparadas algumas arestas e, que realmente, seja feita uma fiscalização das denúncias feitas.

  27. Revoltado (usuário não registrado) em 2/05/2008 às 2:39 pm

    Rodrigo Gregori em 2/05/2008 às 2:27 pm

    (…)

    Vamos ver no que dá isso, mas infelizmente, acho difícil que vá para frente!

    Que Deus escute suas sábias palavras meu amigo ;)

    “Revoltado, o Reinaldo Azevedo do BR-Linux”

  28. Eduardo Habkost (usuário não registrado) em 2/05/2008 às 2:39 pm

    > Roberto Parente
    > E ai, a pergunta é: Para contribuir com Software Livre deve ser
    > necessário ter curso superior?
    > RESP: a regulamentação não é do mercado e sim entre
    > patrões x empregados ( CLT )., no caso de contribuição isso
    > não se aplica.

    Primeiro: A lei reserva as atividades de desenvolvimento de software para os que tem autorização do governo (através de um diploma reconhecido), e é explícita ao dizer que quem não tem a autorização do governo não pode exercer a atividade de desenvolvimento de software.

    Segundo: mesmo ignorando meu ponto acima, parte considerável do software livre do mundo é desenvolvido por pessoas contratadas por empresas, mesmo não tendo curso superior ou curso técnico. Vocês realmente acham que essas pessoas deveriam ser proibidas de desenvolver?

  29. Tiago Peczenyj (usuário não registrado) em 2/05/2008 às 2:42 pm

    Os melhores desenvolvedores e gerentes que eu ja tive não eram formados em algo “computacional” ou simplesmente não eram formados.

    É besteira atrapalhar quem quer trabalhar, sendo que lá fora ninguem faz isso (pelo contrário, todo mundo sabe do prejuizo que isso iria trazer).

  30. Eduardo Habkost (usuário não registrado) em 2/05/2008 às 2:45 pm

    Pra quem é contra a regulamentação:
    Se você tem uma empresa e precisa de um contador, você não procura um registrado no conselho de contabilidade? Ou um amigo que “entende tudo” de contabilidade serve pra preencher a papelada e pagar seus impostos?

    Se eu tenho uma empresa e quero um contador, eu quero ter a liberdade de procurar o contador que eu quiser. Se você quer um contador qualificado, contrate um qualificado, oras. Mas porque você quer me obrigar a contratar um contador registrado? Se eu quiser contratar outro para a minha empresa, o problema é meu e da minha empresa, e eu me responsabilizo pelos problemas que isso pode trazer à minha empresa.

    Resumindo: sim, pra mim um amigo que “entende tudo” de contabilidade serve pra preencher a papelada e pagar meu impostos. E mesmo que não servisse pra mim, as outras pessoas deveriam ter toda a liberdade de fazer isso com “um amigo” se quiser, porque o problema não é meu.

  31. Eduardo Habkost (usuário não registrado) em 2/05/2008 às 2:49 pm

    ps: Sorte do Tosatti em não estar por aqui, pois não poderia trabalhar porque é incompetente em não ter o papel… :-P

    É um bom exemplo. Quem é a favor do projeto: vocês gostariam de proibir o Tosatti de trabalhar?

  32. Revoltado (usuário não registrado) em 2/05/2008 às 2:50 pm

    É típico de populações dos países do Terceiro Mundo achar que o Estado deve regular cada ato da vida privada como no caso desta regulamentação, por isso que a M#$%$# deztepaíz é assim.

    Eles firmemente acreditam que o simples fato de existir mais burocracia, mais leis, mais impo$to$ (com a regulamentação dos $indicato$ de informática) para os bolsos da Monarquia Sindicalista Brasileira vai fazer a vida deles melhor!

    CADA POVO TEM O PAÍS E GOVERNO QUE MERECEM!

    “Revoltado, o Reinaldo Azevedo do BR-Linux”

  33. ricardo (usuário não registrado) em 2/05/2008 às 2:50 pm

    “Se esse projeto for aceito, se um profissional de informática faz alguma besteira, então ele poderá ser denunciado no respectivo Conselho Regional, que julgará o caso e poderá até descredencia-lo.”

    Nossa essa regulamentação vai ser maravilhosa para todo mundo, já pensou, softwares sem bugs porque quem programou tem um diploma e faz parte de um conselho.

    ;-)

  34. caetano (usuário não registrado) em 2/05/2008 às 2:53 pm

    Existe muita gente que prefere não fazer um curso superior na área de computação pela baixíssima qualidade do ensino, prefere fazer economia, física, matemática, onde no fim das contas aumentam muito a sua capacidade de desenvolvimento.
    É idiota achar que separando os ‘analistas de sistemas’ e cientistas da computação vc vai ter bons profissionais no mercado.

    Que haja regulamentação da profissão, sou completamente a favor, mas que selecione os associados ao conselho por meio e provas como as de certificação, dificílimas, como o caso da OAB.

    Em vez de obrigar pessoas que preferiram fazer outros cursos a passar 4 anos de sua vida estudando um curso de BSI tendo que ouvir professor falar besteira.

    Estamos nos tempos de internet gente, Os maiores programadores do mundo não são formados em computação, mas sim em outros cursos.
    pq computação se aprende mesmo na internet.

    por isso acredito que se deve avaliar os profissionais em vez de apenas separar quem tem “deproma” de informática.

    eu já cansei de escrever monografia pra amigo que tá se formando por ele não conseguir fazer projeto final de curso.

  35. Marcos Alexandre (usuário não registrado) em 2/05/2008 às 2:58 pm

    “Então, um profissional que tenha conhecimentos e capacidade não poderá mais atuar por não ter nível superior? ”
    Sim, pode. Mas não pode ser acionado judicialmente nem responsabilizado pelo projeto. É a mesma coisa que um engenheiro pra uma obra ou um médico.

    “Se eu quiser contratar outro para a minha empresa, o problema é meu e da minha empresa, ”
    Não, é também dos seus clientes e fornecedores, que confiam que você fez uma boa escolha, mas não tem garantia nenhuma que seu amigo não seja tããão expert como diz ser.

    “Sorte do Tosatti em não estar por aqui, pois não poderia trabalhar porque é incompetente em não ter o papel… :”
    Nada a ver. Mesmo que não tivesse o tempo mínimo necessário, ele só teria de ter alguém pra responder judicialmente a ele, sem tirar seus méritos.

    Regulamentando não beneficiaria as faculdades medíocres. Muito pelo contrário, ou elas melhorariam o nivel ou acabariam de vez.

    E não é só no Brasil que isso acontece, mas no mundo inteiro. E o Brasil perde mercado em exportação relacionada à TI justamente por causa disso.

  36. (eu odeio usar área de comentários pública para comunicação privada, mas não tenho outra opção. desculpem)

    Sr. Revoltado: mande seus dados de contato pra mim, para que possamos manter contato.

    (eu prometo que vou apagar esse comentário (se o wordpress deixar), depois que obtiver resposta)

  37. “Então, um profissional que tenha conhecimentos e capacidade não poderá mais atuar por não ter nível superior? ”
    Sim, pode. Mas não pode ser acionado judicialmente nem responsabilizado pelo projeto. É a mesma coisa que um engenheiro pra uma obra ou um médico.

    Não é o que o projeto diz. O projeto de lei diz que é ilegal simplesmente exercer as mais variadas atividades, sem a autorização do governo e sem contribuir financeiramente para o Conselho.

  38. “Se eu quiser contratar outro para a minha empresa, o problema é meu e da minha empresa, ”
    Não, é também dos seus clientes e fornecedores, que confiam que você fez uma boa escolha, mas não tem garantia nenhuma que seu amigo não seja tããão expert como diz ser.

    No caso em que uma escolha ruim feita por mim na gestão da empresa causar problemas a terceiros, eu devo ser responsabilizado. Assim como eu serei responsabilizado se eu contratar, sei lá, um faxineiro, padeiro, ou caixa de supermercado que cause prejuízo aos meus clientes e fornecedores. Daí pra obrigar os profissionais contratados a terem autorização do governo pra trabalhar, e principalmente: supor que isso vai garantir a qualidade dos profissionais, é um salto bem grande.

  39. Fábio Prudente (usuário não registrado) em 2/05/2008 às 3:14 pm

    Li apenas o blog contrário ao PLS607, e não o projeto em si.

    Parece-me que o blog concentra suas críticas contra o pagamento de anuidade ao Conselho, e contra a fiscalização do exercício das profissões ali regulamentadas.

    Embora seja desagradável pagar anuidades, e ser fiscalizado, considero que a adoção da ART (Anotação de Responsabilidade Técnica) para os profissionais de Informática, assim como é feito no CREA, vai contribuir enormemente para a melhora da qualidade dos serviços prestados nesse setor, e pela separação definitiva dos bons e maus profissionais.

    Se um engenheiro projeta a instalação elétrica de um prédio, com o devido registro da ART, e essa instalação apresenta problemas, o engenheiro será chamado a responder por isso, cabendo-lhe todas as responsabilidades civis, ou mesmo criminais; mas atualmente, se um profissional de informática projeta uma rede, e essa apresenta problemas (coisa que acontece com muita frequência), só resta reclamar ao bispo, porque sem a regulamentação, e sem o registro da ART, fica muito difícil cobrar-lhe responsabilidades.

    Sou engenheiro, mas acho que os bons profissionais de informática deveriam lutar fortemente pela regulamentação de seu Conselho, e de suas profissões.

  40. Tiago Peczenyj (usuário não registrado) em 2/05/2008 às 3:26 pm

    Não é o que o projeto diz. O projeto de lei diz que é ilegal simplesmente exercer as mais variadas atividades, sem a autorização do governo e sem contribuir financeiramente para o Conselho.

    Exatamente!

    Esse projeto é do naipe daquela tentativa de atrelar um CPF ao acesso a internet (alguem lembra?)

  41. Tiago Peczenyj (usuário não registrado) em 2/05/2008 às 3:28 pm

    Embora seja desagradável pagar anuidades, e ser fiscalizado, considero que a adoção da ART (Anotação de Responsabilidade Técnica) para os profissionais de Informática, assim como é feito no CREA, vai contribuir enormemente para a melhora da qualidade dos serviços prestados nesse setor, e pela separação definitiva dos bons e maus profissionais.

    Explique, por favor, essa argumentação. Em algum lugar do mundo isso acontece?

  42. MaxRaven (usuário não registrado) em 2/05/2008 às 3:29 pm

    Sabem quem vai ser o primeiro a descumprir a dita lei?
    Os governos. Digo por experiencia, trabalhei anos no DTI do meu orgão, não tenho formação na área de informática, pior, sou apenas um curioso no assunto, estudei por conta apenas por gostar do tema. Lá não tem 1 formado, o que mais chegava perto era uns dos chefes, formado em Física, mas que não sabia aritmética ( não identificou uma regra de 3 numa questão do concurso, detalhe, ele dá tbm dá aula em uma faculdade :-) e nem nada de informática, só estava lá pq era sobrinho de um desembargador.

    Será que este projeto é mais um da serie:
    “Políticos fazendo na vida publica aquilo que fazem na privada”

  43. Daniel Souza (usuário não registrado) em 2/05/2008 às 3:54 pm

    O problema é que a maioria dos cursos da área de informática não ensinam nada, todos nós sabemos que escola só serve como meio de socialização. Há muitos bacharéis de física, matemática, química, etc que humilham vários formados em Ciência da Computação, Engenharia da Computação,etc, sem falar de vários adolescentes absolutamente capazes, obrigar alguém a estudar vários anos numa faculdade pra aprender o que já sabia é foda, nossa área se atualiza muito rápida o que se aprende em 5 anos de faculdade em 1 ano vira inutilidade. Quem decide se o funcionário tem que ser formado ou não e a empresa que vai contrata-lo não o governo. Sou totalmente contra.

  44. Revoltado (usuário não registrado) em 2/05/2008 às 4:07 pm

    http://www.estadao.com.br/estadaodehoje/20080502/not_imp166259,0.php

    “Sindicalismo nunca dependeu tanto do Estado”

    Para especialista, está ocorrendo um processo de estatização sindical que repete a fórmula adotada por Getúlio

    Roldão Arruda

    O pesquisador Ricardo Antunes, professor titular de sociologia da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), analisa questões relacionadas à organização dos trabalhadores desde os anos 70 e é um dos especialistas mais respeitados nessa área no Brasil. Para ele, o sindicalismo brasileiro atravessa um momento “triste”, com uma dependência da máquina do Estado que não se via desde os tempos do getulismo – quando os sindicatos livres foram suprimidos. Segundo Antunes, o governo atrai a cúpula dos sindicatos, federações e também centrais sindicais com convites para cargos no governo e a manutenção do imposto sindical – que no passado foi condenado pela Central Única dos Trabalhadores (CUT), ligada ao PT. Ele chega a dizer que está ocorrendo um processo de estatização sindical, ou reestatização, já que repete a fórmula getulista.

    Viram a quem interessa este projeto de lei? Qual a sua REAL intenção? Mais uma teta para a Monarquia Social-Sindicalista Petralha (Burguesia do Capital Alheio) e seu Apedeuta-Mor, Dom Lulla I mamarem.

    No braziu é assim; os espertos praticam o “bem comum” (o deles próprios) e os otários (nós) pagamos a conta! Não é demais?

    CADA POVO TEM O PAÍS E GOVERNO QUE MERECEM!

    “Braziu, um país de toLos”

    “Revoltado, o Reinaldo Azevedo do BR-Linux”

  45. Daniel Souza (usuário não registrado) em 2/05/2008 às 4:14 pm

    Todo conselho é uma merda, tem muito médico com CRM que não sabe quase nada só sabe mesmo o genérico, tem muito pedreiro que sabe fazer casa melhor que engenheiro, acho o estudo da teoria bastante válido pois só a prática é pouco, mais limitar tudo a conselhos que só servem pra arrecadar dinheiro mesmo é inútil, minha irmã é psicologa estudou por vários anos tem CRP, mas isso não impede que eu saiba e conseguia debater sobre psicologia com ela mesmo eu não me interessando muito, o engraçado é que na teoria ela aprendia que fazer a faculdade era uma perda de tempo, um dia desses fui num médico, o cara me passou o remédio errado (errou feio), nem temei com ele me auto mediquei(não morri pelo contrário me curei), há profissionais bons e há profissionais ruins mas conselho nenhum m decide isso pois o que decide é o mercado. Por isso que o máquina pública tá assim, contrata quem tem diploma e registro no conselho em vez de contratar quem tem capacidade.

  46. Isaac Mendes (usuário não registrado) em 2/05/2008 às 4:27 pm

    Só no mundo feliz e perfeito de quem apóia um Frankstein como esse que o Conselho vai punir alguém que contribui financeiramente pra que ele se mantenha.

    Peguem as estatísticas de denúncias versus cassações, tanto dos CRMs quanto dos CREAs e verão os números.

    Nenhum conselho, repito, NENHUM, vai ficar caçando diplomas das pessoas que os mantem financeiramente. O que não falta por aí é engenheiro incompetente que vive fazendo cagada. Falo isso porque sou Engenheiro Elétrico.

    Além do mais, se alguém me indicar UM ÚNICO país no qual a profissão de informática seja regulamentada, eu apóio o projeto na hora.

    Que país avançado esse nosso, hein… daqui a pouco os EUA e a União Européia estarão nos copiando.

    Fico me perguntando como é que eles não tiveram essa idéia genial antes…

    Como disseram aí em cima, esse projeto vai ser uma ótima muleta pra os milhares de profissionais de informática icompetentes que se “formam” todo ano.

  47. Revoltado (usuário não registrado) em 2/05/2008 às 4:30 pm

    http://pls607.wordpress.com/2008/04/30/esclarecimentos-sobre-o-teor-da-campanha/

    (…)

    Portanto, gostaríamos de esclarecer explicitamente que não somos cegamente contra a regulamentação da profissão em si, desde que seja realmente vantajosa para todos. …

    Ou seja vocês são um bando de HIPÓCRITAS. Como podem ser contra se na verdade a defendem desde que seja realmente vantajosa para todos?

    Por acaso isso é alguma piada?

    Entretanto, somos certamente contra o projeto PLC 607/2007 em sua redação atual.

    Digamos que, se o relator desse projeto de lei modificar a atual redação dele vocês mudam de opinião?

    Ou vocês defendem esta M#$%$# ou não; ou são contra ou a favor. Por favor não fiquem em cima do muro!

  48. nobody (usuário não registrado) em 2/05/2008 às 4:34 pm

    Dúvida de leigo: se não tem conselho, não é regulamentada, porque todo ano eu tenho que dar para o “conselho” o equivalente a um dia de trabalho?

    Se aprovar essa lei foi ter que dar grana para 2 conselhos?

  49. Suhanko (usuário não registrado) em 2/05/2008 às 4:36 pm

    Muitos pensam apenas em si, por isso também não conseguem ver o lado negativo. Lembro-me da época em que começaram a sair programas para fazer sites, afim do usuário não ter que digitar mais o html “na unha”. Os programadores de html achavam um absurdo, etc. Por quê será? Talvez pelo simples fato de que eles estariam repartindo mercado. O mesmo acontecia nos primeiros anos de linux-br, com a evolução das ferramentas “facilitadoras” – criticavam por achar que tudo devia ser feito manualmente. Hoje a impressão que dá é que essa lei será a muleta dos diplomados sem aptidão. E o que os todos os profissionais perdem? Talvez isso torne o software livre ilegal, pois que garantirá um software sob a GPL? “Use por sua conta e risco” – não é mesmo? Com isso, para se usar mysql em uma empresa precisaria ter um banana que use mysqlfront com muito sacrifício, mas que tenha diploma para “mostrar o polegar”?
    A criação de software é artística, certo? Então, existe algum órgão regulamentador que define a quantidade de cores que se pode usar em um quadro?
    Isso nem parece mais democracia.

  50. Ou vocês defendem esta M#$%$# ou não; ou são contra ou a favor. Por favor não fiquem em cima do muro!

    Revoltado, espero que dessa vez você esteja apenas trollando, e que na verdade tenha notado que isso é um falso dilema.

    Existe, sim, gente que acha que regulamentação é uma boa idéia, mas discorda da redação atual da lei. Logo, é possível ser contra o projeto atual mas a favor da regulamentação. Apesar de eu discordar dessas pessoas também, porque acho que regulamentação é uma péssima idéia de qualquer jeito.

  51. Fábio Prudente (usuário não registrado) em 2/05/2008 às 5:17 pm

    Gente, estamos fazendo uma confusão danada aqui.

    1. Conselho e Sindicato são coisas completamente diferentes. O Conselho acompanha e fiscaliza a atuação dos profissionais, enquanto o sindicato preocupa-se com direitos trabalhistas da categoria.

    2. Conselho e Ordem também são coisas diferentes. A OAB faz provas para determinar quem pode ou não exercer a advocacia, mas nenhum Conselho faz isso. Os Conselhos apenas registram os profissionais formados em cursos reconhecidos pelo MEC (independente de suas competências), e acompanham a atuação desses profissionais (no caso do CREA, através das ARTs). Esse acompanhamento não implica em julgamento nem censura do Conselho sobre o profissional – é apenas o registro das ARTs. Em caso de problemas, aí sim, a sociedade pode perguntar ao Conselho: “Quem é o químico responsável por tal laboratório que vendeu placebos no lugar de anticoncepcionais???”, ou “quem é o engenheiro responsável por aquele prédio que desabou???”.

    3. A regulamentação de uma área profissional não passa pela discussão sobre a competência profissional de cada indivíduo. É uma questão de regulamentação jurídica, para que se possa cobrar responsabilidade, civil ou criminal. Quando um vizinho lhe recomenda um remédio, e você morre, ele não responde judicialmente por isso. Quando um médico receita um remédio, e você morre, ele poderá ser julgado por isso.

    4. A existência de cursos de má qualidade não implica que autodidatas serão sempre melhores que profissionais formados. Claro que há médicos incompetentes, e que, eventualmente, seu vizinho pode lhe receitar um remédio que cure uma dor de barriga… mas alguém aqui, em bom juízo, defenderia o fim da regulamentação da medicina?

    5. A regulamentação de uma profissão não torna ilegal toda e qualquer atuação por parte dos não-registrados. Toda regulamentação define limites do que pode e o que não pode ser feito por cada nível de formação, inclusive para os sem formação. É óbvio que não será necessário contratar um técnico registrado no Conselho para instalar o SO em seu computador mas, certamente, deverá ser obrigatório ter um profissional registrado para responder pela segurança do banco de dados de uma loja, que guarda o registro dos cartões de crédito de todos os seus clientes.

  52. 5. A regulamentação de uma profissão não torna ilegal toda e qualquer atuação por parte dos não-registrados.

    Por favor, leia os artigos 22, 2, 3, e 4 do texto do projeto.

  53. Suhanko (usuário não registrado) em 2/05/2008 às 5:31 pm

    Banco de dados, sistema que o acessa (PHP, por exemplo), configuração de rede, segurança de sistema operacional.
    Hoje, um profissional apenas faz isso (é o que se chama multi-funcionalidade), mas já que cada um responde pelo seu cada um, uma loja precisará de um DBA, um programador habilitado para PHP, um especialista em redes e um pós em sistemas operacionais. Talvez um especialista em segurança, já que fala-se de cartões de crédito. E ai chega um moleque de 15 anos que não pode nem tomar cerveja e invade a rede e furta os dados.

  54. Revoltado (usuário não registrado) em 2/05/2008 às 5:45 pm

    Eduardo Habkost em 2/05/2008 às 4:50 pm

    (…)

    Existe, sim, gente que acha que regulamentação é uma boa idéia, mas discorda da redação atual da lei. Logo, é possível ser contra o projeto atual mas a favor da regulamentação. Apesar de eu discordar dessas pessoas também, porque acho que regulamentação é uma péssima idéia de qualquer jeito.

    Eduardo, na verdade eu não me expressei direito. Eu também sou contra quaisquer formas de regulamentação mas postei a crítica acima devido à maneira que os autores do blog encontraram para expor a posição deles – eles não são contra a regulamentação, eles são apenas contra o projeto em si – o que poderia levar incautamente outras pessoas que são totalmente contra quaisquer formas de regulamentação (como eu) inadvertidamente a apoiar a posição deles. Por isso é preciso prestar bastante atenção antes de sair por aí apoiando qualquer coisa; é preciso ler nas entrelinhas primeiro.

    PS: Também acredito que o Augusto seja favorável à posição deles pelo fato de ter mencionado o tal blog aqui. Ou posso estar enganado ;-)

    Em todo caso a citação abaixo vale para os insatisfeitos:
    Como dizia o poeta Vinícuis de Moraes: “só existe uma saída para os problemas do braziu – os aeroportos internacionais.”

    “Revoltado, o Reinaldo Azevedo do BR-Linux”

  55. Thomas Fortes (usuário não registrado) em 2/05/2008 às 6:08 pm

    A melhor parte disso é que quem é totalmente a favor sao justamente os formados nas areas previstas nos projetos.
    Me parece mais uma estratégia pra fechar o mercado pra um bando de incompetentes formados como um que conheci recentemente, empregado de uma grande multinacional de TI, e que não tinha a minima noção de linux (antes que venha alguém falar que não é necessário saber linux pra tudo, o cargo dele exige conhecer ao menos o básico).
    Enfim, me parece uma forma de fechar o mercado e garantir vagas pra quem já tem o diploma ou tem papai com condições de pagar uma dessas universidades pagou-passou.

    É triste, mas é uma realidade do nosso país, as pessoas entram em universidades pelo diploma e não pra aprender.

  56. Fábio Prudente,

    1. Conselho e Sindicato são coisas completamente diferentes. O Conselho acompanha e fiscaliza a atuação dos profissionais, enquanto o sindicato preocupa-se com direitos trabalhistas da categoria.

    Eles são iguais em uma coisa: tomam dinheiro de quem trabalha.

    4. A existência de cursos de má qualidade não implica que autodidatas serão sempre melhores que profissionais formados.

    Não vi ninguém dar a entender isso. Mas apenas que existem muitos profissionais formados incompetentes e muitos autodidatas competentes. Muitos mesmo.

  57. Thomas Fortes (usuário não registrado) em 2/05/2008 às 6:14 pm

    Alias, esse projeto é de autoria daquele imbecil do azeredo não é?
    Aquele mesmo que queria que cadastrassemos rg, cpf, cnh, impressões digitais, escaneamento da rotina e mais algumas coisas pra poder navegar em paz na internet.
    Esse projeto estupido e mal fundamentado só podia vir da cabeça daquele safado mesmo.

  58. Suhanko (usuário não registrado) em 2/05/2008 às 6:17 pm

    Como é o nome dele? Não quero cometer o erro de votar num cara desses.

  59. Alias, esse projeto é de autoria daquele imbecil do azeredo não é?

    Não, é de um tal de Expedito Júnior. Mas quem deu parecer favorável na CCT foi o imbecil do azeredo, também conhecido como Eduardo Azeredo.

  60. Roberto Parente (usuário não registrado) em 2/05/2008 às 6:27 pm

    Quando falei se era necessário ser regularmentado para contribuir com SL não foi no que esse projeto diz, pois eu sei que ele nem toca em SL… Estou perguntando muito mais de forma filosófica, pois se um Software é mais bem feito por profissionais formados, então software livre não pode ser bom… É meio paradoxal não?

    Quanto ao “Eu recebo pouco pelo meu trabalho“, desculpa, mas tenha 2 opções: 1- Estudar para merecer receber mais; 2- Trocar de emprego.

    Vale ressaltar também que o mesmo cara que propôs a regulamentação da profissão é o cara que propôs a regulamentação da internet (Eduardo Azeredo – PSDB), alguém além de mim acha alguma ligação estranha?

    Bom pessoal, estarei me formando no final do ano no curso de Ciência da Computação e sei que não preciso de lei nenhuma para entrar no mercado…

    Vale ressaltar que alguns dos icones do SL nem formados em Computação são: Richard Stallman, Eric Raymond, dentre outros :-)… Vamos dizer agora que esses caras não são bons? Fala sério…

    Quanto ao CREA, até onde eu sei o engenheiro daqueles prédios do RJ que cairam a anos atrás estão livres por ai, cadê o CREA?

    Outra coisa… O governo deve sim regularmentar o Mercado e não as profissões… Se uma empresa contrata um programador ruim e este faz código que gerou catástrofe, o governo deve entrar junto da empresa e não do programdor (esse se resolve com a empresa)…

    Abraços,
    Roberto Parente

  61. guilherme - smyows (usuário não registrado) em 2/05/2008 às 6:33 pm

    nunca conseguiriam acompanhar o avanço da tec. fora q jah pagamos o absurdo de sindicato, pagar agora mais um bandao de vagabuindo pra nada??

    ENTAO PRA ENTRAR NO SENADO TEM Q SER DOUTOR, FORMADO E POS-GRADUADO!!!

  62. Fábio Prudente (usuário não registrado) em 2/05/2008 às 6:51 pm

    Ok, estou convencido: a regulamentação é uma péssima ideia. Não traz vantagem alguma para a sociedade nem para os profissionais da área, só serve para engordar os cofres dos Conselhos e do Governo, e para criar reserva de mercado para incompetentes diplomados…

    mas me restam 2 perguntas:

    1. Somente os profissionais de informática devem permanecer desregulamentados, ou devemos aqui iniciar um movimento para desregulamentar todas as outras profissões? Em que aspectos os profissionais de TI são diferentes de engenheiros, contadores ou médicos (no que tange à responsabilidade jurídica sobre seus atos profissionais)? Como cidadão, você se sentiria seguro em morar em um prédio de 16 andares construído por um pedreiro “muito bom”, ou fazer uma cirurgia de catarata com um curioso que viu todos os documentários sobre catarata no Discovery Channel?

    2. Quais outros instrumentos jurídicos podemos adotar para proteger a sociedade dos maus profissionais? Devemos mesmo aceitar que o “mercado” dê conta disso? Quantos serviços mal sucedidos um profissional incompetente pode ser capaz de executar, antes que o “mercado” consiga expurgá-lo? Devo lembrar que, juridicamente, ninguém pode ser punido por incompetência ou imperícia, se não houver determinação clara e expressa de que determinada competência ou habilidade lhe é cabida. Atualmente, é a regulamentação profissional que confere essas definições. Alguém sugere um caminho alternativo? Alguém tem conhecimento de como essa questão é resolvida em outros países?

  63. Revoltado (usuário não registrado) em 2/05/2008 às 6:52 pm

    Roberto Parente (usuário não registrado) em 2/05/2008 às 6:27 pm

    (…)

    Outra coisa… O governo deve sim regularmentar o Mercado e não as profissões…

    Discordo completamente de você: é aí mesmo que o governo NÃO deve se meter.

    Se o governo (principalmente este que se encontra aí) começar a intervir no Mercado, teremos que pedir permissão até mesmo para comprar um celular (vide a Disneylândia das esquerdas, Cuba).

  64. Rodrigo (usuário não registrado) em 2/05/2008 às 7:10 pm

    Engraçado essa lei, em brasilia nos orgão federais tem diversos servidores publicos que atuam na área de TI que nem ao menos se formaram… Entraram no famoso “Trem da alegria”, aqui em Sampa no órgão em que trabalho também acontece a mesma coisa! Irônico isso…

    E eu que sou terceirizado não posso ocupar uma função do corpo docente e sou registrado como “Digitador”, que na verdade administro toda rede do órgão, enquanto os servidores que ocumpam os respectivos cargos nem ao menos sabem o que tem que ser feito, e a única coisa que eles sabem é aquilo que os incompetentes de brasilia mandam eles fazerem. No fim quem tem que limpar as sujeiras somo nós que estamos ralando…

    E o pessoal daqui do Br-linux ainda falam que aqueles que não tem condições de fazerem uma faculdade decente ou pelo menos terminar uma, não merecem trabalhar na área, sendo que vi e vejo muitos formados em TI trabalharem como auxiliar administrativo, e afins, porque não tem nenhuma experiência na área estudada.

    “Agora fica a grande pergunta essa lei é para quem?”

    Para os pobres e aqueles que tentam trabalhar seja ele contratado por uma empresa que acreditou naquilo que você propôs e viu que realmente era aquilo que eles queriam, e aqueles que trabalham por conta desenvolvendo sistemas ou fazendo serviços anônimadamente. Com certeza essa classe vai se extinguir e aqueles que ja estão contratados ou que prestam serviços que não tem sequer um certificado serão mais “menosprezados” pelas empresas do que já são, serão obrigados a fazer o serviço ganhando menos ainda do que realmente merecem, sob “chantagem” de serem substituídos pelos “supostos qualificados”. Isso se não forem mandados embora por justa causa…

    Sem emprego, um passo mais longe da certificação…

    “Pobre tem mesmo que morrer pobre….”

  65. João Marcus (usuário não registrado) em 2/05/2008 às 7:11 pm

    Em que aspectos os profissionais de TI são diferentes de engenheiros, contadores ou médicos (no que tange à responsabilidade jurídica sobre seus atos profissionais)?

    Existem contratos bastante específicos para sistemas de missão crítica ou quase-crítica. A responsabilidade por falhas tem um custo, e um custo muito alto. O custo é alto, afinal, um projeto assim envolve um processo de validação que pode ser bastante demorado. A maioria dos clientes não quer pagar esse custo, prefere pagar mais barato e não ter todas as garantias de um sistema de missão crítica.

    Como já disseram várias vezes, muitas das maiores personalidades da área de TI não fizeram curso superior. É ridículo supor que a regulamentação da profissão vai melhorar alguma coisa.

  66. Revoltado (usuário não registrado) em 2/05/2008 às 7:22 pm

    Fábio Prudente (usuário não registrado) em 2/05/2008 às 6:51 pm

    (…)

    1. Somente os profissionais de informática devem permanecer desregulamentados, ou devemos aqui iniciar um movimento para desregulamentar todas as outras profissões?

    E por quê não? Na minha opinião, desregulariam-se TODAS as profissões.

    Em que aspectos os profissionais de TI são diferentes de engenheiros, contadores ou médicos (no que tange à responsabilidade jurídica sobre seus atos profissionais)?

    No que a falta de um sindicato ou categoria que os represente poderia fazer diferença na vida desses profissionais, pelo menos na prática? Os tornaria menos profissionais por isso?

    Como cidadão, você se sentiria seguro em morar em um prédio de 16 andares construído por um pedreiro “muito bom”, ou fazer uma cirurgia de catarata com um curioso que viu todos os documentários sobre catarata no Discovery Channel?

    De onde você acha que vieram os fundamentos da Medicina ou da Engenharia? Houve uma época que estas profissões não eram regulamentadas, sabia disso? O Roberto Parente citou uma coisa interessante acima: “Quanto ao CREA, até onde eu sei o engenheiro daqueles prédios do RJ que cairam a anos atrás estão livres por ai, cadê o CREA?”

    Deixa eu te contar um segredo: a regulamentação da área de TI na verdade não vai responsabilizar nem civil nem penalmente os profissionais caso estes venham a cometer irregularidades; na verdade vai criar um corporativismo e uma burocracia assim como já existe dentro das demais profissões existentes. Por quê você acha que os engenheiros mencionados pelo Roberto até agora não foram punidos? Pense nisto.

    Em se tratando de responsabilidades, existe o Código Civil que preenche os requisitos muito bem caso for necessário, melhor que este projeto absurdo.

  67. tsc (usuário não registrado) em 2/05/2008 às 7:23 pm

    Bem senhoras,

    aqueles que acompanham de perto sociedades como a ACM sabem que essa lei parece interessante, so que o que vemos atualmente, várias outras áreas emglobando a computação como um todo.
    O que a ACM diz? que em breve áreas específicas de computação irão sumir e outros cursos vão emglobá-lo.
    Por que? porque atualmente até um macaco com um livro na mão aprende a programar e padrões de projeto.
    Essa é a realidade, aqueles que querem aprovação da lei por um lado tem razão so que por outro tem medo de perder emprego para alguem sem curso superior.

  68. Rodrigo, tenho a impressão que no serviço público federal a atuação profissional segue regras específicas, inclusive devido à existência dos concursos públicos.

    Os requisitos de filiação a conselho podem ser menos óbvios do que parecem, nesta esfera, exceto em casos específicos de desempenho profissional (como no exemplo dos médicos e engenheiros). Por exemplo, os analistas judiciários (que não são advogados, mas precisam ser bacharéis em Direito) não precisam passar pela prova da OAB (e de fato não usam o título de advogados), os analistas administrativos não precisam ser associados ao CRA (mas assim não são chamados de Administradores), e assim por diante. Claro que isso não significa que um deles não pode se filiar ao CRA por vontade própria e passar a ser, de direito, Administrador.

    Imagino que para os analistas de sistemas, neste âmbito, vá valer uma regra similar, ou um jeitinho – como chamar o cara de Analista Administrativo Especializado em TI. Por outro lado, se houver a regulamentação (algo que não sei se é bom), espero que o responsável técnico por projetos de informática, também na área pública, precise ser uma pessoa devidamente habilitada, sem jeitinhos, para não criar feudos.

  69. Como cidadão, você se sentiria seguro em morar em um prédio de 16 andares construído por um pedreiro “muito bom”, ou fazer uma cirurgia de catarata com um curioso que viu todos os documentários sobre catarata no Discovery Channel?

    Minha visão desse tipo de pergunta é essa:

    - Eu acho absurdo quererem proibir as pessoas de fazerem pizza de terra.
    - Você comeria uma pizza de terra?

    Uma coisa não tem relação nenhuma com a outra. Eu quero, sim, saber que o profissional que eu contrato é competente, seja um médico, programador ou engenheiro. Mas não quero que o GOVERNO seja o responsável por dizer quem é competente ou não. Quem for contratar que escolha os seus meios de garantir que o profissional é competente ou não, tem muitos meios pra isso. Eu posso querer que o construtor do meu prédio tenha estudado bastante, e que o médico que vai me operar também. Mas isso não quer dizer que isso tenha que ser obrigatório, e que a certificação possa ser feita apenas por quem o governo disse que pode.

    Eu também quero que todos os pratos dos restaurantes onde eu como sejam limpos, mas não defendo a criação de um Conselho Federal de Lavação de Pratos.

    É incrível como tem gente que acha que tudo precisa ser feito pelo governo, usando a força de imposição do Estado.

    Quais outros instrumentos jurídicos podemos adotar para proteger a sociedade dos maus profissionais? Devemos mesmo aceitar que o “mercado” dê conta disso? Quantos serviços mal sucedidos um profissional incompetente pode ser capaz de executar, antes que o “mercado” consiga expurgá-lo?

    Quantos serviços mal sucedidos um profissional incompetente pode ser capaz de executar, antes que o Conselho Federal de Seiláoque consiga expurgá-lo? (Dica: o mercado vai puní-lo mais rapidamente que a burocracia estatal)

    Devo lembrar que, juridicamente, ninguém pode ser punido por incompetência ou imperícia, se não houver determinação clara e expressa de que determinada competência ou habilidade lhe é cabida. Atualmente, é a regulamentação profissional que confere essas definições.

    O contrato de prestação de serviços confere essas definições. Você contrata alguém e divide responsabilidades sobre o resultado do objeto do contrato. E se causarem danos a terceiros, uma das duas partes (ou as duas) terá que ser responsável.

    E pra fazer os contratos valerem serve a justiça. Não precisamos obrigar todo mundo a fazer faculdade e a sustentar mais um órgão e proibir gente competente de trabalhar só porque não tem um papelzinho mágico, pra responsabilizar as pessoas pelos seus atos.

  70. Adriano (usuário não registrado) em 2/05/2008 às 8:28 pm

    Esse projeto de lei relaciona apenas 3 cursos em TI: Análise de Sistemas, Ciência da Computação ou Processamento de Dados. Sendo que por exemplo o curso em processamento de dados praticamente não existe mais faz um bom tempo (Pode ser que esteja errado), mas como ficariam cursos como: Sistemas de Informação, Engenharia da Computação, Informática, Tecnico e Desenvolvimento de Sistemas e alguns outros que são aprovados e reconhecido pelo MEC?
    A lei estaria cobrindo somente esses cursos mesmo ou teria alguma espécie de “emenda” incluindo demais cursos correlacionados?
    Como já vi comentarios, parece uma redação um tanto quanto ultrapassada.

  71. Revoltado (usuário não registrado) em 2/05/2008 às 8:42 pm

    Eduardo Habkost em 2/05/2008 às 7:59 pm

    (…)

    É incrível como tem gente que acha que tudo precisa ser feito pelo governo, usando a força de imposição do Estado.

    O Brasileiro ama o Estado, tirar isso dele seria como tomar chupeta da boca de criança ou impedir um viciado de usar drogas.

    Está arraigado nas mentes e corações deles, vide a popularidade do Apedeuta-Mor, Sr. PresiMente Inácio.

  72. tsc (usuário não registrado) em 2/05/2008 às 9:46 pm

    outra coisa que esqueci de mencionar,
    quem faz engenharia da computação, dependendo da área que vai seguir necessita se inscrever no crea hehehe pois eng. da computação é uma sub área da engenharia elétrica.
    E como ficaria isso? hehehhe

  73. (…) pois eng. da computação é uma sub área da engenharia elétrica.(…)

    Ainda nessa linha… O próprio Engenheiro Eletricista e o Engenheiro de Controle e Automação, que são caras que desenvolvem o hardware e podem (na maioria das vezes) desenvolver também o software (drivers e até sistemas completos de controle para o seus dispositivos), como é que ficam? Vão precisar contratar um zé mané qualquer com diploma em computação/análise/processamento de dados só para assinar a análise do sistema e implementação?

    Sou contra a regulamentação de qualquer profissão. E como já foi mencionado antes, quem defende a regulamentação então deve se empenhar para regulamentar todas, cozinheiro tem que ter diploma e curso superior, faxineiro também, vendedor, motorista e tantas outras. Minha esposa é enfermeira, conheço muita gente incompetente exercendo medicina com CRM que poderiam ser comparados (já que o pessoal aí gosta de comparar profissões) com o sobrinho do cunhado do chefe que aprendeu a mexer no “drimuiver”. Conheço pedreiro que manja muito de projeto estrutural que muito engenheiro. Enfim, teclando na mesma tecla, quem é um bom profissional formado não precisa se esconder atrás de um diploma.

    Estudo, seja na escola, na universidade ou por conta própria é o meio, não o fim.

    ———
    Anderson R. Livramento

  74. Fábio Almeida (usuário não registrado) em 3/05/2008 às 5:06 am

    Ufa Consegui. Li todos os comentários.

    Compartilho da idéia que o grande impacto deste projeto será com relação ao Brasil oficial, “pão formal” achei ótimo.

    Tenho dúvidas se ainda nesta legislatura ele vai ser aprovado porém pelo pouco que sei das regras de negócio do legislativo quando um projeto cumpre algumas etapas (quais?) ele não pode ser arquivado no fim da legislatura.

    Por princípio acredito que quanto mais regulamentado for um setor menos dinamismo ele possui.

    O projeto passou direto pelo CAS(assuntos sociais) demonstrando inequivocamente que, ao contrário do que muitos pensam, os políticos em Brasilia trabalham rápido. O que ocoreu com o pedido de audiência pública que a SBC solicitou ao CAS?

    Entretanto tenho dúvidas ainda se ele vai ser aprovado pelo CCJ do senado , onde ele está agora, já que pelo que eu sei o projeto não pode criar um conselho (atribuição do executivo), ou pode?

    Enfim não tenho dúvida sobre uma coisa estamos em um pais que adora “papel” e no dia que isso for uma virtude o Brasil será a maior potência mundial de todos os tempos.

    Links:

    Phillip Calçado sobre o assunto ele fez um bom resumo.


    comentário sobre o filme “Quase deuses”
    – onde um pobre coitado não formado ensina aos doutores da época com fazer a primeira cirurgia do coração.

    falácia do diploma. – pulem os primeiros 2 paragrafos.

    Protesto do kumpera, já defasado porque já passou pelo CAS

    justificativa para ,uma boa,regulamentação(PL 1561/2003)

    historico de projetos

    considerações sobre o atual projeto de lei

  75. ALAGOANO (usuário não registrado) em 3/05/2008 às 9:29 am

    Marcelo Nascimento,

    Então quer dizer que quando vc está doente procura a farmacia natural depois que for no resador ou macumbeira não é???

    E se precisar tomar injeção, vc procura algum drogado pra aplicar-lhe não é?

    “CRIAÇÃO DOS CONSELHOS JAAAAAAAAAA”

  76. Então quer dizer que quando vc está doente procura a farmacia natural depois que for no resador ou macumbeira não é???
    E se precisar tomar injeção, vc procura algum drogado pra aplicar-lhe não é?

    É, porque tudo que não for proibido deve ser obrigatório, e tudo que não for obrigatório deve ser proibido.

  77. [...] Fonte: BR-Linux.org [...]

  78. Marcos Alexandre (usuário não registrado) em 3/05/2008 às 10:13 am

    “Não é o que o projeto diz. O projeto de lei diz que é ilegal simplesmente exercer as mais variadas atividades, sem a autorização do governo e sem contribuir financeiramente para o Conselho.”

    Errado. Leia o projeto com atenção e você vai ver que ninguém está proibindo ninguém de trabalhar.

    Outra coisa que o pessoal está confundindo. Não é o Estado que vai definir sua capacitação, é o próprio mercado. O próprio Conselho vai ser formado por integrantes do mercado, e não do governo. Acontece com todas as profissões.

    O que acontece no Brasil é que muitas pessoas morrem de medo de ser avaliadas.

    Regulamentando a profissão, vai elevar o nível das faculdades, já que vai ajudar a eliminar as ruins e definir regras claras pra quem for trabalhar, bem como um código de ética. E vai elevar o nível da profissão, retirando os maus profissionais que desvalorizam o nosso trabalho.

    A maioria dos que são contra pelo jeito são justamente os que não tem curso superior, mas esses não tem nada a temer. Investimento em Educação é o melhor gasto, e ninguém vai ser obrigado a mudar de profissão. Só vai ficar mais fácil a pessoa ter um apoio jurídico contra os picaretas. Se você é um bom profissional, não tem nada a perder.

  79. André Ataíde (usuário não registrado) em 3/05/2008 às 10:14 am

    Nossos políticos poderiam voltar toda essa “vontade” de trabalhar em algo mais produtivo como uma legislação mais avançada sobre crimes de Internet e tecnologia… Mas parece que bandido tem mais lobby do que técnico em informática.

  80. Revoltado (usuário não registrado) em 3/05/2008 às 11:09 am

    ALAGOANO (usuário não registrado) em 3/05/2008 às 9:29 am

    Então quer dizer que quando vc está doente procura a farmacia natural depois que for no resador ou macumbeira não é???

    E se precisar tomar injeção, vc procura algum drogado pra aplicar-lhe não é?

    Então quer dizer que quando vc está doente procura a farmacia natural depois que for no resador ou macumbeira não é???

    E se precisar tomar injeção, vc procura algum drogado pra aplicar-lhe não é?

    “CRIAÇÃO DOS CONSELHOS JAAAAAAAAAA”

    Marcos Alexandre (usuário não registrado) em 3/05/2008 às 10:13 am

    “Não é o que o projeto diz. O projeto de lei diz que é ilegal simplesmente exercer as mais variadas atividades, sem a autorização do governo e sem contribuir financeiramente para o Conselho.”

    Errado. Leia o projeto com atenção e você vai ver que ninguém está proibindo ninguém de trabalhar.

    Outra coisa que o pessoal está confundindo. Não é o Estado que vai definir sua capacitação, é o próprio mercado. O próprio Conselho vai ser formado por integrantes do mercado, e não do governo. Acontece com todas as profissões.

    O que acontece no Brasil é que muitas pessoas morrem de medo de ser avaliadas.

    Regulamentando a profissão, vai elevar o nível das faculdades, já que vai ajudar a eliminar as ruins e definir regras claras pra quem for trabalhar, bem como um código de ética. E vai elevar o nível da profissão, retirando os maus profissionais que desvalorizam o nosso trabalho.

    A maioria dos que são contra pelo jeito são justamente os que não tem curso superior, mas esses não tem nada a temer. Investimento em Educação é o melhor gasto, e ninguém vai ser obrigado a mudar de profissão. Só vai ficar mais fácil a pessoa ter um apoio jurídico contra os picaretas. Se você é um bom profissional, não tem nada a perder.

    Os esquerdistas e os legalistas já descobriram este post e começaram a invadir o BR-Linux, agora vai ficar impossível manter o diálogo.

  81. tsc (usuário não registrado) em 3/05/2008 às 11:11 am

    sobre o que foi dito acima “o conselho será formado por integrantes do mercado”.
    Você conhece o CREA? Sim é formado por pessoas do mercado so que são meros políticos, aprovam o que vem na mente deles e que é contra não tem voz.

  82. Brivaldo Jr (usuário não registrado) em 3/05/2008 às 12:15 pm

    Penso que trabalhar, mesmo, qualquer um vai poder continuar trabalhando.. seja desenvolvendo software seja montando redes ou o que for.. senão fosse assim não teríamos mais clinicas de aborto por ai não é? ou aqueles médicos clandestinos que sei lá daonde saem.

    Vai ter muita gente mexendo com software, acredito que a idéia da Lei seja você tentar criar como falaram ai em cima, uma casta de pessoas que outras podem procurar com alguma “garantia” de que são bons profissionais.. o caso do contador por exemplo é um deles.. “se você quer um bom contador então contrate um com nível superior e cadastrado”, o mesmo vale para todos nós da área de informática, ainda vão existir os caras que vão custas R$ 600,00 e vão trabalhar com programação, o que nós podemos fazer? Com certeza a polícia não vai ficar atrás desses programadores.

    A regulamentação é importante, um piso salarial é importante, se tivermos um conselho ativo como o CREA ou a OAB, que brigam por você, porque não?

    Me desculpem aqueles que fazem seus cursos de 2 semanas via web, mas não podemos comparar aqueles que gastaram tempo e esforço durante 4 ou 5 anos com vocês, juntando cursos de línguas (inglês, espanhol), posgraduação, buscando um salário melhor e uma vida melhor. Dai você com esse currículo é obrigado a se sujeitar a um salário de R$ 1 mil reais porque senão for assim, o empregador pega um estagiário, paga 1 mês de curso de programação e contrata por R$ 500,00 e você fica na rua. É claro que, como meu pai sempre falou, o mercado é para os bons, para os bons sempre vai ter vaga, mas você vai ter que correr atrás dela também… sai de Campo Grande – MS e vai para SP ou RJ ou para Curitiba, porque no seu mercado local, você é mais um a competir com o piso que foi criado para nossa área: Programador de 2 semanas.

    Abraços.

  83. Yeah (usuário não registrado) em 3/05/2008 às 12:24 pm

    Sou a favor da lei, por mais que meu curso(Engenharia de Computação) não faça parte hehehe. Alias meu curso já tem o direito a fazer parte do CREAm então nada mais justo como os outros terem também um orgão. E seria injusto se o meu tivesse 2 orgãos.

    Quanto aos cursos que não fazem parte, é bem óbvio, são faculdades que criam cursos totalmente desconhecidos e desligados do MEC, ai a culpa não é do MEC né.

  84. Ney Oliveira (usuário não registrado) em 3/05/2008 às 12:46 pm

    Resumindo: A area de TI so tem a ganhar com esse projeto de lei, essa area é muito bagunçada. Um advogado pra exercer a profissao tem que ter a carteira da OAB, um engenheiro tem que ser credenciado ao CREA… porem na area da informatica tem gente que pega um tutorial na internet, nao aprende direito e sai fazendo besteira. Dessa forma muita gente vê esse tipo de “profissional” e os profissionais graduados da mesma forma.

  85. Regulamente já! (usuário não registrado) em 3/05/2008 às 12:55 pm

    Sou totalmente à favor de duas coisas, primeiro da regulamentação, pois realmente, a nossa área é uma das mais menosprezadas e sem apoio do mercado, porém paradoxalmente, é a que cada vez mais suporta as outras atividades.
    Excesso de trabalho, bancos de horas, chefes incompetentes formados uns em outras áreas outros até em TI, prostituição do mercado por profissionais piratas tendo que ouvir que o que vc faz é igual ao trabalho do filho do amigo do vizinho do primo do chefe que “manja pra caramba de computador” e portanto deveria cobrar o mesmo que ele faz por bico.
    Sem um órgão de classe, é mais difícil batalhar por direitos, qualidade de trabalho e melhor remuneração, estes sindicatos fundo de quintal que aparecem todo ano para morder o seu, (aliás, nem aparecem, só mandam boleto) só servem na prática para isto mesmo, não estão nem aí se você faz 200 horas por mês e tudo fica no banco de horas.
    Um exemplo, sou formado em Ciência da Computação, porém gosto de ler artigos a respeito de Direito, mas sei que estou milhas de distância de um advogado que estudou para isto, meu interesse nesta área é apenas por curiosidade. Se um dia decidir atuar na área jurídica, terei que fazer faculdade, passar na OAB e tudo mais, nada mais natural!
    No passado distante, médicos, juristas e engenheiros também não exerciam uma profissão regulamentada, porém, apesar de muitos não gostarem, o tempo anda e temos que nos adequar a ela.
    A segunda parte que acho realmente deve haver a participação dos profissionais da área no sentido de burilar o projeto, evitando alguns pontos falhos, como o de citar o curso de processamento de dados, algo obsoleto, que remete aos tempos de CPD.
    No mais, torço pela regulamentação SIM!

  86. Errado. Leia o projeto com atenção e você vai ver que ninguém está proibindo ninguém de trabalhar.

    Artigos 22, 2, 3 e 4 do projeto. Quem não tiver diploma ou não contribuir financeiramente ao conselho vai poder trabalhar com informática? Não.

    Outra coisa que o pessoal está confundindo. Não é o Estado que vai definir sua capacitação, é o próprio mercado. O próprio Conselho vai ser formado por integrantes do mercado, e não do governo. Acontece com todas as profissões.

    Sua definição de mercado é bem estranha pra mim. Primeiro, é o governo que está decidindo quem pode participar do conselho ou não, e já decide quem é que pode ensinar ou não (o que já é um problema, atualmente). Segundo, mesmo caso o governo saia de cena (o que já é difícil de imaginar), criou-se uma reserva de mercado apenas para aqueles “escolhidos” pelo governo.

    De qualquer forma, cansei da discussão. Vou tirar o feed de comentários do meu agregador.

  87. alvaro (usuário não registrado) em 3/05/2008 às 2:47 pm

    Toda a vez que o governo se mete a situação piora…

  88. Tércio (usuário não registrado) em 3/05/2008 às 5:47 pm

    Vejo que, toda vez que alguém critica o “Conselho Federal de Informática, TI e assemelhados”, vêm 80 pessoas com argumentos como “se as áreas de Medicina, Engenharia e Contabilidade possuem regulamentação, por que não a nossa?” ou “se não houver regulamentação, não haverá como punir um profissional irresponsável no seu ofício”.

    Mas estas pessoas se esquecem de várias profissões importantes que não possuem regulamentação e/ou conselho, e ninguém sente falta:

    Comunicação Social
    Física
    Letras
    Matemática
    Pedagogia

    E outras mais que me fugiram da cabeça.

    E, nestas áreas, sempre há profissionais ruins. Jornalistas e publicitários que distorcem informações, prejudicando terceiros, professores que maltratam alunos, tradutores picaretas, etc. etc. e o que é feito quando se descobre isso? Vai-se ao “Conselho Federal das Letras” e dá uma queixa do cara? Passa a bola pro “Conselho Federal de Comunicação” punir o moço por falta de ética profissional? Não acontece isso na prática.

    Sei de histórias de profissionais ruins nestas áreas que, apesar dos estragos que fizeram, continuam trabalhando em outras empresas, mesmo com seu histórico sujo. O empregador sabe disso e, MESMO ASSIM, quer contratar o moço. Quem pode impedí-lo de contratar?

    Também, este profissional com um mau currículo pode chegar noutra empresa e ser descartado, por causa de suas ações pregressas.

    Ninguém pode achar que uma empresa não tem a capacidade mental necessária para contratar um “profissional”, sendo necessário verificar com um conselho se ele é realmente bom ou não.

    Quem deve decidir se o profissional é bom ou não é a empresa em que ele trabalha. E, se ele for autônomo, o cliente escolhe se quer ou não contratá-lo.

    Com ou sem conselho para regulamentar, as coisas funcionam assim agora. Se não fossem, não veríamos histórias de médicos e engenheiros incompetentes.

    Ora, se há profissões, como as que citei acima, em que, se o profissional bobear, simplesmente a empresa processa o mesmo na justiça, o que pode impedir das coisas serem assim nas carreiras de TI? Quando um profissional assina um contrato de trabalho ou emprego, atribuem-se neste contrato as responsabilidades de cada um e todas as condições que quebram este acordo.

    Confesso que vi vários profissionais de TI serem demitidos e processados, seja por falta de ética ou incompetência, por livre iniciativa da empresa, sem precisar de um conselho que diga o que o funcionário pode ou não fazer. O próprio contrato já realiza o papel do tal “conselho”.

  89. Flavio (usuário não registrado) em 3/05/2008 às 9:41 pm

    “Se você vai levantar uma casa, você contrata alguém registrado no CREA ou confia no seu pedreiro pra fazer o cálculo estrutural e dizer quanto de concreto você vai precisar usar na fundação da sua casa?”

    Por esta lógica, devemos proibir os pobres de construir suas próprias casas e prender aqueles que insistirem em exercer a profissão de engenheiro sem ter o devido registro no CREA.

    Não trabalho na àrea de Infórmatica, mas essa proposta de regulamentação é absurda; os conhecimentos técnicos necessários para atuar nos mais diversos ramos da infórmatica são os mais variados possíveis, indo desde uma “casa de taipa” até um “shopping center”.

    Você contrataria qualquer engenheiro cadastrado no CREA para fazer seu Shopping Center? Quem pode contratar um engenheiro para construir uma casa de 2 comodos?

  90. Solo (usuário não registrado) em 4/05/2008 às 12:36 am

    A profissão deve ser livre como foi definido a internet! Algo que pode ser criado e totalmente renovado rapidamente não deve ser domado, pois só atrapalha a evolução.

    Isto faz parece um paralelo ente igreja X ciência quando a maldita interferiu no processo a humanidade sofreu, varias doenças hoje poderiam ter cura, bem como outras evoluções!

    A informática pode ser encarada como uma ciência. Que os contratos, e as empresas com seus RHs, fiscalizem e avaliem os profissionais.

    Só para constar sou formado e estaria dentro da regulamentação, conheço gente de mais talento e capacidade do que eu, que se quer tem formação e por isso sou contra este ou qualquer tipo de regulamentação que prejudique a liberdade da area.

    Quem aqui se formou com varias pessoas que eram uma negação na nossa area? Agora eles terão mais chances, lembro que muitos acreditavam que o pedaço de papel é que dava a competência!

  91. [...] profissão na área da informática (é surpreendente como tem vários, olhando pelos comentários deste post no br-linux), achando que ter diploma duma faculdade é sinônimo de saber trabalhar: vão aprender a [...]

  92. bebeto_maya (usuário não registrado) em 4/05/2008 às 5:08 am

    Sou extremamente a favor de que seja criado um conselho para a nossa profissão, que regulamente, limite diplomas que possam exercê-la e mais importante, firme um PISO salarial.

    Como bem disseram, país terceiro-mundista de esquerda é fogo…Querem regulamentar todo tipo de profissão e assim ajudar a engessar o nosso “evoluído” mercado. Nós não fabricamos nada, vivemos de importação e montagem de micros e vocês ainda querem regulamentar a profissão??? Esse país não gera riqueza pra seu povo mas deve fazê-lo pra uma minoria. Vocês só pensam em si mesmos.

    Isso gerará uma reserva de mercado absurda, contribuirá para a proliferação de cursos medíocres, afinal, o MEC é uma excelente rameira no tocante de concessões para faculdades de quinta.

    O pior é achar que firmar um piso salarial ajuda em algo, como se funcionasse, como se não fosse gerar desemprego. O mercado se regulamenta. Se começarmos com essas historinhas de regulamentação, em breve estaremos atolados em um paisinho burocrático terrível Tipicamente sub-desenvolvido com números recorde de desemprego.

    Nenhum país do mundo regulamenta esse tipo de profissão. Mas o Brasil tem de dá o exemplo, né? De como se constrói um estado burocrático, anti-democrático, fálido e dominado por elites.

  93. bebeto_maya (usuário não registrado) em 4/05/2008 às 5:18 am

    Regulamentação? Não, obrigado!

    E vocês ainda falam em justiça social…que piada. Deveriam regulamentar a profissão das faxineiras também. Afinal, se as coitadas esquecem o piso molhado podem assassinar o incauto que escorregar por ele…Portanto é uma função de extrema responsabilidade…No mais, com a quantidade de programadores pulha, com diploma, que temos por aí, está na hora dos próprios cursos de computação tomarem vergonha na cara.

  94. Bruno Rodrigues (usuário não registrado) em 4/05/2008 às 2:04 pm

    Tiago Peczenyj e demais que são contra a regulamentação, pessoal, é só analisar o sentido íntegro da palavra regulamentar! Profissão é coisa séria, anarquia não funciona nem no mundo puck ! Me parece óbvio que se vc quer ter uma profissão, precisa ter formação naquela área, vcs engenheiros que me desculpe, mas se não procurou ter formação até hoje, tá mais do que na hora de procurar ! Isso se chama acomodação é muito diferente de proibição ou coibição! Tenho colegas de profissão que são muito bons e não terminaram a faculdade, dizem, para que vou perder tempo com isso, não vale de nada !! Isso se chama descaço, por isso não se consegue fortalecer esta classe trabalhista ! Digo e repito, neguinho quer ser chamado de analista de sistemas assim como Advogado quer ser chamado de Doutor sem nunca se quiser ter escrito um único artigo para a comunidade acadêmica e de pesquisa !! Vamos aprender a profissionalizar e não marginalizar !!!

  95. Bruno Rodrigues disse:

    Tenho colegas de profissão que são muito bons e não terminaram a faculdade [...]

    Grifo meu.

  96. Priscila Gutierres (usuário não registrado) em 4/05/2008 às 7:01 pm

    Acredito que alguns pontos devem ser levados em consideração:

    Temos o caso dos formados em Física (bacharelado) cuja profissão não é regulamentada. É de se esperar que uma pessoa não trabalhe como físico a menos que seja graduado. Porém, é comum que uma pessoa adquira habilidadades que a qualifique como analista de sistema sem ter passado por uma faculdade. Podemos cncluir, talvez, que no caso da Física, não seja necessária uma regulamentação, uma vez que teoricamente ninguém vai exercê-la sem o ensino formal. Já o mesmo não ocorre com a profissão de analista de sistemas. Então poderiamos dizer que essa é uma forma de limitação imposta aos “não diplomados”?

    Além do mais, cursos c omo Física Computacional e Engenharia da Computação foram excluídos. Como ficaram essesse profissionais, marginalizados ou não?

  97. Priscila Gutierres (usuário não registrado) em 4/05/2008 às 7:01 pm

    Acredito que alguns pontos devem ser levados em consideração:

    Temos o caso dos formados em Física (bacharelado) cuja profissão não é regulamentada. É de se esperar que uma pessoa não trabalhe como físico a menos que seja graduado. Porém, é comum que uma pessoa adquira habilidades que a qualifique como analista de sistema sem ter passado por uma faculdade. Podemos concluir, talvez, que no caso da Física, não seja necessária uma regulamentação, uma vez que teoricamente ninguém vai exercê-la sem o ensino formal. Já o mesmo não ocorre com a profissão de analista de sistemas. Então poderíamos dizer que essa é uma forma de limitação imposta aos “não diplomados”?

    Além do mais, cursos c omo Física Computacional e Engenharia da Computação foram excluídos. Como ficaram essesse profissionais, marginalizados ou não?

  98. Bom, o pessoal começa a trollar e não tem muita idéia do que realmente acontece.

    Segundo este site
    Existem vários projetos de lei que falam da regulamentação da profissão de informática.
    Eles estão em tramitação desde 1995!!

    Não dá pra dizer que é obra de governo X ou Y. É, de certa forma, vontade de parte da sociedade.

    Para os que criticam o PLS 607/2007, tem coisa muito pior por aí:

    O PL 6806/2006 trata de uma reformulação da lei de regulamentação da profissão de administrador, que tem impacto sobre a liberdade do exercício profissional na área de Informática.

    Um trecho para vocês terem uma idéia:


    § 1º Incluem-se entre as atividades próprias de
    Administrador:
    (…)
    b) perícias judiciais ou extrajudiciais e mediação no
    campo da administração geral, bem como, da
    administração especializada em recursos humanos, em
    matéria orçamentária, financeira, de materiais, de
    marketing, de sistemas de informações, de sistemas e
    métodos, de gestão do conhecimento, de logística e de
    serviços;
    c) gerenciamento de sistemas de informações e logística;

    Só pra não criar mais bafafá, esse PL, me parece, foi arquivado. Mas é só pra mostrar que há coisa muito pior!

  99. [...] no BR-Linux Para quem ainda não viu, o protesto contra o Projeto de Lei saiu na BR-Linux. Confira os interessantes comentários dos [...]

  100. Eduardo (usuário não registrado) em 5/05/2008 às 10:01 pm

    Uma coisa importante a ser levada em conta quanto à formação é a questão da interdependências das diversas áreas. Os conceitos, técnicas, boas práticas, padrões de projetos, etc., que encontramos na Informática são instâncias de itens da Matemática que acabaram encontrando novos usos graças ao trabalho de matemáticos, físicos, engenheiros e informatas.

    A Informática foi inventada por engenheiros, físicos e matemáticos, e continua dependendo dessas áreas para continuar crescendo. Se for isolada das áreas que lhe dão suporte, sofre asfixia em pouco tempo.

    Lembremo-nos também de que os algoritmos voltados para resolver os problemas mais difíceis têm sido desenvolvidos por físicos, não por “informatas puros”, se é que isso existe a não ser no diploma.

    Quando um físico, por xemplo, exerce uma profissão na área de informática, não está fora de sua jurisdição. Pelo contrário, está exercendo uma das atividades para as quais foi preparado na academia.

    Agora, voltando às questões do tipo, “quem você contrataria?”, eis minha versão:

    Quem você preferiria para diagnosticar um problema no motor do seu carro:

    a) Um técnico em mecânica de automóveis, com diploma e certificação, especializado no tipo de motor do seu carro,

    ou

    b) Um engenheiro, membro da equipe que projetou o motor do seu carro, mas que não tem o diploma do curso técnico de mecânica de automóveis?

    Pior ainda: você proibiria esses engenheiros de trabalharem com esses motores porque eles não fizeram o tal curso (que alias foi idealizado por um engenheiro)?

    Fui um dinossauro da informática, ajudei a orientar estudantes quando as faculdades de informática estavam começando a crescer. Usei cartões perfurados, main-frames, acompenhei a revolução dos microcomputadores, inventei diversos tipos de tecnologias de software; continuo criando e exportando tecnologias na área de Informática, ajudando a trazer dinheiro estrangeiro para o Brasil (e não é empréstimo, é pagamento pela tecnologia que produzimos). Trabalho também ajudando outros profissionais da informática a melhorarem suas estratégias de programação e de planejamento de projetos. Ganhei o respeito de equipes internacionais por causa da solidez e inovação de meus projetos.

    Mas não tenho diploma na área de Informática: sou físico.

    O que acontece com pessoas como eu se essa lei for aprovada? Passo de senior a tecnicozinho, ganhando quase nada? Como fica o sustento da minha familia? Vou ter de voltar pra faculdade e estudar com professores que, em média, possuem muito menos experiência e conhecimentos na área de informática do que eu? Claro, sempre há peq

  101. Eduardo (usuário não registrado) em 5/05/2008 às 10:18 pm

    (Houve um pequeno acidente e a mensagem foi enviada antes de ser completada ou revisada).

    Mas o que eu ia continuar dizendo é que sempre há novidades empolgantes na área da Informática e me mantenho atualizado tanto por gostar do assunto como por exigência da profissão. Fazer uma nova faculdade agora até que seria divertido, mas na prática isso acaba sendo inviável, além de desnecessário.

    Se for pra regulamentar, que seja por competência, não por diploma. Tenho visto excelentes profissionais, com e sem diploma, assim como pessoas incapazes, com e sem diploma.

    Uma prova como a Poscomp seria uma solução bastante interessante. Diploma? Irrelevante. Pelo que tenho visto, não vale coisa alguma.

    Se o problema é o juramento, que se faça um antes de registrar o profissional.

  102. Eric Akira Barbosa (usuário não registrado) em 7/05/2008 às 10:56 am

    Na minha opinião, isso dara maiores garantias para quem estudou.
    Na informática tem muito técnico de revista… e com esse projeto isso mudará muito.
    Torço para que seja aprovada.
    Abracos

  103. Eduardo (usuário não registrado) em 7/05/2008 às 11:38 am

    Concordo com o Eric em relação aos “técnicos de revista”. É por isso que empresas sérias, como aquela em que trabalho, fazem avaliações de conhecimentos, antes de admitir alguém para um período de experiência. E têm aparecido pessoas com diploma universitário de Informática e com alguma experiência no currículo, mas que se mostram estar totalmente desqualificados em relação às vagas pretendidas.

    A parte do diploma que não garante conhecimentos é fácil de entender: muitos professores universitários são advertidos a “pegar leve” com os alunos, para que eles não achem o curso muito difícil! Afinal, eles são os clientes e devem ficar felizes, certo? Essas faculdades particulares são uma maravilha!

    Por outro lado, conheço alguns poucos profissionais muito competentes que saíram dessas mesmas faculdades, mas não pela cobrança do curso, mas por terem exigido mais de si mesmos. Segundo eles mesmos comentam, a maioria dos colegas que se formaram com eles têm conhecimentos mínimos: só estavam interessados mesmo no diploma.

    É preocupante que essa abordagem de não exigir esforço dos alunos está para ser imposta também às universidades federais.

    Juntando isso com o briliante idéia de avaliar competência por diploma, teremos uma boa oportunidade de fazermos companhia a países do quarto mundo em termos de capacidade tecnológica.

  104. Eduardo (usuário não registrado) em 7/05/2008 às 12:07 pm

    Uma dúvida: diploma de pós-graduação em alguma área da Informática server? Em princípio, supõe-se que pós-graduação tenha maior valor do que graduação, mas se a lei quer descer ao detalhe de dizer exatamente quais diplomas são válidos, excluindo os demais, como ficam pessoas com graduação em áreas afins e pós na Informática? E cursos em novos ramos da informática que devem continuar surgindo? A lei deve ficar constantemente sendo atualizada?

    Leis devem estabelecer princípios, limites, não entrando em todos os pormenores possíveis. Devem ser como interfaces em linguagens de programação: estabelecem o contrato, não implementam os detalhes.

    No Brasil as pessoas gostam de criar leis como quem implementa classes finais ao invés de interfaces. Falta abstração, generalidade, reusabilidade…

  105. petter longds (usuário não registrado) em 7/05/2008 às 5:33 pm

    Gostei dessa lei, pelo visto vou ganhar aumento de salario, pois sou engenheiro de computacao mas me registraram como analista de sistemas, quero ver mudar para engenheiro de computacao e nao aumentarem o salario.

  106. Estudante (usuário não registrado) em 7/05/2008 às 6:58 pm

    Nem vou defender nem meter o pau , precisamos sim ter uma regulamentação para que parem de explorar nossos serviços

    Agora antes de tudo caros colegas analistas , programadores , webmasters ,dba’s entre outras áreas dentro do nosso vasto campo de TI

    Analisamos o seguinte mais que 80% do mercado nessa área não tem diploma superior , alguns desses não tem 5 anos na função e como fica ?

    Ter Diploma a tempos na nossa área é apenas um requisito formal do mercado ou tem vaga pagando 5 mil reais para recem formado sem especialização nenhuma ?

    Inocencia e falta de conhecimento total do governo nisso ja que na nossa área existem as certificações que falam mais alto que nivel superior

    Todo empregador sabe que alguem que saiu da faculdade não sabe nada alem do conhecimento genérico que se aprende , então isso não vai mudar pois as empregadores sabiamente vão criar novas funções sem nomes específicos com a área e vão continuar dando preferencia para quem sabe e não para quem compra um diploma

    Entendam bem , eu curso Sistemas de informação , porem corro por fora , estudo por conta , e também faço preparatórios para certificações que me interessam

    Sou a favor da regulamentação mas não de tirar quem já está e para isso deveria ter um exame igual a OAB para por exemplo não tirar do mercado quem ta ai a 3-4 anos com carteira assinada como analista e conceder uma licença provisória de 4-5 anos para o mesmo se regulamentar tirando seu diploma

    Isso sim ao meu ver seria justiça…

    Sobre Sistemas de Informação , bom nunca é demais lembrar que esse curso é o antigo e ja com data para extinção de Análise de Sistemas , portanto automaticamente quem está nesse curso já esta incluido nesse projeto ja que foi a propria UNIAO que mudou o nome do curso

    Quanto aos demais cursos correlatos como engenharia da computação , matemática computacional …

    Devemos ser solidários e se isso acontecer partir para uma massiva união da categoria e lutar com os colegas

    Até porque ilustres colegas nosso presidente se quer tem ensino médio ,assim como outros políticos eles não tem formação alguma e tem o direito a se candidatar a vagas de maior importância e relevancia no país

    Nos é que devemos dizer o que é ou não bom para nossa área e não pessoas que se quer tem nada com isso , se não tiverem modificações devemos impor nosso poder , a mídia é nossa , nos criamos garotas melancias , derrubamos e levantamos qualquer marca ou pessoa , devemos criar em primeiro ponto uma abertura de caça a todos os políticos envolvidos a começar pelo PSDB e o senhor senador Eduardo Azeredo (PSDB-MG)

    Vamos investigar a vida pessoal , financeira , acadêmica e expor ao mundo todo o nivel estudantil dos políticos do PSDB , sabe como é , ano político muitos querem se aparecer , causar polêmica e tudo mais mas acho que escolheram a área errada para tentar tocar

    Eu ja consigo visualizar milhares de estudantes em protesto e exigindo cabeça de muito partido e político

    Liberdade companheiros , liberdade de escolha

  107. Anderson Lira (usuário não registrado) em 9/05/2008 às 10:16 pm

    Diga SIM a regulamentação dos profissionais em informática!
    Claro que tem que melhorar algums coisas, mais a maioria das profissões possui um conselho um orgão competente para brigar pelos direitos do trabalhador.
    Só diz não quem não tem formação acadêmica os “chamados curiosos”.

  108. Anderson Lira (usuário não registrado) em 9/05/2008 às 10:26 pm

    Todos esses que ficam impedindo que a regulamentação seja aprovada, não tem formação nenhuma em TI, aí fica com medo de perder a bolacha no final do mês. vai estudar pow,fazer um curso técnico ou uma graduação. temos que ser respeitados, como médicos,engenheiros,advogados etc.

  109. cristo (usuário não registrado) em 10/05/2008 às 1:07 am

    Eu sou a favor desta lei pois vai acabar com a zona de “profissionais” de TI.

    Sem contar que um sindicado tem lá suas vantagens

  110. Todos esses que ficam impedindo que a regulamentação seja aprovada, não tem formação nenhuma em TI

    Errado, Anderson. Eu tenho formação em Ciência da Computação, e sou contra a regulamentação. E conheço muitos outros que têm formação e também são contra.

  111. Luiz Biazus (usuário não registrado) em 13/05/2008 às 12:17 pm

    vai estudar no tempo que você está postando algo tão inútil que dai quem sabe vc não seja contra!

  112. Luiz Biazus (usuário não registrado) em 13/05/2008 às 12:19 pm

    PS: nem fique perdendo tempo fazendo blog pra isso! a SBC é coisa ridícula e um comitê federal já se faz mais do que necessário!

  113. Luiz Biazus (usuário não registrado) em 13/05/2008 às 12:20 pm

    adaptações virão com certeza! trabalhe por ELAS que é muito mais produtivo!

  114. Jan Spenassato (usuário não registrado) em 14/05/2008 às 9:13 am

    Com certeza deve ser regulamentado sim, já cansei de perder negócios para zé ruelas que não sabem nem o que estão fazendo. a idéia é simples: quer construir um prédio, tenha um CREA, quer ser médico tenha um CRM, quer trabalhar com TI seja regulamentado.

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