Campanha contra o projeto de lei 607/2007 de regulamentação das profissões da área de informática
“Recentemente, o projeto de lei PLS 607/2007, que visa regulamentar as profissões da área de informática, voltou a tomar vida no Senado. Ele deveria ter sido votado na última sessão da CCJ, mas felizmente a votação foi adiada para o dia 6. O projeto já passou por duas comissões do Senado, restando apenas passar pela CCJ.
O projeto de lei geraria uma série de problemas, como a exigência de diploma de Ensino Superior dentre apenas três cursos aceitos, inclusive descartando diversos outros cursos da área de Computação, e a criação de um Conselho Federal de Informática que cobraria taxas dos profissionais.
Cientes desses problemas, um grupo de profissionais da área e de estudantes de graduação lançou uma campanha no blog NÃO ao PLS 607/2007, que conta com maiores informações sobre o projeto de lei e sobre como contatar os políticos para protestar contra o mesmo.”
Enviado por Paulo Matias (syscoderΘgmail·com) - referência (pls607.wordpress.com).

Não sou contra a regulamentação não
Sou formado em Ciência da computação e pago um sindicado que não me da nenhum beneficio e ainda por cima todos os chefes que tive não eram formados na area de TI ou correlatos, e ja vi varios profissionais formados em outras areas ocupando cargos na area de TI que acredito serem destinadas a um profissional graduado que fez faculdade. Não desmerecendo mas ver engenheiro quimico, advogado, medico cuidando de sistemas de missão critica enquanto tem profissionais formados sendo sub utilizados na empresa e recebendo menos.
Em resumo é chato fazer faculdade e uma pós e concorrer com nuam vaga com um cara que não fez nada disso e perder pois o fulano é conhecido de alguém
O pior dessa lei é que não quer incluir engenharia da computação como um curso valido para o profissional ser um analista hehehe.
Eu, sinceramente, não entendi o porquê de não aceitar esse projeto.
Existe o CRM (Medicina), CREA (Engenharia, Agronomia e Arquitetura), CRO (Odontologia), CRMV (Med. Veterinária), CRBio (Biologia), etc.
Se esse projeto for aceito, se um profissional de informática faz alguma besteira, então ele poderá ser denunciado no respectivo Conselho Regional, que julgará o caso e poderá até descredencia-lo.
Bons profissionais não precisam se preocupar com isso, e até acharão bom esse projeto de lei, pois filtrará do mercado os maus funcionários.
Att,
Renato
Tive a impressão de que o protesto é contra os problemas deste projeto de lei especificamente, e não contra a regulamentação genericamente.
Fora isso, creio que a categoria profissional deveria ser ouvida sobre o projeto, mas infelizmente me parece que o canal correto para esta consulta (que são as organizações classistas) não tem grande crédito junto a boa parte dos profissionais da área.
Também sou a favor. Pode ser alguns pontos que tenham de melhorar, mas como em todo lugar do mundo, ajudaria na padronização dos cursos superiores. Tem curso de TI com um monte de nomes diferentes mas que ensinam a mesma coisa ou, pior, ensinam matérias muito contraditórias.
Com a regulamentação, seria definido as bases que cada curso deve ensinar, ficando flexível cada curso estender ao que achar necessário. Dessa forma, seria mais fácil evoluir a qualidade dos cursos de TI, que muitas vezes são péssimos e não garantem nada.
E o fato de incluírem aqueles que já trabalham no mercado mas que não tem curso superior, é positivo pra não prejudicar os profissionais atuais.
Outro fator positivo é que facilita para o Brasil exportar conhecimento para outros países, porque muitos lugares vêem a falta de regulamentação como uma característica negativa do nosso mercado e inibe o investimento, já que vai na contramão da tendência mundia.
As ementas que se propõe são validas
A 1ª é inclusão de cursos que não estão relacionados que sejam da area de informática
o 2º eu ainda tenho meu receio devido ao fator “propina” que é um auto ditada conseguir a credencial mediante uma prova, eu fiz a Poscomp uma vez e achei o teste muito bom e abrangente em todas as areas da computação, o problema é se alguém corrupto vender a credencial assim facim, com isso a lei só vai ser apenas um imposto para cobrar de quem trabalha e não para regulamentar
É complicado, tudo aquilo que envolve liberações e proibições pode causar conflitos.
Acredito que a lei deveria amparar todos os cursos da área de computação, mas sim, deve existir um conselho como em Medicina e Direito, para organizar um pouco as coisas. A computação hoje é uma área que permeia todas as outras sem dúvida, mas as coisas como estão definidas hoje não dão nenhuma diferença a um profissional formado na área e alguém que simplesmente faz um curso de 2 semanas de programação e sai “ganhando” dinheiro por ai, mas que na sua maioria não tem o embasamento necessário para fazer um bom trabalho final.
Então, um profissional que tenha conhecimentos e capacidade não poderá mais atuar por não ter nível superior? Ou ainda, um profissional com nível em engenharia da computação deverá fazer outra faculdade de ciência da computação para atuar como analista?
O quê qualifica um profissional? diploma não é, com certeza. Tem muita gente formada em ciência da computação que não sabe instalar nem windows - eu conheço gente assim.
Tem muita empresa grande com profissionais formados com conhecimentos limitadíssimos em empresas até multinacionais. Eu tenho que interagir com profissionais assim em várias empresas.
Na minha opinião, essa regulamentação é uma forma de tirar mais dinheiro dos bolsos do povo.
Ah, sem falar que já há uma escassez de profissionais de qualquer tipo - ou seja, tem até emprego sobrando por falta de “profissionais qualificados”. Imaginem com a regulamentação.
Isso incentivará a qualificação superior? Com os preços praticados pelas universidades, é pouco provável.
Bem eu li o projeto, adorei a idéia. mas falta:
1 - Colocar eng. da computação como analista tambem.
2 - Descriminar melhor dividindo em duas partes:
Infra - estrutura
Desenvolvimento
3 - Na aérea Técnica colocar tambem como curso reconhecido, técnico telecom e eletrônica.
4 - Como Irá ser criado tambem o conselho federal, que se crie desde já o piso salarial nacional da categoria.
5 - E como no caso do técnico em informática que não é nescessario, diploma se tem o cargo a mais de 4 anos, poderiam fazer tambem com os analistas não é verdade.
Bem gosto da idéia e alias é um PROJETO, como todo projeto, pode ser modificado antes de ser sancionado pelo presidente, até lá tudo pode ser mudado conforme discução em plenário, alias vocês se lembram em que votaram para senador e deputado?
Se sim passem email/liguem, TODOS eles tem seus telefones e emails a disposição nos sites do senado e câmara dos deputados.
Se por um lado a atividade em TI é auto-regulamentada pelas certificações que adquirimos, por outro lado, a regulamentação oficial é algo necessário para garantir a idoneidade e qualidade dos profissionais no futuro.
As certificações nos colocam em patamares, assim como os cursos superiores também, mas a quantidade de gente incompetente que tem hoje em dia, com e sem curso superior, com e sem certificações, é algo assombroso.
Alguém me disminta, por favor.
Os colegas que comentaram aqui, vejo que têm opiniões parecidas entre si.
E também tenho a opinião de que essa proliferação de cursos de dois anos só tende a denegrir ainda mais a qualidade dos profissionais que estão entrando. Pois cursos que não contenham o mínimo de economia, direito e até psicologia formam indivíduos sem a capacidade real de pensar e de ter um raciocínio lógico adequado para a boa execução da profissão.
Sou a favor sim. Li o projeto e acho muito bem adequado à atualidade e ao futuro próximo. Mesmo no disposto aos Conselhos e fiscalização e anuidade. Um médico - que hoje em dia tem qualidade questionável - também tem de pagar pela sua renovação. Um CCNA também tem de fazer um prova para ter sua renovação.
Um abraço.
.
seja la o q for, se vem da classe politica nao pode ser coisa boa. espero q nao seja uma tentativa de “elitizar” os cursos de TI, ja to ate vendo um monte de geek andando de jaleco e sendo chamados de “doutores”. nessa logica o dono da google por exemplo nao poderia nem ser programador no brasil :)
Sou a favor da regulamentação, um orgão responsável para “gerir” a área é muito importante.Pois também valoriza o estudo de muita gente.
nao confundam diploma com estudo ou talento.
Viva a regulamentação de nossa Profissão.
Sou a favor inclusive de um conselho Federal, EXCLUSIVO.
Bom, a pergunta é para o pessoal que é a favor da regularmentação:
Se a regulamentação garante que os produtos finais sejam de qualidade (o que é uma grande mentira), então para contribuir com softwares livers eu precisarei ser formado? Ou isso só vale para na hora do “ganha pão formal”? Espero que as pessoas que sejam a favor da regularmentação também sejam a favor da contribuição só de formados, pois ai sim vou dizer que vocês não tem capacidade de entrar no mercado por mérito e querem colocar o papel na frente…
E ai, a pergunta é: Para contribuir com Software Livre deve ser necessário ter curso superior?
ps: Sorte do Tosatti em não estar por aqui, pois não poderia trabalhar porque é incompetente em não ter o papel… :-P
ps²: Sou contra qualquer tipo de regulamentação de profissões… Só serve para fechar o mercado para poucos…
Abraços,
Roberto Parente
…mas pensando bem, a regulamentação será uma ótima muleta para profissionais foscos com diplomas (não estou direcionando este comentário a ninguém que eu não conheça).
“nessa logica o dono da google por exemplo nao poderia nem ser programador no brasil :)”
heim?!
Google Inc. (NASDAQ: GOOG) é o nome da empresa que criou e mantém o maior site de busca da internet, o Google Search. O serviço foi criado a partir de um projeto de doutorado dos então estudantes Larry Page e Sergey Brin da Universidade de Stanford em 1996.
http://pt.wikipedia.org/wiki/Google
http://pt.wikipedia.org/wiki/Larry_Page
http://pt.wikipedia.org/wiki/Sergey_Brin
Putz! Regulamentação tem mesmo tudo a ver com software livre. É incrível o número de pessoas que de alguma maneira se consideram envolvidas com software livre e ainda assim defendem a regulamentação. O que vão fazer? Parar de usar software que não seja desenvolvido por profissional registrado no conselho? Parar de recomendar também? Talvez não, já que o que basta é a assinatura do espertalhão qualificado que se responsabilize pelo projeto. Parem de reclamar que o mercado o que mais procura e não encontra é profissional qualificado, seja com nível superior ou não.
Outra coisa, é uma falácia dizer que passar 4 ou 5 anos numa faculdade não tá te trazendo diferencial nenhum. As empresas dão sim valor ao diploma, todas que pelo menos eu ache que valha a pena trabalhar. Só não colocam isso acima da tua capacidade de mostrar competência. Por outro lado, se você não sabe o que ganhou com o tempo que levou estudando, bom aí quem acha que o curso superior não te valeu de nada sou eu. Eu sei muito bem o tempo, dinheiro e dedicação que me custaram os anos de graduação e dou valor a cada um deles.
“nessa logica o dono da google por exemplo nao poderia nem ser programador no brasil :)”
hehehehehh, falei M#$%$#. valeu pelo toque!
gente
LEIAM O PROJETO
Roberto Parente
E ai, a pergunta é: Para contribuir com Software Livre deve ser necessário ter curso superior?
RESP: a regulamentação não é do mercado e sim entre patrões x empregados ( CLT )., no caso de contribuição isso não se aplica.
Aldemari Borges
RESP: a lei tambem cria o conselho federal.
Suhanko
RESP: Na lei , consta que c vc é profissional a 4 anos, fica automaticamente enquadrado na lei (no caso de tec. informática)
segunda e ultima tentativa … :)
http://www.notablebiographies.com/Ho-Jo/Jobs-Steve.html
http://pt.wikipedia.org/wiki/Bill_Gates
Diploma faz toda a diferença no mundo hoje em dia! Eu mesmo tiro um por ano nessas faculdades de esquina pra poder pôr no CV. Um dia alguém me contrata!
Eu, que trabalho como Analista de Sistemas e tenho Bacharelado em Física incompleto, tenho uma grande inveja do Phillip Calçado, que trabalha na Austrália, e postou recentemente sobre essa “lei”.
http://blog.fragmental.com.br/2008/03/21/ainda-bem-que-estou-aqui/
Cito a opinião da Sociedade Brasileira de Computação [ http://www.sbc.org.br/index.php?language=1&subject=107 ]
Parece que os politicos querem saber mais de informática do que quem é da área (se bobear ninguem sabe o que é a ACM, devem achar que é um politico a pouco falecido). Fico com pena de algumas pessoas egoístas que pensam “tenho diploma, logo essa lei me favorece”. A nação brasileira frperde como um todo, retrocendendo décadas numa das atitudes mais lastimáveis de todos os tempos.
Parafraseando o Rodrigo Kumpera [ http://www.kumpera.net ]:
Se fizerem uma busca no site da SBC, é possível ver que há muitos projetos de lei para regulamentação da profissão de informática. Mas há um lobby muito grande para que não seja aprovado. Não sei de onde vem, mas sei que todos eles sempre param, não vão adiante. Sou extremamente a favor de que seja criado um conselho para a nossa profissão, que regulamente, limite diplomas que possam exercê-la e mais importante, firme um PISO salarial.
É uma piada que se ofereçam pagar 1000 reais para um analista de suporte, ou de desenvolvimento, que seja. Muita gente, como alguém falou aí em cima, um advogado faz um cursinho de VB na web e vira “programador”, um engenheiro químico, ou qualquer coisa que o valha.
Há quem defenda que o conhecimento está aí pra todos. Então por que eu não posso ser um auto-didata, estudar medicina e requerer meu CRM? Minha esposa é médica, eu poderia estudar com ela. E aí?
(o mesmo vale pra outras profissões, só estou ‘chutando’ um exemplo). Mesmo que o projeto seja imperfeito, acho SIM que devemos apoiá-lo. Sou a favor da prova que garanta que com o conhecimento o cara possa ganhar o registro no conselho da profissão, embora isso não exista em outras profissões mesmo.
Vamos ver no que dá isso, mas infelizmente, acho difícil que vá para frente!
Só mesmo na josta do braziu existe uma regulamentação estúpida como essa.
Mas o que esperar de um país controlado pos sindicalistas corruPTos que certamente vão usar mais essa oportunidade para encher os bolsos… ainda mais agora que não precisam dar satisfações à ninguém do que arrecadam com o imposto sindical.
Como dizia o poeta Vinícuis de Moraes:
“Revoltado, o Reinaldo Azevedo do BR-Linux”
Pra quem é contra a regulamentação:
Se você tem uma empresa e precisa de um contador, você não procura um registrado no conselho de contabilidade? Ou um amigo que “entende tudo” de contabilidade serve pra preencher a papelada e pagar seus impostos?
Se você precisa de um psicólogo, uma pessôa que tem bom relacionamento com pessôas basta ou é preciso um profissional que cursou uma faculdade e conhece toda a teoria?
Se você vai levantar uma casa, você contrata alguém registrado no CREA ou confia no seu pedreiro pra fazer o cálculo estrutural e dizer quanto de concreto você vai precisar usar na fundação da sua casa?
Eu acho muito válida a proposta, desde de sejam aparadas algumas arestas e, que realmente, seja feita uma fiscalização das denúncias feitas.
Que Deus escute suas sábias palavras meu amigo ;)
“Revoltado, o Reinaldo Azevedo do BR-Linux”
> Roberto Parente
> E ai, a pergunta é: Para contribuir com Software Livre deve ser
> necessário ter curso superior?
> RESP: a regulamentação não é do mercado e sim entre
> patrões x empregados ( CLT )., no caso de contribuição isso
> não se aplica.
Primeiro: A lei reserva as atividades de desenvolvimento de software para os que tem autorização do governo (através de um diploma reconhecido), e é explícita ao dizer que quem não tem a autorização do governo não pode exercer a atividade de desenvolvimento de software.
Segundo: mesmo ignorando meu ponto acima, parte considerável do software livre do mundo é desenvolvido por pessoas contratadas por empresas, mesmo não tendo curso superior ou curso técnico. Vocês realmente acham que essas pessoas deveriam ser proibidas de desenvolver?
Os melhores desenvolvedores e gerentes que eu ja tive não eram formados em algo “computacional” ou simplesmente não eram formados.
É besteira atrapalhar quem quer trabalhar, sendo que lá fora ninguem faz isso (pelo contrário, todo mundo sabe do prejuizo que isso iria trazer).
Se eu tenho uma empresa e quero um contador, eu quero ter a liberdade de procurar o contador que eu quiser. Se você quer um contador qualificado, contrate um qualificado, oras. Mas porque você quer me obrigar a contratar um contador registrado? Se eu quiser contratar outro para a minha empresa, o problema é meu e da minha empresa, e eu me responsabilizo pelos problemas que isso pode trazer à minha empresa.
Resumindo: sim, pra mim um amigo que “entende tudo” de contabilidade serve pra preencher a papelada e pagar meu impostos. E mesmo que não servisse pra mim, as outras pessoas deveriam ter toda a liberdade de fazer isso com “um amigo” se quiser, porque o problema não é meu.
É um bom exemplo. Quem é a favor do projeto: vocês gostariam de proibir o Tosatti de trabalhar?
É típico de populações dos países do Terceiro Mundo achar que o Estado deve regular cada ato da vida privada como no caso desta regulamentação, por isso que a M#$%$# deztepaíz é assim.
Eles firmemente acreditam que o simples fato de existir mais burocracia, mais leis, mais impo$to$ (com a regulamentação dos $indicato$ de informática) para os bolsos da Monarquia Sindicalista Brasileira vai fazer a vida deles melhor!
CADA POVO TEM O PAÍS E GOVERNO QUE MERECEM!
“Revoltado, o Reinaldo Azevedo do BR-Linux”
“Se esse projeto for aceito, se um profissional de informática faz alguma besteira, então ele poderá ser denunciado no respectivo Conselho Regional, que julgará o caso e poderá até descredencia-lo.”
Nossa essa regulamentação vai ser maravilhosa para todo mundo, já pensou, softwares sem bugs porque quem programou tem um diploma e faz parte de um conselho.
;-)
Existe muita gente que prefere não fazer um curso superior na área de computação pela baixíssima qualidade do ensino, prefere fazer economia, física, matemática, onde no fim das contas aumentam muito a sua capacidade de desenvolvimento.
É idiota achar que separando os ‘analistas de sistemas’ e cientistas da computação vc vai ter bons profissionais no mercado.
Que haja regulamentação da profissão, sou completamente a favor, mas que selecione os associados ao conselho por meio e provas como as de certificação, dificílimas, como o caso da OAB.
Em vez de obrigar pessoas que preferiram fazer outros cursos a passar 4 anos de sua vida estudando um curso de BSI tendo que ouvir professor falar besteira.
Estamos nos tempos de internet gente, Os maiores programadores do mundo não são formados em computação, mas sim em outros cursos.
pq computação se aprende mesmo na internet.
por isso acredito que se deve avaliar os profissionais em vez de apenas separar quem tem “deproma” de informática.
eu já cansei de escrever monografia pra amigo que tá se formando por ele não conseguir fazer projeto final de curso.
“Então, um profissional que tenha conhecimentos e capacidade não poderá mais atuar por não ter nível superior? ”
Sim, pode. Mas não pode ser acionado judicialmente nem responsabilizado pelo projeto. É a mesma coisa que um engenheiro pra uma obra ou um médico.
“Se eu quiser contratar outro para a minha empresa, o problema é meu e da minha empresa, ”
Não, é também dos seus clientes e fornecedores, que confiam que você fez uma boa escolha, mas não tem garantia nenhuma que seu amigo não seja tããão expert como diz ser.
“Sorte do Tosatti em não estar por aqui, pois não poderia trabalhar porque é incompetente em não ter o papel… :”
Nada a ver. Mesmo que não tivesse o tempo mínimo necessário, ele só teria de ter alguém pra responder judicialmente a ele, sem tirar seus méritos.
Regulamentando não beneficiaria as faculdades medíocres. Muito pelo contrário, ou elas melhorariam o nivel ou acabariam de vez.
E não é só no Brasil que isso acontece, mas no mundo inteiro. E o Brasil perde mercado em exportação relacionada à TI justamente por causa disso.
(eu odeio usar área de comentários pública para comunicação privada, mas não tenho outra opção. desculpem)
Sr. Revoltado: mande seus dados de contato pra mim, para que possamos manter contato.
(eu prometo que vou apagar esse comentário (se o wordpress deixar), depois que obtiver resposta)
Não é o que o projeto diz. O projeto de lei diz que é ilegal simplesmente exercer as mais variadas atividades, sem a autorização do governo e sem contribuir financeiramente para o Conselho.
No caso em que uma escolha ruim feita por mim na gestão da empresa causar problemas a terceiros, eu devo ser responsabilizado. Assim como eu serei responsabilizado se eu contratar, sei lá, um faxineiro, padeiro, ou caixa de supermercado que cause prejuízo aos meus clientes e fornecedores. Daí pra obrigar os profissionais contratados a terem autorização do governo pra trabalhar, e principalmente: supor que isso vai garantir a qualidade dos profissionais, é um salto bem grande.
Li apenas o blog contrário ao PLS607, e não o projeto em si.
Parece-me que o blog concentra suas críticas contra o pagamento de anuidade ao Conselho, e contra a fiscalização do exercício das profissões ali regulamentadas.
Embora seja desagradável pagar anuidades, e ser fiscalizado, considero que a adoção da ART (Anotação de Responsabilidade Técnica) para os profissionais de Informática, assim como é feito no CREA, vai contribuir enormemente para a melhora da qualidade dos serviços prestados nesse setor, e pela separação definitiva dos bons e maus profissionais.
Se um engenheiro projeta a instalação elétrica de um prédio, com o devido registro da ART, e essa instalação apresenta problemas, o engenheiro será chamado a responder por isso, cabendo-lhe todas as responsabilidades civis, ou mesmo criminais; mas atualmente, se um profissional de informática projeta uma rede, e essa apresenta problemas (coisa que acontece com muita frequência), só resta reclamar ao bispo, porque sem a regulamentação, e sem o registro da ART, fica muito difícil cobrar-lhe responsabilidades.
Sou engenheiro, mas acho que os bons profissionais de informática deveriam lutar fortemente pela regulamentação de seu Conselho, e de suas profissões.
Exatamente!
Esse projeto é do naipe daquela tentativa de atrelar um CPF ao acesso a internet (alguem lembra?)
Explique, por favor, essa argumentação. Em algum lugar do mundo isso acontece?
Sabem quem vai ser o primeiro a descumprir a dita lei?
Os governos. Digo por experiencia, trabalhei anos no DTI do meu orgão, não tenho formação na área de informática, pior, sou apenas um curioso no assunto, estudei por conta apenas por gostar do tema. Lá não tem 1 formado, o que mais chegava perto era uns dos chefes, formado em Física, mas que não sabia aritmética ( não identificou uma regra de 3 numa questão do concurso, detalhe, ele dá tbm dá aula em uma faculdade :-) e nem nada de informática, só estava lá pq era sobrinho de um desembargador.
Será que este projeto é mais um da serie:
“Políticos fazendo na vida publica aquilo que fazem na privada”
O problema é que a maioria dos cursos da área de informática não ensinam nada, todos nós sabemos que escola só serve como meio de socialização. Há muitos bacharéis de física, matemática, química, etc que humilham vários formados em Ciência da Computação, Engenharia da Computação,etc, sem falar de vários adolescentes absolutamente capazes, obrigar alguém a estudar vários anos numa faculdade pra aprender o que já sabia é foda, nossa área se atualiza muito rápida o que se aprende em 5 anos de faculdade em 1 ano vira inutilidade. Quem decide se o funcionário tem que ser formado ou não e a empresa que vai contrata-lo não o governo. Sou totalmente contra.
Viram a quem interessa este projeto de lei? Qual a sua REAL intenção? Mais uma teta para a Monarquia Social-Sindicalista Petralha (Burguesia do Capital Alheio) e seu Apedeuta-Mor, Dom Lulla I mamarem.
No braziu é assim; os espertos praticam o “bem comum” (o deles próprios) e os otários (nós) pagamos a conta! Não é demais?
CADA POVO TEM O PAÍS E GOVERNO QUE MERECEM!
“Braziu, um país de toLos”
“Revoltado, o Reinaldo Azevedo do BR-Linux”
Todo conselho é uma merda, tem muito médico com CRM que não sabe quase nada só sabe mesmo o genérico, tem muito pedreiro que sabe fazer casa melhor que engenheiro, acho o estudo da teoria bastante válido pois só a prática é pouco, mais limitar tudo a conselhos que só servem pra arrecadar dinheiro mesmo é inútil, minha irmã é psicologa estudou por vários anos tem CRP, mas isso não impede que eu saiba e conseguia debater sobre psicologia com ela mesmo eu não me interessando muito, o engraçado é que na teoria ela aprendia que fazer a faculdade era uma perda de tempo, um dia desses fui num médico, o cara me passou o remédio errado (errou feio), nem temei com ele me auto mediquei(não morri pelo contrário me curei), há profissionais bons e há profissionais ruins mas conselho nenhum m decide isso pois o que decide é o mercado. Por isso que o máquina pública tá assim, contrata quem tem diploma e registro no conselho em vez de contratar quem tem capacidade.
Só no mundo feliz e perfeito de quem apóia um Frankstein como esse que o Conselho vai punir alguém que contribui financeiramente pra que ele se mantenha.
Peguem as estatísticas de denúncias versus cassações, tanto dos CRMs quanto dos CREAs e verão os números.
Nenhum conselho, repito, NENHUM, vai ficar caçando diplomas das pessoas que os mantem financeiramente. O que não falta por aí é engenheiro incompetente que vive fazendo cagada. Falo isso porque sou Engenheiro Elétrico.
Além do mais, se alguém me indicar UM ÚNICO país no qual a profissão de informática seja regulamentada, eu apóio o projeto na hora.
Que país avançado esse nosso, hein… daqui a pouco os EUA e a União Européia estarão nos copiando.
Fico me perguntando como é que eles não tiveram essa idéia genial antes…
Como disseram aí em cima, esse projeto vai ser uma ótima muleta pra os milhares de profissionais de informática icompetentes que se “formam” todo ano.
Ou seja vocês são um bando de HIPÓCRITAS. Como podem ser contra se na verdade a defendem desde que seja realmente vantajosa para todos?
Por acaso isso é alguma piada?
Digamos que, se o relator desse projeto de lei modificar a atual redação dele vocês mudam de opinião?
Ou vocês defendem esta M#$%$# ou não; ou são contra ou a favor. Por favor não fiquem em cima do muro!
Dúvida de leigo: se não tem conselho, não é regulamentada, porque todo ano eu tenho que dar para o “conselho” o equivalente a um dia de trabalho?
Se aprovar essa lei foi ter que dar grana para 2 conselhos?
Muitos pensam apenas em si, por isso também não conseguem ver o lado negativo. Lembro-me da época em que começaram a sair programas para fazer sites, afim do usuário não ter que digitar mais o html “na unha”. Os programadores de html achavam um absurdo, etc. Por quê será? Talvez pelo simples fato de que eles estariam repartindo mercado. O mesmo acontecia nos primeiros anos de linux-br, com a evolução das ferramentas “facilitadoras” - criticavam por achar que tudo devia ser feito manualmente. Hoje a impressão que dá é que essa lei será a muleta dos diplomados sem aptidão. E o que os todos os profissionais perdem? Talvez isso torne o software livre ilegal, pois que garantirá um software sob a GPL? “Use por sua conta e risco” - não é mesmo? Com isso, para se usar mysql em uma empresa precisaria ter um banana que use mysqlfront com muito sacrifício, mas que tenha diploma para “mostrar o polegar”?
A criação de software é artística, certo? Então, existe algum órgão regulamentador que define a quantidade de cores que se pode usar em um quadro?
Isso nem parece mais democracia.
Revoltado, espero que dessa vez você esteja apenas trollando, e que na verdade tenha notado que isso é um falso dilema.
Existe, sim, gente que acha que regulamentação é uma boa idéia, mas discorda da redação atual da lei. Logo, é possível ser contra o projeto atual mas a favor da regulamentação. Apesar de eu discordar dessas pessoas também, porque acho que regulamentação é uma péssima idéia de qualquer jeito.
Gente, estamos fazendo uma confusão danada aqui.
1. Conselho e Sindicato são coisas completamente diferentes. O Conselho acompanha e fiscaliza a atuação dos profissionais, enquanto o sindicato preocupa-se com direitos trabalhistas da categoria.
2. Conselho e Ordem também são coisas diferentes. A OAB faz provas para determinar quem pode ou não exercer a advocacia, mas nenhum Conselho faz isso. Os Conselhos apenas registram os profissionais formados em cursos reconhecidos pelo MEC (independente de suas competências), e acompanham a atuação desses profissionais (no caso do CREA, através das ARTs). Esse acompanhamento não implica em julgamento nem censura do Conselho sobre o profissional - é apenas o registro das ARTs. Em caso de problemas, aí sim, a sociedade pode perguntar ao Conselho: “Quem é o químico responsável por tal laboratório que vendeu placebos no lugar de anticoncepcionais???”, ou “quem é o engenheiro responsável por aquele prédio que desabou???”.
3. A regulamentação de uma área profissional não passa pela discussão sobre a competência profissional de cada indivíduo. É uma questão de regulamentação jurídica, para que se possa cobrar responsabilidade, civil ou criminal. Quando um vizinho lhe recomenda um remédio, e você morre, ele não responde judicialmente por isso. Quando um médico receita um remédio, e você morre, ele poderá ser julgado por isso.
4. A existência de cursos de má qualidade não implica que autodidatas serão sempre melhores que profissionais formados. Claro que há médicos incompetentes, e que, eventualmente, seu vizinho pode lhe receitar um remédio que cure uma dor de barriga… mas alguém aqui, em bom juízo, defenderia o fim da regulamentação da medicina?
5. A regulamentação de uma profissão não torna ilegal toda e qualquer atuação por parte dos não-registrados. Toda regulamentação define limites do que pode e o que não pode ser feito por cada nível de formação, inclusive para os sem formação. É óbvio que não será necessário contratar um técnico registrado no Conselho para instalar o SO em seu computador mas, certamente, deverá ser obrigatório ter um profissional registrado para responder pela segurança do banco de dados de uma loja, que guarda o registro dos cartões de crédito de todos os seus clientes.
Por favor, leia os artigos 22, 2, 3, e 4 do texto do projeto.
Banco de dados, sistema que o acessa (PHP, por exemplo), configuração de rede, segurança de sistema operacional.
Hoje, um profissional apenas faz isso (é o que se chama multi-funcionalidade), mas já que cada um responde pelo seu cada um, uma loja precisará de um DBA, um programador habilitado para PHP, um especialista em redes e um pós em sistemas operacionais. Talvez um especialista em segurança, já que fala-se de cartões de crédito. E ai chega um moleque de 15 anos que não pode nem tomar cerveja e invade a rede e furta os dados.
Eduardo, na verdade eu não me expressei direito. Eu também sou contra quaisquer formas de regulamentação mas postei a crítica acima devido à maneira que os autores do blog encontraram para expor a posição deles - eles não são contra a regulamentação, eles são apenas contra o projeto em si - o que poderia levar incautamente outras pessoas que são totalmente contra quaisquer formas de regulamentação (como eu) inadvertidamente a apoiar a posição deles. Por isso é preciso prestar bastante atenção antes de sair por aí apoiando qualquer coisa; é preciso ler nas entrelinhas primeiro.
PS: Também acredito que o Augusto seja favorável à posição deles pelo fato de ter mencionado o tal blog aqui. Ou posso estar enganado ;-)
Em todo caso a citação abaixo vale para os insatisfeitos:
Como dizia o poeta Vinícuis de Moraes: “só existe uma saída para os problemas do braziu - os aeroportos internacionais.”
“Revoltado, o Reinaldo Azevedo do BR-Linux”
A melhor parte disso é que quem é totalmente a favor sao justamente os formados nas areas previstas nos projetos.
Me parece mais uma estratégia pra fechar o mercado pra um bando de incompetentes formados como um que conheci recentemente, empregado de uma grande multinacional de TI, e que não tinha a minima noção de linux (antes que venha alguém falar que não é necessário saber linux pra tudo, o cargo dele exige conhecer ao menos o básico).
Enfim, me parece uma forma de fechar o mercado e garantir vagas pra quem já tem o diploma ou tem papai com condições de pagar uma dessas universidades pagou-passou.
É triste, mas é uma realidade do nosso país, as pessoas entram em universidades pelo diploma e não pra aprender.
Fábio Prudente,
Eles são iguais em uma coisa: tomam dinheiro de quem trabalha.
Não vi ninguém dar a entender isso. Mas apenas que existem muitos profissionais formados incompetentes e muitos autodidatas competentes. Muitos mesmo.
Alias, esse projeto é de autoria daquele imbecil do azeredo não é?
Aquele mesmo que queria que cadastrassemos rg, cpf, cnh, impressões digitais, escaneamento da rotina e mais algumas coisas pra poder navegar em paz na internet.
Esse projeto estupido e mal fundamentado só podia vir da cabeça daquele safado mesmo.
Como é o nome dele? Não quero cometer o erro de votar num cara desses.
Não, é de um tal de Expedito Júnior. Mas quem deu parecer favorável na CCT foi o imbecil do azeredo, também conhecido como Eduardo Azeredo.
Quando falei se era necessário ser regularmentado para contribuir com SL não foi no que esse projeto diz, pois eu sei que ele nem toca em SL… Estou perguntando muito mais de forma filosófica, pois se um Software é mais bem feito por profissionais formados, então software livre não pode ser bom… É meio paradoxal não?
Quanto ao “Eu recebo pouco pelo meu trabalho“, desculpa, mas tenha 2 opções: 1- Estudar para merecer receber mais; 2- Trocar de emprego.
Vale ressaltar também que o mesmo cara que propôs a regulamentação da profissão é o cara que propôs a regulamentação da internet (Eduardo Azeredo - PSDB), alguém além de mim acha alguma ligação estranha?
Bom pessoal, estarei me formando no final do ano no curso de Ciência da Computação e sei que não preciso de lei nenhuma para entrar no mercado…
Vale ressaltar que alguns dos icones do SL nem formados em Computação são: Richard Stallman, Eric Raymond, dentre outros :-)… Vamos dizer agora que esses caras não são bons? Fala sério…
Quanto ao CREA, até onde eu sei o engenheiro daqueles prédios do RJ que cairam a anos atrás estão livres por ai, cadê o CREA?
Outra coisa… O governo deve sim regularmentar o Mercado e não as profissões… Se uma empresa contrata um programador ruim e este faz código que gerou catástrofe, o governo deve entrar junto da empresa e não do programdor (esse se resolve com a empresa)…
Abraços,
Roberto Parente
nunca conseguiriam acompanhar o avanço da tec. fora q jah pagamos o absurdo de sindicato, pagar agora mais um bandao de vagabuindo pra nada??
ENTAO PRA ENTRAR NO SENADO TEM Q SER DOUTOR, FORMADO E POS-GRADUADO!!!
Ok, estou convencido: a regulamentação é uma péssima ideia. Não traz vantagem alguma para a sociedade nem para os profissionais da área, só serve para engordar os cofres dos Conselhos e do Governo, e para criar reserva de mercado para incompetentes diplomados…
mas me restam 2 perguntas:
1. Somente os profissionais de informática devem permanecer desregulamentados, ou devemos aqui iniciar um movimento para desregulamentar todas as outras profissões? Em que aspectos os profissionais de TI são diferentes de engenheiros, contadores ou médicos (no que tange à responsabilidade jurídica sobre seus atos profissionais)? Como cidadão, você se sentiria seguro em morar em um prédio de 16 andares construído por um pedreiro “muito bom”, ou fazer uma cirurgia de catarata com um curioso que viu todos os documentários sobre catarata no Discovery Channel?
2. Quais outros instrumentos jurídicos podemos adotar para proteger a sociedade dos maus profissionais? Devemos mesmo aceitar que o “mercado” dê conta disso? Quantos serviços mal sucedidos um profissional incompetente pode ser capaz de executar, antes que o “mercado” consiga expurgá-lo? Devo lembrar que, juridicamente, ninguém pode ser punido por incompetência ou imperícia, se não houver determinação clara e expressa de que determinada competência ou habilidade lhe é cabida. Atualmente, é a regulamentação profissional que confere essas definições. Alguém sugere um caminho alternativo? Alguém tem conhecimento de como essa questão é resolvida em outros países?
Discordo completamente de você: é aí mesmo que o governo NÃO deve se meter.
Se o governo (principalmente este que se encontra aí) começar a intervir no Mercado, teremos que pedir permissão até mesmo para comprar um celular (vide a Disneylândia das esquerdas, Cuba).
Engraçado essa lei, em brasilia nos orgão federais tem diversos servidores publicos que atuam na área de TI que nem ao menos se formaram… Entraram no famoso “Trem da alegria”, aqui em Sampa no órgão em que trabalho também acontece a mesma coisa! Irônico isso…
E eu que sou terceirizado não posso ocupar uma função do corpo docente e sou registrado como “Digitador”, que na verdade administro toda rede do órgão, enquanto os servidores que ocumpam os respectivos cargos nem ao menos sabem o que tem que ser feito, e a única coisa que eles sabem é aquilo que os incompetentes de brasilia mandam eles fazerem. No fim quem tem que limpar as sujeiras somo nós que estamos ralando…
E o pessoal daqui do Br-linux ainda falam que aqueles que não tem condições de fazerem uma faculdade decente ou pelo menos terminar uma, não merecem trabalhar na área, sendo que vi e vejo muitos formados em TI trabalharem como auxiliar administrativo, e afins, porque não tem nenhuma experiência na área estudada.
“Agora fica a grande pergunta essa lei é para quem?”
Para os pobres e aqueles que tentam trabalhar seja ele contratado por uma empresa que acreditou naquilo que você propôs e viu que realmente era aquilo que eles queriam, e aqueles que trabalham por conta desenvolvendo sistemas ou fazendo serviços anônimadamente. Com certeza essa classe vai se extinguir e aqueles que ja estão contratados ou que prestam serviços que não tem sequer um certificado serão mais “menosprezados” pelas empresas do que já são, serão obrigados a fazer o serviço ganhando menos ainda do que realmente merecem, sob “chantagem” de serem substituídos pelos “supostos qualificados”. Isso se não forem mandados embora por justa causa…
Sem emprego, um passo mais longe da certificação…
“Pobre tem mesmo que morrer pobre….”
Em que aspectos os profissionais de TI são diferentes de engenheiros, contadores ou médicos (no que tange à responsabilidade jurídica sobre seus atos profissionais)?
Existem contratos bastante específicos para sistemas de missão crítica ou quase-crítica. A responsabilidade por falhas tem um custo, e um custo muito alto. O custo é alto, afinal, um projeto assim envolve um processo de validação que pode ser bastante demorado. A maioria dos clientes não quer pagar esse custo, prefere pagar mais barato e não ter todas as garantias de um sistema de missão crítica.
Como já disseram várias vezes, muitas das maiores personalidades da área de TI não fizeram curso superior. É ridículo supor que a regulamentação da profissão vai melhorar alguma coisa.
E por quê não? Na minha opinião, desregulariam-se TODAS as profissões.
No que a falta de um sindicato ou categoria que os represente poderia fazer diferença na vida desses profissionais, pelo menos na prática? Os tornaria menos profissionais por isso?
De onde você acha que vieram os fundamentos da Medicina ou da Engenharia? Houve uma época que estas profissões não eram regulamentadas, sabia disso? O Roberto Parente citou uma coisa interessante acima: “Quanto ao CREA, até onde eu sei o engenheiro daqueles prédios do RJ que cairam a anos atrás estão livres por ai, cadê o CREA?”
Deixa eu te contar um segredo: a regulamentação da área de TI na verdade não vai responsabilizar nem civil nem penalmente os profissionais caso estes venham a cometer irregularidades; na verdade vai criar um corporativismo e uma burocracia assim como já existe dentro das demais profissões existentes. Por quê você acha que os engenheiros mencionados pelo Roberto até agora não foram punidos? Pense nisto.
Em se tratando de responsabilidades, existe o Código Civil que preenche os requisitos muito bem caso for necessário, melhor que este projeto absurdo.
Bem senhoras,
aqueles que acompanham de perto sociedades como a ACM sabem que essa lei parece interessante, so que o que vemos atualmente, várias outras áreas emglobando a computação como um todo.
O que a ACM diz? que em breve áreas específicas de computação irão sumir e outros cursos vão emglobá-lo.
Por que? porque atualmente até um macaco com um livro na mão aprende a programar e padrões de projeto.
Essa é a realidade, aqueles que querem aprovação da lei por um lado tem razão so que por outro tem medo de perder emprego para alguem sem curso superior.
Rodrigo, tenho a impressão que no serviço público federal a atuação profissional segue regras específicas, inclusive devido à existência dos concursos públicos.
Os requisitos de filiação a conselho podem ser menos óbvios do que parecem, nesta esfera, exceto em casos específicos de desempenho profissional (como no exemplo dos médicos e engenheiros). Por exemplo, os analistas judiciários (que não são advogados, mas precisam ser bacharéis em Direito) não precisam passar pela prova da OAB (e de fato não usam o título de advogados), os analistas administrativos não precisam ser associados ao CRA (mas assim não são chamados de Administradores), e assim por diante. Claro que isso não significa que um deles não pode se filiar ao CRA por vontade própria e passar a ser, de direito, Administrador.
Imagino que para os analistas de sistemas, neste âmbito, vá valer uma regra similar, ou um jeitinho - como chamar o cara de Analista Administrativo Especializado em TI. Por outro lado, se houver a regulamentação (algo que não sei se é bom), espero que o responsável técnico por projetos de informática, também na área pública, precise ser uma pessoa devidamente habilitada, sem jeitinhos, para não criar feudos.
Minha visão desse tipo de pergunta é essa:
- Eu acho absurdo quererem proibir as pessoas de fazerem pizza de terra.
- Você comeria uma pizza de terra?
Uma coisa não tem relação nenhuma com a outra. Eu quero, sim, saber que o profissional que eu contrato é competente, seja um médico, programador ou engenheiro. Mas não quero que o GOVERNO seja o responsável por dizer quem é competente ou não. Quem for contratar que escolha os seus meios de garantir que o profissional é competente ou não, tem muitos meios pra isso. Eu posso querer que o construtor do meu prédio tenha estudado bastante, e que o médico que vai me operar também. Mas isso não quer dizer que isso tenha que ser obrigatório, e que a certificação possa ser feita apenas por quem o governo disse que pode.
Eu também quero que todos os pratos dos restaurantes onde eu como sejam limpos, mas não defendo a criação de um Conselho Federal de Lavação de Pratos.
É incrível como tem gente que acha que tudo precisa ser feito pelo governo, usando a força de imposição do Estado.
Quantos serviços mal sucedidos um profissional incompetente pode ser capaz de executar, antes que o Conselho Federal de Seiláoque consiga expurgá-lo? (Dica: o mercado vai puní-lo mais rapidamente que a burocracia estatal)
O contrato de prestação de serviços confere essas definições. Você contrata alguém e divide responsabilidades sobre o resultado do objeto do contrato. E se causarem danos a terceiros, uma das duas partes (ou as duas) terá que ser responsável.
E pra fazer os contratos valerem serve a justiça. Não precisamos obrigar todo mundo a fazer faculdade e a sustentar mais um órgão e proibir gente competente de trabalhar só porque não tem um papelzinho mágico, pra responsabilizar as pessoas pelos seus atos.
Esse projeto de lei relaciona apenas 3 cursos em TI: Análise de Sistemas, Ciência da Computação ou Processamento de Dados. Sendo que por exemplo o curso em processamento de dados praticamente não existe mais faz um bom tempo (Pode ser que esteja errado), mas como ficariam cursos como: Sistemas de Informação, Engenharia da Computação, Informática, Tecnico e Desenvolvimento de Sistemas e alguns outros que são aprovados e reconhecido pelo MEC?
A lei estaria cobrindo somente esses cursos mesmo ou teria alguma espécie de “emenda” incluindo demais cursos correlacionados?
Como já vi comentarios, parece uma redação um tanto quanto ultrapassada.
O Brasileiro ama o Estado, tirar isso dele seria como tomar chupeta da boca de criança ou impedir um viciado de usar drogas.
Está arraigado nas mentes e corações deles, vide a popularidade do Apedeuta-Mor, Sr. PresiMente Inácio.
outra coisa que esqueci de mencionar,
quem faz engenharia da computação, dependendo da área que vai seguir necessita se inscrever no crea hehehe pois eng. da computação é uma sub área da engenharia elétrica.
E como ficaria isso? hehehhe
Ainda nessa linha… O próprio Engenheiro Eletricista e o Engenheiro de Controle e Automação, que são caras que desenvolvem o hardware e podem (na maioria das vezes) desenvolver também o software (drivers e até sistemas completos de controle para o seus dispositivos), como é que ficam? Vão precisar contratar um zé mané qualquer com diploma em computação/análise/processamento de dados só para assinar a análise do sistema e implementação?
Sou contra a regulamentação de qualquer profissão. E como já foi mencionado antes, quem defende a regulamentação então deve se empenhar para regulamentar todas, cozinheiro tem que ter diploma e curso superior, faxineiro também, vendedor, motorista e tantas outras. Minha esposa é enfermeira, conheço muita gente incompetente exercendo medicina com CRM que poderiam ser comparados (já que o pessoal aí gosta de comparar profissões) com o sobrinho do cunhado do chefe que aprendeu a mexer no “drimuiver”. Conheço pedreiro que manja muito de projeto estrutural que muito engenheiro. Enfim, teclando na mesma tecla, quem é um bom profissional formado não precisa se esconder atrás de um diploma.
Estudo, seja na escola, na universidade ou por conta própria é o meio, não o fim.
———
Anderson R. Livramento
Ufa Consegui. Li todos os comentários.
Compartilho da idéia que o grande impacto deste projeto será com relação ao Brasil oficial, “pão formal” achei ótimo.
Tenho dúvidas se ainda nesta legislatura ele vai ser aprovado porém pelo pouco que sei das regras de negócio do legislativo quando um projeto cumpre algumas etapas (quais?) ele não pode ser arquivado no fim da legislatura.
Por princípio acredito que quanto mais regulamentado for um setor menos dinamismo ele possui.
O projeto passou direto pelo CAS(assuntos sociais) demonstrando inequivocamente que, ao contrário do que muitos pensam, os políticos em Brasilia trabalham rápido. O que ocoreu com o pedido de audiência pública que a SBC solicitou ao CAS?
Entretanto tenho dúvidas ainda se ele vai ser aprovado pelo CCJ do senado , onde ele está agora, já que pelo que eu sei o projeto não pode criar um conselho (atribuição do executivo), ou pode?
Enfim não tenho dúvida sobre uma coisa estamos em um pais que adora “papel” e no dia que isso for uma virtude o Brasil será a maior potência mundial de todos os tempos.
Links:
Phillip Calçado sobre o assunto ele fez um bom resumo.
comentário sobre o filme “Quase deuses” - onde um pobre coitado não formado ensina aos doutores da época com fazer a primeira cirurgia do coração.
falácia do diploma. - pulem os primeiros 2 paragrafos.
Protesto do kumpera, já defasado porque já passou pelo CAS
justificativa para ,uma boa,regulamentação(PL 1561/2003)
historico de projetos
considerações sobre o atual projeto de lei
Marcelo Nascimento,
Então quer dizer que quando vc está doente procura a farmacia natural depois que for no resador ou macumbeira não é???
E se precisar tomar injeção, vc procura algum drogado pra aplicar-lhe não é?
“CRIAÇÃO DOS CONSELHOS JAAAAAAAAAA”
É, porque tudo que não for proibido deve ser obrigatório, e tudo que não for obrigatório deve ser proibido.
[...] Fonte: BR-Linux.org [...]
“Não é o que o projeto diz. O projeto de lei diz que é ilegal simplesmente exercer as mais variadas atividades, sem a autorização do governo e sem contribuir financeiramente para o Conselho.”
Errado. Leia o projeto com atenção e você vai ver que ninguém está proibindo ninguém de trabalhar.
Outra coisa que o pessoal está confundindo. Não é o Estado que vai definir sua capacitação, é o próprio mercado. O próprio Conselho vai ser formado por integrantes do mercado, e não do governo. Acontece com todas as profissões.
O que acontece no Brasil é que muitas pessoas morrem de medo de ser avaliadas.
Regulamentando a profissão, vai elevar o nível das faculdades, já que vai ajudar a eliminar as ruins e definir regras claras pra quem for trabalhar, bem como um código de ética. E vai elevar o nível da profissão, retirando os maus profissionais que desvalorizam o nosso trabalho.
A maioria dos que são contra pelo jeito são justamente os que não tem curso superior, mas esses não tem nada a temer. Investimento em Educação é o melhor gasto, e ninguém vai ser obrigado a mudar de profissão. Só vai ficar mais fácil a pessoa ter um apoio jurídico contra os picaretas. Se você é um bom profissional, não tem nada a perder.
Nossos políticos poderiam voltar toda essa “vontade” de trabalhar em algo mais produtivo como uma legislação mais avançada sobre crimes de Internet e tecnologia… Mas parece que bandido tem mais lobby do que técnico em informática.
Os esquerdistas e os legalistas já descobriram este post e começaram a invadir o BR-Linux, agora vai ficar impossível manter o diálogo.
sobre o que foi dito acima “o conselho será formado por integrantes do mercado”.
Você conhece o CREA? Sim é formado por pessoas do mercado so que são meros políticos, aprovam o que vem na mente deles e que é contra não tem voz.
Penso que trabalhar, mesmo, qualquer um vai poder continuar trabalhando.. seja desenvolvendo software seja montando redes ou o que for.. senão fosse assim não teríamos mais clinicas de aborto por ai não é? ou aqueles médicos clandestinos que sei lá daonde saem.
Vai ter muita gente mexendo com software, acredito que a idéia da Lei seja você tentar criar como falaram ai em cima, uma casta de pessoas que outras podem procurar com alguma “garantia” de que são bons profissionais.. o caso do contador por exemplo é um deles.. “se você quer um bom contador então contrate um com nível superior e cadastrado”, o mesmo vale para todos nós da área de informática, ainda vão existir os caras que vão custas R$ 600,00 e vão trabalhar com programação, o que nós podemos fazer? Com certeza a polícia não vai ficar atrás desses programadores.
A regulamentação é importante, um piso salarial é importante, se tivermos um conselho ativo como o CREA ou a OAB, que brigam por você, porque não?
Me desculpem aqueles que fazem seus cursos de 2 semanas via web, mas não podemos comparar aqueles que gastaram tempo e esforço durante 4 ou 5 anos com vocês, juntando cursos de línguas (inglês, espanhol), posgraduação, buscando um salário melhor e uma vida melhor. Dai você com esse currículo é obrigado a se sujeitar a um salário de R$ 1 mil reais porque senão for assim, o empregador pega um estagiário, paga 1 mês de curso de programação e contrata por R$ 500,00 e você fica na rua. É claro que, como meu pai sempre falou, o mercado é para os bons, para os bons sempre vai ter vaga, mas você vai ter que correr atrás dela também… sai de Campo Grande - MS e vai para SP ou RJ ou para Curitiba, porque no seu mercado local, você é mais um a competir com o piso que foi criado para nossa área: Programador de 2 semanas.
Abraços.
Sou a favor da lei, por mais que meu curso(Engenharia de Computação) não faça parte hehehe. Alias meu curso já tem o direito a fazer parte do CREAm então nada mais justo como os outros terem também um orgão. E seria injusto se o meu tivesse 2 orgãos.
Quanto aos cursos que não fazem parte, é bem óbvio, são faculdades que criam cursos totalmente desconhecidos e desligados do MEC, ai a culpa não é do MEC né.
Resumindo: A area de TI so tem a ganhar com esse projeto de lei, essa area é muito bagunçada. Um advogado pra exercer a profissao tem que ter a carteira da OAB, um engenheiro tem que ser credenciado ao CREA… porem na area da informatica tem gente que pega um tutorial na internet, nao aprende direito e sai fazendo besteira. Dessa forma muita gente vê esse tipo de “profissional” e os profissionais graduados da mesma forma.
Sou totalmente à favor de duas coisas, primeiro da regulamentação, pois realmente, a nossa área é uma das mais menosprezadas e sem apoio do mercado, porém paradoxalmente, é a que cada vez mais suporta as outras atividades.
Excesso de trabalho, bancos de horas, chefes incompetentes formados uns em outras áreas outros até em TI, prostituição do mercado por profissionais piratas tendo que ouvir que o que vc faz é igual ao trabalho do filho do amigo do vizinho do primo do chefe que “manja pra caramba de computador” e portanto deveria cobrar o mesmo que ele faz por bico.